Gimme More

59 Capítulo 49


Notas iniciais
Oi meus mafiosos e mafiosas! Olha só quem saiu do Mundo dos Mortos! Hahahahaha Palhaçadas a parte, sei que deixei a fanfic de lado por tempo demais e a minha intenção verdadeira era que este cap estivesse pronto e postado antes do ENEM e outros vestibulares. Sei que esse ano era o ano decisivo de muitos leitores e meu também, e queria DEMAIS ter postado antes para descontrair e desejar boa sorte, dizer que acredito no melhor de vocês e que vamos todos conseguir o que queremos e onde queremos... Mas não foi assim. Eu me enrolei com as provas, com os vestibulares, passei onde não queria e não passei onde queria; meus pais perceberam o quanto aquele ano estava sendo exaustivo e passaram me dar energéticos, mas a coisa só melhorou mesmo quando entrei de férias e consegui dormir por muito tempo. Queria dizer que eu precisava de um tempo assim, desligada, meio morta, mas precisava relaxar, descansar minha cabeça que não parava e se cobrava demais. Eu peço o perdão e a compreensão de vocês e acrescento que eu acredito que todos nós vamos conseguir o melhor, se não esse ano, vamos conseguir no próximo porque nós somos Mafiosos e não nos contentamos com pouco ;) Preciso agradecer as duas recomendações maravilhosas que Gimme More recebeu: Queen of the pain - gata! Fantasminha linda e maravilhosa! Meu deus! Como agradecer essa demonstração de carinho? Te adianto que tive medo de criar a fanfic por ser Universo Alternativo, pois sempre tive medo de lê-las e escrever seria um desafio... Chorei quando li a recomendação, foi um motivo de força quando eu estava estérica e preciso muito que entenda que eu sou muito grata e muito feliz por receber essas palavras esses elogios de você. Eu espero que não suma e que apareça mais vezes, sim? Letecea! Meu amorzinho! Sério, você elogiou justo um ponto que me preocupo demais e que são poucos os que notam: a história se encaixar, uma coisa levar a outra, fazer sentido. Muito obrigada! Obrigada por viver minha história, por senti-la junto a mim e fazer parte dessa vida tão utópica e tão contraditória. Não importa que não veio antes, o importante é que veio e que veio com carinho e que está sendo retribuído com cainho. '3' Amores, como recompensa por meu atraso: o maior e um dos mais safados caps dessa fanfic:

Capítulo quarenta e nove –

Claro, vocês se lembram como Luke me salvara numa segunda-feira de manhã. Então minha adorada família decidiu que o menino não voltaria tão cedo: encheram-me de compromissos dos mais diversos e sempre que Luke me ligava estava acompanhada.

E a Máfia? E a escola? Tudo estava uma loucura com a viagem de formatura de Luke e sua turma – e o restante do ensino médio de penetra – preparativos e últimas checagens. Mas para as meninas significava longas passagens no shopping para conferir mais algumas roupas, malas, maquiagem, acessórios, sapatos, etc. Fora marcar depilação, sobrancelha, limpeza de pele – porque somos humanas e adolescentes: é normal ter cravos e espinhas – cabeleireiro...

Esse era o assunto da escola; no resumo: Luke e eu estávamos distantes demais: nada além de olhares que começaram carinhosos, mas que com o passar da semana tornavam-se mais e mais famintos. Minha família não sabia o que estavam causando. Na primeira oportunidade, Luke e eu teríamos uma longa maratona de sexo forte, com poucas gentilezas.

Quinta à noite, enquanto eu conferia pela última vez minha mala, ele ligou com a voz rouca e muito sensual. Deus! Que garoto maravilhoso...

—Você ficou sabendo que vamos ter que assistir a uma palestra antes de sairmos amanhã? – o tom não era de uma conversa civilizada; era sedutor demais, do tipo “estou louco para vê-la sem calcinha” ou algo pior.

Evidentemente, respondi no mesmo tom.

—Fiquei – prolonguei bem a palavra; caminhava descalça pelo quarto seguindo em direção a minha cama – “Sexo na adolescência” – ri suavemente.

—Sim, sem dúvida vão falar da importância da camisinha – o riso dele do outro lado era igualmente baixo, igualmente sedutor – Quantas vezes fizemos o uso dela?

