Get Mad, Ear.

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Depois do drama, temos agora um momento pacífico e divertido. Além de oficializar BakuJirou.

Um pouco antes do sol se pôr Midoriya e Bakugou estava na porta do hospital acompanhando Aizawa-sensei e All Might de volta à UA, ambos com alguns curativos pelo rosto e alguns hematomas pelo corpo. Bakugou ainda tinha os braços enfaixados e sem completa firmeza. Era mais para um efeito placebo do que realmente uma proteção. Deku era quem tinha a maior parte dos machucados visíveis, afinal, ele literalmente usou o corpo como um escudo para Bakugou.

No dormitório, todos estavam aflitos e ansiosos. A turma A assistiu a luta pela TV, eles só pegaram o final, quando o helicóptero da imprensa chegou ao local, Bakugou já havia explodido a cabeça do vilão. Então ninguém entendeu o contexto da briga no subsolo até Aizawa explicar-lhes no dia seguinte.

Ainda assim, quando os garotos entraram no salão comum, alguns amigos ficaram aliviados, outros ficaram preocupados e tinha Jirou. A garota estancou no momento em que viu os dois, as mãos fechadas em punho enquanto todos recebiam os dois com cumprimentos e admirações.

— Você – Kyouka aproximou-se lentamente, o corpo tremendo de ódio – Seu bastardo egocêntrico e louco! – Ela gritou com Bakugou encarando com um olhar assassino.

— Kyouka, eles acabaram de chegar...

— Então é melhor eu começar a falar logo, antes desse idiota me evitar de novo – Jirou interrompeu Yaoyorozu com uma deboche venenoso – É por isso que você nem olhou na minha cara essa semana? Que tipo de merda você tem na cabeça? – Ela berrou no rosto de Bakugou.

— Tch. Eu fiz a porra do meu trabalho. – Ele bufou indiferente, eles passaram na enfermaria para receber um beijinho antes de vir, então ele estava cansado demais – Não foi nada demais.

— Nada demais? – Jirou piscou surpresa – Nada demais?! – Ela rosnou, seu corpo pulsando em sinal de fúria.

Isso fez todos darem um passo para trás. Até Bakugou arregalou os olhos e ponderou como contornar a situação.

— Porra, vamos lá fora. – Ele suspirou tentando pegá-la pelo braço.

— Não! Você vai ouvir! Porque da próxima vez que você quiser morrer, eu vou garantir que você consiga! – Ela ameaçou com uma segunda pulsação.

— Você está pulsando, Porra! – Katsuki a puxou para fora rapidamente, arrastando-a pelo braço enquanto ela esperneava e repuxava tentando se soltar.

Quando Bakugou conseguiu tirá-la do dormitório, Kyouka vibrou seu braço, repelindo a mão de Katsuki.

— Porra, se acalma, caralho, você vai se machucar! – Ele repreendeu-a com um grito. Bakugou não queria vê-la com as orelhas sangrando novamente.

— Mas você literalmente se explodir de propósito está tudo bem, não é?! – Ela retrucou no mesmo tom

— Não era pra ser assim, porra! – Ele esfregou o rosto com impaciência – O Deku...

— Midoriya é um masoquista, Bakugou! Você se esqueceu disso? – Kyouka o empurrou irritada, a voz travando para não chorar – A quanto tempo vocês estão planejando essa missão kamikaze?! – Ela bateu nele com os punhos várias vezes – Eu não acredito que você me deixou preocupada desse jeito! Eu...

Katsuki estava com o peito apertado por vê-la desse jeito. Talvez tenha sido isso, ou a adrenalina do dia anterior, talvez até a explosão do momento. O fato é que Bakugou a interrompeu com um beijo brusco. Apenas pressionando seus lábios no dela com força.

Jirou ficou completamente surpresa. De todas as reações do garoto, essa nem estava na lista de esperadas por Kyouka. Ela estava pronta para lutar, descontar a frustração de tê-la deixado com toda essa preocupação, por fazê-la descobrir que ele estava indo para uma missão dessa escala pela televisão. Ao invés disso, ele quebrou todas as suas armas com um beijo. Um beijo! Porra, Bakugou estava beijando-a!

