Get Out Of My Head
8 Directions
Notas iniciais
2 anos depois...
Harry’s POV
Estamos na nossa própria turnê, NOS ESTADOS UNIDOS! É, nesse pouco tempo aconteceu tanta coisa... Gravamos vários video diarys, conseguimos ficar na final do X-Factor mas acabamos em terceiro lugar, assinamos um contrato com uma gravadora, Louis e Zayn terminaram com suas namoradas, Liam e Louis arrumaram namoradas novas (Danielle e Eleanor, respectivamente), eu namorei uma mulher 15 anos mais velha que eu (Caroline, ela tem 32 anos) e terminei porque ninguém aprovava nosso namoro, lançamos três singles, 4 vídeos de músicas (sendo que dois foram da mesma música), lançamos um CD que ficou em primeiro lugar nas paradas de todo o mundo, fizemos uma turnê na Europa, ganhamos um BRIT award (!), viemos pra América, gravamos um episódio para o ICarly e agora estamos aqui. Sim, nossa fama foi muito rápida, todos se impressionaram. Nós já até somos amigos do Justin Bieber! Tudo isso está sendo muito louco, pra todos nós, já que nunca imaginávamos que teríamos toda essa repercussão.
- Agora é a contagem regressiva pessoal, se preparem! – ouvi o chefe da nossa equipe gritando e, depois dele, as pessoas que estavam esperando pra assistir o nosso show. “5, 4, 3, 2, 1, ONE DIRECTION!”
Entramos no palco e eu quase congelei. “Meu Deus, quanta gente! Isso não pode ser real, é muito bom pra ser verdade!”. Liam começou a cantar What Makes You Beautiful e todos começaram a cantar junto com ele, num coro de mais de 2 mil pessoas. Quando chegou minha parte na música todas as meninas começaram a gritar. “Eu não poderia estar mais feliz” pensei.
Depois que o show acabou nós voltamos para o Hotel com a segurança reforçada, pois as americanas eram muito loucas e faziam de tudo pra tentar nos ver. Tomei um banho e deitei na cama, sem roupa. Adoro fazer isso. Não conseguia dormir e comecei a pensar em coisas aleatórias, quando uma lembrança muito ruim me veio na mente. Quando voltei pela primeira vez para Holmes Chapel depois que X-Factor acabou, me supreendi: Bee não morava mais lá. Isso mesmo, mamãe não me deu muitas explicações, disse que ela foi finalmente adotada por uma família ótima e que eles dariam uma boa vida pra ela, mas não disse pra onde eles a levaram. Eu fiquei surpreso, pois nunca pensei que ela teria coragem de me abandonar, já que sempre fomos muito ligados. Perguntei pra Gemma se Bee tinha melhorado depois da nossa briga, e ela disse que mamãe teve uma conversa muito séria com Bee e, depois disso, ela passou a ser a menina mais feliz e confiante que Gemma já tinha visto, e nunca mais mencionou sequer meu nome. Ouvir isso doeu muito. Tentei esquecer isso e fui dormir.
Bee’s POV
- O que foi querida, não gostou do jantar? – Brigitte me perguntou.
Ela era minha nova “mãe’’. Depois da minha conversa com mamãe Anne quando o Harry estava no X-Factor, comecei a ver a vida com outros olhos. Passei a cuidar mais de mim. Entrei em uma academia, comecei a fazer balé todos os dias, comecei a me alimentar direito e a seguir rigorosamente uma dieta, fiz cursos de maquiagem, consultoria de moda e teatro. Mas nem por isso deixei de pensar nos outros, como sempre. Fiz trabalho voluntário, ajudei mamãe com crianças na creche e doei muitas coisas às pessoas que precisavam. Cresci, e não só no tamanho, mas na mentalidade. Passei a ser mais racional com as coisas e a não agir por impulso. Passei a ler mais e a estudar mais. E o mais importante: nunca mais me cortei. Um tempo depois, um casal bem novo foi até o orfanato, procurando adotar uma criança. No começo eles queriam um bebê, mas quando começaram a conversar comigo me adoraram e, quando descobriram que eu também era uma órfã (pois pensavam que eu era só mais uma funcionária do orfanato), quiseram logo me adotar. Fiquei meio receosa no começo, pois amava muito minha mãe Anne e minha irmã Gemma e não queria deixá-las (sem contar que ainda queria ver Harry, sentia muita falta dele, mesmo demonstrando o contrário), mas depois concordei, pois vi que, com os meus novos “pais”, poderia ter mais chances de realizar os meus sonhos, já que eles tinham mais condições, e de ser feliz (e poderia ver Harry pela TV depois, se ele ficasse famoso). Eles assinaram uma papelada e colocaram seu sobrenome em mim. Baudelaire. Beatriz Baudelaire. Sim, eles eram franceses. Foi difícil me despedir de Anne e Gemma, mas tive que dizer tchau, e tinha certeza que não seria pra sempre. Quando eu cheguei na minha nova casa, quase cai pra trás do tamanho susto que levei. A casa era enorme e meu quarto era duas vezes maior que o que eu tinha no orfanato. Eles me trataram muito bem desde o começo, me deixaram continuar com minhas atividades antigas e eu me sinto muito feliz aqui em Paris.
