Gimme More
52 Capítulo 42
Notas iniciais
Capítulo quarenta e dois –
Cheguei tarde a minha casa. Luke havia dançado comigo uma sucessão de músicas e os ritmos penetravam meus sonhos. Sequer me lembrava de voltar para a mansão tão inebriada de sensações eu estava. Acordei com o sol entrando pelas frestas da cortina e brinquei com um cacho de cabelo até me dar conta do que fazia e pensava. Depois de banhada e vestida ajeitei o cabelo sobre o ombro e desci em direção a um café da manhã que eu esperava que fosse tranquilo.
A mesa estava farta e pelo o que parecia, eu era a última que faltava. Não me incomodei em olhar para o dono da casa e sua noiva, nem ergui o olhar, embora fosse o alvo de muitos. A TV ligada em algum programa de notícias, agora o assunto era entretenimento: quem saiu com quem, quem rompeu com quem, quem doou não-sei-quanto... E meus familiares por sua vez falavam sobre os preparativos da cerimônia a qual eu não tomaria parte; embora eles ainda falassem como se pudessem me forçar a ir.
—Acontece que precisamos ver ainda as cores a serem usadas... – Hera dizia num tom enjoativamente doce. Zeus apenas balançava a cabeça enquanto eu passava geléia sobre a torrada.
—Chegou tarde, Lia – falou Hermes.
—Nos deixou preocupados – disse Hefesto.
—Não vejo como. Respondi a maioria das mensagens dizendo que estava bem...
—E mandou que a deixássemos em paz – disse Apolo se inclinando para mim – Não foi muito gentil, irmãzinha.
—Eu tinha coisas mais interessantes para fazer, querido. Não se sinta abandonado – sorri para ele. Apolo ainda colocou alguns pedaços de kiwi no meu prato enquanto colocava morangos nos seu.
—... A família Grace anda em turbulência ao que tudo indica – dizia a repórter/jornalista; a casa pareceu cair em silêncio para ouvir algo sobre a estúpida cerimônia – Uma série de eventos tem colocado o empresário e político, Zeus Grace, e seus filhos em destaque.
Aquilo aparentemente foi um choque: seus filhos. Sim, definitivamente o silêncio reinou; até eu mesma me calei para escutar os bafos daquela manhã. Uma foto de meu pai e madrasta apareceu na tela.
—Na tarde passada Zeus e Hera anunciaram o casamento, a renovação dos votos matrimoniais em uma festa privada que deve ocorrer no mais tardar da primavera – a mulher olhou para os papéis sobre sua bancada e voltou a olhar sorrindo para a câmera – De acordo com as declarações do casal a cerimônia contará com importante participação dos filhos de Zeus. E falando em seus filhos...
Outra foto. Ou melhor, uma sucessão de fotos.
Reconheci aqueles cabelos ruivos e brilhantes como pertencentes à Ártemis; seu belo corpo coberto por roupas de ginástica, óculos de sol e meu irmão do seu lado. Apolo estava pálido ao meu lado. Ele provavelmente me contaria como isso acontecera.
—Apolo foi visto com a campeã de tiro com arco, Ártemis, manhã passada para praticar mira – as fotos mudavam e então retornaram ao rosto da mulher que falava – Não há qualquer confirmação de um possível romance, mas testemunhas afirmam que os dois entravam e saíam do clima romântico com frequência.
O sorriso dela foi quase malicioso. Mais uma vez ela abaixou os olhos para o roteiro sobre a mesa e vi seus olhos crescerem. Senti-me estremecer... A foto agora, no canto da tela era minha. Minha e de Luke. Sendo bem clara, o foque ali era a sua mão esbarrando na minha, os dedos quase entrelaçados...
—O amor também parece ter pego a filha mais nova do empresário. – ela deu um sorriso totalmente malicioso – Thalia mesmo sendo jovem já tem a atenção da mídia por seu charme, seu carinho e beleza. Dela se é esperado que siga os passos da mãe em carreira artística... E ela não decepciona.
