Gimme More
1 Capítulo 1
Capítulo um –
Eu corria feliz por entre as árvores, sentindo o vento batendo no rosto e levando meus cabelos. Estava me sentindo viva como há muito tempo não sentia. Aquela liberdade de poder correr descalça pela grama verde do parque era indescritível a meu ver...
Braços fortes envolveram minha cintura fina e me tiraram do chão. Olhei bem para aqueles olhos azuis tão elétricos quanto os meus em uma pergunta muda.
-Pode se machucar correndo desse jeito, minha pequena. – a voz calorosa me transmitia preocupação. Anos a frente eu perceberia a hipocrisia em sua tão sonora voz.
-Mas é divertido, papai. – olhei fundo em seus olhos e apoiei minhas mãozinhas em seu ombro – Por que você não vem comigo? Apolo e os outros dizem que sou pequena demais para brincarem comigo. – papai riu e me apertou em seus braços.
-Você é mesmo muito pequena, meu bem. E está descalça! – seus olhos me transmitiam preocupação – Tenho que trabalhar, querida. Vamos para casa e Teresa vai preparar um suco pra você.
-Não quero ir pra casa! Me sinto mais feliz aqui! – disse a ele sentindo uma pontada de decepção – Por favor, papai! Fica comigo?
-Você se parece com a sua mãe. – seus olhos agora me transmitiam dor e eu não gostava de vê-lo assim – Ela gostava de liberdade. – um suspiro escapou de seus lábios, pensei por ingênuos anos que era saudade sendo que era um alívio oculto na voz e na frase – Vamos pra casa, pequena.
Abracei seu pescoço e vi a imagem de cinco rapazes brincando nos balanços do parque ou falando com meninas mais velhas desaparecer com os passos do meu pai... Mais uma vez passaria o meu dia trancada na mansão com a empregada.
Fazia muito tempo que essa lembrança martelava minha cabeça.
Já se sentiu presa? Essa é a sensação que me assombra há anos. Não sei se foi quando minha mãe morreu ou se foi quando nasci, mas não importa.
Meu nome é Thalia Grace, mas eu prefiro apenas Thalia. Vivo em Nova York com meu pai e cinco irmãos. Já seria ruim o bastante conviver com seis homens, mas quis o destino que todos fossem Grace. Minha família tem sede por poder, mas posso explicar melhor:
Meu avô era um excelente político. Meu pai, Zeus, seguiu seus passos e é tão bom quanto ele nas notas da sua faculdade... Mas ele também é dono da melhor companhia área do país e é chamado no Senado apenas quando necessitam repor alguém ou para algo do gênero. Sendo assim o escritório da companhia aérea é sua “segunda” casa, o senado seria a “terceira”, mas ela não para em “casa”... Nem sinto mais sua falta. Aprendi a ignorar a sua ausência.
Meus irmãos são outro problema: Hefesto, o mais velho, é dono de uma grande construtora: desde coisas pequenas até carros ou mesmo casas; Ares é o melhor oficial das forças armadas, qualquer problema que se resolva com um bom tiro (o que envolve afastar meus possíveis namorados) ele adora; Hermes comanda todos os correios confiáveis; Dionísio é um bom apreciador de vinho, nada mais justo que ele tenha seu próprio vinhedo, mas era um grande advogado (compreendia a loucura muito bem) e Apolo, com seus 24 anos, já é um médico muito bem recomendado.
Entende meu tormento? Sou a mais nova em uma família de homens gananciosos! Não consigo passar da porta sem ainda me sentir sufocada com esse sobrenome. O peso de carregá-lo exige que eu seja perfeita. Eu tento na maior parte do tempo, mas chega uma hora em que canso de tudo... É quando penso em minha mãe. Ela era uma atriz bastante famosa, mas tinha problemas com o álcool. Com os meus 12 anos, revirei seu passado com mais empenho para descobrir a informação que mudaria a minha vida...
