Notas iniciais
Espero que gostem!!
P.S.: Se eu tiver traduzido alguma coisa errado do vídeo me avisem!

Gilderoy Lockhart continuava a sua vidinha nem tão monótona no St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos, sem lembrar-se de quase nada, só de que gosta de dar autógrafos. Certo?

Errado. Ele se lembra de mais coisas, mas nunca contou a ninguém. Na verdade, lembra-se de mais uma coisa apenas. O seu sonho mais íntimo e louco. O sonho de encolher a si mesmo até chegar ao tamanho de um rato, e deixar o mundo dos homens para trás para sempre e viver com os ratos, trazer tecnologia e artes para esses animais sem cultura, construir pequenas ferramentas para suas mãos de rato feitas de, talvez, palitos de dentes e marshmallow e ser seu rei. Nah, seu Príncipe! Gilderoy, o príncipe rato! Reinando de seu castelo de centímetros de altura e lá viveria com suas 3 esposas ratos e suas 12 concubinas ratos. Mas talvez tivessem problemas com sapos. Seria terrível, simplesmente terrível... Com aqueles pequenos ratos guerreiros... Sim, esse era seu sonho. Mas não o diria para ninguém. Ninguém mesmo. Nem para uma menina que uma vez veio visita-lo... Qual era seu nome mesmo? Hermin? Não. Hermobongobongo? Não. Hermione? Não. Hermonucleose? Não importa. Não diria nem a ela. Por que pensou nela? Porque sim, ora bolas.

Só esperava que lhe dessem alta para sair daquele inferno... Poderia sair e comprar uma nova varinha. Não se lembrava de onde estava a sua. Mas tanta coisa aconteceu lá fora. Quer dizer, era o que diziam. Diziam que um tal de Dumbledore morreu, que um bruxo das trevas, o nome dele era Voldemort ou algo assim, estava tomando conta do Ministério, e depois, que um menino de 17 anos, se chamava Harry Potter e lembrava deste nome com certa amargura por algum motivo desconhecido, havia derrotado o tal de Voldemort. Mas quase nunca falavam o nome deste bruxo das trevas, era sempre “você-sabe-quem”, “aquele-que-não-deve-ser-nomeado”, “Lorde das Trevas”. Gente, pra quê tanta formalidade? Mas sim, o sujeito foi derrotado. Houve grande comemoração entre os curandeiros, e Gilderoy não deixou de se sentir feliz, não sabia o porquê. Mas já se passaram dois anos desde a queda do Lorde das Trevas, e Gilderoy queria sair daquele lugar. Precisava sair dali. E rápido.

Então, um dia, quando seu curandeiro responsável saíra para ir a algum lugar, resolveu dar uma saidinha. Ninguém estranhou muito, sempre fazia isso. Mas dessa vez, sua intenção era chamar pouca atenção, o que não era o que gostava de fazer, mas tinha de realizar seu sonho. Foi para o elevador, e estava vazio. É bom, pois, por algum motivo, todos lhe pediriam autógrafos, ainda mais visitantes, não que Gilderoy não gostasse, mas chamaria muita atenção que ele havia fugido. Mas é ruim também porque aí quando saísse todos olhariam para ele, não teria como se “esconder”. Ao chegar ao térreo, teve que ser sorrateiro. Graças à Merlin –ou não- estava cheio, todos os funcionários estavam ocupados. Viva? Bem, passou o mais despercebido possível, mas por algum motivo, sempre que passava haviam os mesmos murmúrios.

“Não é o Lockhart?” “Ele sumiu há sete anos não pode ser ele!” e coisas do gênero. Mas Gilderoy ainda achava tudo muito nebuloso na sua memória para poder se lembrar de tudo. Mesmo assim, ele até que gostava de dar sorrisos às pessoas. Mesmo que estivesse perdendo tempo. Mesmo que estivesse saindo do plano.

O plano! Distraiu-se tanto com seu narcisismo e ego que se esqueceu de que iria fugir. A essa altura, todos os funcionários já perceberam que ele saiu! Agora ferrou. Saiu correndo em disparada, mas, infelizmente, correr nunca foi seu forte.

Dois curandeiros o agarraram, mas Lockhart desviou-se de seus braços e correu para fora do hospital, e foi o único a sair considerando que todos tinham de voltar ao trabalho. Ao pisar lá fora, um pensamento lhe veio à cabeça. “Estou livre!!”. Depois, um pensamento mais sério. “Não me lembro de nada, e agora?” Como faria para sair dali, para lembrar feitiços, para saber onde há trouxas e onde não há? Lembrou-se de uma coisa: havia um lugar, nem sabia onde, que vendia livros de magia para uma escola, o nome era Hogwarts ou algo do gênero. Bem, poderia comprar livros lá. Havia um banco lá também, talvez conseguisse algum dinheiro. Não se lembrava de tanto, mas lia “O Profeta Diário” e ouvia curandeiros comentando.

Mas como faria para chegar lá? Nem sabia onde estava, e não conhecia ninguém. Estava ferrado. Concentrou-se demais em onde queria ir, e em seu corpo percorrendo o caminho, e de repente, houve uma sensação muito estranha, não muito agradável, e BUM, estava no tal Beco Diagonal.

Notas finais
Gostaram? Deem reviews!!
Não gostaram? Deem reviews explicando o porquê!!
Continuo, ou não?