Gimme More

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Ceninhas um pouco mais hot neste cap; quero ver quem adivinha com quem, hehehehehe

Capitulo oito -

Ainda era por volta das cinco da tarde quando finalmente pisei em casa. Mal tive tempo de dar um passo ou mesmo suspirar e já fui bombardeada com palavras agressivas.

–Não acredito que teve a coragem de contar sobre aquilo pro papai! -Dionísio estava quase roxo tamanha era sua raiva e constrangimento. Me contive para não rir de seu visível desespero.

–E você contou que saí de casa. Não consigo ver o inacreditável aí.

Continuei meu caminho para o quarto, mas não sem antes escutar suas palavras.

–Teremos um jantar importante esta noite. Zeus tem um anúncio para fazer e eu também. Você sabe que deve estar presente, não sabe?

–Sei — respondi com um suspiro.

–Tente ser sociável

–Querido, ninguém é sociável nessa casa.

Eu queria poder dizer que estava cansada e que queria me deitar no colchão e esquecer o mundo, mas não era verdade. Eu me sentia animada demais para ter tanta raiva de um irmão patético.

De uma forma bem superficial, Marcos e eu começamos a estudar horários possíveis para mim e para as meninas. Mais que isso, vimos possíveis locais para arrombamentos, pequenas rotas de fuga e dias para dançarmos e auxiliarmos uma das boates. Claro que ainda não era nada definitivo, mas me deixou em um humor tão magnífico que eu me sentia etérea se é que isso é possível.

–Está parecendo animada demais, querida.

A voz era melodiosa, encantadora; era fácil reconhecer Apolo. Encostei meu corpo na parede e lhe encarei sorrindo. Ele vestia apenas uma bermuda, deixando muitos pedaços deliciosos de pele para se olhar. Não era nenhum segredo que Apolo era um dos homens mais jovens e mais bonitos de toda NY.

–Queria que eu estivesse em depressão?

–Ao contrario — ele se apoiou no batente da porta a minha frente; um sorriso cafajeste que me lembrou Luke — Fico pensando no que a deixou nesse estado de espírito.

–Vai ficar na curiosidade. De mim não ouvira nada.

–Não quero saber que você andou com caras...

–Ciúmes?

Em um movimento rápido, meu irmão me prensou a parede. Seu corpo forte afastado de mim por centímetros irritantes e inconvenientes.

–Claro — a palavra foi sussurrada em meu ouvido. Apolo era encantador e algo difícil era dizer não as suas carícias. Sua mão afastou meus cabelos do ombro e pescoço e não demorou em que eu sentisse seus lábios ali me chupando a pele — Quero ter certeza de que serei o primeiro.

Olhei para os lados atenta a qualquer movimento na casa. Nada. Apolo também percebeu que havia menos funcionários hoje. Interessante.

Ao mesmo tempo, Apolo me puxou para seu quarto e eu o empurrei na mesma direção. Não sei em que segundo arranjamos tempo para trancar a porta, mas lembro de ouvir o som da fechadura.

Os lábios cheios dele chegaram aos meus desesperados por atenção. O gosto de batidinhas de pêssego me hipnotizou assim como sua pegada forte e firme nas minhas coxas. Me levantando, meu irmão me "obrigou" a prender as pernas ao redor de sua cintura; no mesmo instante, minha blusa foi parar ao chão.

Aquela não era a primeira vez em que eu brincava com Apolo. Duvidava que fosse a última, mas não tinha certeza de quando havia sido a primeira. Eu deveria ter no máximo 11 anos. O interessante é que a ingenuidade desta família o faz crer que aquele foi o meu primeiro beijo... E que essa seria a minha primeira vez.

Sua mão subiu pelas minhas costas nuas e não demorou em abrir o fecho do sutiã; a peça foi se juntar a minha blusa. O loiro me deitou no centro da cama sem quebrar aquele beijo ardente em luxuria. Ele me acariciava o seio com uma das mãos enquanto lutava com o zíper do meu short. Segurei meu riso perante a sua excitação. Inconformado, Apolo começou a sugar meu mamilo direito e apertava com força regulada o esquerdo. Soltei um pequeno gemido.

Cansei de me fazer de passiva: tirei meu irmãozinho de cima de mim. Deitado, pude observar seu semblante sexy e dificilmente recusável. Sentada em cima de seu membro, eu sentia toda a sua ereção. Sem pressa para provocá-lo, retirei sua bermuda. Sorri de forma acusatória vendo que ele não usava cueca. Ainda havia duas camadas de roupas que no separavam: meu short e a calcinha. Deslizei meu dedo sobre seu pênis e o senti estremecer em prazer. Fiz um semicírculo com os dedos na base do membro já muito ereto e apertei ligeiramente... Apolo arfou e apertou os lençóis com força tentando se conter... Em partes.

–Que droga Thalia! — ele me girou invertendo nossas posições de novo. Depois da minha inocente brincadeira era óbvio que eu não sairia impune. Agora totalmente centrado em tirar meu short de forma vagarosa, só havia um pedaço de pano entre nós. Seus dedos me acariciaram a parte interna da coxa perto demais da minha intimidade; soltei um gemido. Apolo enrolava, me provocando com carícias mais quentes, mas sem remover o ultimo pedaço de pano entre nós...

