Ghost Of You
6 O6. A Ghost Appears To Me.
Notas iniciais
Enjoy :)
– Mas... mas loucos ficam em clínicas. – Rebati. – Eu estou louco!
– Sim, você está louco. – Ela concordou. – Louco, louco, maluco!
Olhei para a mesa, me sentindo mal pela minha própria mãe estar dizendo aquilo de mim.
– Sabe? – Ela me perguntou, fazendo olhar para ela. – As melhores pessoas são assim.
Ela sorriu para mim, um sorriso confortador. Me senti mais à vontade pouco a pouco. Primeiro, abracei minha mãe. Depois, senti as lágrimas escorrerem naturalmente enquanto eu estava afogado em seus braços.
– Está me matando por dentro... – Murmurei. Ela não respondeu de imediato. – Por que você não me interna logo?
– Porque vai passar, meu bebê... – Ela disse, em meio aos meus soluços. – Porque isso é só um momento ruim da sua vida... Ainda vão ter muitos outros momentos. Bons, ruins, eu não sei... Mas tudo ruim uma hora termina. E dá o lugar a uma coisa boa. A um sentimento bom...
– De que adianta ter certeza disso se eu não agüentar nem uma semana de momento ruim sem enlouquecer... – Eu murmurei.
– Você tem 16 anos, Jason. Ainda está se acostumando a tudo isso...
– De que adianta? – Voltei a perguntar.
– Ei, ei, pare. – Ela me fez erguer o corpo. – Não adianta se condenar, aconteceu, ela está tendo um grande progresso, ela vai acordar logo! Enquanto Sofia ainda está no hospital, você tem que seguir em frente, não agir desse jeito, como se o mundo fosse acabar!
– Meu mundo é ela... – Eu afoguei minha cabeça na roupa de minha mãe. – você não entende?
Ela suspirou.
– Entendo sim... – Ela suspirou. – Eu entendo sim, meu bebê... você acha que não entendo?
– Eu acho sim. – Me ergui, me pus de pé na frente dela. – Por que você parece não entender que o fato de Sofia estar morrendo por minha causa está me matando!! Eu tento, eu juro que tento não me condenar, mas é mais forte que eu! Eu estou me condenando por que ela é importante para mim, eu amo ela desde que a conheci... e eu não estou conseguindo “seguir em frente”! Eu sou fraco, eu sou inútil, eu sou simplesmente um nada, um idiota apaixonado que matou a garota que ama!
Minha mãe suspirou.
– Jason...
– Me deixa em paz. – Eu disse. Virei as costas, e fui de novo para meu quarto. Eu quase não conseguia sair de lá nos últimos dias. Fechei meus olhos. Eu simplesmente queria morrer ali, para que eu simplesmente me encontrasse de novo com Sofia, e que nós pudéssemos nos encontrar no Paraíso, e ficar juntos para sempre.
Ah, meu Deus, eu estava ficando tão louco...
Eu fechei a porta do meu quarto atrás de mim e me virei para a cama. Corri para o banheiro, e eu tomei um banho. É, eu sou limpinho. E, sentir a água correr meu corpo me acalmava. Eu não sei porquê. Simplesmente eu gostava. Foi até rápido, eu só joguei a roupa no chão e entrei no banheiro, de cueca mesmo, eu meio que havia ficado com medo de entrar nu no banho. Vai que outra alucinação de Sofia viesse e eu gozasse de novo no chão? Não seria muito legal. Nenhuma alucinação apareceu. O que foi bom, e não foi ao mesmo tempo. Eu havia amado transar com Sofia.
Quando terminei de tomar banho, eu tirei a cueca e envolvi minha cintura em uma toalha. Saí do banheiro, e, assim que olhei para a minha cama, eu fiquei pálido e abri a boca. Travei, simplesmente, por alguns segundos, olhando para frente.
– Bom dia, Jas! – Sofia disse. Ela estava sentada na cama, não em posições provocantes ou só de sutiã. Ela estava do jeito que ela era, calça jeans, All-Star, camisa branca dos Power Rangers. Seus cabelos estavam soltos, caídos pelos ombros. Quando eu ouvi a voz dela, eu tive de gritar. Eu ergui as mãos, e eu gritei. Vi uma expressão de surpresa tomar a face de Sofia.
– Wow. Então o Jerry é mesmo tão grande assim?! – Ela soltou. Olhei para baixo, e vi que minha toalha tinha caído quando eu ergui as mãos.
(Idiota)
– Meu Deus!! – Eu me encolhi, cobrindo o que não queria que ela visse. Peguei a toalha e a envolvi em minha cintura. Minhas mãos tremiam. Eu olhei para Sofia, assustado. – V-você... você é real?!
– Claro que sou, bobo! – Ela riu. Minha boca se abriu. Só então eu notei que ela estava pálida. E que sua imagem tremeluzia. Quer dizer que...
– F-fantasma? – Eu soltei. Ela assentiu. – C-como?! S-Sofia...
– Na verdade, eu não sei o que aconteceu. – Ela disse. – Eu só acordei e podia atravessar paredes e ninguém me via.
– Então... como eu te vejo? – Gaguejei. Eu estava em choque.
– Você deve ser sensitivo. – Sofia se levantou e caminhou até mim. Eu estremeci quando Sofia me tocou, fez como se fosse segurar meu braço. Mas sua mão passou direto por minha pele. Abri a boca, em choque, eu não senti nada. – Isso é muito estranho, baby Bieber.
É, Sofia me chama de baby Bieber desde que me conheceu, por causa da minha música, Baby. Fato isolado.
– Eu... eu estou com medo. – Eu gaguejei. – Eu... Sofia, você está viva?! Quer dizer, você não morreu?
– Não, eu acho. Baby Bieber, se eu estou viva, quer dizer que não morri, não é? – Ela aproveitou para brincar. Fechei os olhos, mas não consegui rir.
– Eu... eu estou louco. Não, não, isso não é verdade. Você... não é verdade!
Fechei os olhos. Eu não estava louco, não, aquilo era só um vislumbre, quando eu abrisse os olhos, aquela alucinação sumiria antes de querer sexo.
Notas finais
Antes eu estava com uma crise de inferioridade e tals, queria deixar a história assim mesmo pra ser deletada, mas aí eu postei um capítulo novo depois de muito tempo e vocês continuaram comigo, e eu amei isso e quis continuar, por isso tive de mudar os nomes da Sel, Jus & cia para esses nomes! Amo vocês :)
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