Gimme More

38 Capítulo 30


Notas iniciais
Eu super curti fazer este cap ;)

Capítulo trinta –

Passei uma hora inteira falando com Marcos organizando tudo, depois mais duas horas com Teresa arrumando minha mala. Katie ainda naquela noite foi para a fazendinha da mãe; ela voltaria logo, mas passaria um tempo lá. Não compreendi bem o porquê, mas ela estava bem apreensiva em voltar. De qualquer forma, ela já havia me perdoado no que dizia respeito à Travies. Enfim, passei aquelas duas horas inteiras enchendo a mala de vestidos, blusinhas, shorts, saltos, joias, maquiagem... Eu ainda fazia minha malinha à parte: dois modelos de arma, um frasco do “perfume” mafioso que apagava qualquer traço dos meus odores, uma caixa de luvas de plástico e outra caixinha de grampos.

Zeus veio conferir o andar das minhas malas lá pela noite. Sorriu minimamente e saiu. Na manhã seguinte, bem cedo, mas cedo mesmo, estávamos dentro do jato particular do senhor Grace. Foram as horas mais longas da qual eu me recordava. Seis homens e uma única garota. Foi um inferno! Para mim acostumada a viver uma hierarquia na qual independente do sexo éramos vistos por nossas qualidades e feitos, aquela conversa indiscutivelmente machista me doía os ouvidos. Fiquei calada nas primeiras horas, mas depois...

–... Claro! Mulher mesmo só serve para foder...

–Eu jamais rastejaria por uma mulher!

–Troços complicados!

Gargalhei. Não consegui me conter e gargalhei alto e sensualmente como sou a acostumada. Todos olharam para mim como se só então percebessem a menina no meio daquela conversa imprópria.

–Vocês são tão pateticamente falsos que me dão vontade de chorar – disse limpando lágrimas verídicas de tanto rir.

–Do que está falando, minha filha? – me retrai visivelmente, mas não corrigi.

–Vamos lá – ajeitei-me sobre o assento virando para olhar cada um deles – Estão desprezando e desvalorizando mulheres, não? Mas quem limpa e cozinha para vocês? Quem é que arruma seus quartinhos? E não rastejariam atrás de uma? – gargalhei de novo – Por quem eu começo? Dos mais novos para os mais velhos: Apolo querido – sorri com maldade – Você só falta lamber o chão por ande Ártemis passa. – todos riram com exceção do loiro – Hermes meu bem, não foi você que enviou diversas cartinhas de amor para certa ruiva? – ele ficou roxo e Apolo logo se virou para confrontá-lo.

–Você não estava mandando recados para a minha mulher, estava?

–Sua! – gargalhei de novo, dessa vez desdenhosamente – Querido, enquanto você não beijá-la, no mínimo, ela não é nem sua amante!Está rindo do que Ares? Você e Hefesto ainda não acabaram as briguinhas por aquela modelo sonsa?

–Isso não...

–E você, papai? – de repente o avião ficou silencioso e tenso – Acha que não sei o que planeja com essa viagem? Enfim – suspirei jogando os cabelos para trás – Sua ex-namoradinha não retorna suas ligações, não responde suas mensagens, devolve seus exuberantes arranjos de flores... Se ela algum dia voltar para você é mais burra do que eu pensava. – a maldade escorria por meu queixo; o veneno das palavras estava ainda nos olhos reluzindo perigosamente – Como a esposa traída está morta, a namorada o rejeita e voltar para suas putas seria admitir seu erro você organizou uma viagem em família para restabelecer o laço com a única mulher que ainda está ligada a você, não é?

–Thalia...

–É divertido brincar os sentimentos alheios até a hora que acontece com você.

Desse jeitinho calei a boca de todos e a viagem seguiu silenciosa. Dormi durante o restante do vôo, mas sabia que eles continuavam chocados demais para falar.

[...]

