Getsu

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Notas iniciais
Meio a meio. Sasuke e seu dilema de vida, e Naruto com sua vida perfeita <3

Ino

Eu recusei sair do hospital antes que minha filha. Pedi para Sakura dar um jeito de me deixar junto com ela no mesmo quarto se preciso. Ah! Eu sei que abusar de poder não é nada bom, mas era minha menininha, tão diminuta e delicada. Queria vê-la ganhar peso e crescer.
Demorou dias para que pudéssemos sair. Recebi poucas visitas, não era muito bom que viessem a um hospital, não fazia muita questão. Já estava procurando um nome para a minha filha quando recebi um pergaminho de Gaara. Fiquei com o coração na mão imaginando que ele iria levá-la de mim. Mas eu não a deixaria, iria junto se preciso. Já havia pensado nisso, e nenhum amor no mundo seria maior do que o meu por minha filha. Eu sentia dor por parte de Sasuke, mas, um filho...
Não abri o pergaminho, deixei dentro de uma das bolsas, o mensageiro de Suna queria e ficaria esperando pela resposta, não ia deixar minha filha sair agora.

Quando retornei para casa, otousan veio me buscar. Eu senti falta de Sasuke e imaginei que ele estivesse em missão, ou que não desse para vir por algum motivo, por qualquer motivo. E quando cheguei em casa, somente nós três em casa, caí no sofá chorando. Otousan levou a neném para o quarto, ela dormiu tranquila e cheia por mamar toda a manhã.

Ele voltou, me abraçando com força, pedindo para eu não ficar assim.

– Como eu vou ficar otousan? Assim que ele soube que a menina não é sua filha deve ter ido embora, por isso não quis mais voltar para me visitar. Por isso não esta aqui, para me receber também. Meu destino então é ir para Suna...

Sasuke

Precisei de muitos dias para pensar na situação e em como aquilo mudaria minha vida. Cumprir minha palavra parecia dolorido, não porque ela não era minha filha, mas porque era filha do outro. Eu sei, dentro de mim, que deixaria Ino partir se ela quisesse retornar para seu esposo, para o pai da filha. Deixaria sim, se fosse o que a fizesse feliz. Porém eu sabia que o Kazekage não pensaria assim e exigiria o retorno dela para Suna.

Mas que belo covarde eu era! Para que ele a levasse, primeiro eu precisava deixá-la ir. E naquela luta eu não estava sozinho. Ao menos o pai dela, Sakura não queria mais meter o Naruto na história. Mas nós lutaríamos por ela e pela menina, que era uma filha de Konoha, filha do Kazekage ou não.

Passei no hospital, mas fui avisado de que já estavam em casa há dois dias.

Quando cheguei, Inoshi-sama me recebeu com alívio, dizendo que Ino estava no quarto, descansando. Conversamos rapidamente e eu expus minhas intenções abertamente. Ele me apoiou, como não achei que fizesse. No fundo, o amor pela filha faria com que ele concordasse com qualquer coisa que eu dissesse para que Ino ficasse.

Fiquei parado à porta do quarto. O berço estava ao lado oposto e eu não sabia o que fazer. Se olhava para a menina, ou para ela.


Ino

Eu não tinha mais lágrimas para chorar a partida de minha filha e o abandono de Sasuke. Queria dormir e só me levantava com o barulhinho que ela fazia no berço. Assim como agora, eu ouvi risos, gemidinhos, me assuntei e acordei do sono leve.
Não conseguia acreditar que era ele ali no berço, mexendo com as mãozinhas pequenas da nossa filha.

–
Sasuke? Você voltou? – Ele me olhou sério, perguntando como eu estava. – Por onde andou? O que aconteceu? Porque me abandonou? Não me queria mais? Nós duas? Só por ela ser filha do...

Eu me calei quando ele levantou a mão.

Sasuke

Eu tinha magoado a Ino e sabia disso. Permiti um carinho pesaroso ao mesmo tempo nela e na pequena, que estava acordada e bem desperta.