Eu vislumbrei com o canto dos olhos Zeus enrijecer. Hera parecia uma estatua: seu rosto congelado em desgosto.
A segunda foto tomou conta da tela. Foi quando entendi o motivo da malícia no sorriso e tom da jornalista. Era quase noite, e na fotografia Luke e eu estávamos dançando: seu quadril junto ao meu devido a dança, sua mão me puxando para junto de si e a saia de couro bem justinha marcava minhas curvas ainda mais ressaltadas pelo ângulo da foto. Como se não bastasse, dava para ver os primeiros botões da camisa jeans abertos, num descuido mostrando um pedaço de renda e a curva dos seios... E uma marquinha arroxeada. Meus cabelos estavam muito cacheados e meus lábios vermelhos. Olhei além de mim naquela foto. Foquei em Luke: seu sorriso lindo e charmoso, seus olhos fixos nos meus, seus ombros relaxados sendo pressionados por minha mão. Mesmo pela televisão eu via que tanto os olhos dele como os meus reluziram. A foto era linda.
—Thalia foi fotografada enquanto estava com um perfeito exemplo de boy-magia. Os dois dançavam em uma praça em um ritmo sensual e constante em um clima de romance altíssimo segundo contam os repórteres. Infelizmente não temos um vídeo da performance para provar o sangue artístico nas veias da menina.
Conseguia sentir os olhares convergindo para mim, mas a notícia ainda não havia acabado. No canto esquerdo da TV ainda rodavam as fotos. Congelando na especificada acima.
—O relacionamento da jovem Grace não tem sido ditado apenas por mãos dadas e olhares apaixonados – a foto ganhou um zoom espetacular focando no chupão – Podemos deduzir que o sangue Grace gosta de pegadas mais fortes – Uau, ela acertou em cheio – Existem rumores de que essas últimas fotos se tratam de uma rebeldia da filha para com o pai. A base dessa especulação vem de fontes que ouviram a jovem anunciar em um tom de voz moderado que “odiava a família”. Esperemos que seja mentira, afinal a família Grace sempre foi um perfeito e ideal modelo de uma família afortunada. – Então ela passou para as próximas fofocas e a discussão começou.
Zeus estava literalmente roxo, como se todas as veias da face tivessem estourado de ódio. Podia vê-lo tremer. Apolo continuava pálido, talvez dois tons mais claro que o normal. Eu mesma tinha as mãos um pouco trêmulas e disfarçava minha respiração irregular. Droga! Por que eu não fui mais cuidadosa?
—QUE POUCA VERGONHA É ESSA, THALIA? – Zeus urrou.
A situação estava tão alarmante que senti vontade de rir. Era muita desgraça na vida de uma pessoa só! Mas não o fiz.
—Não sei a que se refere – meu tom foi casual, levei o garfo com pedaços de morango e kiwi a boca.
—NÃO BRINQUE COMIGO!
—Respire, papai. Se não logo estaremos levando-o para o hospital.
Ele tremia tão violentamente, que Hera se debruçou sobre ele em um abraço para impedi-lo de jogar as coisas no chão.
—Como... Como se atreveu a...?
—A quê, exatamente? – fui fria.
—Você sabe o que eu penso sobre tudo isso. Essa ceninha que você fez com esse pivete...
—Esse pivete foi responsável pelo meu resgate quando fui sequestrada. Esse pivete foi o responsável por me levar até Apolo quando você me proibiu de comer. Esse pivete não te denunciou por maus tratos quando deveria ter feito. – a faquinha de mesa agora estava girando entre meus dedos e eu pensava seriamente em arremessá-la – Não ouse desrespeitar aquele rapaz. Você não tem porque fazê-lo.
—Então é assim? Sou seu pai e não vou mais permitir essa falta de respeito... – ele estava profundamente angustiado, raivoso – Permito que ele frequente minha casa e o vagabundo se atreve a abusar da minha filha! Acho bom que você não o tenha levado ao seu quarto quando eu a proibi de fazê-lo!
