— Senhor, encontrei algo na cena do crime. — Jorge, ajudando do detetive Jinkins entrou em sua sala, eu estava sentada no banco, brincando com alguns papéis. — O assassino deixou uma mensagem.

— Deixe-me ver. — Ele pegou a foto, eu já sabia o que era, afinal fui eu que deixei a mensagem. Usei o sangue de Mike para escrever um bilhete para todos. "Limpo." — Precisamos encontrar ele logo, antes que vire um caos.

— Por que tudo isto? —Eu disse, chamando a atenção dos dois. — Ele batia na sua mulher, acho que mereceu. — Jinkins acenou para Jorge, que saiu na hora. Ele se aproximou de mim, e com as mãos na cintura, esperando uma resposta.

— Você não está envolvida, certo?

— O que? Por que eu estaria envolvida? — Ele respirou, aliviado, e acenou para que eu esquecesse.

— Você está certa, mas isto não é como a justiça funciona. Temos leis.

Leis... Regras...

Em uma cidade como esta, este sistema não funciona.

Encarei a janela enquanto Jinkin tomou um gole do seu café extra forte.

Minhas mãos ainda tremiam com a sensação que senti quando olhei aqueles olhos perderem a vida

Senti...

Liberdade.