—Acredito que na mesma proporção em que não a usamos.

—Acredite – prendi a respiração – que amanhã vamos colocar em prática nossos mais obscuros desejos – eu estava muito excitada – Com certeza já viu os vídeos, não?

Tive que rir.

—Ah, mas é claro. Você, como bom adolescente americano, também viu, não?

—Tive que ver. Quem perderia a modelo mais quente do momento em um pornô exclusivo? Fora que precisava de um consolo por seu abandono.

— Idiota. Vou assistir de novo, editar, e pela manhã estará em todos os sites possíveis.

—Como você é má.

—Imagine! Sou uma menininha adorável quando quero.

—Você não tem nada de menininha.

—Ah não?

—Não. É uma mulher independente e muito sexy.

—Bajulação... Não vai ganhar nada com isso, Castellan.

—Asseguro que não é bajulação. Mas amanhã ganhamos os dois, não?

—Claro.

Desliguei. Odiava despedidas, especialmente as dele.

Peguei o Mac book e coloquei os fones. Só faltava meus irmãos resolverem invadir meu quarto por ouvirem gemidos. Prendi os cabelos num nó e abri.

Ela aparecia primeiramente só de camisola, os cabelos presos como os meus, só que num coque muito mais elegantes e apenas desarrumado com o tempo. Parava de costas para a câmera e massageava os ombros tensos. Ele chega do nada em passos firmes. Você é ainda mais bonita sem roupas. Assim que ele fala – a voz bem clara no vídeo – ela se vira pouco surpresa. Imaginei que subiria até aqui. A voz não é sedutora, mas também não é ríspida. Quero ver o quanto é gostosa.

Ela não impede. Ele é bruto.

A camisola foi rasgada e nem se é possível observar se ela estava ou não de calcinha. O homem é lindo e tem uma puta pegada forte que me deixa com inveja. Afrodite estava caída na cama com as pernas muito abertas e o corpo pulando devido o impacto do corpo dele com o dela. Era tão forte, tão excitante... Os gemidos eram altos, quase gritos. Afrodite arqueava as costas expondo os seios fartos; ela própria os beliscava quando não estava agarrando os lençóis. Ah, mais, mais! Isso! Mais forte! Ela gritou tão alto depois do último pedido, mas confesso que também gritaria: aquela estocada foi forte e funda e ele não tinha problemas em ir e vir com mais violência. Chega o ponto em que ele cai sobre ela ainda se mexendo – tão incansável...

Fechei o vídeo estando ofegante – não no mesmo nível que Afrodite, mas... Eu sabia que estava carente, muito carente, e só de pensar que Luke também deveria estar... Suspirei e fui abrindo os próximos vídeos que me deixaram ainda mais ansiosa pela manhã seguinte.

Decidi fazer bem mais do que apenas mandar os vídeos para sites pornôs e de fofocas. Mandaria um e-mail para cada irmão. Cada um deles tivera um longo relacionamento com a modelo e ainda tinham na verdade. Enviei e resolvi descer, sei lá, comer algo.

—Ora, ora irmãzinha. Fazendo um lanche noturno?

Já na cozinha, dei a Apolo um sorriso felino e mordi o pêssego suculento deixando o sumo escorrer por meus lábios, queixo, pescoço e sumir entre os seios. Apolo encarou todo aquele trajeto com os olhos fissurados.

—Não quer um pouco? – minha voz era baixa, excitante.

Meu irmão puxou-me pela cintura e desceu seus lábios sobre os meus, chupando-os devagar, saboreando a mistura de sabores da fruta e da minha pele. Desceu por meu queixo e antes que notasse, meu corpo cedera para trás, dependia do apoio dele que apenas deslizou sua língua por meu pescoço com malícia. Apolo me ergueu, deixando-me sobre o balcão de mármore, soltou o laço que definia o tamanho do decote da camisola e deslizou a língua pelo vão entre os seios, até onde conseguia.

—Lia...

—Não. Não vai conseguir nada mais que isso.

—Por favor! Sei que você precisa disso – sua mão forçou de forma bruta minha intimidade; o atrito com o pano e surpresa causou uma leve ardência; nada anormal, mas muito gostoso – Precisa de mim.