Dei um riso zombeteiro.
—O que te faz pensar que foi Luke quem me deu um chupão? – ergui a sobrancelha em desdém. Por baixo da mesa, senti a mão de Apolo me apertar o joelho, então pensei em sua palidez. Ele sabia que fora o responsável por aquela marquinha e que agora era Luke quem levaria a culpa.
—Deixe a menina em paz! – resmungou Hermes com cara de puro tédio. Jogou a cabeça para frente e seus cachos escuros se moveram com graciosidade.
—É melhor você ficar quieto, filho – papai não poderia ter sido mais ríspido – Você não sabe o que fala e sua irmã precisa aprender a se comportar de forma civilizada...
—Assim como o senhor? – desdenhou Ares com mau humor.
—O que acham que estão fazendo? – Zeus ignorou seus filhos homens e voltou seus olhos para mim. Seus olhos assim como os meus eram fogo azul, uma chama tão gelada e mortal quanto poderia ser o fogo divino – Garotinha estúpida! Não vou tolerar nenhum tipo de arte sobre este teto. Não importa o que a mídia pense você vai ficar longe de qualquer dança, música e teatro dessa cidade. Já basta sua mãe...
—Você não pode tirar minha mãe de mim – minha voz falhou miseravelmente. Lá estava o poderoso papi me proibindo de atuar e o que eu estava fazendo? Atuando... – Não pode me proibir de fazer o que gosto!
—Posso. Vai ficar longe desse menino. Esse rapaz só trouxe desgraça sobre essa casa. Minha filha! Minha filha se comportando como...
—Como uma das putas que você encontra à surdina? – meus olhos ainda estavam cheios de lágrimas, mas não era tristeza, era o ódio – Eu sou o que vocês fizeram de mim! Por que estão falando do meu encontro com Luke e não abriram a boca para falar de Apolo? Ou não vão gritar com ele por estar importunando aquela garota?
—Mas eu não chupei o pescoço dela, Lia! – disse ele alarmado.
Fiquei muito, muito, mas muito puta mesmo! Ele sabia que fora o causador do chupão e ao invés de me ajudar a desviar a atenção da conversa sobre Luke, ele tirava seu rabinho dourado da linha de fogo do olhar do papai. Precisei de toda a força para não assumir a posse de mafiosa e transfigurar seu belo rosto.
—É claro que você não chupou o pescoço dela! Ártemis jamais permitiria que um tolo metido a galã como você encostasse essa boca suja na pele perfeita dela.
—Essa doeu, maninho – riu Ares.
—É claro que doeu – concordei olhando de forma maldosa para um Apolo vermelho de raiva – Porque no fundo desse cérebro minúsculo você sabe que é tão mulherengo quanto o papai e mesmo que ame mesmo essa mulher não fará diferença. Ela não é tola como a mamãe ou estúpida como Hera. Ela é esperta e não está interessada em um patife que nunca será digno de sua beleza e força. Aceite que seu destino é viver de prostitutas tal como Zeus...
—CHEGA! – gritou o dono da casa. Hera ao seu lado estava tremendo violentamente, seus olhos congelados brilhavam em fúria, aquele olhar demoníaco destinado a mim – Já chega de palhaçadas! Essas alfinetadas que você tem desferido em sua própria família foram as últimas. Não serei mais indulgente com seus modos e com garotos.
—Como espera que Thalia não saia com vários garotos quando nós não temos um relacionamento fixo por mais de dois dias? – disse Hermes massageando as têmporas.
Apontei para Hermes e encostei-me a cadeira finalmente um pouco relaxada vendo alguém me dar razão nessa discussão ridícula. Invejava Dionísio que agora tomava café da manhã no jardim junto à esposa.
—Isso não vem ao caso. – disse Zeus.
—Vem sim! – exclamei – Eu sou o que vocês fizeram de mim! Fria e desalmada, essa é a filha de Zeus Grace.
