Giftword-Garagem das suspensões
22 Louca, eu?
Notas iniciais
Pov’s Denise
A hora do intervalo costumava ser a nossa hora da zueira ,mas por causa dessa criatura, loira oxigenada, piriguete, falsiane , nojenta, feia, ridícula...
[2 minutos depois...]
Metida, invejosa e muito mais...
Continuando, depois que ela começou a nos atormentar, por motivos que não conheço, tudo mudou...
Como disse estava indo no banheiro, retocar um batom maravilhoso, quando sinto duas mãos me virarem para trás. Quando olho é aquela coisa horrível que mencionei a alguns minutos atrás.
—Oque você quer?-Perguntei a encarando.
—Quero que você se afaste do Xaveco e seus amiguinhos. –Ela disse e eu comecei a rir.
Paro de rir e mudo minha expressão ameaçadora.
—Você acha mesmo que eu vou fazer oque quer? –Disse e ela deu um sorriso convencido.
—Ou você faz ou seus atos vão cair sobre você! –Ela disse em seu tom ameaçador, senti um arrepio mas logo ela se virou e foi embora.
[...]
Pov’s Autora
—Mas você tem certeza disso? –A mãe de Denise perguntava angustiada.
Ela deu um ultimo gole no chá e pousou a xicara de porcelana no pires branco, engoliu todo o liquido em sua boca e respondeu:
—Total certeza, e isso pode ser influencia dos amigos. Talvez isso a acompanha a anos. E só agora percebemos.
A mãe de Denise começou a chorar descontroladamente, Cascuda se levantou e abraçou a mãe de Denise, com certeza foi um abraço falso porem aceitado com carinho por Dona Maria.
—Que tal deixar tudo pronto para quando ela chegar? –Cascuda diz em seu ouvido.
[...]
Denise voltava do shopping com três sacolas em suas mãos claro que seria bem mais fácil se Xaveco estivesse lá para carregar tudo, mas ele estava trabalhando então... Paciência.
Denise avista de longe uma ambulância parada em frente a sua casa, neste exato momento a garota começa a ficar preocupada acelerou o passo até chegar em casa, quando entra em casa se depara com três “enfermeiros” vestidos de branco, sua mãe chorando e cascuda com uma cara de quem comeu e não gostou.
—Oque está acontecendo aqui?-Denise pergunta confusa.
—Minha querida... –Sua mãe foi até ela mais foi impedida por Cascuda.
—Senhorita Denise, queira nos acompanhar por favor. –Um dos enfermeiros disse.
—Oque? Não! –Denise disse. –Eu não vou a lugar nenhum!
Dois enfermeiros a segurarão um em cada braço.
—ME SOLTA!- Denise gritou tentando se soltar. –FOI VOCÊ NÃO FOI! –Gritou apontando para Cascuda. –ISSO É TUDO PLANO SEU, VOCÊ ARMOU ISSO!!!!!!!
—Ela está descontrolada, levem ela daqui. –Cascuda disse e foi obedecida.
—Não, vocês não vão me levar.
Denise gritava e tentava se soltar ela não entendia o porque, mas quem entenderia? Tudo estava confuso, tudo girava. Ela sabia oque era e para oque servia aquilo que prendia seus braços.
Será que achavam que ela era louca? Pois para ela camisa de força era só para loucos. Claro que tudo isso foi coisa da Cascuda. Mas Porque isso com ela? Sim ela já cometeu erros, não foi uma das melhores pessoas com a Cascuda.
Parecia que tudo estava dando errado em sua vida, a traição de Xaveco, os professores contra ela e seus amigos e agora isso...
É horrível a sensação de estar amarada em uma maca sem poder se mexer, sem poder fazer nada e inda com um “vigia” ao seu lado.
E agora como será daqui para frente...
—Você não vai me tirar daqui? –Denise perguntou para o enfermeiro do seu lado.
—Por que eu te tiraria? –Ele perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas grossas.
—Porque eu não sou louca, não preciso ir para o hospício! –Denise disse tentando controlar sua raiva.
—Você não é louca, está indo para um lugar para ser curada. Sanatório é diferente de hospício.
—EU NÃO TENHO PROBLEMA NENHUM! –Denise gritou.
—Aceita você é doente! Quanto mais antes você aceitar mais rápido sairá de lá.
Ela apenas ficou em silencio refletindo no ele acaba de dizer. Quando ele retorna a palavra a tirando de seu momento de reflexão.
—Realmente se você não aceitar, vamos ter que te levar para um hospício, bem que sua amiga falou que você não era fácil. –Ele disse pegando um jornal para ler.
“Amiga... Ele só pode estar se referindo a Cascuda, Ah mas eu vou acabar com ela com minhas próprias mãos!” Denise pensou.
Até chegar a conclusão de que para isso teria que impedir de ser levada a esse deposito de loucos.
Até ter uma ideia “quase de gênio” ...
—Meu nome é Denise, prazer em te conhecer desculpe se eu fui... –Ela diz sorrindo mas é interrompida pelo enfermeiro.
—Acha mesmo que é a primeira a tentar isso comigo? Acha que eu vou cair nesse mero truque? Eu sou um dos mais importantes enfermeiros daquele lugar! Tenho todos na palma da minha mão, qualquer deslize seu e você vai direto para um manicômio! –Ele disse e logo após voltou sua atenção ao jornal.
É sair de lá seria mais difícil do que ela imaginava, porém suas ameaças não a assustavam, ela precisaria de alguma ajuda, mas lá não conseguiria. Claro que conhecendo os amigos e o namorado que tem eles iriam a visitar e não hesitariam em ajudar.
Mas porque ela está com um mal pressentimento?
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