O diário estava trancado com um cadeado e escondido sob o assoalho falso no porão da mansão, mas não foi um problema para mim. Foi incrível descobrir aquele pedaço do mundo da minha mãe. Eu não lembrava nada dela e doía muito não lembrar. Folhear aquelas paginas preenchidas por aquela caligrafia feminina e caprichosa, sentir o cheiro já fraco de seu perfume impregnado no papel me trazia uma emoção muito grande; senti lágrimas de felicidade invadirem meus olhos... Mas não podia acreditar na ultima folha. Aquilo foi um choque; ninguém sabia daquilo!
Mudaria para melhor. Ela tinha uma dívida para A Máfia. Não, não era para um criminoso ou coisa do tipo. A Máfia é quem comanda o mundo dos crimes, é a única em que nunca se foi descoberto quem comanda; nem mesmo seus revendedores... Ela tinha uma dívida e eu iría pagar... Mas antes, destruí as provas que ligavam minha mãe a Máfia: queimei as últimas páginas do diário e fui atrás de um novo destino.
Não foi difícil achar quem me levasse até a Máfia...
O beco escuro estaria vazio se não fosse por mim e pelo homem grande e forte parado a minha frente.
-A mocinha quer ser levada até o chefe. – a risada grave deveria ter me paralisado de medo, mas não me senti abalada; aquela sensação era tão agradável... – Por que eu levaria você até ele, menina?
-Posso pagar a você. – seus olhos se estreitaram, surpreendentemente, interessado – Posso pagar muito bem. – joguei a ele um pequeno monte de notas de 50 dólares; o homem só faltou babar.
-Venha comigo. – fui levada até um carro preto e fui vendada.
Você consegue imaginar o quão assustador é, para uma garota de 12 anos, ficar em frente ao maior criminoso do país? Mas eu não senti medo; senti uma descarga de adrenalina invadir meu corpo. Aquele lugar era docemente errado...
O escritório amplo era levemente escuro, dando um ar sombrio, misterioso... Assim como o homem sentado de frente para mim. Estava em uma sala sozinha com o maior criminoso de NY e possivelmente do país, mas não conseguia sentir medo.
-O que a trouxe até aqui, pequena? – sua voz era naturalmente gélida, mas ele parecia tentar ser doce comigo – Não sabe o quão perigoso é estar perto de estranhos?
Senti o sangue ferver dentro de mim e fechei meus pequenos punhos. Estava cansada das pessoas, principalmente homens, me disserem o que fazer ou não fazer. Estava absolutamente cansada de ser super protegida.
-Sei muito bem o quão perigoso você é, mas, ainda sim, não é ninguém pra me dizer o que é ou não perigoso para mim. – rosnei em resposta.
-Muito boa resposta, pequena. Dirá o que a trouxe aqui...
-Minha mãe tinha uma dívida com vocês...
-Tinha? – sua voz começava a expressar o escárnio – Ela não tem mais?
-Ela está morta. – disse de forma fria, o que causou choque no criminoso; eu não o culpo, afinal não são garotas de doze anos quem expressão frieza com frequência – Vim pagar a dívida.
-E quem era sua mãe, doçura?
-Abelle Grace. – senti a tensão crescer no ar quando disse seu nome.
-Você é uma Grace? Como era o nome da filha dela? — ele parecia falar sozinho – Era Tatiana? Não, não era. A menina...
-Thalia. – meu nome reverberou pela sala. Joguei a minha bolsa cheia de notas de 100 dólares e parte do dinheiro saiu. Era difícil saber o que causou mais choque nele: o dinheiro ou meu nome.
-Uma Grace... Você vale muito, menina. – seu rosto continuava imerso nas sombras – Vale mais do que posso imaginar... Sabe que não posso deixá-la ir.
Minha garganta deveria ter fechado e eu deveria sentir medo, mas...
-Eu não quero ir. – minha voz soou calma e serena. Eu podia sentir o choque dele, mas nada disso importava. Eu realmente não queria ir.
-Você gosta daqui, Grace?
-Só Thalia. – disse de forma rápida. – Eu gosto daqui como nunca vou conseguir gostar da minha casa.
