Getsu

43 O desespero de Mika


Notas iniciais
Voltei. Oi. Desculpa, de novo. hehe
Esse capitulo foi um espanto pra mim, juro, eu li e nao lembrava dele, HAHAHAHHAHAH mas tb 2 anos ne xD
Espero que nao me matem. Se fosse hj faria diferente ahusauhsahusuahsauhs =X
bjs amores, obrigada pelo carinho e o voto de confiança

Hatori

– Voltei! – Entrei em casa com mais uma sacola na mão, fui numa missão fácil e aproveitei para comprar mais coisas para nosso filho. – Onde você está?

Encontrei-a no quarto, lendo alguma coisa, quando cheguei ela guardou imediatamente o pergaminho.

– O que é isso? – Para mim não era nada como ela dizia. Peguei o pergaminho, era uma carta da amiga dela, tava em Suna já faziam uns seis meses. – Ah! É só Yume? Tudo bem meu amor. Olha, trouxe algumas coisas pro Hisako!

Mika não estava com a maior animação assim que eu cheguei, era uma prova de fogo pra mim porque, veja, se realmente me amasse, teria ficado extremamente feliz por eu te vindo. E ainda trago presentes.

Mika

Aquelas roupas que o Hatori comprava eram de um mau gosto total. Provavelmente era alguma vagabunda que comprava pra ele, nunca deve ter se dado ao trabalho de escolher nada pro menino.

Menino. Kami-sama, tinha que ser um menino. Eu não queria nem imaginar o que aconteceria se viesse uma menina. Tudo era comprado para um menino.

– Hatori, já estou no final da gravidez e você faz muitas missões. – Eu sabia que não eram missões. – Fora da vila. Importa-se de ficar com meus pais? Tenho medo de passar mal e estar sozinha.



Hatori

– Esta querendo fugir de mim? – Ela se encolheu na cama segurando as roupas do nosso filho. – Ah! Não faz essa carinha, sabe que eu adoro ver você assim. – Me aproximei tocando sua face e ela estremeceu.

Não iria machucá-la, de onde tirou essa ideia insana? Está grávida do meu herdeiro, jamais a faria mal.

Aceitei seu desejo, não seria tão mal assim deixar que os pais dela a cuidem nesse momento mais chato da gravidez. Assim quem sabe eu poderia ficar mais tempo fora.

Arrumamos uma mala para ela, e a levei até a casa dos pais. Naquele mesmo dia eu sai em mais uma missão. Voltaria somente quando ela fosse ganhar o bebê. Quero ser o primeiro a olhar meu menino.

Mika

Aconteceu antes do esperado: depois de ter completado oito meses, mal contei quatro dias e senti contrações, pouca coisa, mas que com o tempo foi aumentando, até que a bolsa estourou. Fiquei assustada e gritei pela minha mãe, que veio correndo, tão assustada quanto eu, já que faltava quase um mês.


– Chama o otousan, onegai, chama alguém pra me levar pro hospital! – Eu sabia que a minha mãe era médica, parteira inclusive. Mas ela tinha sido a primeira me dizer que filho se tem no hospital, não em casa.



Megumi

Eu já estava achando Mika magra demais para uma gravidez, mesmo sendo a primeira, mesmo ela sendo uma kunoichi. Quando estava esperando ela, parecia ser três de mim, de tão grande que fiquei. Os olhos fundos e os sustos constantes que ela levava cada vez que ouvia a porta ser aberta ou alguém chamá-la de shitashi. Minha filha estava totalmente modificada após o casamento. Tentei conversar com ela, mas nada serviu. O que esperei foi somente o tempo passar e ver se aquilo poderia ser o medo de ser mãe. Muitas mulheres tem esse problema. Muitas temem a maternidade.

Quando ela sentiu as dores, segurei suas mãos, não havia necessidade do pai oras! Eu estava ali, pedi para Saka avisar Neji, e nos encontrar depois no hospital.
Com cuidado a levantei e fomos, antes de sair do distrito Neji já estava atrás de nós duas. Pegou-a no colo e a levou pro hospital.

Yare! Homens! Eu dava conta. Cheguei la instantes depois deles. Precisei de alguém para avisar Hatori. Chamei uma enfermeira e comuniquei a ela um pergaminho de aviso rápido.
Voltei para onde Mika estava sendo levada, parecia chorar.

– Calma, logo seu marido virá! – Segurei sua mão.

Mika

– Não okaasan, porque fez isso?!? – Ela não tinha culpa de nada e me olhou estranha pela maneira como repeli a presença de meu marido. Eu queria aquele momento apenas entre a criança e eu, livre do monstro que eu tinha escolhido como pai.