—Esse rapaz não vai voltar mais para essa casa – ele elevou a voz – Esse maldito moleque que se atreveu...
—Luke nunca sequer me beijou, papai – a revelação foi seguida de choque, já que todos esperavam que fosse ele o ser que me roubara a virgindade. Não era mentira. Ele nunca beijara meus lábios – então pare de fingir que vai me proibir de vê-lo. Jamais conseguiria me impedir de encontrá-lo.
—Ele já a beijou – disse Hera com maldade e rispidez.
—Não meus lábios; beijou minha mão e isso é mais do que prova do seu respeito por mim. Luke Castellan não é digno das blasfêmias que você tem dito hoje, papai. Você nunca me deu nada do que quero, então considere este o meu primeiro pedido: eu o quero. Quero Luke. Nada nesse mundo me fará desistir dele, não importa o que você diga ou faça.
Minha voz tinha amansado porque não era mais uma mentira, uma simples atuação. Deus! Luke me fazia perder o controle: seja para vestir a máscara de mafiosa ou deixar cair minhas defesas pessoais.
Zeus empalideceu. O que na verdade era um fato hilário, visto que ele sempre ficava de alguma forma colorido perante suas emoções. Agora eu havia feito todas elas desaparecerem de seu rosto tornando seus olhos incomuns e muito grandes. E eu compreendi o choque. Minhas palavras foram como um tapa em sua cara... Mas também foram um tapa na minha. A confissão em voz alta de algo que eu ainda não havia admitido a mim mesma.
Levantei-me e sai. A reunião era cedo e eu estava em cima da hora. Passei pelo espelho e observei a minha imagem: a blusa lisa preta, o short vermelho de bolinhas brancas e saltos Louboutin. Não era esse o ponto: o que vi no espelho era o reflexo de olhos azuis muito intensos e escuros, tão elétricos quanto uma tempestade, lacrimejados. Eu não suporto mais essa casa, não suporto, não suporto...!Peguei a bolsa e os óculos Dior, passei pela porta...
—Lia – virei e encontrei Hefesto – Eu te levo.
Vigiada de novo. Inferno!
[...]
A reunião era na escola e era apenas para confirmar o que já havíamos feito. Ver os extratos bancários, confirmar as reservas do hotel, e das atividades diárias; o destino havia sido resolvido antes do inverno. Além disso, discutimos, como um todo, as melhores baladas dos pacotes de empresas dispostas a supervisionar a viagem. Consegui sozinha os melhores acordos, as melhores festas, as melhores praias e inclusive poderíamos fechar uma delas apenas para o nosso uso por um dia inteiro. Era tudo espetacular.
Ao fim dessa reunião já tínhamos a data da viagem e era só aguardar o dia da partida. Estava encostada em meu armário ainda pensando no que ocorrera naquela manhã, pensava nas palavras de Silena, sobre Luke já ter alguém, já esperar por alguém. Apesar daquela ínfima parte insegura, outra parte de mim, aquela mais confiante, jurava que era por mim que ele podia ter esperado... Mas por que eu? Não, a parte racional de mim mesma ainda acreditava que não passava de ficadas muito boas e a chance de irritar Zeus.
Falando no diabo.
—Oi – atendi o celular depois de cinco toques.
—Quero que volte imediatamente para casa – sua voz era grossa e ríspida – Ainda não acabamos de discutir.
—Eu não quero mais falar sobre isso – mantive os sentimentos contraditórios sobre controle e deixei a voz distante.
—Você não tem que querer nada!
—Não sou um bichinho de estimação para seguir cegamente suas ordens.
—É minha filha...
—Então me trate como tal! – eu sentia que estava à beira das lágrimas e eu nem sabia ao certo o que me levara aquele estado. Encerrei a ligação.
—Ele já te dispensou? – uma voz fria veio até mim. Senti o rancor preencher meu ar – Então Thalia Grace já foi dispensada pelo arrasa corações desse colégio? – o ciúme era evidente na voz de Will.
—Não sei do que está falando, Solace.