—Preciso de Luke.

—Ele não está aqui. Não está com você

—Mas amanhã vai estar e durante o resto da semana e depois e até quando eu quiser. – fui firme e maldosa – Não é porque você está carente e ressentido com Ártemis que eu tenho que transar com você.

—Nenhuma brincadeira? Nenhum desafio? Não consegue pensar em nada para mim? – ele mordiscava minha orelha, apertava minha cintura. Eu estava em chamas... Mesmo assim não queria Apolo.

—Um jogo?

—Sim!

—Você consegue apenas olhar? – lancei o desafio.

Deixei que ele entrasse em meu quarto, que me visse tomar banho, me secar e vestir. Ele se masturbou por muito tempo enquanto me via acariciar meu corpo enquanto passava o hidratante. Instigava a ele e observava suas mãos apertando mais, se movendo cada vez mais rápido... Não deixei que me beijasse quando ele finalmente saiu do meu quarto, afinal, o desafio era para mim e não para ele. O objetivo era bem claro: eu estava deixando meu fogo ainda mais acesso... Assim Luke e eu teríamos muito mais trabalho pela manhã.

[...]

A escola estava lotada de pais e malas. Zeus tinha a aparência impecável ao lado da minha mala. Eu estava igualmente imaculável: o uniforme bem passado, a saia num comprimento perfeito, a camisa abotoada, a jaqueta do tamanho certo, as meias esticadas até os joelhos, All Star salto alto. Os cachos caíam com graça, soltos. A maquiagem estava leve, bem básica, apenas ressaltando meus melhores traços. Ali, pai e filha, aparentando perfeição.

Mas aquela perfeição tinha motivo.

O lado de fora estava lotado também de paparazzi. Naquela manhã eu finalmente postara nas redes sociais o vídeo plenamente editado, aquele no qual Luke e eu dançávamos Kizomba, numa rua iluminada, numa noite deserta. Claro que coloquei ainda uma legenda bem fofa além de já ter deixado minha voz gravada no vídeo agradecendo e explicando o motivo de postar.

Claro que aquilo fora motivo de estardalhaço e que Zeus não estava contente. Ele ainda não tinha visto o vídeo, mas sabia do que se tratava. Por muito pouco não me batera ou puxara meus cabelos; sou grata a Hefesto por aparecer bem na hora. Por muito pouco eu não perdi a viagem.

—Senhor Grace – babou o diretor – Bom dia.

—Bom dia.

—Thalia, todos os alunos estão sendo requisitados no auditório. Por gentileza – sorriu o velho.

—Com licença – disse já me afastando e deixando que os dois conversassem; estava louca para sair de perto do meu paizinho. Segui para o banheiro do ginásio de esportes porque sabia que ele estaria vazio e ninguém me veria desestabilizada.

Tirei a jaqueta e abri os botões da camisa, passando a esfregar o colo. Estava quase com falta de ar. Nunca vira Zeus tão nervoso comigo como naquela manhã; não posso negar: fiquei assustada. Odiava aquelas lágrimas que me subiram aos olhos. Apoiei os cotovelos sobre a pia de mármore e puxei meus cabelos, abaixando o rosto. Sentia meu corpo tremer em ódio, em fúria...

—Sabia que tinha alguma coisa errada.

A voz me assustou. Lá estava Jackson, com seus olhos verdes faiscando e postura firme. Naquele instante ele não tinha nada de lerdo.

—E então? – instiguei.

—Que se foda Zeus e seus chiliques – se aproximou e segurou meus braços – Nós estamos indo para as Bahamas, princesa! Nada do que ele fizer importa. Ele não pode te machucar.

—Ele nunca tinha me assustado antes – ele me abraçou e recordei como era gostoso ficar nos braços dele; era como estar em casa, como ser acolhida por um irmão – Nunca me fez desejar tanto minha mãe.

—Por isso trouxe o colar dela? – afastei-me e ergui a sobrancelha, mas não consegui esconder o sorriso; Perseu corou.

—Nada mal, mafioso.

Percy ajudou-me a encaixar a jóia em meu pescoço: a nota sol em prata, assim como a corrente, mas o desenho da nota musical rodeava um coração de Aquamarine lapidado. Percy murmurava palavras de consolo depois dizia que íamos nos acabar na viagem enquanto ajeitava o colar e o decote.

