Getting Hard

1 Capítulo 1 Getting hard


Notas iniciais
Boa leitura!

Espero que gostem!

- Quer saber de uma coisa, Camus? Eu tenho pena de você. Pena! Por que esse é o único sentimento que eu posso sentir por alguém incapaz de amar!

O olhar de aquário continuava o mesmo. Gélido. Já estava acostumado com as explosões de Milo e sua forma de pedir atenção. E a sua reação era mesma, sempre aquela face pálida e fria. Sem expressão.

Já Milo, este estava sempre colérico. Não aguentava mais aquilo. A falta de atenção, de carinho. Podia passar dias sem aparecer na décima primeira casa sem que o outro desse um telefonema. Se ainda fosse considerado alguém sem graça até entenderia a falta de interesse do parceiro, mas ele era Milo! Era ardentemente desejado pela maioria dos santos. Sempre teria alguém olhando para ele. Sempre alguém lhe cortejando. Mas esse alguém nunca era Camus!

O ruivo permaneceu olhando a face pensativa de escorpião. Aquela expressão diferente no rosto moreno.

-O que tanto olha, Camus? — Perguntou o loiro em um tom incomumente baixo para o momento.

-Estou só pensando o motivo de você ainda não ter saído daqui como sempre faz depois de alguma discussão sem fundamento.

O maxilar bronzeado travou antes de um sorriso brotar naqueles lábios carnudos.

-Camus... Camus... Apenas não quero chamar muita atenção...

Dessa vez conseguiu um olhar atravessado do ruivo.

-Cansou da rotina então, Milo de escorpião? — Perguntou em seu tom habitual, mas estava claramente provocando o outro.

-Minha vida sempre foi como eu quis. — Respondeu o loiro. — E vai continuar sendo, aquário. Para isso só preciso me livrar de certos incômodos.

O maior começou a se aproximar lentamente do ruivo que estava encostado no batente da porta da cozinha. Seu andar era sedutor e seu olhar ferino. Após estar próximo o suficiente, passou as costas da mão pela face alva deslizando seus dedos pela fria em uma leve caricia;

-Faria um favor para mim, Camus? — Sua voz soou sedutora e morna do ouvido do menor.

-Sempre faço aquilo ao meu alcance. — Sim, era um grande indireta.

-Livre-se das minhas roupas que estão guardadas aqui, de prefêrencia queime-as. Não quero mais nada seu em minha vida, nem mesmo o seu cheiro.- Com essas palavras ele rumou a saída em um andar estranhamente calmo e suave.

Essa era nova. Definitivamente Camus não esperava por algo assim. Se Milo queria atenção, ele finalmente ganhara.

-O que está planejando, Milo? Sabe que não gosto de insinuações. — A voz do ruivo soou levemente mais alta do que o normal e o outro sorriu.

-Você sempre foi tão inteligente, Camus... Será que não consegue perceber algo tão simples? — Perguntou sarcástico. — Acabou.

— Está terminando nosso relacionamento dessa forma? — Soou levemente incrédulo enquanto saia da sua posição inicial e dava um passo a frente.

— Tem alguma sugestão melhor? — A pergunta cínica conseguiu deixar Camus em um estado irritado.

O ruivo travou o maxilar e franziu as sobrancelhas.

— Mas é claro. Penso que você deveria procurar outra casa, afinal a sua está impregnada com o odor e minhas coisas.

— Sabe que essa é a primeira ideia decente que escuto de você, Camus! Estava mesmo precisando fazer uma visita à Saga. — Ele disse provocativo.

— Como se gêmeos fosse abrigar alguém como você lá, ainda mais agora que sagitário está de volta.

-Alguém como eu?

-Egoísta, ciumento, possessivo, vingativo, infantil e orgulhoso fazem você lembrar de alguém especial? E é claro, falso, sempre soube que nunca deixou de gostar de Saga.

— Então agora você quer uma discussão de relacionamento, Camus? — Milo voltava a ficar nervoso.

— Que relacionamento? — Perguntou o ruivo se fazendo de desentendido. — Já vão completar alguns minutos que eu estou solteiro.

Os pulsos morenos se fecharam com força assim como seu maxilar.

— Sempre tão esquecido, não é mesmo? A única coisa que sempre se lembra de fazer é treinar o seu amado e preferido pupilo Hyoga. Tanto que até deixou o outro garoto para morrer afogado. Pobre coitado. Como era mesmo o nome dele? Ah, sim... Isaac.

O olhar de Camus brilhou de forma diferente e seu cosmo alterou.

-As pessoas que se atraem por você, escorpião, são incapazes de enxergar através de uma casca bela o seu interior podre. — Acusou o ruivo. — Quando encontrar alguém que lhe veja com os mesmos olhos depois de conhecer seu passado me apresente, pois darei minha benção para essa união... Uma pena que os moradores de Andrômeda não estejam vivos para comemorar seu casamento...

O aquariano pegou pesado remexendo naquela ferida do guardião da oitava casa.

— Não sei o que me causa maior espanto: Seu tom ou suas palavras. Afinal o que é o meu passado perto do seu, traidor? Atena não devia estar plenamente consciente quando lhe trouxe de volta a vida!

Milo voou alguns metros para trás se chocando contra uma das paredes de aquário. Não poderia imaginar que Camus o atacaria, por isso sequer pode se defender contra a fúria do ruivo.

-Retire o que disse! — Camus gritou. Em nada se assemelhava ao homem com quem todos estavam acostumados.

Milo nada disse, apenas sorriu de canto levando a mão até a boca que sangrava.

— Vai me matar como fez com Virgem? — Expelia veneno em suas palavras.

O loiro ergueu-se observando o outro. Camus nada fez contra si.

O ruivo abaixou a cabeça apoiando-se contra um criado de madeira e deixou que os fios vermelhos cobrissem a face. Os olhos estava direcionados para o chão e sua postura orgulhosa já não era a mesma.

-Retire-se de minha casa, escorpião.

Seu tom era frio novamente. Milo sentiu uma fisgada no peito. Remorso...?

-Camus...

-Saia daqui. — Soou gélido e cortante, porém levemente elevado.

-Camus, eu não devi...

— FORA!

O ruivo gritou erguendo a face pela qual lágrimas escorriam. Milo não pode observar aquela cena, pois teve que seguir em silêncio para saída. Não havia mais nada a ser dito, nada mais poderia ser dito. Pelo menos não agora.

Quando o loiro saiu pela porta da frente pode ver alguns olhares curiosos direcionados na sua direção, peixes e capricórnio. Os visinhos de aquário provavelmente se alarmaram devido ao elevar do cosmo de Camus.

Shura não pediu explicações, sequer direcionou um olhar ao loiro enquanto esse cruzava a décima casa. Dessa a vez a briga fora feia, ousava dizer que fora a pior que o casal já tivera.

Notas finais
Reviews ?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!