Ghost
2 Reunião
Notas iniciais
–Pela última vez meu filho não você não vai!
Dizia meu pai enqunto discutiamos.
–Porque não? Apenas por causa de Thomas? Eu não sou ele. Me deixe tomar minhas próprias decisões!
–Não Gabriel. E se continuar discutindo eu te tranco em casa.
Após ele dizer isso eu apena murmurei que iria procurar Stane e fui para o outro lado. Andei cegamente pela cidade, tentando achar um lugar mais quieto para me acalmar, porém a cidade estava lotada e mal tinha espaço para me mover quanto mais um local sem ninguém.
Resolvi abandonar esta busca e prourar Stane. Enquanto o fazia meus nervos se acalmaram, sim eu ainda estava com raiva de meu pai. Prorém ele esquecera que eu já tinha 16 anos, idade suficiente para me alistar mesmo sem sua permissão.
Com essa feliz lembrança eu estava andando até uma das mesas de alistamento quando alguém me agarrou pelo braço
–Onde pensa que está indo?
Era Stane, e ele estava com a boca vermelha e os cabelos muito bagunçados.
–Prece que você se divertiu hoje..
Tentei desviar o rumo da conversa
Sim bastante, mais você não me disse anida onde está indo... Não vai se alistar eu espero?
Na verdade vou.
Papai sabe disso? — eu balancei a cabeça firmemente – nossa, ele vai ficar furioso..
E sem motivo algum, pois já sou velho suficiente para me cuidar sozinho.
Ele deu de ombros
–Tudo bem irmão, mais tome cuidado, já não bastam a mamãe e Thomas..
Eu vou voltar vivo, prometo.
Eu olhei para a fila
Papai estava chamando para almoçar...
Eu vou com você, depois nós vamos encontra-lo.
Depois de dizer isso pegamos a fila que achamos mais vazia e estávamos prestes à cair no silencio quando vi Catherine, a tal da menina das cartas, passando na multidão. Ela paruo apenas por tempo o suficiente para me mandar um olhar de reprovação e continuou andando. Ótimo! Pensei, agora até essa garota estava tentando me dizer oque fazer. E quem era ela afinal? Pois minhas lembranças se restringiam à algumas poucas vezes que Thomas à levara para a fazenda e o dia em que ele morreu.
–Acho que ela quer te matar..
Comentou Stane, que estava olhando na direção aonde ela desaparecera.
– Gosataria de a ver tentar.
–Tome cuidado, tenho certeza que ela poderia muito bem cortar sua cabeça se quisesse.
Eu dei um sorriso de deboche
–Uma mulher? Acho meio difícil.
Lembre que ela era um dos soldados de Thomas
Ah sim, ela devia engraixar muitos sapatos lá...
Próximo!
Eu me adiantei até o balcão e dei meu nome e idade, ele os anotou em um papel e deu para mim, quando fui ver para aonde havia sido designado meu coração deu um salto, agora eu tinha certeza que não existia sorte pior que a minha, pois escrito em letras vermelhas estava a palavra milícia, e logo à baixo ordens de encontrar o resto dos soldados ás cinco.
–Você está tão ferrado..
Assobiou Stane enquanto lia o papel.
–Cale a boca. Vamos logo, devem estar nos esperando.
Andei o caminho todo de volta com meu irmão olhando para o papel no meu bolso como se pudesse explodir a qualquer momento. Quando chegamos percebi que tinha passado muito mais doque meia hora e que ninguém estava lá.
Olhei em volta, mais a multidão estava um pouco densa de mais então não consegui ver eles
–Ali! Na parte de fora daquele bar.
Olhei para onde ele apontava, era um pequeno bar chamado Hunters Moon, não estava tão cheio quanto os outros e agora que meu irmão apontara eu consegui ver meu pai Conversando com Charlotte, as meninas dormindo enquanto a ama lhes penteava o cabelo e Catherine mostrando algo para Ben.
–Vocês demoraram para chegar.
Comentou meu pai em um tom acusador.
–Não consegui encontrá-lo em lugar nenhum..
–Certo. Mais e esse papel no seu bolso? Não estava com ele quando te vi sair.