– Eu mantenho minha palavra. Me perdoe por ter vacilado, às vezes dá trabalho manter a palavra. Ainda assim, eu não posso viver sem vocês ao meu lado. E se tiver que fugir, que seja com as duas, para bem longe daqui.



Ino


– Sasuke-kun. – Levantei-me da cama quase que pulando para abraçá-lo com toda a força que eu ainda tinha no corpo. Ele me recriminou pedindo para me acalmar senão machucaria meu corpo. – Eu fujo com você para onde for. Me leva Sasuke, vamos embora.

Ele se surpreendeu com minha decisão, saí então da cama e fui ver nossa filha no berço, esperei até ele voltar para colocar seu nome. Nós tínhamos que planejar com cuidado para essa fuga. Procurei na bolsa o pergaminho que nem havia abrido de Suna. Talvez lá teria a data que Gaara viesse atrás de nós duas.

– Vamos ver se ele diz algo, chame meu pai, então... – Ele perguntou o que foi, eu caí sentada na cama lendo o pergaminho. – Espera! O que ele fez? – Sasuke perguntou o que era, com a menina nos braços. – Gaara registrou nossa filha como uma cidadã de Suna. Ele deu nome pra minha filha. Yume...

– Então você a registra em Konoha, usando o mesmo nome. Assim ela fica sendo uma cidadã das duas Vilas. E os direitos são sempre seus Ino, não importa o que ele queira. O que mais diz o pergaminho?



Gaara pensou em tudo, ele conseguirá então uma vingança pessoal, mas não a curto prazo e sim a longo. No futuro, um dia que logo chegaria. Ao menos Naruto fora em Suna, porque eu imaginava o que Gaara poderia fazer com a cabeça quente, sozinho. Era grave mas não tanto quanto eu ter que fugir.

O que Sasuke disse não iria resolver de nada...

– Yume! Assim que completar vinte e um ano, como sendo seu direito de filha, irá substituir o pai no posto de Kazekage de Suna. Ele quer tirar ela de mim de todas as formas, não vê. Não importa que seja daqui vinte anos, ela terá que ir para lá, e se eu não concordar, virá buscá-la imediatamente, e eu não poderei pisar em Suna até que ela seja a Kazekage. – Eu chorei, o destino de minha filha era então traçado por uma traição minha. Será que um dia ela me perdoa de eu ter prejudicado seu livre arbítrio?

Sasuke

– De qualquer maneira, sendo filha do Kage de Suna, ela assumiria o cargo. Você permanecendo com Gaara ou não. Ele apenas frisou que nada fará até os vinte e um anos. Mas se chegar nessa data e Yume... – O nome escolhido por ele ficaria para sempre arranhando, mesmo que eu amasse a menina de todas as maneiras. – Ainda assim, se ela não quiser ir, então terá toda a família ao lado dela.


Aquilo significava que não precisaríamos fugir de Konoha, e isso me permitiria cuidar da minha família, como era minha vontade. Não me importava que era filha dele, já era parte fundamental na minha vida.



Ino

– Duvido muito que seja somente isso. Aqui não diz nada que possa ser relevante, mas também fala que ele virá conhecê-la brevemente, e imagino que com isso venha trazer os papeis para nos separarmos. Gaara me afirmou que um ano era necessário, bem já passou quase um ano. Imagino que ele trará um acordo. Quando me casei assinei tantas coisas sem ler que hoje me arrependo tanto disso. – Sasuke olhava mais sério para Yume... Yume! O nome é bonito. Sonho! Meu sonho. – Yume? Vem com a okaasan.

Peguei-a no colo, agora mais rosada e pegando peso com mais rapidez. Os cabelinhos começavam a crescer, como era imaginado, ficaria ruiva como o pai. E Sasuke iria ser tão forte em ver na filha a cara do outro pai dela?

Ficamos um pouco ali no quarto, troquei a fralda de Yume, ensinado da Sasuke como se fazia. Depois descemos para comer alguma coisa. Otousan pegou a neta, todo coruja, babando na menina. E eu agora imaginava como seria nossas vidas.

