Gimme More
44 Hidden
Notas iniciais
Hidden 5 – Connor Stoll
Francamente, ele estava feliz pelo relacionamento firme do irmão e gostava de Katie, principalmente agora que ela fora introduzida no mundo mafioso. A questão era que ele não curtia toda aquela melação, seu irmão estava mudado de um jeito estranho e para certos assuntos até perdera a frieza. Não, Connor não admitia negar sua imagem de mafiosa fosse por um amor romântico, fosse por um trabalho ou qualquer outra coisa. Ele conhecia seu lugar e sua essência. Ele compreendia Thalia e compreendia Marcos: ele nascera para viver naquele mundo, para mentir, para roubar e desfrutar daquele mundo ideal pelo qual lutavam à surdina.
Não era o lugar favorito dele, mas ele seguia para o departamento de transporte; fora encarregado de mandar heroína em pó e ópio para a França. Na Máfia ninguém era obrigado a fazer tarefas cujo risco de vida era enorme, o pessoal escolhera aquela vida e a área a qual seguir então não havia resistência, não era forçado. E Connor sabia que aquilo, aquele fato de ser livre e espontâneo era o que mais agradava a herdeira daquele mundo.
–Olá moças – ele cumprimentou as meninas com seu jeito de safado; naquela sala só havia meninas naquele dia – Qual de vocês já conseguiu engolir uma uva inteira sem mastigar?
A pergunta deixara-as desconcertadas. Connor sabia que havia pegado as iniciantes, mas a pergunta era um marco.
–Não se preocupem. Estão aqui para treinar e eu para instruir. Fica mais fácil quando são banhadas com óleo. Temos óleo de coco e óleo uva, fiquem a vontade para escolher.
Aquele treinamento era o mais simples, o mais básico de todos. Engolir as uvas era um modo de treinar o corpo para engolir cápsulas, como eram treinados a perfeição, as cápsulas só seriam engolidas depois de no mínimo um mês inteiro.
Supervisionou o treinamento e logo passou ao processo minucioso de embalar as drogas. Estava na realidade à espera de uma missão no seu quadrante especifico, até lá se conformava em ajudar. Naquela tarde, Marcos comunicou que ele fora escalado para receber de Atlas a costumeira contribuição. Não era um roubo ainda, mas contentou-se. O olhar de Marcos dizia que ainda havia mais, mas não sabia se deveria ou não contar; o rei decidiu que sim. Cruzou os braços e encarou o ladrãozinho.
–Atlas é um homem de princípios antiquados.
–Todos sabem disso – Connor interrompeu; o rei não pareceu se importar.
–Sim, é de conhecimento público. Também é de conhecimento público que ele tem duas filhas. – ele percebeu para onde a conversa estava seguindo. E não gostou – Ele espera casar uma com algum político e a outra com a elite da Máfia.
–Marcos, eu não...
–Escute – o voz dele era naturalmente grossa e ríspida, porém ele tentava suavizar o tom devido o tema complicado da conversa – É uma aposta certeira: duas filhas legítimas, uma com um político correto e rico, a outra com um mafioso igualmente rico e poderoso.
–Assim ele ficaria completamente protegido, de ambos os lados.
–Exatamente. Nós não queremos isso. Sei que ele anseia por um casamento com Apolo ou Hermes Grace, não acredito que consiga. Nós sabemos como são os Grace – os dois sorriram – Apolo estava muito interessado numa competidora de arco e flecha segundo conta Thalia e Hermes está envolvido com uma de nossas agentes, Hestia, ela não está na sede, permanece em uma filial nossa. Compreende? A família Grace é a primeira na mente dele, a mais poderosa e influente em muitas áreas.
–Ele deve entrar em contato com Zeus ou com um desses dois, visto que Dionísio já está casado.
–Muito bem observado.
–Thalia sabe disso? Que os irmãos estão sendo disputados? – perguntou tentando desviar o assunto e achando graça na situação.
–Creio que não; também creio que ela não se importaria muito com esse casamento, preocuparia a ela a nossa parte.
–Você disse que os Grace são a primeira opção. E as outras?
–Os di Angelo seguem logo atrás. A filha mais jovem é apenas um ano mais velha que Nico. Hades é imprevisível quando se trata do filho homem, Bianca pode e fará a cabeça do pai se chegar a esse ponto e não permitirá. – ele fez uma pausa deixando que seus frios olhos examinassem Connor – Atlas sabe que temos uma elite. Mas não sabe que a linha direta é feminina, ele não conhece nossa elite, nossos membros.
