Cassandra não era médium, mas de fato tratava-se de uma carta de um fantasma à uma pessoa viva até 1989. Edgar, todo pomposo, quis codilhar a situação à todo custo e escapar do relato sensível, mas assim como acontecia com clientes dela, a resistência se desvanecia. E assim como justificava seu serviço, viu a importância de ser outro humano amparando-o, não uma IA muito disponível, sempre exploratória.

Edgar tinha os olhos marejados, mais sólido.

“Querida Cecília, não volto. E sei que vou me arrepender por isso, pois queria ouvir todas suas novelas. Me arrependo também porque te amo…”

Notas finais
Curiosidade do dia: médium e mídia compartilham a mesma raiz etimológica.