—Melhor?

—Muito – esbocei sorriso.

—Ótimo – sua firmeza me espantou; não que eu tenha demonstrado – Você tem uma família de verdade, Lia. Não se esqueça que todos nós te amamos.

No auditório a maioria das poltronas já estava ocupada e muitos alunos sentavam-se nos degraus para ficarem mais próximos do palco. Percy havia desaparecido na multidão e eu não encontrava um único rosto conhecido e amigável... Até sentir braços em minha cintura e um sussurrar no ouvido.

—Já reservei nossos lugares, princesa.

Deixei que Luke me levasse até uma poltrona encostada na parede. Como as poltronas eram grandes cabíamos os dois perfeitamente, mas, evidentemente, muito grudadinhos. Eu fiquei do lado da parede, apoiando as costas, enquanto Luke fazia questão de “ajeitar” as minhas pernas, para cabermos melhor. No instante em que olhei para cima, para o ar condicionado e estremeci, Luke me passou sua jaqueta. Joguei-a sobre um ombro e me aproximei mais de Castellan, deitando a cabeça em seu ombro. Era uma velha técnica minha: estava usando a blusa como cobertor, assim, qualquer coisa que Luke quisesse fazer – discretamente – não seríamos vistos.

—Bom dia, alunos – começou o diretor –Em virtude da viagem que vocês farão e da idade e período que estão vivendo, o conselho escolar decidiu que seria importante trazer uma palestra a mais com especialistas no assunto. É um prazer apresentá-los... – e continuou.

—Sabe – começou Luke em tom baixo – Essa palestra vai ser bem útil – sua mão deslizou por minha coxa, alisando a minha pele e subindo a barra da saia como eu tinha certeza que ele faria – Vai nos dar tempo para preliminares.

Consegui sorrir, mesmo sabendo que ele não esta vendo. Meu corpo estava bem virado para ele, suficientemente encobrindo qualquer professor abelhudo e ainda assim sem complicar muito nossa situação.

—Fiquei pensando – eu disse a meia voz, olhando para frente, para um homem de meia-idade de cabelos raspados; era muito mais fácil para eu mover as mãos: deslizei-a pela coxa quase chegando à virilha, alisando com suavidade – Se eu subir a minha mão um pouco mais – e encenei tal movimento encontrando já um volume discreto sob a calça de tecido grosso – Será que você vai conseguir esconder seu amiguinho? Ou será que vai se denunciar para todos os pais e professores?

Senti sua mão sobre a minha; mão que estava localizada sobre o pênis. Ele apertou-a, fazendo pressão.

—Não se preocupe, princesa. Estou disciplinando meu corpo há anos. Tenho certeza que consigo nos manter inocentes de qualquer acusação até Bahamas.

Sua mão ultrapassou a saia, estava ali, simplesmente parada sob o tecido fino e delicado da calcinha. Aconcheguei-me mais em seu corpo, o rosto impassível enquanto uma mulher falava algo sem sentido para meus ouvidos. Então começou a deslizar a mão suavemente para cima e para baixo ainda sob o pedaço de pano. Decidi que eu não passaria dos limites da calça dele, pelo menos, não ali.

Fechei os olhos.

—Uau – senti o sorriso dele no instante em que senti um beijo na testa – Você está tão molhadinha...

Um dedo sozinho deslizava sobre minha intimidade criando atrito, deixando-me cada vez mais quente e úmida. A palestra ia seguindo de forma vagarosa, da mesma forma ele transpassava um dedo de cada vez para dentro da calcinha. Castellan não fizera mais do que me alisar até que mudou o sentido: movimentos circulares e aumento a pressão. Aquilo era tão bom! Esperei por aquele toque por tanto tempo! Claro, eu ainda massageava-o por cima das roupas.

Um dedo. Apenas um dedo. Aquilo era pouco, muito pouco. Mesmo assim era bom: Luke brincava com meu clitóris esfregando-o com considerável força, mas movia aquele dedo dentro de mim com insuportável, porém justificável, lentidão. Não podíamos ser vistos. Era aquilo o que a escola mais temia: sexo entre adolescentes num ambiente bem mais, ah, liberal como acabara de dizer o homem de poucos cabelos.