Quando Katsuki terminou, os dois ficaram se entreolhando com os olhos arregalados, Jirou apoiando as mãos nos ombros dele e Bakugou segurando-a pela cintura, com medo que ela fugisse.

— Você me beijou – Kyouka constatou incrédula.

— Isso é um problema?

Jirou encolheu os lábios e negou com a cabeça.

— Então, você está ok com isso? – Ele ergueu uma sobrancelha e Jirou acenou que sim – Então... eu posso beijar você de novo?

Ela nem sequer hesitou antes de concordar. Bakugou aproximou-se um pouco receoso, remexendo-se um pouco antes de realmente beijá-la. Um beijo de verdade dessa vez, um pouco mais fundo e um pouco mais demorado. Os dois ainda estavam um pouco tensos com o nervoso, por isso eles não moveram um músculo além dos lábios. Lentamente Bakugou quebrou o beijo e se afastou, encarando-a com desconfiança, como se esperasse uma resposta negativa ou algo do gênero.

— Você gostou? – Ele perguntou duvidoso. Jirou apenas acenou com a cabeça, fazendo-o bufar – Eu mordi sua língua por acaso? — Ela nega – Então por que você não diz nada?

— Eu... não sei o que dizer – Ela confessa desviando o olhar e encolhendo os lábios para dentro da boca de novo.

Ambos ficaram em silêncio, parece que Bakugou também não sabia exatamente o que falar.

— Isso quer dizer que você é minha namorada agora?

— Eu não sei, eu sou? – Jirou ponderou com uma sobrancelha erguida.

— Eu posso beijar você de novo, se for? — Ele balbuciou corando um tom.

— A hora que quiser – Kyouka bufou uma risada.

— Namorada então – Katsuki sorriu travesso antes de beijá-la novamente.

Desta vez os dois ficaram mais relaxados. Jirou passou os braços ao redor do pescoço de Bakugou e beijou-o de volta. Isso deu alguma confiança para Bakugou aprofundar ainda mais o beijo.

— Nós devíamos voltar – Jirou interrompeu afastando-o levemente.

— Não, não devíamos – Bakugou discordou beijando-a de novo.

Kyouka o puxou pelos cabelos e o fez encará-la.

— Sério, Bakugou. Nós saímos brigando, eles devem estar preocupados.

— Tch, Eu não me importo nem um pouco com eles – Ele resmungou frustrado.

— Claro que se importa. Além do mais... – Ela corou e desviou o olhar um pouco tímida — Nós não devíamos fazer isso aqui.

Katsuki rosnou inclinando a cabeça para trás em frustração.

— E a parte do ‘A hora que quiser’? – Ele reclamou com a boca torcida. Fazendo Jirou rir levemente.

— Sabe, se nós entrarmos, nós podemos ir pro meu quarto. – Ela sugeriu fingindo indiferença.

Bakugou retesou a coluna e seu cérebro processou a informação em menos de um segundo. Segurando-a pelo pulso, Bakugou a puxou de volta para o dormitório com a mesma velocidade com que a tirou de lá.

— Eu não consigo ouvir nada, e você Denki? – Ashido sussurrou para o amigo, ambos estavam com os ouvidos colados na porta, tentando descobrir o que estava acontecendo lá fora.

Bakugou quase os fez cair com o rosto no chão quando abriu a porta para entrar. Ele apenas ergueu uma sobrancelha e decidiu não perder tempo tentando entender o que eles estavam fazendo. Katsuki continuou seu caminho em direção ao elevador do dormitório feminino. Kyouka a reboque em seu braço.

— K-kachan! – Midoriya chamou nervosamente. O loiro apenas ignorou.

— Bakugou, devagar, só diga que nós estamos ok – Jirou pediu soltando-se.

Katsuki já havia apertado o botão do elevador. Ele olhou para Kyouka, depois para sua turma inteira que os estava encarando em completa confusão.

— Eu estou bem, ela também. Nós estamos de boas, estamos saindo – Bakugou resumiu gesticulando entre ele e Jirou. O elevador abriu e ele entrou guiando Kyouka consigo – Vamos estar lá em cima, não nos incomode.

Jirou não sabia exatamente como reagir, então ela apenas sorriu nervosamente e deu um aceno de despedida enquanto a porta fechava na frente deles.

— Que porra foi essa?! – Kaminari exclamou com uma careta confusa.