Quando pousamos em Perth foi como se ninguém lembrasse naqueles momentos tensos no avião. Era melhor assim. Assim que entramos no hotel Zeus relembrou o quanto a filha crescera: o gerente não tirava os olhos de mim e se referia a mim e não aos outros para dar indicações. No meu quarto, graças a Deus, somente meu, me livrei da calça e do casaco, tomei um banho e vesti uma linda e curta camisola de seda vermelha, não era tão tarde, deveria ser seis e qualquer coisa no máximo. De qualquer forma, o sol ainda brilhava. Caí sobre o colchão com o celular em mãos. Desisti do celular e liguei o notebook oferecido pelo hotel; era muito luxo em um lugar só... Liguei a chamada de vídeo e logo Annie aparecia na tela.

–Oi gata – ela sorria – Esqueceu-se de avisar que ia viajar?

–Foi de última hora. É um tormento ficar no meio desses homens!

–Falando em homem, o seu está me incomodando aqui.

–Quem? – estava pasma.

–Luke Castellan, amor – ela riu da minha expressão – A Lia, é uma graça o desespero dele! Faz dias que ele quer a sua atenção. Não para de perguntar por que você não atende o celular e por que não estamos com você.

–Você não disse onde estou, disse?

–Só falei que estava em uma tediosa viagem em família. Estou errada?

–Não. A Austrália com certeza é maravilhosa, mas minha companhia desanda qualquer encanto!

Eu não estava errada, duas semanas passaram e eu só recordo de campos floridos, lindas praias e muita zoeira com Apolo e Hermes, passeios ao longo de estradas com vista para o imenso e majestoso Oceano Índico. Passamos por Perth, Adelaide, Broome, Cairns, Camberra, não me lembro se fora nessa ordem, mas agora seguíamos para Sidney. Era lá que a verdadeira viagem faria sentido para mim. Mas inegavelmente fui protegida, privada, resguardada como se fosse a maior pedra de ouro que o mundo jamais verá.

Chegamos às oito da manhã e seguimos para outro luxuoso hotel. Meu quarto tinha uma vista estupenda. Almoçamos todos juntos e logo combinei de andar pela cidade com Hefesto. Ele me deu tempo suficiente pra que me arrumasse e logo saímos: o vestido era solto e rodado de um tecido leve em tom negro com um decote generoso, nos pés rasteirinhas discretas, e um lindo medalhão ao redor do pescoço. Mas o que contava mesmo na minha produção básica era a tatuagem temporária no pulso direito: meia lua com um raio atravessado. Aquilo era obra de Marcos. Eu não saberia quem era o infeliz que teria de encontrar, mas o indivíduo me reconheceria.

–Lia... – ele ficou em silencio, como se receasse continuar a falar – Afrodite é assim tão sonsa para você?

–Querido, ela não é tão sonsa quanto parece. Enrola vocês dois de tal forma que o meu sangue ferve! – quando notei a aspereza na fala, amansei a voz: a próxima fala seria bombástica – Ela não sente nada por nenhum de vocês.

–Ela disse isso? – eu conseguia sentir a dor na voz dele. Hefesto era o que menos merecia sofrer, acho: respeitava meu espaço, meus interesses e só me defendia quando achava que eu não poderia vencer a luta sozinha. Por essas razões meu irmão mais distante era o que menos fazia burradas, e por mais que eu quisesse negar, o infrequente finalmente aconteceu: doía-me a dor dele.

–O único amor dela sempre será ela mesma. Enquanto ela tiver vocês dois lutando por ela vai saber que é especial, que é linda, desejada... Que é tudo o que as outras não são. Você merece alguém melhor. Ares também.

O silêncio predominou enquanto caminhávamos pela praia, andávamos lado a lado sem nos tocar, ele devia estar pensando no que eu falei sobre a única mulher que lhe conquistara o coração. Bom, eu estava quase desesperada para encontrar logo esse ser misterioso que tinha alguma ligação com a Máfia... Espera aí... O sobrinho de Marcos... Não tive tempo de seguir o raciocínio. Hefesto me pegou no colo e rindo corria em direção as ondas.

–Hefesto! Droga! O que você está fazendo? – eu gritava e ria e ele gargalhava. Acho que ele e eu nunca tivemos um momento de irmãos.

[...]