–É...
Pronto, eu estava totalmente ferrado. Mais par ameu alívio ele apenas me olhou desaprovadoramente.
Conversamos depois.
Fui até a caderia ao lado de Ben e me sentei, vi Stane fazer o mesmo ocupando o lugar a minha frente e me mandando um olhar que dizia: você vai morrer.
Desviei o olhar e fui ver o que Catherine estava fazendo com Ben, pois ele devai estar muito interessado para nem ter perguntado sobre oque papai queria falar comigo.
Ele parecia estar apertando o gatilho de alguma coisa...
–Oque é isso aí?
Pergutei apontando para a coisa. Ele pareceu perceber que eu estava ali apenas nessa hora.
Ah, é um solta faíscas, para acender fogueiras, mais as faíscas podem ficar diferentes dependendo da coisa que você coloca no meio, olhe.
Ele colocou o solta faísca sobre meus olhos. A estrutura consistia em três pedras, uma maior e uma menor presas em uma pedaço de madeira, uma em baixo da outra, e esse pedaço de madeira era cortado bem no meio da divisao das pedras e a pedra menor tinha outra presa à sua frente, saindo da parte de cima do pedaço de madeira tinha outro maior, que, Ben explicou, servia para segurar enquando você empurrava o que estava preso à pedra maior, e as faíscas mudavam de cor pois no vão entre a pedra maor e a menor presas na pedra podia-se colocar qualquer coisa.
E isso funciona de verdade?
Pergunte, pois a coisa toda era muito estranha. Ele assentiu e para mostrar como era pegou um pouco de palha que eles deviam estar usando para experimentar e colocou entre as duas pedras, depois começou a empurrar o graveto, na segunda vez que ele o fez saíram algumas faíscas vermelhas.
–Tudo bem, isso é muito legal... mais e a faísca colorida?
Catherine entregou uma folha seca para Ben, e ele repetiu o mesmo procedimento que havia feito com a palha, mais dessa vez as faíscas saíram roxas.
Eu arregalei os olhos. Ben me olhou e riu de minha expressão.
–Tome, pode ficar com o meu, eu vou tentar aprender a fazer um desses sozinho.
Eu peguei o solta faíscas de sua mão e guardei em meu bolso.
–Obrigado.
O restante do almoço se passou tranquilamente, com conversas paralela aqui e ali, e muitos olhares de meu pai para cima de mim.
Quando o relógoi da praça bateu 4:30 meu pai pediu para que Charlotte levasse os pequenos para casa e avisou que iríamos logo em seguida.
Ficamos apenas eu, Catherine e meu pai.
–Vamos logo, assim podemos ir em bora mais rápido.
Disse meu pai para ninguém em particular.
Durante todo o caminho eu fiquei atrás tentando pescara partes da conversa entre meu pai e Catherine. Mais suas vozes eram abafadas pelo barulho das pessoas. Depois de um tempo desisti e passei o resto do caminho calado. Ou parte dele.
–Antes de te dar uma muito merecida bronca – disse meu pai, virando-se para me olhar – deixe me ver este papel.
Tudo bem, pensei, as coisas não podiam ficar piores. Afinal, para ele não interessava aonde eu ia... então um alarme disparou em minha cabeça, na verdade interessava sim, principalmente se eu fosse para o seu comando. Deus, eu estava tão ferrado.
Entreguei o papel para ele, que após uma rápida olhada soltou um pequeno riso.
–Menos mal, mais isso ainda não acabou.
Então me entregou o papel e voltou a andar na minha frente. Eu soltei o ar que nem percebera que estava segurando, então era isso, ele apenas rira da minha cara. Podia ser pior.
Assim que chegamos na porta do edifício aonde havia ocorrido a reunião um homem baixinho de peruca branca veio até nós.
–vocês devem ser o Sr. Martin e seu filho certo?
Meu pai assentiu.
–Bem então venham comigo – assim que coneçamos à segui-los ele pareceu perceber a presença de Catherine – e quem é a jovem?
Esta é a senhorita Catherine, ela esta aqui para me acompanhar, garanto que ela é inofensiva.
