Ghost
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Ninkins parecia cansado, estava trabalhando no caso dos assassinatos e ainda não tinha nenhuma pista. Ele coçou sua sobrancelha, e então me encarou. Ele sorriu ao me ver bebendo meu café, e fazendo uma careta. Odeio o café da delegacia, eles nunca colocam açúcar.
— Quem faz este café? — Eu perguntei, me levantando e colocando o copo na mesa de Ninkins. Ele ajeitou seus óculos, e inclinou na sua cadeira.
— Jorge. Você não deveria estar estudando para a prova de amanhã? Passar para uma boa faculdade é importante. — Eu sorri. Amanhã teria uma prova para entrar na Faculdade Ramon, a melhor da cidade.
— Estou bem.
— Acho que você deveria procurar um lugar melhor. — Ele se levantou e veio em minha direção. — Sua mãe estudou em uma faculdade, em Central City. É um lugar perfeito. — Era uma proposta muito tentadora, estudar onde minha mãe estudar. Viver onde minha mãe morou toda a sua vida.
— Central City, a cidade onde o sol sempre brilha. — Eu brinquei. — Eu gosto daqui. — Ele beijou minha testa, e arrumou meu casaco. Jorge entrou, fazendo um grande barulho ao bater a porta.
— Senhor. — Ele entregou um jornal para Ninkins, que encarou por alguns segundos, e então suspirou. Dei uma espiada para ver o que era de tão importante. Na primeira página estava uma foto minha, pega em uma câmera, a foto era borrada e escura, mas dava para ver que era uma mulher. Embaixo estava escrito "Ghost, a vigilante de Shadows City".
Ghost? Parece legal.
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