–Me mandar seria um risco muito alto. – não conseguiu se conter.
–Eu sei. – disse lentamente – Não é mais um segredo a relação do seu irmão com a prima de Thalia.
–Exatamente. Atlas é sonso, mas acredito que vá fazer essa ligação – disse rapidamente tentando... Espera! – Mas se você... – Marcos sorria da confusão do garoto – O que estou fazendo aqui?
–A quantia que Atlas vai mandar não é nada comparada ao que nos deve. Negócios relacionados com um mau investimento. Não somos tolos: ele planeja enganar-nos e o casamento é a salva-guarda que possui. Você por fazer parte da elite e estar à espera de ação foi indicado e escalado para um grande roubo. – Marcos inclinou-se para frente e disse com firmeza, em uma felicidade friamente mafiosa – Roube as meninas e traga-as para cá.
[...]
Connor passou o restante da tarde analisando o planejamento já pronto, feito exclusivamente para seus olhos. A mais velha havia passado um tempo na Alemanha, mas já estava de volta. Elas estariam em casa já que o pai sairia para entregar o pagamento a um homem que não conhecia. Estava tudo certo.
Connor ficou responsável por escolher sua equipe de partida, não mais do que seis sem contar o motorista. Estudaram juntos o sistema de segurança, souberam que não haveria nenhum empregado; era perfeito demais: só as duas. Nada mais.
As ruas estavam escuras e a van os aguardava. Connor sinalizou para o técnico em informática descer: o homem mexeu na caixa de eletricidade e em menos de três minutos o sistema de segurança caíra; Atlas havia saído há menos de cinco minutos cronometrados. O carro já estava no jeito da fuga quando Connor desceu e passou facilmente pelos portões de ferro. A casa era grande e bonita, nada no nível Grace/Di Angelo, mas era luxuosa. Esgueirando-se pelos cantos, nas sombras, os seis se dividiram cercando a casa e adentrando o espaço externo, conhecendo o terreno caso houvesse algum imprevisto.
Ele foi o primeiro a entrar na casa, depois de olhar pela janela e garantir que não havia ninguém no andar. Connor ignorou a decoração e sinalizou indicando o caminho que cada um deveria seguir. Seus coturnos não faziam qualquer barulho no piso polido e a camiseta preta grudava em seu corpo definido devido o suor da ação e emoção. Subiu os degraus devagar e encontrou dois quartos, Caio estava atrás dele e foi para ele que indicou a porta. Os dois observavam uma jovem de pele bronzeada e cabelos ondulados castanhos presos com descaso, vestia um pijama claro e parecia ler junto à brisa fresca da janela. Caio entrou depois de receber a permissão. Calypson era pequena, mas emitiu um grito agudo de medo quando o homem a tocou.
–Odeio quando gritam – resmungou o comparsa. Connor deixou a aos cuidados de Caio e seguiu para a porta fechada de onde vinham os chamados da irmã mais velha.
–Caly! Caly o que foi? – Connor entrou e encontrou uma cena adorável: a menina estava no meio do quarto, parada estática devido sua chegada, tinha a idade de Thalia, tinha quase certeza. Os cabelos escuros caíam em sua pele bronzeada, nos olhos negros o medo e a raiva pela sua presença, com exceção da toalha branca não havia nada que cobrisse seu corpo. Connor não pode evitar ficar excitado – Quem é você? O que faz aqui? Caly...
–Contanto que ela não lute ficará bem. O mesmo vale para você Zoe.
–Como sabe meu nome? Deixe-nos em paz!
–Não quero deixá-la – ele disse olhando-a de cima a baixo com crescente desejo. Aquelas coxas grossas despertavam uma vontade irrefreável de apertá-la, imaginou aquelas pernas ao redor de sua cintura, os quadris se chocando, os gemidos dela em seu ouvido... Sorriu de forma maníaca – Não tenho qualquer intenção.
Não que ele fosse estuprá-la. As regras mafiosas sobre esse crime eram claras demais e a punição não valia a pena de forma alguma. A Máfia sempre fora um lugar de valores morais altíssimos, quase utópicos, mas as leis referentes a estupros e abuso de mulheres haviam sido duramente reforçadas quando em menos de uma semana Marcos adotara Thalia como sua filha assim como as outras quatro princesas. E ele respeitava. Respeitava profundamente.
