Ghost
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa Leitura...
Estava guardando meus livros no armário depós de ter terminado aquele maldito teste.
-Até que enfim te achei garota!
Disse meu único e melhor amigo Oliver, me surpreendendo.
-Estou de mau humor hoje, Oliver!
Retruquei mal humorada
-Nossa! – Disse Oliver levantando as mãos em um gesto de defesa- Foi tão ruim assim no teste?
-Você acha?!
Falei irônica
-É, foi o que eu imaginei... Sai correndo depois da prova pra garantir que não estava tentando se afogar na privada do banheiro feminino.
Disse ele rindo
-Nossa, Oliver! Uau! Muito obrigada, você sempre ajudando, não é mesmo?
-Qual é Lua? Sai dessa! Você sabe que vai conseguir recuperar!
-Fala por você que ficou na lista de melhores alunos quatro vezes seguidos. E pode parar de me chamar de “Lua”, sabe que eu não gosto.
-Tá, me desculpe Luna. Vamos vou levar você pra casa.
Peguei a mochila no armário e saímos em direção do portão principal da escola. Viramos à direita e começamos o percurso para a minha casa.
Oliver começou a falar de seu grupo (super entediante) de xadrez, e os torneios que estavam vencendo. Não prestei atenção em uma única palavra que ele tenha dito, mas ele não parecia prestar atenção nesse pequeno detalhe.
Tinha muitas coisas para pensar naquele momento. E Oliver podia muito bem esperar um pouco. Podia ser meu melhor amigo, mas do mesmo jeito, muito egoísta. Sempre fiquei sem graça de trocar nesse assunto e tentar o fazer mudar, por que além de egoísta, era muito cabeça dura.
Continuei mergulhada em meus pensamentos, nesse meio caminho, pensei em como eu podia melhorar as minhas notas, como convencer meus pais a me deixar viajar nas férias ou a não me deixar de castigo por causa das notas. Também pensei como eu poderia explica todos esses meus resultados ruins na escola e tudo mais.
Achei uma pedrinha no chão e fui chutando pelo o caminho. Oliver continuava falando. Tive que controlar a minha vontade de gritar pra ele calar a droga da boca por um minuto só.
Ficamos nisso por um bom tempo, até que uma multidão em uma rua me chamou atenção.
-O que é aquilo?
Perguntei me dirigindo a Oliver, mas não fiquei parada para ouvir a resposta sai correndo para o local. Sou o tipo de pessoa MUITO curiosa.
-Luna! Volta aqui! Temos que voltar pra sua casa. E os deveres de casa!?
Oliver gritou correndo atrás de mim.
Cheguei à multidão e perguntei para a primeira mulher que apareceu na minha frente. Ela estava com uma expressão terrível no rosto.
-Desculpe senhora... Mas você pode me dizer o que está acontecendo?
Perguntei meio desconfortável. Tá, eu admito que sou curiosa, mas não gosto que as pessoas pensem de mais no assunto...
-Não sei direito... –Pausa- Só ouvi alguns gritos dentro da casa e chamei a policia. Conheço a moça que mora ai, estou muito preocupada. Disseram que a policia já estava vindo e que era pra manter as pessoas fora da casa. Não querem que tenha mais reféns caso há um bandido lá dentro.
Percebi que Oliver estava ao meu lado.
-Ouviu isso? Acham que tem um bandido lá dentro. O que acha?
Falei cutucando Oliver com o cotovelo.
-Não seja boba Luna, vamos embora. Sua mãe vai ficar preocupada.
-Larga de ser estragas prazeres garoto!
Retruquei indignada.
Alguns minutos de tensão se passaram, e logo ouvimos as sirenes da policia ficando mais altas, vimos às viaturas entrando na rua. Nesse exato momento, quando ouvimos os freios da viatura, ouvimos também três estouros altos, pessoas gritando, passos apressados, também ouvi uma voz masculina que mandava as pessoas se deitarem no chão. Também ouvi outra pessoa gritando que haviam baleados.
Mas... Mas eu não corria, não gritava, não deitava no chão para me proteger das balas. Só ficava parada. Ouvi ao longe uma voz familiar. Oliver? Quis chamar, mas as palavras ficaram presas em minha garganta.
Sim, era Oliver, ele gritava o meu nome. Virei meu rosto com dificuldade em direção a voz.
Foi assim que percebi que estava no chão. Uma dor aguda em meu peito tomou conta de mim. Eu agoniava no chão, meus olhos se encheram de lagrimas.Vi Oliver ser segurado por policias, ele gritava e tentava se livrar dos policias, vi também que havia paramédicos vindo em minha direção. E no meio de todo aquele caos, no meio de toda aquela horrível dor, havia ao meu lado, uma menininha. Uma menininha linda, com seus grandes e tranquilos olhos azuis, ela sorria para mim, um sorriso sapeca, de certo modo tranquilizador. Ela com um movimento rápido colocou sua mão em minha testa. Foi ai, que minha dor passou, me senti leve e finalmente livre. Minha visão começou a ficar escura, e logo eu não via e nem ouvia nada. Só silêncio, só paz. E isso é a ultima coisa que me lembro daquela terrível manhã.
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