Notas iniciais
Bem, demorei pakas. Espero que não tenham achado que parei de postar. Espero que gostem !
Depois de me levar até em casa, Uta fez alguns curativos em minha barriga, botou uma bolsa de gelo em minha cabeça, e disse que voltaria logo, afinal, ele teria que fechar a loja para ficar comigo e também comprar mais curativos. Eu não ia esperar ele voltar, eu tinha um encontro marcado com o Naki, daqui á 20 minutos. O tempo para eu chegar caminhando até lá, seria mais ou menos 15. Eu tenho que ir imediatamente! Me levanto da cama, e vou até o armário á procura de uma blusa ( uma que estivesse inteira). Eu a visto, e vou até a cozinha pegar minha bolsa, e enfio os esboços da máscara do Naki dentro dela. Saio do prédio, e ando um pouco rápido. O pior de tudo é que não posso correr, então eu ainda possa chegar atrasada, e Naki não é muito paciente... Alguém agarra meu pulso.
— O que está fazendo aqui? — meus olhos se encontram com os de Uta, que está enfurecido.
— Eu tenho que fazer uma coisa. — digo, inocentemente.
— Você não vai a lugar algum desse jeito.
— É importante !
— Isso pode esperar . — ele me leva até a frente do nosso prédio.
— Eu não quero ficar de repouso Uta ! — digo, tentando soltar meu pulso.
— Você não vai naquele encontro com o Naki nem sonhando ! — diz ele.
— Como você... — digo paralizada.
— Ele me contou, e eu permiti que você fize- se a máscara dele. Mas nesse estado, você não vai de modo algum. — ele diz isso, e abre a porta do apartamento.
— Eu não quero ficar aqui ! — digo emburrada.
— E porque? — diz ele, pegando um saco de gelo.
— Eu não gosto de ficar trancada e ... — sou interrompida.
— Não importa, você está ferida , e eu não vou permitir que você ande por aí nessas condições.
— Que saco !!! — me jogo no sofá da sala, e quase quebro a coluna. Uta vai até a cozinha, e eu vou em direção á porta. Trancada. Ele volta, e eu me jogo novamente no sofá.
— Tentou fugir de novo ? Você não tem jeito. — ele me dá a bolsa de gelo, e eu a coloco na cabeça. Ele tira minha blusa, e tira os curativos da minha barriga. — Infeccionou, você demorou quanto tempo pra me ligar?
— Isso importa ?! — digo, quase dando na cara dele.
— Sim. Como você conseguiu infeccionar tudo de um dia para o outro ?
— Sei lá. — digo, olhando pro teto.
— Eu estou falando sério, você já está bem grande pra fazer essas coisas não acha?
— Eu não estou nem aí pra isso, eles nem doem tanto assim. Se estivesse doendo tanto, eu até ficaria aqui. Mas não é esse o caso, certo ?
— Certo, não é . — ele olha pra mim com um sorriso sádico no rosto — Não ainda !
— Hã ? — ele pega a minha perna, e a morde. Doeu, mas guardo tudo para mim. Ele morde em seguida minha coxa. E isso se repete, várias vezes. Seu rosto estava sujo de sangue, assim como sua roupa. Ele olha rapidamente para a outra perna, e a agarra. Não o impeço. Ele morde meu tornozelo, e dessa vez, grito.
— Você deveria ser menos mimada. — Doeu , muito. Aquela mordida foi a pior dor que já senti na minha vida. — Não lembro de ter sido assim com você Miza. — Vendo o efeito, Uta morde novamente meu tornozelo, mas dessa vez, arranca um pedaço de carne. Grito novamente. — Isso é bom, não ? -Ele lambe o sangue que estava escorrendo da minha perna, e se levanta. Meu rosto estava repleto de lágrimas. Ele olha pra mim, perplexo. Nunca tinha me visto chorar. — Você vai tentar fugir agora? — ele diz, sem expressão. As lágrimas continuaram caindo de meu rosto. Ele olha para mim por um tempo, e me abraça. — Desculpa. Eu não deveria ter feito isso com você, me desculpa. — meus ombros começam a ficar molhados. Ele também estava chorando?! — Eu fiz da sua vida um inferno. Desculpe mesmo por isso.
— Você não fez a minha vida um inferno, eu mesma fiz isso. — depois disso, deixei Uta cuidar das minhas feridas.