– Essa casa é grande, e o seu apartamento é tão pequeno. Será que seria certo me mudar para la com Yume?



Sasuke

Mesmo a casa sendo grande, não tinha muita estrutura para uma criança, assim como meu apartamento, mas não acho que o Kazekage concordaria em visitar a filha no meu apartamento quarto e sala. Por hora, alguns sacrifícios eram necessários.


– Não demora muito, consigo comprar uma casa para nós. Não será muita coisa, porque você sabe o que tenho a oferecer, não? Ainda assim, será um lugar decente e digno. Mas até lá, acho melhor vocês ficarem aqui. Venho todos os dias ver vocês, não se preocupe.

Ino

Mas é claro que me senti um pouco triste com aquilo, mas eu mesma não estava muito confortável em ter que me mudar para o conjugado que o Sasuke morava alugado pelo Naruto. Não era bem o tipo de casa que sonhei, claro que não ia fazer exigências para ele nesse momento, estávamos os dois de mão atados.

– Tudo bem, podemos fazer isso até ficar tudo certo. E quando Yume já não mamar mais, eu posso voltar a trabalhar nem que seja no hospital. – Ele fez uma cara diferente, mas antes de dizer algo papai me chamou. Era outro pergaminho informando a chegada do Kazekage. Pelo visto ele não iria demorar mais para conhecer a filha. Eu não sei se Sasuke estaria disposto a encontrar-se com Gaara. Pedi licença, iria dar um banho para Yume e mamar novamente para não ter que fazer isso na presença do pai dela. Aquilo parecia ser um pouco constrangedor, mas seria assim de agora em diante.

Uma vista que imaginei ser tão demorada, acabou sendo mais rápida do que imaginei, ele ficou sozinho na sala com Yume, pouco sabia o que fazer quando ela chorou e eu a acolhi. Sasuke havia saído, realmente não queria fazer parte daquele momento, e ver como Gaara parecia... feliz. Ao menos era um sorriso, mesmo que minúsculo, que eu via quando ele a olhava e mexia com as mãos.
Me entregou os papéis, como eu esperava, e com as clausulas bem claras, como eu também esperava, e sem reclamar, assinei. Era como ter minha liberdade de volta, mas assinando a prisão de Yume. Espero que ela seja mais feliz e satisfeita com a herança do pai do que eu imaginei um dia ser para mim viver com ele.

Gaara se despediu e marcou que exatamente em um mês voltaria para vê-la novamente, da mesma forma que quando eu estava grávida ele iria querer saber tudo o que se passava com ela. Não estava errado, como pai teria mesmo que assumir responsabilidades, achei por um momento que íamos falar sobre nós, mas ele nada disse, entregou os papeis para algum senhor do lado de fora e foi embora. Voltaria para Suna naquela mesma noite. Ele estava disposto a cruzar o deserto sempre pela menina, não importa se aquilo deixava aberta a guarda dele e do País.



Naruto

Deixei Gaara na porta da casa dos Yamanaka, e fui para a minha, não precisava ir com ele até lá dentro. Outro dia eu conheceria a menina.
Antes de chegar, enrolei um pouco na rua, fui no Ichiraku comer rámen, conversei com Konohamaru que também estava lá, falando das missões que ele e o time tanto faziam. Tentei dar atenção mas não tava conseguindo. Era melhor ir logo pra casa. Sakura e eu não estávamos no nosso melhor momento do casamento. Não houve brigas, mas também não haviam conversas, o máximo palavras trocadas de manhã ou nas refeições, isso quando eu estava em casa para comer algo.

A maioria das vezes estava em missão sozinho, nem com Sasuke dava pra contar nesses últimos meses por ele estar cuidando de Ino. E Sakura preocupada com a amiga. Não deu pra essa história toda não balançar a nossa relação.
Já era noite quando cheguei, ela estava na mesa dando comida para Udon, me ofereceu o jantar mas eu já estava de barriga cheia.

