Get Mad, Ear.

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Esse foi o momento, o exato momento em que fui atingida pelo raio BakuJirou. Foi aqui que meu declínio mental começou e eu abandonei o BroShip. Ao final desse capítulo, eu precisei refazer toda a porra da fanfic porque eu me apaixonei pelo ship errado.

Jirou estava finalmente voltando para as aulas. Ela recebeu seu celular de volta e sua guitarra também estava em seu quarto com a condição que não a plugasse em seus fones. Depois do incidente, três dias atrás, Kyouka precisou explicar o que aconteceu aos professores e seus amigos.

Foi um pouco desconcertante explicar como o silêncio podia ser horripilante para alguém que sempre ouviu até mesmo os mais simples dos ruídos. Era como ficar surda, e isso a desesperava.

Houve diversos testes no dia anterior (porque Jirou dormiu um dia inteiro depois que a retiraram do isolamento). Ao que parece, a vertigem que ela sentiu foi pelo movimento que a vibração causou no líquido da sua cóclea, então ela não teve realmente danos significativos.

Com isso Aizawa achou melhor introduzi-la de volta ao cronograma escolar. Jirou já estava mais de um mês atrasada em relação aos seus colegas. Era preciso recuperar o prejuízo. O professor permitiu que Kyouka voltasse às aulas teóricas e a treinar na academia. Só na academia do dormitório, os treinos de herói ainda estavam proibidos e ela ainda não podia usar sua individualidade em nenhum momento.

Jirou também voltou aos treinos com Shinsou e, embora Bakugou tenha se recusado terminantemente a usar a bateria com Jirou em recuperação, Shinsou aceitou voltar às aulas de baixo.

O que não quer dizer que o garoto estava menos protetor que Katsuki. Aliás, a superproteção da turma A estava bem longe de acabar. Hitoshi pegou infinitamente mais leve com ela do que antes de tudo isso. Ela insistiu para que ele não se contivesse e não funcionou. O garoto praticamente só se defendia, mesmo quando Jirou o atacava com mais força do que devia. Nem sequer usou sua individualidade nela.

Isso a frustrou um pouco. Ela ainda era o maldito bebê da turma. Os outros colegas de classe tinham o mesmo comportamento. Jirou até tentou treinar com novas pessoas, a fim de encontrar alguém que não se segurasse e realmente a ajudasse a recuperar o tempo perdido.

Infelizmente todos pareciam travados demais para isso. Pai amado, até mesmo Midoriya deixou-se ser espancado! Kaminari era o pior de todos. Ele deixava bem claro que não queria brigar por medo. No começo Jirou pensou que fosse por medo de machuca-la, agora ela começou a pensar se não era por medo de ativar sua explosão sônica.

Fazia um pouco de sentido. As únicas vezes que isso aconteceu foram por ela estar em situações de estresse. E ela lembrou-se de sentir uma raiva enorme fazendo seu coração acelerar tão rápido que parecia querer sair de seu corpo antes de realmente sentir seu corpo todo pulsar com seus batimentos cardíacos.

Kyouka tentou o seu melhor para não se chatear com seus amigos. Ela também tinha um pouco de medo de ativar seja lá o que for essa coisa. Mas ela se sentia horrível com todo esse isolamento social. Claro, seus amigos não a deixaram de lado, ela até voltou a jogar vídeo game com eles e a passar algum tempo no quarto das garotas. Entretanto, sempre haviam precauções. Bakugou não deixa o som do vídeo game ligado e batia em quem gritasse muito alto. As garotas também maneiravam o tom de voz e ninguém (Ashido) fez perguntas constrangedoras ou comemorou com gritos perto dela.

Seus amigos estavam com medo dela? Eles só a estavam aturando por perto para que ela não explodisse todos pelos ares? Não, não era assim. Ela não era como Bakugou, uma ameaça ambulante de morte. Bem, ao menos Bakugou podia controlar as suas explosões. Senhor, nem mesmo Bakugou estava agindo normalmente! Ele parou de gritar com Kaminari no segundo que viu Kyouka entrando na sala comum. Você nunca vai ver Katsuki Bakugou interrompendo uma discussão tão rápido. E ele foi o único que negou todo e qualquer pedido de Jirou para treinar com ela. Será que até ele estava com medo dela perder o controle?