Zoe tentou correr para fora do quarto e Connor deteve a tentativa; logo estavam brincando de pega-pega, não havia muito espaço para isso então se tocavam o tempo inteiro. Chegou um ponto no qual o rapaz tomou-a pela cintura com violência, trazendo-a para junto de si até terem os corpos colados. Zoe debatia-se tanto que acabou levando-os a cair na cama com uma infeliz fatalidade: a toalha havia caído. O corpo de Connor estava elétrico, conseguia sentir o contorno das formas femininas dela, sentia a respiração ofegante dela e mesmo ainda vendo o medo nos olhos escuros, viu uma minúscula quase inexistente chama de desejo. Uma lágrima caiu de seus olhos. Ela provavelmente pensava que seria violada.
–Prometo não machucá-la – sussurrou ao ouvido dela; Zoe estremeceu.
Connor levantou-se e a admirou em sua nudez. Era de fato muito bela. Ficou encantado com o movimento de sua respiração ofegante... Puxou-a pelo pulso, colocando-a de pé, então a arrastou em direção ao guarda-roupa, sem soltá-la em instante algum entregou a Zoe uma camiseta folgada que só cobria sua bunda com algum esforço, mas ele não permitiu que vestisse nada mais. Desceram as escadas de mãos dadas, Zoe ainda atordoada com tudo aquilo não reclamou de nada, estava ainda preocupada com a irmã caçula, tudo bem que não compartilhavam a mesma mãe, mas ainda eram irmãs e se cuidavam com carinho.
–Que vista agradável – riu um companheiro.
–Deixe-a em paz – retrucou com a autoridade de mafioso que só os mais respeitados, somente os mais chegados a Marcos possuíam – Saquearam a casa?
–Pegamos alguns suvenires – riu uma menina baixinha de luvas finas e negras – A outra já está no carro.
–Então vamos.
Connor e a moça foram os últimos a passarem pela porta, logo depois de Caio deixar o recado a Atlas, Zoe estremeceu devido o vento gelado e o terreno irregular sob os pés nus. Connor tomou-a nos braços instintivamente, rejeitou o pensamento, a sensação de desagrado com a infelicidade dela. Na van, deixou-a sentada em seu colo e a princípio a moça não demonstrou emoção, logo percorreu o veículo com os olhos até encontrar a irmã vendada no último banco.
–Não se preocupe querida. Calypson está bem, só um pouquinho dopada – a menina baixinha riu – Não se assuste – ele sussurrou no ouvido de Zoe enquanto segurava seus pulsos e os algemava – É apenas um procedimento padrão – Zoe resistiu; havia permanecido passível apenas para chegar até a irmã, logo estariam fugindo juntas para os braços do pai; antes de vendar-lhe os olhos Connor puxou-a fortemente de encontro ao seu corpo; foi imediato o impulso de luxuria, mas reprimiu-o, aquela não era hora – Você quer que eu te drogue também? Não tenho ordens de machucá-las, nem quero, mas se me irritar serei mau.
–Não – sussurrou ela; seu sangue fervia em raiva e, ela teimava em negar, desejo. Aquele homem era muito bonito, mas ela tinha uma experiência desagradável o suficiente para não se envolver – O que vão fazer conosco? Caly...
–Sua irmã vai ficar bem – disse já irritado – Vocês apenas tiraram umas férias. E vão desfrutar desse descanso num quarto aconchegante.
–Nos deixe ir! Não fizemos nada!
–Você é bonita demais – ele murmurou para si mesmo – Quase me faz reconsiderar a oferta... Se não fosse tão agressiva...
–Garoto nojento! Solte-me já! Deixe-nos voltar...
–Não deu certo – suspirou – Caio me passa a seringa.
–O que? Não! Você prometeu!
–E você prometeu ficar quietinha. Vou mudar os termos: comporte-se e nada de ruim acontecerá, caso o contrário aconteça sua irmãzinha sofrerá as consequências na frente de seus olhos. Não queremos isso, queremos?
Zoe não falou nem enxergou mais.
[...]
O quarto era simples, as paredes nuas, as janelas trancadas, a cama era de casal e confortável o suficiente para que Zoe esquecesse as circunstâncias daquela noite. Mas não estava só.
–Você não falou mais.
–Deixe-me garoto!
–Por que tanta rispidez na palavra garoto? – Connor aproximou-se para soltar-lhe as mãos; Zoe cerrou os olhos com raiva. Porque ele não a deixava em paz? – Eu não lhe machuquei.
