Get Out Of My Head
6 Meeting
Notas iniciais
Bee’s POV
No dia depois que Harry foi embora acordei com muito sono. Tinha dormido durante apenas uma hora. Levantei da cama, escovei os dentes e tomei banho, com muito cuidado pra água não tocar no meu corte. Não entendo porque fiz isso. Sempre fui contra quem se corta, mas acabei fazendo o contrário do que dizia que jamais faria. Na hora que passei a gilete pelo pulso senti um alívio na dor do coração, mas em um segundo depois tudo voltou acrescentado á dor do corte e ao sangue que jorrava sem parar dele. Quase me desesperei com tanto sangue, mas me contive e estanquei tudo com a toalha de rosto do banheiro (ela era branca!). Depois coloquei uma bandagem por cima do lugar que cortei até um pouco acima do polegar, para parecer que tinha deslocado o pulso e não cortado. Me vesti e fui até a cozinha tomar café. Todos me perguntavam “o que aconteceu com seu braço?” e eu sempre respondia o mesmo “eu cai no banheiro ontem e desloquei o pulso, nada demais, já vai ficar bom.”.
Procurei mamãe Anne pra ver se ela precisava de alguma coisa, mas me arrependi no mesmo segundo porque, na hora que ela viu a bandagem, começou a fazer milhares de perguntas e não acreditou de jeito nenhum que eu só desloquei o pulso.
- Mas como você caiu meu amor?
- Eu já disse, o piso tava meio úmido e eu escorreguei.
- Não, eu lembro que limpei aquele banheiro ontem mesmo, como ele poderia estar molhado?
- Eu não sei! – falei com a voz um pouco alterada – Eu caí e pronto isso acontece com todo mundo! Vai ficar me enchendo com mais perguntas ou vai falar o que é pra eu fazer?
- Não fale assim com sua mãe, Beatriz! – ela falou com uma cara brava.
- Desculpa, mãe! – “você não é minha mãe” quase disse, mas não queria brigar com ela, ela não tinha nada a ver com meus problemas com o Harry.
- Então, eu quero que você... – já vi que esse vai ser um dia bem longo...
Harry’s POV
Cheguei a Londres pela tarde e me instalei em um hotel qualquer. Estava muito triste e ao mesmo tempo chocado. Nunca imaginei que Bee sentia aquilo por mim, eu pensei que ela me via só como amigo! Na viagem comecei a me questionar se o que eu sentia por ela era mesmo só amizade, e comecei a duvidar disso, porque se não fosse Amor eu não estaria me sentindo como agora, mas não importa mais, o que fiz está feito. Aquilo que disse pra ela foi muito duro, eu sei, até pedi desculpas, o que não devia ter feito, mas foi necessário. Nunca pensei que pra seguir meu sonho teria que perder uma das coisas que eu mais amava. Tentei esquecer um pouco disso e relaxar.
Acordei sem perceber que tinha dormido e quando olhei para o relógio vi que só faltava uma hora para o encontro de todos os participantes que tinham levado dois ou mais “sim” dos jurados do X-Factor na audição. Eu dormi DOZE HORAS seguidas! Tomei um banho, escovei os dentes e coloquei uma roupa que considerei adequada. Desci até a porta do hotel e peguei um taxi. Quando cheguei ao estúdio de gravação fiquei aliviado porque quase ninguém tinha chegado. Passado algum tempo, quando parece que todos estavam presentes, foram chamando de um a um como no dia da audição. Fiquei nervoso porque sabia que isso era pra definir quem passaria para a próxima etapa do reality. Levei um susto quando, ao invés de chamarem apenas o meu nome, chamaram o nome de mais quatro garotos junto. Nos olhamos com a mesma expressão de espanto e entramos no palco e Simon Cowell olhava diretamente pra nós.
- Quero que vocês saibam que cada um de vocês foi analisado separada e criticamente. Vocês são realmente muito bons cantores e que tem chance de crescer muito na vida. Mas o que eu e o resto dos jurados achamos é que, se vocês juntarem o potencial de vocês, podem ir mais além – eu acho que estava começando a entender onde Simon queria chegar. – Queremos sugerir que vocês se juntem, formem um grupo. O que vocês acham?
- Não sei... – eu disse cauteloso.
- Vocês têm que pensar bem nisso, nós sabemos o que fazemos, não sugerimos isso em vão.
- Mas nós nem nos conhecemos direito e... – o de cabelo loiro falou.
- Mas isso não é problema. Vocês terão um dia pra decidir se querem aceitar ou não a proposta. Sugiro que se reúnam na casa de um para se conhecer melhor ou saiam à noite, não sei.
- Parece uma boa idéia – eu disse – Posso sugerir minha casa de campo!
- Ótimo. Então estão dispensados, mas pensem cautelosamente no que eu lhes disse!
- Tudo bem – falamos em uníssono.
Saímos do palco e um deles parou pra falar.
- Eu fico imaginando que loucura me juntar com pessoas que nem mesmo sei o nome! – ele deu uma leve risada – O meu é Louis Tomlinson. E o de vocês?
- O meu é Harry – gostei muito desse Louis, ele tem atitude!
- O meu é Niall – o loiro falou, e ele tinha um sotaque bem engraçado.
- Zayn – esse parecia meio reservado.
- E Liam! – ele falou e sorriu. Pareceu ser bem simpático.
- Espero que nos demos bem! – disse Louis sorrindo de novo.
- Eu também! – Liam, Niall, Zayn e eu dissemos em uníssono e, depois de olhar um pra cara do outro, caímos na risada.
Gemma’s POV
Cheguei do passeio matinal com Jon e fui até o orfanato pra ver se Bee tinha melhorado de humor. Quando cheguei lá ela estava deitada na cama do quarto, exatamente como eu a tinha deixado no dia anterior.
- Tá melhor? – fui entrando no quarto quando percebi que tinha alguma coisa no braço dela – O que é isso?
- Ah, eu cai e desloquei o pulso... – ela falou meio desconfiada e olhou para a cima.
- Hmm, posso ver?
- Não! – ela disse com raiva.
- Porque não? – eu abaixei o rosto dela com a mão – Você não deslocou o pulso de verdade, não é? – ela olhou pro lado – OLHA PRA MIM! ME RESPONDE, VOCÊ DESLOCOU O PULSO?
- NÃO! EU NÃO DESLOQUEI! – ela começou a chorar – Eu cortei! Eu sei que o que fiz foi errado, mas eu não pensei nisso, eu simplesmente fiz! Desculpa!
- Eu não acredito que você fez isso Bee! – Peguei o pulso dela delicadamente de tirei a bandagem. Estava muito feia a situação – Você vivia dizendo que era besteira fazer isso! Essa ferida ta horrível! Você não podia ter feito isso!
- Desculpa Gemma, eu só não... Eu não pensei que... – ela desabou.
Olhei pra ela enquanto ela soluçava. Senti muita pena, parece que a menina gostava de verdade do meu irmão. Deitei ao seu lado.
- Dorme, vai passar... Eu te amo – eu disse enquanto ela adormecia.
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