#3diasdepois
Depois do ataque da CCG na escola, as aulas começaram normalmente,e os alunos não pareciam saber de nada. Os alunos mortos ? Deram a desculpa que tinham sido transferidos. Ninguém pareceu sentir falta deles, todos continuaram com suas vidas ridículas. Depois de me ver na escola, o diretor me mandou voltar para casa, falou que seria bem melhor eu permanecer em casa até que os boatos do ataque da CCG fossem embora. Eu não queria ficar em casa ! Apesar da dificuldade para andar, eu queria ir pra loja do Uta ( minhas perna e meu tornozelo ainda estavam doendo). Quer saber ? Eu vou pra lá! Eu ando até a loja de Uta. Estava uma breu tão bom, estava tudo nublado. Decidi ver a hora, 07:36. Imagens do garoto de cabelos brancos dentro da loja de doces, vem á minha cabeça. Enquanto as imagens passavam por minha cabeça, percebo que estou andando. Não consigo ver para aonde vou, mas tenho certeza de que ele está. Ele me oferecia... DOCES. Eu passava por ele, e ele me dava dois pirulitos. Pode ser estranho, mas esses pirulitos, definiam o resto do meu dia. O meu dia só começava quando eu o via, e ele me dava doces. Tinha dias, que a loja não abria. Ele não estava lá,e... Meu dia ficava como todos os outros. Pacatos, sem futuro. Eu o amava... Eu amava aqueles saco (uhum, sei) de doces, eu amava quando ele me dava, mesmo quando ele me dava um doce que eu não gostava, eu o comia, com o maior prazer. Tudo ficava bom perto dele. Quando acordei de tudo, eu estava correndo, a dor, sumia quando eu pensava nele. Eu continuei correndo. Quando parei, eu estava lá... Ele estava lá.
— SUZIE!!!! — grito, no outro lado da rua, na frente da loja.
— Miza?! — ele diz sorrindo, e agarra o saco que estava no balcão. Atravesso a rua, e ele senta na calçada.
— Você não morreu ? — ele diz, meio desconfiado. — Eu me lembro que de ter te esfaqueado no porão da escola.
— Eu te disse, não doeu. Vai tentar me matar de novo ? — digo, despreocupada.
— Não, houve um problema no histórico dos alunos da escola. Sua família foi acusada de serem ghouls, mas não era realmente isso. Mas mesmo assim, você ainda está sendo investigada Miza-chan.
— Porque ? Eu não sou um ghoul, não estou dizendo isto por que você é um dove, mas eu realmente não sou um.
— Bem, isso não importa mais. O que você andou fazendo esse tempo todo hein ?
— Nada de interessante.
— Faz muito tempo que a gente não se via...
— 5 anos. Foram 5 anos.
— Sério ? Não parece. — ele diz, colocando outra bala na boca.
— Você não mudou nada, nesse tempo. — o celular que Uta me arrumou, começa a tocar. Olho pra Suzie, e ele balança a cabeça, me dando permissão de atender.
*ligação ON*
Miza : Alô ?
Desconhecido : Oi ! Kuryo, certo ? — uma voz feminina.
Miza : Sim, quem está falando ?
Desconhecido : Ah, é a Itori, amiga do Uta.
Miza : Não me lembro de conhecer uma Itori.
Itori: Não lembra? É a ruivinha do bar.
Miza : Ahhh. Bem, porque me ligou ?
Itori : Bem, eu queria avisar que o Uta esqueceu o celular aqui.
Miza : Sim, eu digo a ele para passar aí depois.
Itori : Certo, tchau Kuryo.
* ligação OFF*
— Ainda quer ?- Suzie oferece outro doce, e aceito.
— Desde quando trabalha para CCG ?
— Desde do dia que te conheci. Mas afinal, onde você esteve ?
— Esses dias andaram me perguntando muito isso. Eu estive no mesmo lugar, só que diferente.
— Ótima resposta. — ele coloca a mão na minha coxa. — Eu estava com saudades ! — Fala ele, perto demais.
— Eu também estava com saudades de você. — Viro meu rosto. Ele começa a examinar minha perna, e vê as marcas das mordidas de Uta.
— O que foi isso ? Não lembro de ter te mordido, ou algo parecido. — ele olha meio confuso.
— Ah. Bem, acredito que... — Não sei o que falar a ele.
— Não precisa me falar nada, eu sei quem deu essa mordida em você. — Ele diz, com um sorriso nos lábios.
— Que... — Ele encosta sua testa na minha .
