Notas iniciais
Oioioi gente, essa sexta pareceu demorar século para chegar para mim, mas já que finalmente estamos aqui. Mais um capítulo fresquinho para vocês! Esse capítulo e de transição para outra cena então não vai ter muita coisa surpreendente. Ah! Outra coisa também. Espero ter conseguido deixar claro que o Damon e uma alma penada, um encosto que veio junto do presente para desgraçar a vida da Anna-Ester, então prestem atenção na personalidade dele. Nem sempre as pessoas são o que devem ser ;) Boa leitura e beijinhos!

Meus olhos abriram em um instante. Assombrações normalmente não dormiam, minha alma não pertencia a mim mesmo para ter luxos como sonhos. Outros espíritos usavam esse tempo noturno para praticarem brincadeiras com os sonhos dos humanos, não era muito a minha área favorita, na realidade eu não tinha lembranças das outras pessoas que tinha assombrado. Escutei Anna-Ester se espreguiçar na cama fazendo a mesma fazer alguns barulhos imperceptíveis a seus ouvidos, ela se sentou na cama e jogando seus pés para fora se levantou e começou a andar por seu pequeno apartamento.

Me levantei também e andei até o fim de seu quarto, afastando uma pequena fresta da cortina e olhando para fora. O sol era um pouco incômodo, mas eu teria que enfrentar ele hora ou outra, mas voltando atrás nas minhas próprias palavras me afastei da janela e parei na frente de um espelho dourado em formato de sol que tinha na parede. Me surpreendi quando olhei para ele e recebi em resposta meu reflexo, fazia tanto tempo que não olhava para mim mesmo, o garoto no reflexo era quase um desconhecido. Me aproximei mais e analisei meu rosto, era bonito também, mas de um jeito diferente do de Anna-Ester, meus olhos chamavam mais atenção que meus lábios médios. Meus olhos eram grandes, redondos e escuros, mas eram bonitos de uma forma diferente. Meu cabelo era liso cortado em um tamanho médio, bem cuidado. Fiquei feliz em ver meu rosto, mas perdi minha atenção quando Anna-Ester entrou de repente no quarto me assustando, ela tinha o pescoço esticado para um lado e passava a mão por uma região como se estivesse doendo. Sem se dar conta de mim andou até seu guarda-roupa e escolhendo um conjunto de roupas cantando uma música baixinho, foi até seu banheiro.

O banheiro estava cheio de vapor, o mesmo me fez tossir algumas vezes quando sem querer não filtrei o ar corretamente. Estava sentado na tampa do vaso sanitário esperando Anna-Ester terminar seu banho, por uma pequena fresta no boxs consegui ver o momento que esticando uma de suas pernas coberta por espuma ela pegou uma lâmina e deslizou por sua pele sedosa. No mesmo momento me virei agoniado com a cena, a garota só podia ser louca para fazer uma coisa daquelas, talvez meu trabalho bem no fim nem iria ser tão difícil.

Me sentei novamente na tampa do vaso sanitário esperando Anna-Ester terminar seu banho para eu começar a assombrar sua vida, mas escutei um grunhido de reclamação da garota soltando alguns xingamentos.

— Ai, meus olhos ardem tanto – falou levando as mãos aos mesmos – A mãe deve ter comprado shampoo com sal de novo.

Ela fez mais sons de reprovação.

Me levantei e fui até a fresta do box, visualizei Anna-Ester com o rosto embaixo do jato do chuveiro e a outra mão esticada procurando uma toalha, a garota não devia ter amor a própria vida já que estava descalça e com condicionador espalhado pelo chão do chuveiro, um passo em falso e ela poderia sofrer um acidente. Com pressa peguei a toalha e levei até suas mãos, ela puxou o conteúdo até seu rosto e me afastei no mesmo instante. Almas penadas não observavam o corpo humano com malícia como alguns seres humanos, e também se toda vez que víssemos alguém se trocando nós escondêssemos não conseguiríamos mais fazer nosso trabalho, mas em respeito a Anna-Ester voltei a me sentar a tampa do vaso sanitário esperando ela terminar seu banho.

Ela não demorou muito após o acidente com o shampoo. Após desligar o registro do chuveiro bastou apenas alguns minutos para ela sair do box com os cabelos enrolados em uma toalha e outra igualmente enrolada por volta de seu pequeno corpo, como um vestido. Ela se esticou e pegou o frasco do creme que havia me invocado e deslizou um pouco do produto por suas pernas. Estranhei quando olhei para as mesmas e não achei nenhum machucado, elas pareciam até mais macias após passar o creme.

Estava planejando sair do banheiro nesse instante mas notei que Anna-Ester estava descalça sobre o chão serenado do vapor, essa garota com toda certeza não tinha juízo. Contra minha própria vontade fiquei do lado do pequeno armário do banheiro enquanto do meu lado, Anna-Ester ligava seu secador de cabelo em uma tomada, após terminar o processo de arrumar o secador ela soltou seus cabelos, eles caiam em camadas até a um pouco abaixo de seus ombros.

Continuei do seu lado notando hora ou outra seu desconforto em um dos lados do pescoço, notei um tempo depois que era exatamente o local onde tinha arrumado seus cabelos atrás da orelha.

Quando seu cabelo estava quase que completamente seco, tive a brilhante ideia de me encostar no armarinho da pia, no mesmo instante um barulho estranho saiu do secador o queimando em poucos segundos. Achei que Anna-Ester fosse chorar olhando para o secador em suas mãos mas com um biquinho chateado pela perda breve de seu velho companheiro, mas apenas visualizei colocar o mesmo sobre a bancada do armarinho e sair do banheiro.

Notas finais
Mais um capitulo curtinho lido com sucesso. A proposta de Gift Of Love, e ser uma história gostosa e fácil de ler por isso os capítulos não vão ser tão grandes okay okay? Mas agora me diz o que achou do capítulo! Ficou alguma dúvida ou viu algum errinho Comenta! Assim eu posso melhorar, além que seu comentário vai me incentivar a continuar. Até a próxima sexta! Beijinhos