–Se você continuar enrolando, eu vou embora.

A ameaça foi o suficiente. Não tive tempo de ameaçá-lo mais ou fazer mais qualquer comentário; Apolo já estava dentro de mim se movendo lentamente para eu me acostumar... Não demorou muito para realmente começarmos a brincar.

[...]

A tarde passou muito rápida ao lado do meu irmãozinho e o jantar importante se aproximava. Eu sabia que Zeus chegaria com o seu terno risca de giz e que Hera iria aparecer com algum vestido de um estilista qualquer. Eu esperava que meus irmãos fossem de um modo mais comum como jeans e camiseta. Eu sou à exceção da casa: se é um jantar é porque é a ultima refeição da noite, nada mais lógico do que aparecer de pijamas. Eu seria duramente criticada, mas não me importei. Depois de tomar um banho vesti meu pijama favorito do Ramones.

Penteava meus cabelos quando fui chamada para descer. Saí do quarto de chinelos e com os cabelos úmidos me cobrindo até um pouco abaixo dos ombros. O peso dos olhares era incomodo, mas já estava acostumada. Para a minha felicidade, com exceção dos meus "pais" todos estavam de pijamas. Hefesto se levantou para puxar a cadeira para mim.

Fiquei chateada quando não vi Teresa entre as poucas empregadas que nos serviam, mas não falei nada. O silencio era tenso e ninguém se atrevia a erguer o olhar do próprio prato. A imaginação voava longe daquele lugar e pensava no que diabos aquela reunião familiar significava.

–Dionísio, você tem algo a nos dizer? — a voz grave de Zeus reverberou pelas paredes; o olhar duro que recebi do meu irmão deveria ter me feito sentir o peso da culpa e da pena, mas não senti nada além da diversão.

–Eu... Ah, eu... — sorri contrariando meu bom senso, mas aquilo era impagável; todos ergueram os olhos para ele. Ele abaixou a cabeça e respirou fundo — Não, não tenho nada a dizer.

Ergui uma sobrancelha, mas Dionísio nem percebeu. Eu não queria ver o circo pegar fogo; queria ver o macaco pegar fogo e atiçar o pânico e as chamas pela tenda lentamente, de forma vagarosa para se poder deleitar com o desastre. Já que estava sendo forçada a ficar ali realizaria meu desejo... Em partes.

–Como vai Ariadne? — perguntei inocentemente cortando um pedaço de carne. Ele me olhou apavorado e raivoso no que eu devolvi com um sorriso doce e inocente; eu era mais filha de Abelle do que imaginava. Sei que havia dito que não sabia o nome dela, mas nesse começo de semana tomei a liberdade de descobrir.

–Quem é essa dai? — Ares perguntou com ignorância.

–É a...

–Namorada dele. A que você escondeu de nós por cinco anos. — não fui eu quem disse essas palavras duras; Zeus olhava de forma penetrante para um filho envergonhado. Naquele instante senti pena do meu irmão.

–Por que nunca a apresentou para nenhum de nós? — Hermes perguntou com a boca cheia.

–Que pergunta estúpida! — soltei e todos olharam para mim; iria livrar a barra do meu irmão, assim ele me deveria uma — Quem seria louco a ponto de trazer a namorada ou namorado para cá? Eu não traria.

–O que você está insinuando, Thalia?

–Que vocês são bastante influentes de certa forma, pessoas famosas com facilidade de intimidar. Sem contar que é intimidante apresentar alguém para você, né pai? Quem não se sentiria desconfortável em tão importante companhia? Sem falar nas profissões maravilhosas dos meus irmãos... A moça muito provavelmente não se sentiria a vontade.

Coloquei salada na boca e esperei a compreensão atingi-los. Ninguém falou nada, então voltei meu olhar ameaçador para Apolo e depois para Hermes; os dois concordaram comigo ao mesmo tempo.

–Sabe, você devia pedi-la em casamento. – Hermes disse de boca cheia e Apolo riu; revirei os olhos perante tamanha infantilidade. Dionísio ficou roxo.

–Foram longos cinco anos. Se a moça te aguentou durante todo esse tempo eu não perderia tempo – Hefesto se manifestou com a voz grave risonha.

–É! Só não nos faça tios, D. – Ares comentou em tom zombeteiro, mas todos ali falavam sério – Não sou paciente com crianças.

–Bom, sendo assim, algum de vocês tem algo para ser dito esta noite? — Zeus parecia cobrar algo impossível — Algum de vocês me esconde algum segredo? Não vou tolerar mentiras e segredos debaixo do meu teto!

–Quem nunca escondeu um segredo atire a primeira pedra. — assim que proferi essas palavras a tensão voltou. Eu estava cansada demais para joguinhos de falso amor e preocupação em família. Joguei o guardanapo sobre o prato e me levantei — Se vocês me derem licença, tenho dever de casa para terminar. E por favor, me avisem sobre quando Ariadne vier nos visitar. Quero muito conhecer esse anjo capaz de suportar meu irmãozinho. Essa daí merece o céu.