Claro, se vocês se lembrarem eu havia comentado junto de Percy na casa dos Jackson que a comissão estava decidindo entre dois destinos, ambos no nosso adorável país. Mas, francamente, qual a graça? Somos todos ricos – em tese – todos temos excelente condições financeiras e, por Deus, é formatura de alguns! Todos nós temos a chance de ter uma viagem mais extravagante. Esses eram alguns dos meus argumentos e eles foram devidamente ouvidos... Afinal, todos queriam a mesma coisa: a melhor viagem das nossas vidas.

O discurso estava acabando – parecia – Luke e eu estávamos maneirando nas carícias, diminuindo a intensidade, pois teríamos que parar. Castellan, muito cruel por sinal, forçou três dedos. Assim, do nada! E eu definitivamente não estava esperando! Resultado: eu quase deixei escapar um gemido alto. Ele riu enquanto eu tratava de respirar em seu pescoço. Em resposta, apertei seu membro com força; senti-o se contorcer.

—Golpe baixo, Thalia – ele falou.

—E o seu foi o que? – ofeguei.

—Um carinho, apenas. Isso é um golpe baixo.

Ele se inclinou e beijou minha testa no mesmo instante e que tirava seus dedos da minha intimidade. Manteve as mãos em minhas pernas; nada demais se estivéssemos numa sala a sós, mas não era o caso. O ponto foi que aquele sinal de carinho, muito mais do que os olhares e as frases apimentadas dos alunos, chamou a atenção dos palestrantes.

—... O casalzinho do fundo, sim vocês! – escondi o rosto no pescoço de Luke e ri com vontade, Luke também – Métodos anticoncepcionais, desde os mais simples.

-Isso sim foi um golpe baixo – disse a Luke; ele entendeu perfeitamente: nós não fazíamos muito uso desses detalhes, afinal, conosco tudo era improvisado.

—Coito interrompido – disse Luke com a maior cara de safado e não teve um que não tenha rido de sua expressão.

—A mocinha, sim? – disse o homem. Fiz minha melhor cara de inocente.

—Tabelinha – disse com a voz suave tão suave quanto sedutoramente inocente. Olhei para Luke e pude vê-lo engolir em seco. Alguns riram, a grande maioria, mas o palestrante ficou constrangido ou uma reação parecida com a de Luke. A mão dele suavemente deslizou para dentro da minha saia de novo, mas apenas para apertar minha coxa.

—Os dois métodos são falhos... – continuou...

—Sebe de uma coisa – disse Luke aos sussurros – Acho que vamos ter que assinar um contrato dizendo que você é minha acompanhante nessa viagem.

—Por quê? – achei graça.

—Você é perigosamente sedutora... – ele me olhou sério – Preciso tomar conta do que me interessa, não acha?

Sorri, com meiguice, sem querer ou tentar seduzir. Até porque com Luke eu queria bem mais do que sexo, isso eu já conseguia admitir.

[...]

Tivemos que nos separar para fazer a chamada, uma última conferência nas malas e nas bagagens de mão, foi mais uma hora até todos os alunos, professor e monitores adentrarem no ônibus que nos levaria até o aeroporto. Como fomos separados, em ônibus diferentes, e não nos sentaríamos lado a lado no avião, sabíamos perfeitamente que estaríamos pegando fogo em pouco tempo.

Já no avião, faltando muito pouco para decolar, com Bianca do meu lado, ela na janela. Minha mafiosa não podia deixar de reparar que eu estava louca para pular no colo de Luke e pular com força.

—Amiga, vocês vão escapar, não vão? – perguntou Bianca. Ela se animava demais com aquela situação toda.

—Provavelmente.

—Vou ter que acobertar?

—Não se preocupe. – dei uma piscadinha.

Ficamos tranquilas por cerca de uma meia hora, até minha respiração começasse a ficar mais pesada. Eu não sabia onde Luke estava, mas nem olhei para os lados. Levantei e caminhei de forma até rápida para o banheiro... Não precisei fechar a porta. Lá estava ele entrando desesperado e fechando a porta com pouca delicadeza.