–Sequestrou a mim e a minha irmã. Mais que isso, você é um homem e todo homem é repulsivo – ela cuspiu as palavras.
–Inclusive seu pai?
–Inclusive meu pai – sussurrou ela para surpresa dele. Estava tão surpreso que demorou a perceber que ela se levantara e corria para a porta; Connor foi mais rápido, prensou-a na madeira e trancou a fechadura. O corpo dele estava grudado no corpo dela, que estremeceu com a proximidade e falta de roupas.
–Foi um garoto, não foi? – ele perguntou – Algum homem te machucou.
–Isso não te importa – ela gaguejou; Connor notou que moça empalidecera.
–Você não precisa ter medo de mim – ele sentia um perfume diferente, era exótico, como ela – Não quero fazer mal a você... – Connor enterrou o rosto na curva do pescoço sentindo o cheirinho gostoso, deslizou o nariz sobre a pele macia e...
–Não! Garoto insípido! Solte-me! Solte-me! – e debatia-se com tamanha força que o espantou. A cólera e o medo tomaram conta dela, que estapeou, chutou e xingou o captor. Connor xingava de volta, mas apanhava feio; Zoe era forte e possuía uma habilidade invejável. Connor tentava inutilmente desvendar de onde vinham aquelas técnicas, mas... – Não vou permitir que nos machuque, que nos prenda...
Connor jogou-se sobre ela imobilizando os braços e as pernas. Zoe ficou ofegante com a proximidade e em segundos tinha as bochechas coradas. Ele olhou-a nos olhos admirado: ela era selvagem e ainda sim tinha os modos polidos de uma princesa, a aparência impecável da mais bela flor persa. E saber que a menina estava praticamente nua não o ajudava a se manter são. De uma forma inexplicável, Connor Stoll estava atraído por Zoe Doce-Amarga de uma maneira a qual nunca havia ocorrido antes. Ele tinha consciência de que ela estava assustada, e não era intenção dele feri-la de qualquer forma, mas... Connor desceu seus lábios aos dela com suavidade ao contrário do que era acostumado a fazer. Chupou aqueles lábios cheios devagar então a olhou nos olhos, voltou a selar os lábios e se surpreendeu quando ela correspondeu ao mover lento, ao encontro de bocas. Connor soltou-lhe as mãos segurando-a pela cintura e Zoe entrelaçou seus dedos nos cabelos rebeldes dele. Ele notou a delicadeza dela apesar de todos os espinhos, com ela, Connor percebeu, toda a sua doçura seria colocada a prova. Ele não se importava com isso; havia algo em Zoe que despertava o pior e o melhor em si.
Ele aumentou a intensidade explorando cada um dos cantos de sua boca, e continuava a se surpreender com a correspondência dela. Zoe desceu uma de suas mãos aos ombros do rapaz e massageava-o e só com o toque dela, Connor percebeu que a tensão, que ele nem sabia que estava lá, se esvaia. Quando para ele as coisas ficaram mais intensas: sua mão na coxa dela e a mão dela em seu peito, Zoe recuou assustada.
–Não... Eu não devo...
–Por quê? – a súbita rejeição doeu marcando com ferro quente seu peito.
–Eu... Eu prometi... Nenhum homem, jamais!
–Prometeu a quem? – uma lágrima caiu dos olhos dela; Connor estava se surpreendendo consigo mesmo; beijou aquela gotinha salgada e esperou ela responder.
–A mim mesma – sussurrou. Ela tinha os olhos fechados e respirava profundamente; ele firmou o aperto em suas pernas conduzindo-as a sua cintura. Zoe abriu os olhos depressa. Logo, Connor conduzia o braço da moça ao seu pescoço, assim a ergueu, tirando-a do chão e levando-a em direção a cama. Deixou-a deitada e acariciou seu cabelo macio com os olhos vidrados; ele não sabia que Zoe enxergava toda a dor em seus olhos. Connor de fato não sabia porquê doía.
–Não vou forçá-la a nada. Não precisa fazer o que não quer – beijou-lhe a testa e se preparava para desejar boa noite quando Zoe tomou-lhe a boca em um beijo longo; apesar de confuso, Connor não recuou, beijava-a com a mesma intensidade e suspirava com os carinhos que ela lhe proporcionava. Zoe, contrariando todas as expectativas de seu captor, lhe tirou a camiseta; ela descia as mãos leves por sua pele e Connor se arrepiava. Não se sabe qual dos dois se livrou das calças do rapaz, mas lá estavam os dois: apenas duas peças de roupa (uma dele e a outra dela) separando-os. – Zoe – Connor interrompeu os beijos longos e inebriantes – Tem certeza do que quer?