Hermes se engasgou de tanto rir do rosto quase púrpura de Dionísio.

[...]

Estava terminando a pesquisa sobre a tabela periódica para a aula de química; havia começado ela na base da Máfia com "professores" especiais, profissionais nos usos de certos elementos da tabela. Eu sempre fazia parte das minhas tarefas lá já que havia onde usar aquele conhecimento de aparência inútil, parecia sempre haver alguém que poderia expandir meu conhecimento sobre aquele assunto e colocá-lo em prática. Comigo e com as meninas era assim: cada uma, por mais diferente que sejamos, somos inteligentes, espirituosas, fortes, lindas. Perfeitas.

As batidas na porta fizeram-me despertar dos devaneios da minha vida oculta.

–Entre — voltei a deslizar a caneta sobre o papel; eram raros os trabalhos que poderiam ser impressos. Não vi quem entrou no meu quarto, mas o individuo se sentou na poltrona mais próxima a minha cama.

–Onde esteve ontem à noite e por que não atendeu minhas ligações?

Virei meu rosto e encarei meu pai. Tinha a fisionomia cansada, mas não era isso que iria me comover. Ele não tinha o direito de se preocupar comigo agora; esse tempo já havia passado e hoje nós éramos estranhos um para o outro. Eu não queria continuar mentindo sobre isso para mim e queria desesperadamente que ele enxergasse isso.

–Estou viva, não estou? Não consumi drogas, fui para escola como uma boa filha e te garanto que você não será avô tão cedo no que depender de mim. Já pela parte dos meus irmãos, não prometo nada.

–Isso não responde minha pergunta.

–Por que se importa com o lugar em que passei a noite? — mais palavras foram rabiscadas no papel.

–Sou seu pai...

–É o homem que me colocou no mundo e que me dá um teto onde morar. Já lhe disse que isso não faz de você meu pai. E não use a palavra “pai” como se ela fosse um emprego desprezível e horroroso. Você próprio se colocou nessa situação; aguente-a.

–Por que razão insiste em dizer que não sou seu pai? — seu tom engrossou; dava para sentir sua raiva mesmo sem olhar, mas me mantive calma e fria. – Nunca disse que me arrependia de ter filhos.

–Mas demonstra. Seja sincero comigo Zeus. Você se importa comigo ou com o que dizem de mim? Importa-se com a minha educação e saúde ou com o que os jornais vão relatar sobre você caso eu me meta em encrencas?

Não vi seus olhos, mas meu quarto foi banhado em silencio.

–Seus irmãos não me deram tanto trabalho nessa idade.

–Claro! Agora você atribui qualquer ação minha como um ato de rebeldia. E isso é culpa da minha idade, não é? A famosa adolescência é a única culpada nessa história toda. Imagino quem será a próxima. A menopausa, talvez?

Desliguei meu computador e fechei os cadernos e livros abertos, com indignação.

– Aceite: nós nos perdemos um do outro há muito tempo, se é que algum dia chegamos a nos encontrar, e a culpa por isso é toda e exclusivamente sua. Não tenho mais nada a declarar por hoje – conclui – pode fazer o favor de sair do meu quarto?

Zeus se levantou a contra gosto e caminhou até a porta parando ali.

–Tem algum jeito de eu mudar essa impressão que tem de mim, minha filha?

–Duvido muito, mas sinta-se a vontade para tentar — suspirei cansada demais para insultos e ironias — Boa noite.

Deitei-me e ignorei sua presença no batente da porta. Eram nessas horas em que eu deveria chorar, mas as lágrimas haviam se perdido há alguns anos. Já havia alguns meses em que eu me "rebelara"; Zeus não conseguia mais me controlar e eu não o via como um pai. Os anos haviam me mudado de forma intensa, mas eu sabia que ele continuava o mesmo de anos e anos atrás.

A porta foi fechada.

Levantei e dei meus passos até a janela. Cronometrei meu tempo e em exatos três minutos depois, Zeus estava saindo... Isso era perfeito. Eu sabia para onde ele ia e o que ia fazer. Peguei meu celular e encontrei o nome que eu mais queria naquele instante.

–Ramiro?

–Princesa da Máfia! Como vai ser querida? — tentei não sorrir com o entusiasmo do homem. Ele sabia que eu só ligava por um motivo — Não! Nem diga. É o mesmo de sempre, não?

–É. Quero que o siga, filme e fotografe tudo o que tiver de interessante.

–Ainda bem que você não é minha filha — ele riu.

–Querido, quer parar de me bajular? — ri de volta, mas assumi um tom mais sério — Vá logo! Não quero perder nenhum detalhe.

–Como quiser.

Era assim que a minha caixinha de segredos se enchia cada vez mais; sei tudo sobre a minha família e os segredos sujos que cada um esconde, sei quem realmente são... E não há nada mais prazeroso do que saber os segredos dos outros... Logo não será mais ele a me dizerem o que fazer, afinal, conhecimento é poder e isso eu possuo muito mais do que eles.

Mas a minha noite não estava encerrada... Não! Nem de longe.

Notas finais
Adivinharam? Não? Até mais ;)