– Comi fora com o Konohamaru, vou tomar uma banho. – Subi e fiquei meia hora debaixo da água fria.

Sakura

O Naruto chegou, depois de dias sumido, sem uma explicação. Agora ele era todo \"absoluto\". Fazias as coisas sem me dizer o motivo. E sumiu justo no dia em que a filha da Ino nasceu.

O Udon era bem parecido com o Naruto: comia e dormia pesado em seguida, às vezes nem dava tempo de trocá-lo e eu tinha que fazer isso com ele mais dormindo que acordado.

Quando cheguei no quarto, o Sr. Uzumaki estava enfiado em vários pergaminhos. Era a maneira dele de dizer que estava muito ocupado para brigar comigo. Eu também não dei muita trela. Ah, mas naquela noite ele não conseguiria ser tão indiferente, ao menos uma parte dele que eu sabia BEM como provocar.

Tomei um banho demorado, com a porta do banheiro só encostada, pra ele já sentir o cheiro bom dos produtos que eu usava no corpo todo. Saí do banheiro numa camisola minuscula, que mais mostrava que escondia e coloquei uma das pernas apoiadas na cama, passandocreme pelo meu corpo.

\"Quero ver você me ignorar agora!”

Naruto

Era pedir para ser agarrada no quarto fazendo aquelas coisas nas minhas costas. Ela sabia que eu ia acabar desistindo de ler pra olhá-la, mas mesmo cheio de tesão só de sentir o cheiro gostoso da pele dela, não dava pra deixar passar os dias e meses que nos desentendemos. Eu só ouvi ela resmungando e batendo os cremes na tal penteadeira, escovando o cabelo, fazendo barulho. Ta eu me esforcei mesmo pra não virar, só que não dava para ignorá-la. Seria estupidez minha. Aquilo tudo acabou, ta vendo só porque eu não queria me meter nos assuntos dos outros? Sempre sobra pra mim no final.

Virei a cadeira, observando ela arrumar a cama, insinuando-se com o quadril arrebitado e a coxa de fora. Tão gostosa, que me deixou aceso na hora. Esperei ela terminar o teatro, bem manhosa subindo na cama sem olhar pra mim. E quando deitou aí foi minha vez.

Fechei os pergaminhos e tirei a camisa que tava usando, a bermuda, deitando na cama esparramado do jeito que gostava, ao lado dela.

– Quer conversar?


Sakura

Se eu tivesse contado três segundos, ele seria ainda mais rápido. Nessas horas ele fazia questão de fazer jus ao apelido que herdou do pai, como o relâmpago dourado da Folha. E já estava ali do meu lado nu, dizendo pra mim que queria conversar. Conversar???

\"Força Sakura, Força!\" – Claro que nós não deixamos de transar, até porque eu não ia dar motivos pra uma mulherzinha qualquer me roubar o marido. Mas não era aquela coisa de pegada de antes. Estava sim, mais frio.

– Conversar sobre o que?

Naruto

– Sobre como não deixar mais os problemas dos outros interferir na nossa vida?– Ela desviava o olhar, deixando os verdes correrem ate o lençol em movimento. – Eu só não queria ter que interferir nas escolhas pessoais das pessoas. Mas eu acho que tudo isso já passou. Só não quero que aconteça de novo isso que esta acontecendo.

Estiquei minha outra mão debaixo do lençol alcançando as coxas dela. Subindo e descendo os dedos até a camisola fina. Encontrando a mão dela e trazendo para debaixo do pano.

– Não gosto de brigar com você, ou ficar sem falar contigo. Não gosto que me olhe assim, com esse bico, é pedir pra ser atacada, aí adeus conversa.

Sakura

O safado achava que era só me colocar ali que eu já ia fazer tudo que ele queria? Ah não, não era assim mesmo! Eu disse que teria coragem e dessa vez o Naruto ia aprender que ele podia mandar na casa, mas na cama, quem mandava era eu.

Puxei minha mão para fora do lençol.

– Acho que hoje eu estou com dor de cabeça querido.