Seu rosto saiu das sombras: olhos castanhos tão frios quanto se é possível imaginar, os cabelos eram de um loiro apagado e sua testa era marcada por uma fina cicatriz. Era esse o rosto que despertaria medo na sociedade, mas ele parecia ter a solução para minhas angustias.
-Podemos resolver esse problema, Thalia. Eu sou Marcos, o Rei da Máfia. – ele estendeu sua mão e eu a segurei sem qualquer sinal de medo – Me conte mais sobre você, pequena.
A partir daquele dia, comecei a ser treinada para a Máfia. Não me encontrava com Marcos ou com seus comparsas com frequência, mas já mentia para meu pai e irmãos. Comecei a me interessar mais por aulas que antes eu desprezava. Fiz inúmeras aulas de arco e flecha, que melhoraram e aperfeiçoaram minha mira; treinei boxe, taekwondo e muay thai; passei a fazer aulas de dança para aumentar minha flexibilidade e melhorar a coordenação motora (ballet, dança do ventre, hip hop, valsa...), mas principalmente para os shows que eu fazia nas boates e quando possível, visitava Ares no trabalho. Nada mais interessante do que ver de perto o trabalho da polícia e das forças armadas do Estado; nenhum deles era treinado como eu. Nenhum deles tinha capacidade, mentalidade. Eram fracos.
Tudo o que eu podia fazer para me tornar melhor, eu fazia. Não por meu pai, meus irmãos e suas imagens. Aquilo me ajudava na minha vida nova, minha vida oculta de muitos: minha vida na Máfia.
[...]
O despertador tocava lembrando que meu tormento já começava cedo. Abri a gaveta do criado-mudo, ainda sem abrir os olhos, e joguei o barulhento para dentro, abafando um pouco aquele som irritante... Infelizmente, eu não posso dizer que voltei a dormir.
A luz do sol entrou radiante pela sacada que, milagrosamente, foi aberta.
-Levanta, Lia. – a voz de sabe-se lá qual irmão invadiu meus ouvidos; virei para o lado contrario a luz. Senti um peso extra no colchão e uma presença nas minhas costas – Vamos, princesa. Não vai escapar do primeiro dia de aula. – senti seus lábios na minha bochecha e ouvi a porta batendo.
Abri os olhos contrariada e me sentei na cama de casal. Aqueles raios de sol tão brilhantes pareciam festejar um novo dia enquanto eu queria que uma grande tempestade de raios levasse metade das pessoas de NY. Caminhei até meu banheiro, quase caindo no caminho, mas cheguei inteira; abri o chuveiro enquanto me livrava do pijama. Poderia ter passado horas embaixo daquela água, mas eu tinha horário. Sequei-me enquanto separava uma roupa “adequada” para o primeiro dia. Vesti a regata preta e justa de alças finas, a calça jeans levemente surrada e o tênis de couro preto, mas feminino. Para tirar a simplicidade, peguei meu bracelete favorito de prata e uma corrente com o pingente, feito do mesmo material, em formato de raio. Com preguiça de arrumar mais meu cabelo, deixei os fios soltos. Os olhos delineados me deixavam com um ar de mistério ainda maior.
Sai do meu quarto com uma bolsa simples e os fones de ouvido pulsando em Rolling Stones, Doom and Gloom em volta do pescoço (o som era alto o suficiente para isso). Respirei fundo sabendo que eu não tinha como sair despercebida; eu nunca saia despercebida nessa casa. Desci as escadas pensando no trabalho que teria para fazer, nas festas em que eu tinha que marcar presença e na grande viagem da escola... Aquelas vozes felizes invadiram meus ouvidos muito bem treinados e me contagiavam, mesmo contra a minha vontade... Mas ao ouvir o som da risada daquela vaca, meu sorriso ingênuo sumiu.
Passei pela porta, entrando na sala das refeições e atraindo todos os olhos da mesa para mim. Meus irmãos esboçaram sorrisos enquanto Hera (o demônio da minha vida, também conhecido como madrasta) fechava a cara para minhas roupas e para mim no geral. Na ponta da mesa, escondido atrás do jornal, estava meu pai. Aquilo era um milagre. Zeus abaixou o jornal e encontrou meus olhos confusos.