Voltamos parcialmente úmidos quando o sol já estava descendo, Zeus pela cara queria nos repreender, mas não o fez devido o ambiente sofisticado e repleto de pessoas. Então apenas ignorou o fato de meus cabelos estarem em desalinho e camisa de Hefesto amassada. Mas claro que ele comentou o estado do decote...

–Descansem um pouco – disse ele – As 21h00min vamos jantar com um amigo meu e com seu filho; por favor, peço que estejam no mínimo apresentáveis.

–Com isso quer dizer que...

–Jantar e então seguiremos para a Ópera.

Subi para meu quarto fervendo de raiva dos meus dois pais. Como eu encontraria quem deveria encontrar sendo que eu não saberia nem conheceria o rosto e que estava sendo forçada durante todo o tempo a ser a boa moça, a princesinha de Zeus? Era muito revoltante.

Eu falara pouco com as meninas durante as semanas e desligava o chat rápido demais evitando tanto Luke quanto Nico; Bianca me acusara de estragar o presente de aniversário de Nico e eu apenas disse para ela que o presente chegaria atrasado, ela não protestou contra isso. Então tomei um banho rápido e separei minha vestimenta; tinha ainda como intenção provocar ao máximo meu paizinho. Então apenas quando o relógio marcou 21h00min foi que eu comecei a me aprontar. 21h34min eu descia para o saguão. A primeira coisa que notei foi que a gerencia havia de alguma forma garantido um espaço para eles no saguão, deixando-os a vontade enquanto esperavam por mim. A segunda foi mais dois homens somados aos meus seis habituais. O primeiro deveria estar na casa dos 40, 50 anos, o segundo na minha rápida visão deveria ter no máximo 23, mas eu estava apostando nos 21.

–Desculpem a demora – assim que pronunciei com perfeita dicção, a voz suave e ligeiramente sensual, todos viraram para me ver; ouvi suspiros, vi sorrisos, mas também vislumbrei carrancas – Acho que dormi demais – sorri temperando mais minha entrada – Mas aposto que todos concordam que tenho direito a minutinhos de atraso.

Os dois estranhos sorriram. Afinal, qualquer otário conhece a política dos cinco minutos. De qualquer forma, Zeus tentava transmitir pelo olhar que não estava satisfeito. Coitado. Apolo por sua vez demonstrava no rosto o desgosto devido os olhares que eu recebia dos passantes.

–Acho que ultrapassou seus minutos, minha querida – a voz de meu pai não expressava nada comparada ao redemoinho que deveria estar consumindo-o.

–Minha aparência então os desagrada? – perguntei com fingida inocência. Havia escolhido um vestido preto nada básico: frente única e bem justinho, saltos Louboutin e as joias eram bem discretas: uma tornozeleira fina cheia de pingentes, alguns anéis e brincos; todos de prata e discretos. O que novamente chamava a atenção era a meia lua transpassada pelo raio em meu pulso esquerdo. Eu mudara um pouco a maquiagem: os olhos mesmo não sendo o destaque ainda envolviam-me em mistério, mas o que chamava mais a atenção era o batom vermelho.

–De forma alguma, senhorita Grace – disse o homem mais jovem. Era moreno, um moreno muito sedutor naquele terno, dois botões da camisa abertos e nada de gravata; ele era muito sedutor – Está deslumbrante. Sou Scott – estendeu a mão e quando depositei minha palma sobre a sua ele levou-a minha mão aos lábios... Mas manteve discretamente o olhar fixo na tatuagem. Meu sorriso aumentou.

–Querida – Zeus logo veio passando seu pesado braço sobre meus ombros de forma protetora – Esses são... – e daí se iniciou a noite programada pelos dois homens aos quais eu chamava de “pai”. Depois de uma rápida conversa cortês Scott ofereceu-me o braço; ele não tirava os olhos de mim, os olhos castanhos com um brilho tão belo, tão malicioso, tão mafioso...

–Permita-me acompanhá-la, senhorita Grace – quando entrelacei nossos braços, pronunciei de forma indiscutivelmente mafiosa, mas os desprevenidos como minha família interpretaram o “sim” como maliciosa.