Naruto


Eu ri vendo Sakura deitar virada para o outro lado e se cobrindo. Tirei o lençol de cima de mim. Se ela não queria eu ia fazer sozinho.

– Desculpa. Eu não quero te perder porque nossos amigos fazem besteiras.

Virei-a para mim, sentia mesmo saudades de estar com ela mais cúmplices. Eu não queria apenas o corpo dela, queria a Sakura por inteiro. Nos beijamos e eu senti que aquilo era a forma como ela também pedia desculpas.

– Tava com saudades disso né? Já tava chato fazer daquele jeito. – Mordi sua orelha, subindo por cima do seu corpo. – Massageei todo o corpo dela com minhas mãos, sem deixar um canto sem toques, beijos, lambidas. E mesmo que o tesão fosse enorme, e que eu não aguentasse de vontade de fazer ela gritar, nós aproveitamos aquele tempo para nos conhecer novamente. Era tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que precisávamos nos redescobrir. E não foi ruim assim, foi ótimo. Não preciso fazê-la gritar meu nome para me satisfazer, só de ouvir sua voz baixinho no meu ouvido, era o suficiente naquele momento. Mas ela não parecia disposta aquilo, afundou as unhas na minha pele e soltou o verbo, falando umas sacanagens. Sorri, então ela tava cansada do básico.

Estava pronto pra pegá-la como eu queria, quando Sakura me solta uma pérola. Eu fiquei sem reação na hora. Quando a gente transa a última coisa que imagina ouvir é em filho, a não ser que Udon começasse a chorar no outro quarto.

Fiquei olhando para ela, sem saber se era pra responder, ou se continuava.

– Filho? Você quer outro filho? – Mete logo e seja o que Kami-sama quiser, eu quero transar, mas voltava a falar. – Podemos pensar nisso melhor depois, mas se quiser tentar agora, a gente tenta...


Agora sim, virei-a de lado, segurando no alto sua perna, mas só foi falar em filho que mudou aqui, a vontade era a mesma, o desejo também, mas não como antes, de gozar louco e cair exaustos.

Sakura

Ele me pegou e penetrou cheio de vontade, de desejo, mas com alguma coisa que me lembrava... alguma coisa que me lembrava o dia em que ficamos juntos pela primeira vez, quando o Udon provavelmente foi concebido. Ele disse pra mim que pensava todas as vezes que estava transando comigo na intenção de me engravidar e era carinhoso, mesmo que fosse um tarado. Era assim que ele fazia agora.

Isso só me fazia amá-lo ainda mais. Eu vi que ele ficou assustado, mas parece que tinha passado. Ou então a vontade de transar era muito maior.



Naruto

– Sakura-chan... – Beijava seu pescoço, acariciando seus seios, sem afobação ou exagero. Amando o corpo dela como merecia. Eu era um safado que tava sempre querendo sexo, mas com a Sakura, desde que estamos juntos, tudo é tão bom que eu não quero nunca mais brigar com ela. E queria mesmo um filho, só fiquei surpresa com o pedido nesse momento.

Virei-a na cama, erguendo seu quadril, penetrando-a até o fundo, sentindo as mãos dela apertarem em meu corpo, se segurando com os movimentos que fazíamos desordenados.

Sakura

Eu queria segurar e gozar depois dele, mas não dava. Naquela afobação toda, o Naruto me enlouquecia de tal maneira, que segurar era uma tortura.

Eu gozei chamando por ele, pedindo pra me dar tudo, porque eu estava louca pra senti-lo. Ele me sorriu safado e concentrou-se nas arremetidas. Instantes depois, estava largado sobre mim e eu não queria que saísse. Continuamos trocando carícias, beijos. Mesmo exausto pelo orgasmo, ele nunca me fazia sentir sozinha na cama.

– Eu te amo.



Naruto

Recostei a cabeça dela no meu peito, a abraçando pela cintura. Eu também a amava muito, dizia isso todos os dias. Mas já fazia um tempo que não nos declarávamos desse jeito, eu gosto de ouví-la dizer que me ama, é uma segurança forte que me dá.