O homem murmurou algo sobre ela não parecer nada inofensiva e sobre a entrada de mulheres dentro do prédio mais nos deu as costas e continuou andando.
A palavra inofensiva porém continuou a ecoar em minha cabeça, jamais havia pensado em garotas da minha idade como outra coisa se não delicadas e inofensivas. Mais agora olhando para Catherine pude ver que ela era a exceção a essa regra, era mais alta doque a maiorida das garotas, sua pele era mais bronzeada, assim como seus passo eram mais firmes e largos e o rosto apesar de fino não demonstrava nenhum sinal de fraqueza. Oque na minha opinião à fazia parecer mais medonha e estranha doque já era, talvez ela pudesse mesmo quebrar meu braço. E talvez, só talvez, tivesse passado muito tempo olhando, pois meus olhos encontraram os dela que me mandou um olhar gélido antes de continuar falando com meu pai.
–Bem aqui estamos, o governador está logo ali.
Haviamos chegado em uma sala com duas mesas enormes ocupadas totalmente por homens de idades muito variadas. E de acordo com o homem de peruca o governador era um velho de cabelos cinza que conversava com um dos homens sentados à mesa. Meu pai agradeceu o homem e nos dirigimos ao governador, vários olhos se voltaram para nós ( Catherine) enquanto o faziamos.
–Olá. O senhor deve ser Beijamin e esses dois...
O governador perguntou apontando para nós.
–Este é meu filho e esta é... podemos dizer que é minha protegida.
Ele fez uma reverência para mim e beijou a mão de Catherine
E essa moça bonita tem um nome?
Catherine, senhor.
Ela respondeu da forma mais formal possível.
–Nome bonito. — então mudou abruptamente o rumo da conversa – mais deixe-me te apresentar ao seu tenete Sr. Martin.
Ele apontou para o homem que estava conversando, devia ter uns trinta anos, cabelos ruivos e estava um pouco acima do peso.
Este é John Noonan, já trabalhou na marinha e no exercito.
Olá.
Cumprimentou meu pai, ele retribuiu o cumprimento com um aperto de mãos, até que esse homem não parecia tão ruim assim.
–Senhor – começou meu pai – fico muito agradecido com a bondade que tiveram de me conceder estes homens, mais será que poderia lhe pedir mais uma coisa.
Sim claro, des de que não seja extremamente absurda.
Catherine aqui – ele falou apontando para ela – tem uma certa habilidade de estrátegia e batalha, por isso gostaria de leva-la comigo.
Nessa hora meu queixo caiu, quer dizer que eu não podia ir, mais uma GAROTA da mesma idade que eu podia. Olhei para o governador, esperando um não bem grande mais ele apenas disse.
Certo, tudo bem, mais a responsabilidade sobre ela é toda sua. Sabe-se lá oque esses homens fazem com mulheres quando as capturam.
Estou ciente disso senhor, muito obrigado.
Meu pai falou realmente agradecido, eu fuzilei ele com o melhor olhar de indignação que tinha.
–Ora vejam só, os tempos estão realmente mudando, quem diria uma mulher, tão jovem.
O velho murmurou para si mesmo. E eu concordei na minha mente.
Meu pai foi para o meio do salão e começou a falar para os homens oque faríamos, eu arranjei um espaço na ponta da mesa e me sentei, os homens olhavam para o lado onde eu estava com muita frequência, e eu tinha certeza que não era por minha causa.
–Onde aprendeu à lutar?
Perguntei repentinamente, afinal, nenhum de nós dois prestávamos atenção nas palavras de meu pai.
Ele me olhou quase como se estivesse surpresa de eu ter falado algo
–Longa história.
–Bem, parece que temos muito tempo aqui ainda...
–E me parece que eu não estou interessada em dizer.
Dizendo isso ela começou à dar atenção ao que meu pai falava.
Pelo menos eu havia tentado, mais ao que parecia ela era seca e sem graça até o ultimo fio de seus cabelos pretos.
Ficamos ali por mais meia hora e quando meu pai terminou de falar os homens aplaudiram, eu bati plamas junto, mesmo que não tivesse prestado atenção à uma palavra que ele dissera.
