O que está fazendo aqui, órfã?

Que aberração.

Você viu tudo?

Sinto muito pelos seus pais, querida.

Tinha muito sangue?

— Não podemos continuar assim, Willa. — Ninkins se sentou do meu lado no banco depois de sair da sala do diretor. Era meu aniversário de doze anos, dia de celebração, mas para mim era o dia em que tudo aconteceu. Já havia passado um ano sem meus pais. Não há motivo para comemoração.

— Ele falou sobre minha mãe. — Ele me olhou, e depois encarou a parede. Ele segurou minha mão, e ficou em silêncio. Acredito que não saiba como me ajudar, o que fazer.

— Então espero que o bastardo tenha perdido um dente ou dois. — Ele sorriu, e se levantou. Eu o acompanhei, ele me encarou, esperando uma resposta.

— Ele era maior que eu.