— Foi ele não foi ? — diz Suzuya, um pouco mais sério. — Foi o garoto que mora com você, não?
— Não... Ele só cuidou de mim quando meus pais foram mortos pela CCG.
— Ele é um deles ? — diz Suzuya empolgado.
— NÃO ! Ele só ... — digo, não quero Uta seja morto, e se Suzy souber irá mata-lo.
— Ele só... — ele repete o que digo, em meu ouvido — Complete a frase. — Empurro o rosto dele para o lado, e me levanto bruscamente.
— Ele é meu namorado, Juuzou. — Sei que foi errado falar isso, afinal, ele é meu pai. Mas foi o único argumento que me veio na cabeça.
— Seu... — ele enfia a mão no saco de doces, e coloca uns 5 na boca. Ele parece triste. Vejo que não tem mais nada a falar comigo, então decido ir embora.
— Tchau Suzye. — vou andando pela rua, até que algo bate em minhas costas. Me viro para ver o que é. Um caramelo. Isso queria dizer que ele não estava com raiva. Pelo menos isso. Olho pra onde ele está, ele não estava mais lá. Estava dentro da loja de doces, novamente. Vou andando até a loja de Uta. Tenho de contar isso a ele. Suzuya vai saber a verdade em breve. Entro na loja de Uta. Ele está em frente de um homem/garoto loiro de cabelo liso e com terno branco. Nunca o vi antes.
— Miza ! Estavamos esperando você. Não foi a aula ? — diz Uta.
— O diretor não me deixou entrar. Porque estavam me esperando ?
— Miza, esse é o Naki.
— Finalmente nos conhecemos, afinal , ALGUÉM REMARCOU VÁRIAS VEZES NOSSO ENCONTRO. — ele olha zangado para Uta, e Uta meio que se encolhe. — Bem, Uta ia tirar minhas medidas agora.
Conversamos, fiz alguns esboços de como poderia ser a máscara dele e ele deu algumas dicas. Quando a loja fechou, fomos até em casa.
Assim que chegamos em casa, nos deitamos. Caí no sono assim que deitei na cama. Começo a sentir um pesar no estômago. Talvez fome. Me sento e pego o caramelo que Juuzou me jogou. O coloco na boca. O que... Cuspo o caramelo, e corro até o banheiro. Vomito toda a minha comida. Quando coloquei o caramelo na boca, um gosto horrível surgiu na minha boca. Isso acontece as vezes, a última vez, foi a um ano. Eu até tinha esquecido que isso acontecia. Vou até o espelho para ver se estou pálida.
*grito*
— O que houve ? — diz Uta, desesperado da porta do banheiro.
— Te assustei, desculpa. — eu estava em frente ao espelho, perplexa. — Não foi nada, volte a dormir.
— Tem certeza ?
— Tenho. — ele volta pro quarto.
Eu vi, por exatos 3 segundos. Os meus olhos estavam iguais ao do Uta. Mas porquê ? Minha visão estava embaçada, mas eu vi. Negro, pupilas vermelhas. Eram lindos. Os quero para mim, isso é egoísta ? Não importa. Eu vou tê-los novamente, mas dessa vez, vai ser para sempre. Me olhei no espelho por alguns minutos e voltei para cama. Não consegui dormir novamente. Peguei o telefone, e mandei uma mensagem para o Naki.
Miza: Está ocupado ?
Alguns segundos após eu mandar a mensagem, ele responde.
Naki : Não, o que houve ?
Miza : Você deve saber que estão fazendo experimentos com os humanos, e os transformando em ghouls, não ?
Naki : Sim. Afinal, o meu tio está conduzindo o experimento (tokyo ghoul:re).
Miza : Quero participar.
Naki : Sabe que as chances de funcionar são mínimas não é ?
Miza: Sim, sei disso.
Naki: E que os riscos de morte são elevados ?
Miza: Também me disseram isso.
Naki: Não me diga que prefere correr o risco ?
Miza: Para falar a verdade, sim. Quero correr este risco.
Naki: Você parece estar decidida. Bem, posso leva-la amanhã, se quiser.
Miza: Eu quero, mais do que tudo.
Naki: Certo, as 7:30. Certo ?
Miza: Sim!
Coloquei meu celular, corrigindo, o substituto do meu celular para carregar. E me deitei.
Notas finais
Não tenho comentado muito aqui, mas minha vida tá uma zona.
Será que ela vai conseguir virar um ghoul ?
Bem, só saberemos no decorrer da história.
Tchau, até mais !
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