Nos despedimos dos homens, do governador e saímos em direção aos estábulos. Dessa vez a conversa entre meu pai e Catherine estava um pouco mais alta.
–Você não gostaria de ficar em minha casa até o dia de irmos?
Ela hesitou um pouco, como se tivesse pensando em suas possibilidades, então respondeu.
–Claro, porque não.
–Ótimo, — disse meu pai – e já tem carruagem para ir até lá ou quer que chamemos uma? Eu e Gabriel deixamos nossos cavalos nos estábulos logo ali.
Ele apontou para o pequno aramazem aonde haviamos deixado nossos cavalos de manhã.
–Na verdade senhor eu vim a cavalo, e por muita coincidência deixei-o nesse mesmo lugar.
–E como consegue cavalgar com esse vestido?
Perguntei um pouco atonito, afinal mesmo com uma sela de mulher nunca entendi como elas conseguiam montar com essas roupas enormes.
Ela me olhou e riu pelo nariz.
–Do mesmo jeito que você, apenas com as duas pernas para um lado.
Eu revirei os olhos.
Quando chegamos lá os primeiros à pedirem os cavalos fomos eu e meu pai. Rápidamente o cocheiro os trouxe. O de meu pai era uma égua castanha escura com uma marca no rosto que já estava em uma idade um pouco avançada, seu nome era Sandya. O meu era um cavalo palomino com a crina preta muito mais novo e enérgico do que a égua, havia dado o nome dele de Darius.
Depois de nos entregar nossos cavalos ele foi para dentro pegar o de Catherine, imaginei que ele sairia lá de dentro com um ponei ou um cavalo mais velho, que eram mais apropriados para mulheres.
Não podia estar mais errado.
O cavalo era cinza claro, tinha a crina mesclada de branco e preto, o pescoço curvado apenas o suficiente para parecer elegante e parecia ter muita energia. Arrepios passaram a minha espinha quando ele virou seus olhos escuros em minha direção, ele não parecia olhar para mim, mais sim atavez de mim. Desviei o olhar o mais rápido possível.
Catherine pegou as rédeas da mão o cocheiro e com um pulo montou no cavalo.
–Vamos?
Perguntou. Eu que ainda estava abismado pela beleza do cavalo não respondi, mais Dario apenas seguiu a égua de meu pai.
–Você comprou ele?
Perguntou meu pai.
Catherine passou as duas pernas pelo pescoço do cavalo, de modo que agora estivesse virada para nós.
–Na verdade não..
–Roubou?
–Depende do seu ponto de vista.
–E qual seria o seu?
Perguntei.
–Que eu estava andando pela estrada e vi um home batendo no cavalo que estava puxando uma carroça muito pesada. Então para o bem do cavalo eu o tirei do homem.
–Talvez isso seja uma boa justificativa. Talvez...
–Para mim foi.
Depois disso apertamos um pouco o passo e chegamos em casa apenas meia hora depois.
–Exatamente como eu me lembrava
Disse Catherine enquanto olhava para a casa.
–Deve estar mesmo, não me lembro de termos feito nada para muda-la durante esse tempo.
Um dos criados veio até nós, ele era novo por isso não sabia seu nome ainda, e pegou os cavalos para levar ao armazém ao lado da casa. Depois que meu pai agradeceu fomos todos para dentro da casa.
Charlotte estava fazendo o jantar, mais assim que nos viu com as roupas meio sujas por causa de poças no caminho mandou um olhar severo.
–Nem mais um passo! Vocês dois pro banho. — depois se voltou para Catherine – venha comigo querida, vou te mostrar aonde é o banheiro.
Dizendo isso ela saiu da sala seguida pela garota. Fui até o quarto que dividia com meus irmãos e afundei na banheira.
Ótimo! Pensei, a água estava congelando.
Depois de tomar um banho muito rápido me vesti e fui para perto do fogo, aonde Ben brincava com o solta faíscas. Assim que ele me viu disse.
–Olha só o que eu fiz com o meu solta faísca.
Disse ele com os olhos brilhantes e apontou para o fogo.