Foi tudo muito rápido, muito bruto. Ele rasgou minha calcinha sem nem ver, enquanto eu expunha seu membro ereto, duro, sem nem precisar abaixar suas calças. Ele empurrou-me até a parede, ergueu minha perna direita dando suporte com seu braço e entrou sem cerimônias com força, numa estocada digna de um gemido alto; ofeguei, mas sufoquei o gemido.

Inacreditável como mal sentia a interferência das roupas. Estava prensada na parede, contra seu corpo, mordendo os lábios tentando segurar os gemidos de prazer e dor. Meu deus! Ele ia e vinha com força, rápido, sem tempo para mimimi. Eu mal conseguia me manter em pé, me segurava em seus braços, em seu pescoço. Chegou a um ponto em que eu só ouvia os sons de corpos colidindo e cheguei a me assustar: o som era alto e podíamos muito bem sermos ouvidos.

—Luke... – gemi. Ele parecia um animal com toda aquela força, aquele desespero... Apertei sua nuca, segurando-o, prendendo seu rosto em meu pescoço, para que eu sentisse sua respiração. Naquele instante ele foi mais forte, mais fundo, ao ponto de poder sentir suas bolas se chocando contra minha intimidade... Luke saiu de dentro de mim muito rápido e até confuso, consequência de toda aquela brutalidade. Os olhos brilhantes desejosos. Mas impedi- de voltar com força.

Ajeitamos sua calça e ele se sentou sobre o vaso sanitário. Segurei seu membro e ajeitei-o, posicionando-o em minha entrada sem tirar a saia. Sentei e fui esmagando seu pênis com a vagina, apertando-o e rebolando com força, com dificuldade por conta das roupas. Castellan tinha os olhos fechados, gemeu dois palavrões e segurando minha cintura foi se movendo também. Lá estavam os barulhos desesperados de corpos colidindo. Luke se movia, eu me movia... E o pior era saber que não conseguiríamos chegar ao nosso clímax. Tínhamos que sair dali.

—Lia... Lia... – ele chamava com a voz grave e baixa – Ah... Aperta mais – gemia; eu sabia que ele amava quando eu apertava seu pau. Apertei-o como nunca antes e por um longo tempo, muito maior do que estava acostumada; ele mordeu meu ombro para sufocar um gemido alto.

—Precisamos – eu disse sem conseguir parar de me mexer – Precisamos parar...

Castellan segurou minhas pernas e levantou prendendo-me na parede mais uma vez. Uma estocada tão forte e funda que me contorci... Ouvimos duas batidinhas na porta, mas discretas. Abracei-o e paramos.

Luke me colocou no chão e segurou minha cintura até que eu firmasse as pernas. Arrumou as calças, colocou seu corpo na frente do meu, escondendo-me e abriu uma fresta da porta.

—Senhorita Thalia – sussurrou uma comissária – Venham os dois. Rápido, a professora está vindo.

Luke hesitou, voltou para pegar minha calcinha em pedaços e seguimos a mulher até uma área restrita aos funcionários sem sermos vistos. Luke ainda mantinha seu corpo na frente do meu como que para me proteger. Sorrimos de forma cúmplice um para o outro.

—Por que nos ajudou? – perguntei a mulher. Havia mais três pessoas, eram ao todo dois homens e duas mulheres.

—Sabe o quanto é exaustivo esse trabalho?

—Temos uma proposta para vocês – disse a outra mulher – Levamos vocês a nossa área de descanso e vocês transam a vontade.

—Em troca de que? – disse Luke.

—Queremos assistir.

Trocamos um rápido olhar.

—Como vamos explicar nossa ausência?

—Você está resolvendo algo relativo à empresa de seu pai e o garoto estava passando mal, então pedimos que se dirigisse ao nosso banheiro para não incomodar os demais passageiros.

Era um plano bem pensado ou eu estava desesperada demais para foder. Não dissemos mais nada. Eles nos guiaram até as escadas. O compartimento era baixo, mas tinham vários colchões e almofadas... Podíamos ficar sentados, agachados, deitados, mas não de pé.

—Temos quanto tempo de viajem? – Luke perguntou.

—Duas horas, suponho – disse o homem que eu sabia ser o co-piloto, começando a tirar o celular do bolso.