—Aquele metido do Castellan já te deu o fora?
Consegui sorrir diante de sua carranca.
—Você ainda não entendeu que eu não sou dispensada? Sou que dispenso alguém e não o contrário. – afastei o cabelo do rosto – Alias, não estava falando com Luke.
Ficamos alguns segundos em silêncio, encarando um ao outro. Quando ele voltou a falar me surpreendi:
—Por que não me quer mais? Sou tão bom quanto ele— senti o rancor em sua voz na última palavra. Tentei pensar no que eu sabia, no que eu me lembrava dos anos passados; Will e Luke viviam em disputas: disputa para ver quem seria o capitão do time de basquete, disputa para ver quem as garotas gostavam mais, disputas para ver quem acabava mais vezes na diretoria... Cada ano era uma coisa ou duas e agora no terceiro e último ano, era eu quem dava o veredicto – Desde o sétimo ano eu já prestava atenção em você – sua voz era quase fria, mas eu sentia uma melancolia em cada palavra – Você ainda estava no quinto e usava tiaras no cabelo – ele esboçou um sorriso meio triste – Eu sabia que ia ser uma mulher espetacularmente linda. Eu queria você para mim. Ainda quero.
Estava em choque. Definitivamente não esperava lidar com aquela demonstração de sentimentos. Ainda me sentia abalada por Zeus, por Apolo, por Luke. Eu não estava reagindo bem... Meu coração não errou o compasso, mas parecia pesado, como se bombear sangue fosse muito difícil.
Will era um rapaz lindo. Seus olhos azul-esverdeados tinham um brilho quase agressivo, seus lábios eram bem desenhados e eram gostosos, seus cabelos loiros sempre impecáveis. Ele era forte, bonito, desejável. Mas eu não queria nada com ele.
Aproximei-me um passo.
—E quanto isso tem a ver com Luke? – ele arregalou os olhos – Sei que vocês competem por praticamente tudo. Sou o último jogo agora?
—Não! Eu fui seu jogo, mas você nunca foi o meu. – ele parecia furioso e triste ao mesmo tempo.
—Eu não acredito em você – dei outro passo e tomei seus lábios nos meus. Seus braços me envolveram em um beijo profundo e lento. Puxei seus cabelos e me apertei contra seu corpo. Will gemeu contra minha boca surpreso e satisfeito... Delicadamente afastei meu corpo do seu e com os olhos fechados retomei o fôlego. Quando eu os abri para encará-lo soltei a verdade que ele tinha que ouvir – Eu não sinto nada por você, Will, e não vou fingir para agradá-lo.
Dei-lhe as costas e passei pelo bebedouro. Meus lábios estavam formigando e a água fria foi um choque. Coloquei os óculos escuros e ajeitei a blusa... Dei graças a Deus por colocar os óculos. O estacionamento estava lotado de fotógrafos e gente com microfone. Estava chocada demais. Eles gritavam cada absurdo. “Thalia, Thalia, quem era o garoto que dançou com você?” “É verdade os rumores sobre o jantar em família?” “Qual o motivo do seu ódio por seu pai e irmãos?” “Depois de ser vista dançando vai dar continuação ao trabalho de sua mãe?” “Apolo e Ártemis estão tendo um caso?” “O rapaz com você era seu namorado?” “O que você acha do casamento de seu pai?” “THALIA, THALIA!”.
Eu queria sumir! Senti-me encurvar os ombros em um ato-reflexo defensivo. Então um braço passou sobre meu ombro e outro me passou pela cintura. Duas pessoas me cercavam de forma protetora e me guiavam até um carro. Percy e Will. Percy era compreensível; íamos a Máfia juntos depois da reunião. Mas Will...
Os dois conseguiram me escoltar até dentro do carro e antes que a porta se fechasse, o loiro olhou fundo nos meus olhos.
—Sinto muito – sussurrou.
Segundos depois Percy me levava para um mundo onde eu poderia descarregar esse excesso de emoções.
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