- Ah... Eu só não estou com muita fome...
- Está tudo bem, quer conversar alguma coisa? – Bernard, meu novo “pai”, perguntou. Eles eram ótimos pra conversar e eu sempre contava tudo a eles.
- Tudo bem, eu só estou sentindo falta do... – vacilei um pouco antes de falar.
- Ah, eu sei querida, você sente falta dele. – Brigitte fez uma cara de triste – Isso é normal, vocês se gostavam muito...
- Mas eu não queria sentir isso, ele me magoou muito...
- Mas ele não fez por mau amor, e você sabe disso. Ele fez porque tinha que seguir aquela oportunidade, e eu sei que você entende agora. – Bernard pegou a minha mão – Que tal você parar de pensar um pouco nisso?
- Tudo bem, vou tentar...
- Nós te amamos – Bernard disse.
- Eu também amo vocês — e ambos sorriram.
Quando terminamos de comer eu subi para meu quarto, tomei um banho, escovei os dentes, vesti um pijama e sentei na cama. Comecei a pensar em uma música que tinha ouvido aquela tarde e comecei a cantar.
“Comparisons are easily done
Once you've had a taste of perfection
Like an apple hanging from a tree
I picked the ripest one
I still got the seed
You said move on
Where do I go?
I guess second best
Is all I will know
Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into your eyes”
Quando percebi alguém entrando no quarto.
- Meu Deus, minha filha! Você tem a voz linda! – Brigitte disse.
- Ah, obrigada – corei.
- Já pensou em ser cantora? – parei e olhei pra ela, que me encarava com certa empolgação nos olhos. Uau, nessa ela me pegou desprevenida.
- Cantora? Acho que não levo jeito pra isso não, minha voz nem é tão boa...
- Não é? Você é fantástica! Amanhã vou te levar em um amigo que tem uma gravadora, e você vai deixar ele bobo com essa voz!
- Tem certeza?
- Claro que sim! Dorme logo que amanhã a gente acorda cedo pra ir lá, princesinha. Bons sonhos.
- Boa noite Brigi. Te amo.
- Eu também te amo Bee.
Deitei na cama e adormeci pensando como seria louco se eu fosse cantora. Nunca tinha pensado nisso, sempre achei minha voz meio estranha. Acordei cedo, tomei banho, escovei os dentes, vesti uma roupa (http://images.bymk.com.br/Sets/Set-2072459-500.jpg?v=634654617600000000) (que demorei anos pra escolher) e desci pra tomar café.
- Pronta? – Brigi perguntou
- Mais que pronta! – eu estava realmente empolgada.
- Então toma logo esse café e vamos – ela disse e nós sorrimos.
Chegando no escritório do amigo de Brigi, ela foi logo me apresentando a ele, que se chamava Gerald, e fazendo mil elogios à minha voz.
- Calma Brigi, não é pra tanto! – eu disse, e ele riu.
- Opa, se ela está elogiando assim é porque no mínimo regular você é. – ele disse e nós todos rimos – Quero que você sente aqui, – ele me sentou no divã que tinha em sua sala – e cante aquela música que cantou para Brigi ontem.
Fechei os olhos e comecei a cantar, calmamente, como se estivesse sozinha. Cantei a música inteira. Quando abri os olhos os dois olhavam boquiabertos pra mim.
- Então... ? – Perguntei, nervosa.
- Você canta como um anjo! – ele babou e eu sorri, corando levemente.
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