Como havia quatro restaurantes e seis bares na Ópera de Sidney não foi necessário irmos para qualquer outro ponto da cidade. Scott a cada instante desviava seus olhos para o desenho em meu pulso; foi na primeira olhada que percebi a genialidade de Marcos e a previsível atitude de Zeus. Depois do jantar Scott voltou a oferecer o braço sugerindo que fossemos dar uma volta enquanto a apresentação não se iniciava e os homens tomavam a segunda dose de conhaque. Não recusei. Não podia recusar.

Assim que nos afastamos seguindo para as lojinhas de lembrança, a postura dele mudou: não era como se ele estivesse mais metido ou algo assim, era algo imperceptível aos olhos mundanos. Ele se transformara. Era agora um mafioso.

–Devo confessar que eu não esperava uma mulher.

–Ah é? – desdenhei – Está decepcionado? – grudei a lateral do meu corpo no dele. Senti sua pele se arrepiar em contato com a minha.

–Não, muito pelo contrário. Nosso “amigo” – ele se referia claramente a Marcos – não disse nada que pudesse servir para que eu te encontrasse que não fosse esse desenho em seu pulso. Acreditaria se eu dissesse que percorri Sidney inteira durante essas duas semanas atrás de um desenho como esse?

–Acredito; ele também não me disse nada a seu respeito. Disse apenas que você me reconheceria e que isso bastava.

–Um homem bem misterioso, preciso reconhecer sua genialidade – Scott tinha um sorriso muito sedutor; continuávamos caminhando e eu sentia em minhas costas o peso incomodo de olhares – Não tanto quanto você sem dúvida. Quando soube que encontraria a pessoa enviada no jantar programado por meu pai, logo pensei que seria um de seus irmãos.

–Claro que não pensou na menininha super protegida – ri, mas não com ironia, era um erro bastante comum ao qual já me acostumara; fora que o modo como Scott falara fora charmoso o suficiente para eu aliviar o mínimo desgosto.

–Protegida? Tem certeza? – brincou ele; mas falei sério em um sussurro imperceptível:

–Um de meus irmãos vem nos seguindo, então cuidado com o que diz.

–Então suponho que seja agora que eu devo beijá-la, não?

–Só se quiser frustrar os planos de seguirmos para a Tasmânia. – mas sorria assim como ele.

Depois do show começamos a nossa dança: Scott vinha com a conversa inofensiva de que ele e um grupo de amigos iriam passar dois dias na Tasmânia, o tempo exato no qual Zeus planejava continuar em Sidney só que para tratar de alguns poucos negócios. Foi complicado convencer meu pai a permitir minha ida junto ao rapaz mesmo com as boas recomendações do pai do garoto. No fim conseguimos, com uma infeliz condição; Apolo e Hermes viriam junto a mim.

Nada que eu não pudesse lidar.

Já naquela maravilhosa ilha, passamos por coalas e o famoso Diabo-da-Tasmânia, perdi a conta de quantas vezes nos divertimos na praia. A questão foi o jantar dessa vez completamente informal junto a um pequeno grupo de amigos de Scott; mais mafiosos para a causa. Meus irmãos não perceberam o instante no qual dissolvi comprimidos calmantes em suas cervejas; a combinação desses remédios somada a álcool deveria deixá-los completamente apagados por um bom tempo. Tempo suficiente.

–Tudo pronto, princesa? – Scott veio perguntar a porta do meu quarto meia hora depois. – Uau! – exclamou assim que me viu – Podíamos ter gente assim nas missões daqui.

–Talvez minha intenção seja convencê-lo a se mudar para NY – disse sugestivamente. Eu vestia o básico para o que eu definia como missão: regata, calça legging e coturnos, tudo preto. O que mais se destacava era um único bracelete. O cabelo preso em um rabo alto e minha maquiagem básica carregada de mistério.

–Está conseguindo se for esse o caso. – ele estava igualmente vestido de negro, encoberto pela noite. Levamos 40 minutos para chegar próximo a penitenciaria enquanto Scott me colocava a par da situação.

–Temos seis homens lá dentro, não vão poder fazer muita coisa além de distrair o pessoal lá de dentro, Mika e Sara já enviaram um vírus no sistema e as câmeras já estão desativadas. O que mais falta?