—Não, amigo – disse Castellan com firmeza – Assistam a vontade, se masturbem, mas nada de vídeo, fotos ou áudios.

Eles concordaram muito rápido. Pareciam desesperados por sexo, deviam estar semanas ou meses sem.

—Parece que temos tempo – eu disse.

—Que bom – ele já estava com um sorriso malicioso – Estava desesperados para brincar com eles – quando pronunciou a última palavra, levara as mãos aos meus seios e apertara-os sem dó e me ouviu gemer. “Que gemido gostosinho” murmurou um dos espectadores.

De joelhos, de frente um para o outro, “Tire” pediu Luke, eu sabia que peça ele queria que sumisse: o sutiã. Tirei-o sem retirar a blusa, pois essa era a intenção: não nos mostraríamos completamente nus para aqueles estranhos. Ele abriu os três botões superiores e puxou meus seios para fora. “Você é muito linda” ele disse enquanto me deitava e beliscava os mamilos.

—Eu não vou ser carinhoso hoje – ele alertou.

—Quem pediu que fosse? – retruquei.

Ele puxou minha saia para baixo, mas não se incomodou com as meias. Gemi de surpresa e com muito gosto, já ajeitando as pernas para uma posição melhor para os dois. Não me lembrava de ter tido sexo oral com ele, ou melhor, que ele me chupasse daquela forma tão... Sua língua deslizava subia e depois descia em chupões e quando ele entrou... Deus! Segurava seus cabelos e incentivava-o com meus gemidos e ofegos, não sendo a única.

—Tira – ordenei quando ele parou. Luke estava novamente com as calças arriadas, o membro ereto na mão me provocando. Era a minha vez de chupá-lo e eu sabia que ele amava. Antes de usar a boca, usei meus peitos.

—Caralho! – disse ele com uma cara de satisfação linda.

Esfregava meus seios em seu pênis, apertando-o e instigando, sem parar levei-o a boca, lambendo apenas a cabecinha, deixando-o louco. Chupei-o com vontade, sentindo-o até latejar, mas parei subitamente e com uma risadinha cruel.

Eu não precisava olhar, mas mesmo assim confirmei que os quatro se masturbavam, uns mais abertamente outros nem tanto, mas isso não me importava.

Logo Luke já tinha seu amigo em mãos, deslizou-o por minha intimidade me provocando, posicionava-o, mas não entrava e aquela tortura era tão boa... Quando fechei os olhos, no meio de um suspiro e ele entrou se movendo furiosamente, erguendo uma das minhas pernas. Ia e vinha, ia e vinha e meus gemidos saíam sem tanto controle. Ele abaixou-se um pouco para morder meu seio, mas morder mesmo e não mordiscar. Meu gemido foi até sofrido. Luke estava tão rápido e com tanta força que, novamente, saiu confuso. Deitou sobre mim lambendo e chupando meus seios, como se fosse um descanso.

—Podemos dar um show melhor a eles, não – sussurrou em meu ouvido, voltando e mordendo o seio enquanto apalpava o outro.

Virei de lado, de frente para os quatro deixando-os me ver praticamente nua, e Luke deitou logo atrás de mim. Ergui a perna e Castellan ajeitou seu membro, assim que entrou, deu-me auxilio novamente, segurando minha perna. Ele se impulsionava naquele vai e vem tão perfeito, vez ou outra aumentando o ritmo, meu gemidos constantes, porém baixos estava deixando-o louco, suas palavras em meu ouvido me deixavam louca... Não sei como ele conseguiu passar o braço por baixo do meu tronco, levando-me para mais perto dele e então apertando, beliscando meu seio. Aquilo era tão bom que eu estava quase a ponto de chorar. Levei uma das mãos até a sua, a que estava sobre o seio, instigando-o a continuar a apertar e a outra até meu clitóris massageando-o e com força, acompanhando a velocidade de Luke. Ficamos naquela mesma posição de vinte a trinta minutos e gozamos alguns instantes depois.

[...]

Conseguimos voltar aos nossos lugares com dignidade e discrição. Eu muito mais do que ele porque caralho! Luke havia rasgado minha calcinha! Graças por ter colocado minha saia mais comportada, estava rezando a todo e qualquer deus para que não estivesse ventando.