– Eu também. – Sakura tinha um perfume único, era tão macia e cheirosa. – Será que você já está grávida? – O sorriso dela também era encantador e eu sempre me via abobalhado a seu lado. – Ah! Vai saber se hoje não deu, mas podemos tentar todo dia.

Sakura

– Ah, não sei... Eu só sei que não engravidei novamente até agora porque me cuidava por nós dois. Agora eu vou relaxar e você vai ver, não demora muito, nós damos um irmãozinho pro Udon. Ah, dessa vez pode ser uma irmãzinha, né? Será que ele vai gostar da novidade? – Beijei-o novamente, saudade de ficar assim com ele.



Naruto

– Uma menina? Seria bom, daí o Udon poderia me ajudar a cuidar dela e não deixar nenhum espertalhão se aproximar. Além do mais, o Udon as vezes parece meio solitário, ele brinca mais comigo do que com alguma criança da sua idade mesmo. Daqui a pouco vai estar na hora dele ir pra Academia, estudar, ter mais amigos da mesma idade. – Ela não gostava da ideia de Udon ser um ninja, quem sabe fosse mais por preocupação de mãe. – Quem sabe mais pra frente não o ensine alguma coisa?

– Você só tem jutsus perigosos e brutos! O Udon é muito pequeno pra isso, além do mais, eu acho que ele pode ser outra coisa que não um ninja.


– Eu não tenho só isso. Sei fazer coisas que não matam também. – Ela me bateu dizendo que eu não iria ensinar nenhum jutsu pervertido pro filho. – Mas você acha mesmo que sendo filho de ninjas ele não vai ter algo que o faça desejar isso? E se Udon quiser? Eu não vou impedir ele nem seu sonho, você não vai fazer isso também não é? Vamos deixar ele decidir então? Mas mesmo assim, ainda acho que Udon precisa fazer ago pra interagir com outras crianças.

Sakura

O Naruto não ia tirar essa ideia da cabeça, então eu pensei numa coisa que poderia me fazer ganhar tempo:

– Se você conseguir fazer o Neji treiná-lo de agora, eu não vou me opor. – O Naruto quase gritou, isso era uma ideia impossível, especialmente quando o Neji era um especialista no seu próprio doujutsu. Eu sabia que seria impossível do Naruto convencer e mais ainda o Neji aceitar. – Ele é o melhor sensei da Vila, então eu quero o melhor pro nosso menino.


Naruto

– Agora você quer que ele treine? Sei! – O Neji era bom sim, sempre foi e bem disciplinado, todo meticuloso e certinho. Já havia pensando em qual sensei da vila poderia trabalhar com o Udon quando fosse maior, ainda é novo com quatro anos, mas alguma coisa já está na hora de pegar, ao menos com sua deficiência, pode ser que demore mais que as outras crianças para se aperfeiçoar em algo. – Tem muita gente na Vila, eu vou pensar melhor nisso, na verdade eu que queria treinar o Udon, esse é o certo, bem que eu queria ter sido treinado pelo meu pai, mas mesmo que ele tenha um sensei, não será motivo para eu não ajudá-lo. Tá mas sem jutsu pervertido.

Sakura

Achei melhor deixar pra lá, porque eu sabia que o Naruto iria insistir naquele assunto, mas eu não abriria mão. Ao menos assim o Udon crescia mais e ficava mais independente, esse era o meu objetivo. Eu gostaria sim que ele fosse o que quisesse, mas que antes disso, fosse independente.

Dormirmos abraçados, como há muito não fazíamos. Foi sim uma noite feliz.


Notas finais
Não, a sakura não vai engravidar agora. Já alerto isso, porque... bem, porque sim. Daqui pra frente vamos focar no Udon, o bebê mais fofinho do mundo, mas ele não é mais um bebê, cresceu, aushuahsuahsahus.

Enfim, Neji no próximo.

Beijos meus gostosos/as