-Vou entrar mais tarde hoje, mas não volto para o jantar. – disse de forma comum, respondendo minha pergunta muda. Como se ele algum dia voltasse para jantar com os filhos ou com a nova esposa (se bem que essa ele levava para jantar fora vez ou outra).
-Nós já nem nos vemos mais que é estranho pra mim te encontrar na mesa com todos nós. – disse a ele a verdade que meus irmãos não conseguiam dizer. Meus irmãos me olhavam com uma pontada de ansiedade.
-Sou um homem atarefado... – Zeus começou, mas deu para ver que estava sentido. Eu era, pelo menos para os fotógrafos e jornalistas, o maior tesouro de Zeus Grace: a única menina e o ser que mais “lembrava” Abelle. Mas por que eu sentia que aquilo não chegava a ser verdade?
-Atarefado demais para os filhos, a sociedade vem em primeiro lugar ou existem coisas mais importantes no momento. – a casa pareceu prender a respiração e, de repente, até os empregados vieram ver o meu surto da manhã. Sim, era frequente eu ter surtos de raiva nessa casa, mas nenhum deles nunca foi para o homem que me colocou no mundo.
-Thalia...
-Mas não se preocupe, querida. – disse imitando sua voz e seu discurso costumeiro de cada dois meses (o intervalo de tempo em que o vejo) – Vou te recompensar logo. – olhei para ele de forma acusatória.
-Mas vou mesmo recompensá-la... – Zeus disse ainda um pouco abalado.
-Quando? – perguntei apoiando uma das mãos na cintura e a outra na bancada onde estava a cesta de frutas.
-Thalia – Apolo tentou me acalmar – Não julgue o pai...
-Não se mete – disse de forma dura e me voltei para o dono de olhos iguais aos meus. – Você promete me recompensar pela sua ausência desde os meus quatro anos. Como você pretende repor doze anos de ausência na vida da sua filha, Zeus?
Todos calaram a boca e só meus fones davam sinal de vida naquela enorme mansão. Era uma pergunta profunda e desesperada por uma resposta que nunca viria. A megéra se levantou e pegou uma maçã; em vez de se engasgar com a fruta, como eu rezava que acontecesse, ela caminha até mim.
-Você podia se comportar melhor, não acha? – ela ofereceu a maçã; meu deus! Virei a Branca de Neve agora. Cadê meus sete anões e meu príncipe encantado? Cadê os bichinhos fofinhos pra tirar essa bruxa de perto de mim?– Pegue a maçã e vamos começar esse dia de novo.
-Você perdeu os poucos neurônios que te restam? – eu quase gritei e Hermes engasgou para tentar disfarçar a gargalhada, os outros quatro irmãos não conseguiram esconderam os sorrisos, mas reprimiram o riso; eles pensaram o mesmo que eu. – Eu nunca vou aceitar nada de você PRINCIPALMENTE UMA MAÇÃ! – Hermes gargalhou sem conseguir disfarçar e meu “pai” sorriu ainda que tristemente.
-Mas Thalia, querida... – aquele tom falso me dava nojo.
-Me poupe de seus discursos, ok? Você não é nada minha e eu não sou nada sua. E não finja que se importa comigo só porque hoje o dono da casa resolveu aparecer. – disse friamente chocando meus irmãos; eu era grossa, mas nunca fria. Hera recuou como se eu tivesse desferido um golpe em seu rosto.
-Festo, meu carro já chegou? – perguntei para meu mano mais velho de uma maneira mais doce, como se aquela discussão nunca tivesse acontecido.
-Ainda não. Deve chegar até hoje à noite, amanhã no máximo.
-Apolo, me leva pra escola hoje? – pedi ao meu irmão mais legal.
-Vou te esperar comer... – ele começou e eu marchei para fora da sala, não sem antes pegar a maçã da mão da bruxa e jogá-la no lixo. Eu não duvidava da existência de venenos.