Os olhos escuros como café reluziram para ele. Connor sabia que ela o queria naquele momento e que nada os impediria de consumar o ato... Mas e depois? Connor não queria que ela se arrependesse do que fazia. Não queria que Zoe se arrependesse de escolhê-lo. Tinha medo de falhar, afinal, ela estava jogando fora suas promessas.
Ele não falou mais: tirou a cueca e a camiseta que ela usava. Soltou o ar dos pulmões – Você é tão linda – ele suspirou; Zoe tinha as bochechas em um tom forte de rosa. Ele deitou sobre ela beijando-a nos lábios, pescoço, ombros, busto e ofegou em seus seios, cheirando sua pele perfumada e macia, beijou a curva daqueles lindos peitos, então os mamilos e mal percebeu o segundo em que chupava, em que mamava como criança, desesperado e sedento. Ela gemia baixinho, soltava o ar devagar e deslizava as unhas no pescoço do rapaz. Connor tinha o pau duro apenas por ouvi-la gemer. Voltou a beijá-la nos lábios e deixou as mãos escorregarem por suas curvas até encontrar sua intimidade úmida; introduziu um dedo lentamente sentindo sua respiração se tornar mais pesada, colocou o segundo para ouvi-la gemer baixinho, para abri-la, prepará-la para o que viria, ele mexeu os dedos em movimentos circulares e introduziu um terceiro. Brincou um pouco mais com ela até ele próprio não se aguentar de ansiedade. Encontrou uma camisinha no criado mudo e colocou-a.
Penetrou-a devagar, sentia como se ela o comprimisse e então sentiu algo se romper e um gemido alto de Zoe chamou-lhe a atenção. Connor olhou-a: tinha os olhos fechados em dor, os ombros contraídos e tensos. Ele não se mexeu por um bom tempo, ficou deitado sobre ela sussurrando palavras gentis e até românticas em seu ouvido, prometendo que a dor ia passar; ele nunca tinha tirado a virgindade de nenhuma menina e aquela reação por mais que fizesse sentido, assustou-o. Zoe depois de um tempo abriu os olhos, ela acariciava os cabelos de Connor e levou uma de suas pernas a cintura dele. Era o sinal que ele esperava: saiu de dentro de seu corpo para deslizar de volta para dentro dela com lentidão, entrou e saiu aumentando a velocidade devagar até que os gemidos dela e os dele próprio saíssem rapidamente confundindo-se em um só, os quadris colidindo, ele ofegou no pescoço dela, mordendo quando Zoe se contorceu debaixo dele, levou uma mão ao seio dela, brincando de apertar, de puxar, de esfregar... Quando finalmente atingiram o ápice, Zoe estava suada, o corpo reluzindo, os olhos brilhantes. Sexo lhe cai muito bem.
...Uma lágrima caiu dos olhos escuros da menina.
–Eu te machuquei? – perguntou já se livrando da camisinha.
–Não – ela suspirou e voltou a beijá-lo com suavidade – Eu nem sei seu nome – lamentou ela fazendo-o sorrir; só depois de deitar ao seu lado revelou seu nome. Ele queria perguntar sobre esse outro garoto/homem que a machucara a ponto de se desiludir tanto, mas não o fez; não era o momento.
Connor passou a noite ao lado da moça selvagem que o encantara. Ele tinha a impressão de que depois daquela primeira vez as transas de Zoe seriam brutais. Dormiram juntos, ela aprisionada nos braços dele, ambos nus compartilhando o calor. Pela manhã quando o celular o lembrava que tinha uma vida mafiosa para viver e trabalhos a fazer Connor vestiu-se e vislumbrou na penumbra a macha circular de sangue nos lençóis. Ele saiu e retornou com uma flor, Copo de Leite, deixou um bilhete rabiscado junto à flor e saiu... Tinha ainda que treinar as meninas para engolirem mais uvas.
Zoe acordou dolorida, seus quadris e sua intimidade doíam intensamente, mas uma sensação de bem estar a preenchia. Ela podia ainda sentir o cheiro dele nos lençóis e ficava corada apenas se lembrando do que fizeram durante a madrugada. Encontrou a flor e o bilhete:
Preciso de mais que uma noite, princesa. Isso nunca será o suficiente!
Ela sorriu... Só até lembrar que ainda era cativa.
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