–Normalmente usaríamos máscaras, luvas... O serviço é completo e perfeito, mas aposto que não precisaremos de tanto. – tirei da mochila que levava o fraquinho de “perfume”; aquela maravilhosa substância criada por nossos cientistas mais geniais. Espirrei um pouco nele e mais um pouco em mim. – Afinal, nossas filiais não fazem um serviço meia-boca – Scott sorriu pegando o ligeiro elogio – Quantos policiais você tem mesmo?

–Em torno de dez.

–Pois eu tenho alguns amiguinhos lá dentro – ele demonstrou surpresa – Dos dois lados da grade, querido, e alguns estão lá apenas para negócios. Somado as suas forças acho que temos um total de 40 homens fardados e mais 10 presidiários.

–Como...?

–Não importa. – desconversei. Não ligara para Marcos, nem fizera qualquer comunicação com a Máfia desde minha partida que não fosse com as princesas, mas elas não contavam. Comunicaria apenas nosso sucesso.

Colocamos as luvas, os coletes a prova de bala e pegamos nossas armas e assim, apenas nós dois, sem nos escondermos propriamente, entramos naquela fortaleza. Passamos pelo primeiro portão nos esgueirando pelas sombras, o segundo estava fechado então paramos para que Scott mandasse uma mensagem codificada avisando que estavam no portão dois. Entrar foi uma loucura. A adrenalina pulsava em meu sangue de tal maneira que não sei explicar. Já dentro daquele prédio encontramos o primeiro “amigo” fardado.

–Princesa – e curvou-se. Indicou-nos o caminho que seguir e comunicou quais câmeras estavam desligas e quais os corredores de ronda. Nossa meta era tentar não disparar nem uma vez, mas imprevistos acontecem e eu não sairia com meu rosto na capa de todas as revistas. Corremos virando para direita, depois direita novamente e depois para a esquerda, nos desviando dos policiais de ronda. Seguimos até encontramos as celas onde estavam os perigosos em solitária.

–Qual é a certa? – perguntou ele. Dei duas olhadas e apurei os ouvidos... Passos!

–Droga! – murmurei; ele ouviu logo em seguida, nos abaixamos e enquanto ele digitava freneticamente no celular. Não deu outra: o policial que vinha em nossa direção seguiu o som de um barulho mais alto, uma discussão no ponto oposto a onde estávamos. Destrancamos a porta e o encontramos ali deitado magro e com aqueles macacões laranja ridículos. – Crio? – chamei baixinho. Ele levantou-se com dificuldade, piscou diversas vezes, provavelmente pensando que era um sonho – Vista-se. Rápido! – joguei a mochila em sua direção e depois de três segundos olhando para meus olhos pareceu finalmente acordar. Numa velocidade inacreditável ele estava vestido todo de preto assim como nós. Ele deu a entender que ia perguntar algo, mas silenciei-o – Falamos depois – sussurrei e voltei pelo caminho que seguimos...

–PARADOS AI! – o grito não me fez temer, me irritou até a raiz dos cabelos.

–Saco! – resmunguei virando lentamente ao ouvir o som do tiro; fora atingido pelas costas por um dos nossos, que se curvou em respeito, sorriu perversamente e nos deixou sair. Foi ainda mais complicado já que devido o disparo, os outros oficiais seguiram para a direção do som onde encontrariam um colega morto. Chegamos aos portões e devagar seguimos para o carro que nos esperava.

–Minha princesa? Marcos a mandou? – perguntou ele espantado.

–Claro que mandou. Temos grandes planos para você. Seu irmão precisa de sua ajuda.

–Meu irmão...

–Ainda está em planejamento. Mas não se preocupe, Crio – sorri – Hiperion aguenta mais algum tempo e você... Você tem que relembrar como é a Máfia. Ficou trancafiado por tempo demais.

–Isso, minha querida – sorriu ele parecendo um maníaco – Será um enorme prazer.

Notas finais
Hehehehehe, curtiram essa "viagem" organizada pelos dois papais da Lia?