Deus, ela só queria tudo voltasse ao normal.

Jirou já estava novamente no limite da irritação quando, pela centésima vez, ela derrubou Shinsou no chão com menos de três golpes. Não faziam nem 20 minutos que eles estavam treinando e ele já perdeu doze vezes!

— Pare de se conter! – Ela ordenou puxando-o bruscamente para levantá-lo.

— eu não estou...

— Ah, cala a boca! – Ela exclamou perdendo a paciência – Você está se contendo. Não precisa ficar com medo, droga!

— Jirou, se acalma – Hitoshi pediu ao perceber que a garota estava gritando.

— Eu estou calma! Você que parece um inseto assustado! – Ela continuou os gritos e apontou no rosto do garoto – Quer saber? Eu não vou ficar aqui como uma idiota esperando você criar coragem! Se você está com tanto medo de eu explodir tudo, então por que você ainda vem para cá em primeiro lugar?!

Kyouka não esperou uma resposta. Ela juntou suas coisas rapidamente e marchou para o seu quarto bufando em frustração. Ela jogou a toalha e a garra de água no chão do quarto com força e rosnou para afastar a raiva. Ela queria quebrar alguma coisa. Mas sabia que só pioraria a situação. Ela precisava mostrar para esse bando de idiotas que ela não era a porcaria de uma ameaça. Ela precisava mostrar para eles que não importa o quanto ela perca, ou apanhe, ou fique pressionada, o que seja, ela ainda vai continuar sendo só uma porcaria de uma adolescente tentando ser um maldito herói!

Respirando fundo e contando até 10 para se acalmar, Jirou decidiu que a única forma de fazer isso era lutando com a única pessoa que ela tinha certeza que não iria se conter em uma luta. Bakugou não estava treinando com ela porque ele não consegue pegar leve nem se tentar, Kyouka sabia disso.

Ela demorou um par de horas para decidir como o convenceria a isso. Kyouka já tinha tentado treinar com o loiro, e nenhuma abordagem deu certo. Dessa vez ela teria que apelar para o orgulho do garoto, mas ele não poderia saber que ela o estava manipulando para isso. Então ela realmente precisava fingir indiferença.

Jirou desceu direto para a cozinha. Era sábado e o jantar já tinha sido servido a mais de 2h. O que significava que Bakugou estaria tomando um copo de leite antes de ir para a cama. Era uma espécie de hábito do garoto, nada que Kyouka conseguisse explicar. Como esperado, ele estava lá.

— Deixou um pouco para mim? – Ela brincou com um sorriso ao entrar na cozinha e vê-lo lavando o copo na pia.

— São oito da noite, Orelha – Ele ergueu a sobrancelha – Desde quando você toma café antes de dormir?

— Eu não disse que ia tomar café – Ela abriu a geladeira e pegou a caixa de leite – Eu perguntei se tinha deixado leite para mim – Ela encheu um copo e começou a tomar.

— Mas que porra, você não toma leite sem café. O que você quer? – Ele perguntou estreitando os olhos e cruzando os braços.

— Variar um pouco? – Kyouka encolheu os ombros – Eu estou entediada. Quer treinar?

— Não.

— Qual é, só meia hora, eu não vou atrapalhar seu “sono de beleza” – Ela caçoou com uma careta boba.

— Não.

— O quê, você está com medo? – Jirou provocou com um sorriso travesso e encostando-se no balcão com os braços cruzados.

— Tch, é, claro – Ele debochou começando a andar – Ainda é não.

— Vamos, Bakugou, é só uma luta. Não é grande coisa – Ela choramingou puxando-o pela camisa. Ela não tinha muitas opções, desde quando Bakugou ignora seu orgulho?!

— Vá pedir para o Olhos de Guaxinim – ele ordenou estapeando a mão dela.

— Hmff, ele é um idiota – Ela murmurou ao lembra-se de ter perdido a paciência com Shinsou – Por favor, Bakugou! – Ela pediu novamente – Eu... eu prometo que não vou perder o controle dessa vez – Ela balbuciou baixinho e enrolou o indicador em um fone.

Bakugou a encarou com os olhos estreitos por tempo suficiente para fazer Jirou corar.