Minha mãe ficou ao meu lado, segurando minha mão e auxiliando o médico que fazia meu parto. Eu gritava com as dores fortes, a criança estava ainda atravessada. Foi um parto seco, já que a bolsa esvaziou-se rápido e não tinha mais líquido. Eu vi o médico subir na mesa, na minha barriga! Gritei a minha mãe, que olhava aflita, ela sabia o que estava acontecendo, mas não me dizia.

Eu fazia força e eles pediam mais. Mais?!? Não tinha condições de empurrar mais. Pensei no Hatori, me chamando de fraca, incapaz de colocar uma criança no mundo. Foi o suficiente para me dar força e fazer meu bebê respirar o ar do mundo que o recebia.



Megumi

Mika foi fantástica, muito forte e aguentou firma toda aquela dor, sei como um parto normal pode se difícil, Saka quase que não saía de dentro de mim.
Pequei o recém nascido em meus braços, limpando-o. Me aproximei da minha filha e a mostrei o belo bebê que dera a luz.

– Veja como é linda sua menininha. – Mais uma mulher pra família. – Sinta-se orgulhosa minha filha, a criança será muito amada por todos nós. – Mika caiu em lágrimas, achei que fosse emoção de ver a filha pela primeira vez, mas depois que ela a segurou, começou a apertá-la, chorar mais alto, um desespero sem fim. – Mika! Matte! Vai machucar a menina.

Mika

Oh, Kami-sama estava se vingando de mim de uma maneira cruel e agora estava fazendo uma inocente pagar por aquilo.

Minha filha... minha menininha... O que ele faria com ela?!? Ele era um monstro, disso não tinha dúvidas! Arrancaram-me a pequena dos braços e a okaasan alegou que eram reflexos do parto complicado. Ela estava séria, me encarando nos olhos, porém eu só chorava.

Enquanto as enfermeiras terminavam de cuidar de mim, ela não saiu do meu lado e mais tarde ela trouxe a menina, enroladinha. Eu só fiz abraçá-la e torcer para que Hatori demorasse a chegar.



Megumi

O desespero, as lágrimas, o medo estampado no rosto dela não era de alguém feliz. Uma mulher que acabara de ter seu filho. Não era isso que ela queria? Havia me dito antes que estava tão animada com a gravidez, mesmo com o olhar pesaroso.

– Filha, é porque seu marido não está aqui? – Falar em Hatori estava sendo cada vez mais uma dúvida na minha mente, ela pensa que me engana, mas é proposital minhas perguntas. Eu precisava fazê-la falar logo de uma vez o que tanto esta acontecendo para tremer os olhos cada vez que se diz tal nome. – Hatori já está chegando, eu soube que ele está já na vila, passou numa floricultura pra te trazer flores e comprar mais alguma coisa para a menina.

Era mentira, mas a reação dela era realmente confusa.

Mika

Eu não aguentei e chorei, ainda mais que a minha filha, que nem nome tinha.

– Okaasan, onegai, diga que eu estou cansada, que não posso receber visitas, que estou muito doente. Eu... eu... – Não sabia o que dizer, como mentir. – Eu quero passar algum tempo com ela.

Megumi

– Você não pode fugir do seu marido para sempre! Diga o que está acontecendo? Assim que hatori entrar no hospital ele tem direito de ver a filha. Não posso negar ao pai esse direito. O que está me escondendo filha? Diz logo antes que ele chegue, se esse é o problema. Se não me falar o que é deixarei ele entrar aqui e vê vocês duas, ele é seu marido. Os direitos dele estão seguros, apenas se você nada falar. Confia em mim. Mika! O que está acontecendo?

Eu a pressionei para que falasse logo, era praticamente uma sessão de tortura mental como as de Ibiki-sensei. Ela só chorava com a menina atracada nos braços.



Mika

Como a okaasan podia ser tão má para mim e ainda mais para a neta? Oh Kami, ela não sabe de nada, não está fazendo por mal. Esse homem vai me deixar louca!

– Okaasan, Hatori... ele... ele queria um menino. Ele queria MUITO um menino. – Escolhi as palavras, ao menos para ganhar tempo. – E não é bom desagradá-lo, onegai, deixe-me apenas recuperar minhas forças.



Megumi

– O seu pai gostaria muito de um menino, mas eu dei duas meninas lindas para ele. Nem por isso tive tanto medo como você está sentindo agora. Hatori é um bom homem, ele vai compreender, e quem sabe mais pra frente vocês não possam ter um menino? Hein? São muito jovens, tem uma vida toda pela frente para planejar e aproveitar.