-Anda logo seu gordo! – gritei para ele e pude ouvir a crise de risada dos meus irmãos. Entrei no carro vermelho esportivo e esperei meu querido irmão ter a decência de aparecer com seu discurso sobre não ser gordo e ser infinitamente sexy.
-Você não vai comer nada? – ele entrou no carro já ligando o motor.
-Não. Para no Star Bucks, vou comprar um café. – o caminho até lá foi preenchido pelo silencio, mas Apolo não curte ficar quieto.
-Lia, o que foi aquilo lá em casa? – ele perguntou um pouco tenso.
-Não suporto mais ficar quieta e fingir que somos uma família feliz. Vocês podem até ficar quietos e se fingirem de felizes, mas cansa bancar a atriz como a mamãe todos os dias e a cada momento que estou com vocês.
O silêncio voltou a encher o carro.
-Pensei que você fosse gritar chamando pelos sete anões. – ele disse em tom de riso e eu gargalhei; amava isso nele: Apolo não conseguia ficar sério por muito tempo. Ele e Hermes.
-Eu ia, mas lembrei que não tenho sete anões a minha disposição.
Paramos para comprar meu delicioso café e quando voltei meu irmão estava quase engolindo uma garçonete. O mundo! Estapeei os dois sem nada pra fazer e joguei parte do meu café no rosto da menina. Mau recordo do seu grito pela queimadura.
-Caralho, Thalia! – Apolo rosnou e eu só arquei minha linda sobrancelha – Ela era a maior gata! – ele massageou o rosto e os ombros, onde eu bati tão gentilmente – Que tapa ardido, hein? – ok, talvez nem tão gentilmente.
-Só me leva para a escola, galã. Depois você come a putinha que quiser. – disse com tédio e surpreendi meu mano.
-Desde quando você...
-Falo assim? Cresci com Ares. Queria o que vindo da irmãzinha dele? – Apolo riu e ignorou o assunto. Era fácil demais ser sincera com ele, Apolo nunca se importava realmente.
[...]
O gramado verde da frente estava lotado de estudantes entupidos de testosterona e garotas vadias com saias que só serviriam em meninas de cinco anos. Não vi ninguém conhecido, mas nunca me importei com isso. Segredos são mais bem guardados na solidão. Em algum momento meu celular foi guardado e os fones também.
Apolo saiu do carro, dando a volta no mesmo só para abrir a porta para mim; estendeu-me a mão como um cavalheiro que é só comigo e me tirou, delicadamente, do carro. Como todo homem, ele começou a lustrar a lataria daquela maquina; era bonitinho e tal, mas pra que essa obsessão?
Graças a deus, Apolo estava distraído... Dei alguns passos para frente. Pense em um menino potencialmente lindo. Aqueles cabelos loiros caiam sobre seus olhos azuis claros, o corpo forte típico de um atleta da escola; Will Solace tinha um sorriso até bobo e se aproximava em passos lentos como se temesse minha reação.
-Oi – aquela voz era realmente envolvente.
-Oi Will. – sorri minimamente.
-Os anos estão sendo cada vez mais favoráveis com você, não? – ele disse examinando meu corpo; sorriu maliciosamente.
-Você acha? – mordi meu lábio inferior e o vi estremecer.
-Quem é esse ai? – Apolo chegou passando o braço sobre meus ombros de uma forma possessiva e dizendo com a voz dura.
-Um amigo meu. – disse da mesma forma que meu irmão – Já não preciso mais dos seus serviços; pode voltar para suas putinhas. – deixei os dois meninos para trás irritada demais para ficar ali. Eu estava começando a pensar que iria matar alguém até o fim do dia... Mas essa possibilidade não deveria ser jogada fora.
Será que minha família nunca deixaria de me ver como uma garotinha indefesa? Será que esses retardados nunca iriam perceber o quão má e perigosa eu era? É claro que não. Eles nunca vão desconfiar que quem manda na maior Máfia desse país é a filha perfeita do senhor Grace.
Nunca vão suspeitar de mim... Eles não têm mentalidade para isso.
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