— Tá! Mas eu vou logo dizendo, Orelha, eu não estou nem aí se você não pode usar sua individualidade, eu vou usar a minha – Ele cedeu com uma ameaça.

— Eu nunca pedi para não usar – Ela sorriu como o gato de Alice, sua animação renovada.

Jirou praticamente arrastou Bakugou para a academia. Vai saber quanto tempo Bakugou vai concordar em treinar? Ele dormia cedo e o garoto podia mudar de ideia a qualquer segundo. Ninguém realmente prestou atenção nos dois descendo para a academia. A maioria do pessoal estava em seus quartos, os poucos que estavam no salão comum estavam ocupados em suas conversas e jogos.

Kyouka quase se arrependeu disso na primeira queda brusca que levou. Bakugou a derrubou com um soco no estômago que a deixou zonza. Ele só ficou lá, em pé, esperando para ela recomeçar. Eles continuaram, Jirou sendo derrubada várias e várias vezes. Todas elas sem Bakugou sequer suar.

A garota percebeu que ele estava se contendo, assim como os outros. Mesmo que ele a estivesse espancando sem dó nem piedade, ele ainda estava se contendo! Aquilo irritou Jirou. Ela pesou um pouco mais seus ataques, imaginando o próximo passo de Bakugou antes de fazer um movimento. Isso surtiu algum efeito. Demorou mais para ela cair, e Bakugou precisou desviar uma ou duas vezes com algum reflexo ou Jirou poderia realmente derrubá-lo.

Ainda assim, Bakugou não usou sua individualidade uma única vez.

— Você está hesitando – Ela ofegou irritada.

Ele estalou a língua e sorriu debochado. Aquilo acertou um nervo de Kyouka. Ele estava rindo dela. Ele estava descaradamente RINDO. DELA. Fazia exatamente 7 semanas, 4 dias e 16 horas que Jirou não usava seus fones em uma luta. E ela tinha esquecido o quão bem ela se sentia esticando-os em um ataque direto.

Bakugou arregalou os olhos e começou a desviar dos fones de Jirou que o perseguiam como mísseis teleguiados. O garoto usou suas explosões como impulso para se afastar deles, ainda assim, com a academia sendo um espaço de 150 m² e Jirou estando quase no centro, mesmo que ele desviasse, Katsuki não conseguia sair do alcance da garota.

— Porra, recolhe a merda dos fones, Orelha! – ele gritou fugindo dela.

— Pare de se conter! – Ela rosnou irritada – Você pode usar sua individualidade, não é? Então use!

Bakugou não iria ataca-la nos fones. Ele não queria machuca-la. Porra, ele nem estava usando ataques diretos com ela! Sem muitas escolhas, Katsuki começou a ataca-la com as explosões. Não diretamente em seus fones, ele procurou seu corpo como alvo. Desviando para perto dela e a distraindo com algumas explosões bem próximas. Mas sempre dando uma oportunidade para que ela escapasse.

Nesse momento, Yaoyorozu estava chegando ao salão comum, onde estavam Kirishima, Midoriya e Uraraka e perguntou se alguns deles haviam visto Jirou, já que a garota não estava em seu quarto. Foi aí que as explosões de Bakugou se fizeram ouvir tão longe da academia.

— Tch. Não acredito que o Bakugou voltou para a academia – Kirishima comentou com um sorriso, esticando-se no sofá.

— Kirishima-kun – De repente uma ideia surgiu em Midoriya e ele chamou preocupado – Com quem o Kacchan está lutando?

Os quatro se entreolharam por um par de segundos antes de perceber o que estava acontecendo. De súbito, os quatro ergueram-se desesperados.

— Uraraka-san, chame todos outros! – Midoriya coordenou – Talvez tenhamos que prender Kacchan. Yaoyorozu-san, por favor, chame o sensei. Kirishima-kun, vem comigo.

Sem mais delongas, Izuku começou a correr para a academia, Kirishima no seu encalço, enquanto as garotas seguiam seus comandos.

Na academia, Bakugou continuou atacando Jirou. Isso não apaziguou a raiva da menina, o fato de ela ainda conseguir desviar significava que Katsuki ainda estava se contendo.

— Por quê?! – Ela gritou com a voz trêmula e chorosa — Por que você está se contendo?!