Qualquer mulher ficaria feliz com essas palavras, menos minha filha.

Mika

– Você não entende okaasan. – Abaixei a cabeça e voltei a chorar, ela se descontrolou, dizendo que se eu continuasse chorando me tiraria a menina e pediria para o médico me sedar. – Iie, não faça isso! Hatori vai matá-la okaasan, não deixe ele machucá-la também! – Agarrei-me tão firme à pequena que tive medo de sufocá-la.



Megumi

– Não diga loucuras meninas! Porque Hatori faria isso? – Chamei a enfermeira para levar a menina, Mika não estava bem, mas ela não entregava a pequena. – Solte-a filha! Isso não vai ajudar. – Ela abraçou a filha e sussurrava que iria protegê-la do monstro.

Eu observei melhor aquela cena, não como mãe, até agora estava como quem tem uma venda nos olhos, o olhar fundo, o pouco peso obtido na gravidez e o medo. Como não percebi que era algo errado no casamento. Ela jamais falaria, era orgulhosa, com certeza não queria que Neji fizesse o olhar de “eu avisei”.

Mas até se fosse um problema conjugal, ainda assim não seria tão sério a ponto de deixá-la daquela forma lamentável.

– Hatori a ameaçou? Ele fez alguma coisa? Disse que mataria a menina? Confia em mim. Se ele fez alguma coisa não saíra da vila senão em uma caixão.

Mika

Eu tinha que tomar coragem e tinha que ser pela minha filha. Não dava para jogá-la nas mãos do pai monstro que tinha.

– Okaasan, eu tive vergonha de contar para vocês, porque bem, o otousan me avisou, disse que eu estava sendo precipitada. Mas não quis esperar. Antes de nos casarmos ele era bom, atencioso. Fazia de um tudo, me tratava como uma princesa. Assim que nos casamos as coisas foram mudando.

Chorei e desabafei com minha mãe, que no final do meu relato me olhava incrédula. Será que não acreditaria em mim?

– Eu posso provar mãe! Veja no meu corpo as marcas! Eu não herdei seu poder de cura, então as marcas ficam aqui, onegai, não me chame de mentirosa!



Megumi

Eu acredito em você. Eu acredito. – E infelizmente eu estava vendo as marcas. Por isso ela nunca deixou que eu a ajudasse no banho, por isso que ela vivia com medo. E eu não percebi, que mãe que sou. – Filha me perdoa, eu fui relapsa. Deveria ter prestado mais atenção. A culpa é minha, eu te incentivei a passar por cima da ordem de seu pai, se eu tivesse sido mais firme, você não teria se casado. Como aquele homem nos enganou? E porque?

Levantei-me furiosa. Chamaria Neji, não! Ele o mataria sem pensar, e sem ter provas para afirmar que fazia mal à Mika.

– Fique aqui! Eu vou resolver tudo. Hatori será barrado antes mesmo de entrar na Vila, e não se preocupe será tudo bem feito, eu tenho ainda pessoas confiáveis na ANBU, somente pedirei para manterem ele longe.

Mika

– Arigatou, okaasan, onegai, não diga nada ao otousan! O Hatori é influente na parte dissidente do conselho, os que odeiam a Bouke, ele pode fazer mal à nossa família!

Ela me pediu para ficar calma e também que eu a deixasse me dar um remédio para dormir, bem leve, me garantindo que Hatori não se aproximaria.

Precisava dormir, eram meses assustada.



Megumi

A primeira coisa que fiz foi falar com Neji, mas sobre a menina, fomos até o berçário para ver nossa neta. Eu ainda me sentia uma total inútil perante o que aconteceu com Mika.

– O que foi? Está chorando? – Ele segurou minha mão e falou do orgulho que sentia da filha. – Hai, anata! Eu também estou orgulhosa. – Disse que teria algumas coisas para resolver sobre Mika e pedi para que cuidasse de Saka. Fui até a central ANBU e agradeci que Kyosuke estava lá. Meu companheiro de time na época juvenil. Pedi para ele que fizesse algo importante, mas que não me perguntasse nada. Claro que ele aceitou e saiu. Agora só precisava manter Mika longe de sua casa, até poder ter certeza que ela estaria segura.

Hatori

Recebi um pergaminho exigindo minha volta urgente, mas nem estava na época para meu filho nascer. Nem isso Mika fazia direito será? Deixei as meninas de lado e segui para Konoha, estava um pouco bêbado, não poderia chegar lá assim, parei numa estalagem, tomei banho e um forte chá para me fazer acordar.