Chegamos ao nosso resort e levamos um tempo para organizar as coisas. Algumas pessoas demoraram mais para pegar os cartões dos quartos, pois ainda estavam limpos. Mas as mafiosas não perderam tempo. Uns 15 minutos depois já sabíamos que estávamos todos no segundo andar e geral saiu para a piscina ou explorar o local.

—Você vem, Lia? – Perguntou Clarisse, quando eu parei no meio do corredor olhando para o celular.

—Eu encontro você depois – elas trocaram um olhar safado e sumiram em direção ao elevador. Eu continuei; Luke mandara mensagem com o número do seu quarto. Confirmei o número e bati.

Lá estava ele, só de cueca me puxando para entrar.

—Mas já está sozinho?

—Chris e Charles decidiram encontrar as namoradas perto da piscina – ele sorriu me puxando pela cintura – Não queria ficar de vela ou perto da Silena – aproximou seu rosto do meu, quase grudando nossos narizes – Eu não esqueci que ela nos fez brigar, que me fez perder um fim de semana com você.

Eu não sabia o que responder, ele estava perto, e eu podia sentir sua respiração em meu rosto. Estava quase ansiando por aquilo, por aquele toque... Quando achei que teria seus lábios nos meus meu celular vibrou me assustando; separamo-nos.

Li e reli a mensagem e aguardei a próxima e ri com muita felicidade.

—Hey! – Luke me olhava como se cobrasse minha atenção.

—Eles surtaram – disse cada palavra com muito prazer, tornando aquilo até sensual, mas não podia evitar – Eles estão loucos e Afrodite está em casa se acabando de chorar.

Ele riu junto a mim. Deitei em sua cama enquanto ele organizava suas coisas. Katie me mandaria um vídeo, mas eu lia e relia as palavras com tanto prazer...

—Ah! Luke! – lá estava ele, de surpresa dentro de mim. Foi quando me toquei que me esquecera de colocar uma calcinha.

—Pense – disse ele se movendo com força e lentidão – que esse é o nosso segundo anal – e apertou minha bunda. Soltei o celular e fui devagar me colocando de quatro – Você é maravilhosa – riu satisfeito com a posição e com meus gemidos longos – Posso?

Perguntou apenas segurando meus cabelos, gemi que sim e sentiu um puxão suave, nada forte demais. Ele tocava minhas costas e descia a mão até encontrar os seios debaixo da blusa e sutiã, mas apertou-os mesmo assim.

—Mais, Luke! Mais – pedia e gemia conforme ele ia e vinha mais rápido, mas com certa dificuldade, com muito atrito e muita ardência.

—Gostosa – bateu em minha bunda; apertei os lençóis – Muito...

Meus braços tremiam e fui novamente me abaixando, chegando quase a deitar... Batidas na porta e voz monótona da velha professora de matemática – única acompanhante da escola na viagem – pedindo para entrar.

Luke não conseguia parar.

—Eu não posso... Não... – gemeu.

Consegui levantar e empurrei para o banheiro dizendo para ligar o chuveiro e fui abrir a porta. Evidentemente me arrumei um pouquinho.

—Thalia! Por deus! Vocês não...

—Algum problema, senhora Adelaide?

—Onde estão os meninos – e olhou a prancheta – Esse quarto é dos alunos do terceiro ano, Charles Beckendorf, Chris Rodrigues e Luke Castellan, não?

—Sim, professora – dei meu sorriso mais gentil – Charles e Chris saíram e Luke está tomando banho.

—Foi ele que não se sentia bem no avião, certo?

—Foi. Vim ver como ele estava e ele disse que estava melhor, mas aconselhei que tomasse um banho para relaxar. Ele me pediu para esperar aqui caso passasse mal e precisasse pedir ajuda para a enfermaria ou algo assim.

—Então está tudo certo – e saiu indo para o próximo quarto. Tranquei a porta.

—Já pode sair.

Caímos os dois na cama, lado a lado, rindo descontroladamente de todo aquele dia agitado e sensual.

Notas finais
Espero estar perdoada ou pelo menos ser compreendida =/ O que acharam dessa chegada corrida? A viagem sem dúvida vai trazer muitas novidades! Beijos ;)