Gritou. Correu até o celular e quis ligar para a polícia, mas seus dedos sequer conseguiam desbloquear a tela de tanto tremer. Quase chorou de ódio e então arremessou o celular em direção ao sofá, percebendo apenas naquele instante que o objeto atravessou o torso do homem, já sentado entre as almofadas. Napolitana estava ao seu lado.

“Mais calma agora?”

“Sai da minha casa!”

Aquele instante lançava um sentimento aporético em Cassandra sobre sua sanidade. Ela achou que fosse desmaiar ou morrer, mas seria outra fantasma eternamente presa ali.

“Tá, tá! Se não é fantasma, é o quê?”

Ele suspirou.