No caminho para Konoha um ANBU me parou, uma missão naquele momento? Exigi que me deixassem ir ver minha esposa e o meu filho, mas ele disse que tinha uma ordem vinda diretamente do Hokage.

Esse maldito! Não poderia reclamar, fui o mais rápido possível para essa missão estúpida.

Demorou pelo menos dois dias, e aquela missão inútil não era tão importante como eu imaginava, uma escolta. Uma escolta idiota.
Cheguei ao hospital, mas lá fui barrado, como essas pessoas tem coragem para isso? Mais uma demora até ir ver meu filho.
No berçário procurei por Hyuuga, a enfermeira me apontou um bebê enrolado numa manta rosa, aquele não era meu filho.

– Onde está Hyuuga Mika? Onde esta minha mulher e o meu filho. Eu tenho um filho homem! – Segurei o braço da enfermeira e ela disse que Mika estava no quarto. Lá estava a mãe dela, o pai e aquela menina chata mais nova. – Shitashi! O que aconteceu? Nosso filho?

Mika

Eu tremi. Segurei a mão do otousan tão firme, que ele me olhou desconfiado, mas a okaasan foi logo dizendo que era uma menina, uma linda menina e todos foram dar os parabéns. Eu conseguia ver os olhos dele me fuzilarem e implorei com o olhar para que não me deixassem sozinha, mas ele pediu. Minha mãe me deu força e disse que em alguns instantes viria me fazer companhia.

Nada disse quando ficamos sozinhos, era a hora dele.



Hatori

Aqueles sorrisos e reverências, estavam tao felizes. Mas porque? Por uma menina? Eles saíram, e Megumi-san fez questão de ressaltar que Mika estava sob efeito de remédios e precisava descansar.

– Cade o meu filho? Onde você deixou ele? Aquela menina não é o meu filho! Fala! – Ela estava muda, deveria se sentir segura ali no hospital. – Quando voltarmos para casa, eu não quero essa menina lá. Se vira, mas eu não quero. E eu vou te dar uma lição, vou te mostrar como deve me temer. Não importa o que você faça, Shitashi. Eu nunca vou te perdoar por isso. Sua inútil, nem para me dar um filho serve. – Segurei seu braço, mas soltei.

Mika

– O culpado por vir uma menina é você! Quem decide o sexo da criança é o pai, não a mãe! – Minha petulância custou-me um soco... um soco na barriga! ele era um monstro, nem para me deixar em paz pelo resguardo. Apertou-me a garganta, em fúria, dizendo para eu não desafiá-lo.



Hatori

– Não pense que seus pais estão ali fora que eu vou pegar leve. Shitashi. A culpa, é sempre sua viu? A culpa é toda sua, se tivesse sido mais feliz por ter se casado comigo, não teria tido tanto problema. Você me cansa, me estressa. Você sempre faz alguma coisa pra me deixar chateado. Ah! Depois quando quero dar um corretivo, você chora. Mas vamos fazer algo, esquecemos essa menina e tentamos novamente, quero um filho. E não quero negatividade viu?

A mãe dela chegou, eu sai para esfriar a cabeça, não dava pra ficar no mesmo lugar que aquelas duas.

Mika

Ele queria que eu me livrasse da menina! Que absurdo, nem deve ter olhado pra carinha dela e visto o quanto é linda.

– Okaasan, ele vai matá-la se eu a levar para casa, onegai, me ajude! – Agarrei-me novamente com ela e recomecei a chorar, de angustia.



Megumi

– Ele não vai matá-la. Mas teremos que manter a menina em segurança. Para isso temos que deixá-la longe dele. Quero que você seja forte. Vou levar a pequena para uma casa fora da vila, um lugar onde eu conheço e tem pessoas de confiança. – Ela chorava demais, precisava aprender a ser mais fria para poder raciocinar melhor. – Acalme-se Mika! Essa semana você ficará aqui, levarei a menina embora de noite, farei isso sozinha.

Para fazer aquilo não poderia olhar para Mika chorando, saí e deixei Saka cuidando da irmã, ela nada entendia do porque da nee-chan chorar tanto.

O mais difícil foi criar o óbito da pequena que nem nome tinha ainda. Levei-a escondida de noite, com a ajuda de Kyosuke eu consegui. Ele se certificou de que a criança ficaria em segurança.

A noticia de que a menina não resistiu a noite, e faleceu foi um choque. Já que o bebê era um herdeiro Hyuuga não seria examinado por nenhum outro médico. Então o pequeno caixão estava cheio, mas de um boneco.