Jirou estava tão frustrada, tão irritada e ofendida. Seus amigos a temiam, ela virou uma espécie de monstro, o elefante na sala, que todos sabem que estão lá e ainda assim, eles preferem tratar como natural.

— Eu não estou, porra!

— Sim, você está! – Ela vociferou, todas as suas emoções convertidas em fúria, ela sentiu sua pulsação ardendo em seu peito e ouvidos – Você está fugindo! COMO TODO MUNDO!

Ela estava com tanta raiva que sua última frase foi acompanhada de uma explosão, lançando Bakugou para longe, juntamente com tudo mais que havia na academia.

Midoriya estava a um passo da porta quando a mesma foi lançada para longe com a explosão de Jirou. Ele entrou assustado e não sabia o que fazer quando parou na entrada e viu Jirou em um canto do local, vibrando, as mãos pressionando as orelhas, e Bakugou do outro lado, caído em cima de vários aparelhos da academia, remexendo-se com os olhos fechados.

— E-eu... eu consigo... eu... – Jirou estava fazendo um enorme esforço.

Ela não iria desmaiar, não, dessa vez não! Esse é o seu corpo, droga! Controle isso, você é perfeitamente capaz. Era mais difícil do que Kyouka imaginava, seu corpo estava se retesando com o impacto das vibrações. Era estranhamente similar à uma cãibra. O pior de tudo eram os seus ouvidos. Ela já podia sentir o sangue escorrendo deles. Talvez se ela ao menos conseguisse ficar em pé... Talvez... respirar mais devagar, calma, não se desespere, isso. A dor... diminuiu, e a vibração também?

— Kacchan! – Midoriya chamou ao ver Bakugou tentando se levantar.

— Fica fora disso, Deku! – Ele gritou com uma expressão irritada.

Jirou conseguiu ficar de pé. Com um pouco de esforço ela se posicionou, encarando Bakugou com um sorriso perverso que avisou aos outros três que essa luta ainda não acabou.

— Eu consegui! – Ela gritou ofegante – Eu posso controlar isso! Você está vendo?! – Ela fechou os punhos e os ergueu à sua frente – É por isso que você estava hesitando?! Era por isso que você estava com medo?!

Katsuki levantou-se devagar e assumiu posição de luta, claramente ofendido pelo insulto de estar com medo.

— O que você está esperando, Bakugou?! – Jirou chamou regulando a respiração – Não se segure, porque eu sei que eu não vou.

O loiro rosnou alto e soltou algumas explosões para ganhar impulso na direção da garota. Jirou não se intimidou, pelo contrário, a garota correu em usa direção.

— Bakugou, não! – Kirishima tentou correr para impedi-los, porém Midoriya o barrou com um braço estendido.

Se esses dois realmente atacassem com tudo, eles precisariam cuidar para proteger o prédio. Midoriya sentiu seu coração batendo na garganta quando Bakugou avançou com as mãos esticadas para atacar Jirou.

Para sua surpresa e alívio, o loiro não tinha intenção alguma de atacá-la. Quando os dois se aproximaram o suficiente, Bakugou desarmou a posição de ataque de Kyouka ao encaixá-la em um abraço.

Jirou arregalou os olhos com surpresa, seu corpo ainda vibrando, seu punho fechando e seu braço esticando por cima do ombro de Bakugou enquanto o garoto a segurava com firmeza. Ela demorou dois segundos para perceber o que aconteceu. Logo seu corpo parou de vibrar e os dois desabaram de joelhos no chão.

— Porra – Bakugou gemeu aliviado. Ele segurou Kyouka enquanto ela estava vibrando, isso foi doloroso, e agora suas pernas estavam bambas do efeito das vibrações. Jirou não estava diferente – Ninguém está com medo de você, Orelha – Ele sussurrou o mais baixo que pôde, o que não foi muito – Nós estamos te protegendo.

Ele a apertou um pouco mais, apoiando uma mão na cabeça da garota quando ela enfiou o rosto em seu ombro e o abraçou de volta.

— Bem, vocês não precisam – Ela choramingou, a voz abafada pelas roupas de Bakugou.

— Porra, você quase morreu mal tem um mês! Claro que precisa! – Ele exclamou encolhendo-se, se pudesse, a prendia dentro de si – Eu não consigo nem pensar em perder você – Ele suspirou afagando-a.