–Então você conseguiu fazer o seu? Posso ver.
Perguntei e ele me entregou. Não era muito diferente doque o que havia me dado, porém dava para ver que era feito por mãos muito menos cuidadosas e habilidosas.
–E você achou mais alguma coisa que possa soltar faíscas coloridas?
Ele então me mostrou vários tipos de madeira e tecido que estavam do seu outro lado.
–Não consegui testar todos ainda, mais a maioria muda a cor.
–Me passe esse roxo aí.
Depois disso passamos quase meia hora acendendo faíscas, até que Charlotte chamou para jantar. Não conversamos muito, e imediatamente depois todos foram para seus quartos. Menos meu pai que ficou para ajudar Charlotte a lavar a louça. Queria poder falar com meu pai, mais o olhar em seus rostos me dizia que não era bem a hora certa para interromper. Então me virei e fui até o quarto.
Quando atravessei a porta soltei um bufo tão alto que poderia ter acordado uma legião inteira de soldados, mais não Stane, que dormia totalmente espalhado na cama que eu dividia com ele e com Ben.Cheguei perto da cama e peguei seus pés colocando-os de modo que tivesse espaço. Quando me deitei achei que passaria toda a noite pensando sobre o dia de hoje, porém assim que fechei os olhos dormi.
….
Na tarde do dia seguinte recebemos uma carta do governador pedindo que estivessemos na praça do edificio do governo ás 10 horas do dia vinte de julho, para que pudessemos partir de lá. Ou seja, ainda tinhamos sete dias para nos preparar. Sete longos dias para eu imaginar tudo que poderia acontecer.
–Pense nisso como sete dias à mais para treinar luta com espadas e sua mira horrível.
Disse meu pai, em um tom sarcástico, sim eu sabia que não lutava muito bem e que minha mira era um horror, mais não gostei do comentário.
–Muito obrigado pelo elogio.
Respondi debochadamente.
–Esteja lá fora em cinco minutos.
Fui até o quarto e coloquei minhas botas, depois andei até a parte de tráz da casa, que era aonde costumávamos praticar tiro ao alvo.
Tinham dois fardos de feno colocados um ao lado do outro e alguns objetos, como garrafas, frutas estragadas e até alvos, em cima deles. Era um espaço bem aberto aonde cultivavamos um campo de trigo.
Um pouco à minha direita vi Sophie, Susan, a ama de leite e Catherine colhendo trigo e a esquerda o Sol começara à nascer.
Meu pai estava à alguns metros da porta da casa, arrumando as armas.
–O que acha de apostarmos alguma coisa hoje?
Ele disse sorrindo, como se já soubesse que eu perderia.
–Como oque?
–Bem, eu preciso ir à feira amanhã, porém achei que você poderia fazer isso por mim..
–Só se eu perder.
–Oque eu não acho muito difícil.
–Fico lisongeado pelo elogio.
Falei sarcástico, e ele jogou uma das armas para mim e fez um sinal para que eu esperasse. Então andou até onde estavam os alvos e colocou duas tampas de garrafa, uma em cada fardo de feno.
Depois voltou para perto de mim e disse.
–A ordem é a seguinte, primeiro nós acertamos os alvos, depois as garrafas, depois as laranjas e então as tampinhas. Só são permitidos dois tiros por objeto, quem conseguir acertar o centro da maioria ganha.
–Certo. — Murmurei, eu estava totalmente ferrado, não chegaria à acerar nem a fruta, quanto mais a tampa.
–Muito bem, pode começar.
Destravei minha arma e mirei no centro do alvo, o primeiro tiro atingiu sua beirada e o segundo um pouco mais para o centro. Depois passei para a garrafa, aonde só consegui acertar um tiro na parte de baixo. Acertei um tiro de raspão na laranja, e nenhum na tampa, como era de se esperar.
–Bem, aqui está a lista do que você precisa comprar na feira.
Disse meu pai, eu rolei os olhos e peguei a lista.
–Agora vamos limpar essa bagunça e depois treinar com as espadas.
–Sem apostas.
–Tudo bem.
Fale com o autor