Não demorou a eles ouvirem inúmeros passos correndo até a academia. Midoriya e Kirishima aproximaram-se deles enquanto toda a turma apareceu na porta da academia.

Mina ofegou assim que entrou e viu tudo destruído. Uraraka quase desmaiou e precisou ser segurada por Iida que estava atrás dela. Jirou sorriu em meio às lágrimas ao ver a reação dos amigos.

Bakugou levantou-se com um pouco de dificuldade e uma ajuda de Kirishima. Kyouka já havia se levantado com a ajuda de Midoriya quando todas as garotas se aproximaram.

— Kyou-chan, Você está bem? – Tsui perguntou.

— Sim. Me desculpem, pessoal – Ela fungou com um sorriso – Eu fui uma idiota com vocês.

As meninas se entreolharam sem entender. Entretanto, Jirou não pôde explicar, porque Iida chegou com praticamente todos os professores da escola. Momo havia feito a coisa mais esperta e pediu ao Iida, que era mais rápido, para chamar Aizawa.

— O que aconteceu aqui?! – Aizawa perguntou.

— Eu... anhn... Desculpa – Jirou gaguejou juntando a ponta dos fones – eu explodi tudo.

— Por minha causa – Bakugou manifestou-se – Eu provoquei e pressionei a Orelha. Ela estava conseguindo controlar aquela coisa.

— Isso é verdade? – Aizawa a encarou com uma sobrancelha erguida.

— Um pouco – Jirou baixou a cabeça – Eu não sei se consigo ativar sozinha, mas aprendi como segurar. E talvez como desligar.

— Suas orelhas – All Might apontou para os ouvidos ensanguentados de Jirou.

— Eu explodi as duas orelhas dela – Katsuki mentiu.

— Bakugou! Que horrível! – Ashido ganiu exaltada.

— Porra, eu tive que fazer! – Bakugou explicou irritado – Ela não parava de atacar. Eu ainda não sinto meus braços direito – Ele abriu e fechou as mãos para fazê-las pararem de tremer.

— Muito bem, todos pra cama, incluindo você, Bakugou. – Aizawa ordenou cansado – Jirou, vá até a enfermaria, e diga para a Recovery girl acelerar toda a sua cura, você já passou tempo demais longe dos treinos.

Jirou sorriu surpresa. Finalmente isso ia acabar!

— Tem certeza disso, Aizawa – Cementos contrariou – não acha que pode ser perigoso para ela começar a treinar tão cedo?

— Se ela continuar sem treinamento vai ser perigoso para ela e para os outros. – Aizawa argumentou – Yaoyorozu, acompanhe Jirou até a enfermaria.

Antes de seguir a amiga, Jirou pediu a Momo para esperar um segundo e afastou-se um pouco.

— Hey, obrigado – Ela agradeceu a Bakugou.

— Tch, eu não disse nenhuma mentira para os professores – Ele negou seu delito virando de costas.

— Eu não estava falando disso – Jirou segurou-o pelo pulso antes que ele saísse – Quando eu agradeci, eu quis dizer por tudo.

— Eu fiz tudo isso pela bateria, Orelha.- Ele sorriu e soltou-se

Jirou bufou uma risada antes de seguir Yaomomo para a enfermaria.

Notas finais
Ah, e mais uma coisa: Eu avisei que ia ter draminha psicológico. Eu sou uma pessoa feliz, uma vida boa, eu tenho tudo o que preciso para viver e mais um pouco. Eu sou o modelo exemplar de felicidade monótona, morna e aconchegante. E nem de longe quero que isso mude, porque eu conheço inúmeras pessoas todos os dias que não tem metade do que eu tenho, e eu dou valor à isso. Por isso eu acabo tomando as dores dos outros para mim, já que eu não tenho motivos para tê-las por mim. Então eu constantemente fico me lembrando de momentos bostas para que eu nunca esqueça o quanto sou feliz. Isso reflete nas histórias, porque todos temos traumas e problemas complicados de superar, ainda que para outros pareçam fáceis. Traumas e problemas que às vezes parecem um mundo e nós tentamos minimizar por medo, insegurança ou até mesmo vergonha. Eita, divaguei, desculpa.