— Ainda bem, pensei que só eu não tivesse entendido – Todoroki declarou inexpressivo.

— Nós devíamos checa-los – Momo sugeriu preocupada.

— Momo-chan, talvez não seja uma boa ideia – Tsui ponderou.

— Cara, Bakugou disse para não incomodar – Sero esfregou a nuca – Eu não sei vocês, mas quando ele está assim eu prefiro fazer o que ele diz.

— Eles vão se matar – Ashido choramingou esfregando o rosto.

— Eles poderiam ter feito isso lá fora, Mina – Kirishima contrariou – Pessoal, se Bakugou disse que eles estão bem, então eles estão bem. Vamos deixar eles se resolverem, quando eles descerem, a gente descobre o que aconteceu.

— De qualquer forma, fiquem atentos para qualquer sinal de explosão. – Iida comandou ajeitando os óculos – Tanto de Bakugou quanto de Jirou.

Depois de duas horas, a turma A ainda estava em completo silêncio. Sempre prontos para correr ao primeiro sinal de explosão. Até agora, não houve absolutamente nada. E isso era o mais enervante. Todos eles ficaram arrepiados até os fios do cabelo quando o jantar chegou para quebrar o silêncio.

Kaminari, Uraraka, Tsui, Tokoyami, Todoroki e Minetta decidem comer logo e acabam arrastando os outros consigo.

Quando a turma já está quase toda servida, Jirou e Bakugou desceram para jantar também. Quando eles chegaram perto da mesa, a turma inteira ficou em silêncio e os encarou. Kyouka corou envergonhada, já Bakugou, simplesmente se serviu. Jirou acabou se servindo também e sentando-se ao lado de Katsuki.

Os outros podem até ter voltado a comer, mas nunca deixaram de encará-los. Isso incomodou Bakugou.

— Quê? – Ele bufou batendo a mão na mesa.

— Cara, vocês estão agindo como se nada tivesse acontecido! – Kirishima gemeu impaciente. Tudo bem que ele defendeu a ideia de deixa-los se ajustar. Isso não o fez menos curioso.

— Vocês simplesmente sumiram! – Concordou Ashido.

— Eu disse que eles iam ficar preocupados! – Jirou cruzou os braços e afundou na cadeira.

— Tch. Problema deles – Katsuki bufou e continuou a comer.

— Vocês vão dizer o que aconteceu ou não?! – Supreendentemente, foi Midoriya quem perguntou.

Jirou corou furiosamente e tomou um gole de seu suco para disfarçar o rubor.

— Nada demais. – Bakugou encolheu os ombros — Ah, sim, e estamos namorando agora – Ele lembrou-se de informá-los, como se não tivesse importância.

Kyouka engasgou com um suco enquanto todo mundo ficaram surpresos, chocados ou felizes com a informação.

— Você podia me avisar quando fosse fazer isso! — Jirou reclamou.

— O quê? Não era para contar? – Ele ergueu uma sobrancelha.

— Espera, espera, espera, espera – Kaminari sacudiu as mãos para chamar atenção – Vocês não estavam namorando quando subiram, mas agora sim. Então... oh-ho-ho, o que vocês estavam fazendo lá em cima? – Ele sorriu malicioso.

— Cala a boca, Kaminari! – Jirou instintivamente espetou seus fones no garoto fazendo o gritar enquanto Kyouka corava furiosamente.

O resto da turma decidiu que perguntar não era algo realmente saudável no momento. Embora Iida tenha esperado até o fim do jantar para chamar os dois à parte e discorrer um sermão de 20 minutos sobre as regras da escola proibindo relacionamentos nas dependências da escola. Depois de muitas exclamações envergonhadas de Jirou, muitas ameaças de morte de Bakugou e muitas argumentações por parte de Katsuki, Iida acabou prometendo não interferir no namoro dos dois com as condições de que ambos mantivessem o namoro longe da sala da aula, corredores e campos de treino, além de, claro, “ não sujassem o nome da escola com atitudes indecorosas”.

Depois de tudo isso, tanto Bakugou quanto Jirou estavam exaustos demais para lidar com qualquer um de seus colegas. Por isso cada um foi para o seu quarto e dormiu.

Notas finais
Ahn, ok. Esse capítulo foi escrito meses depois do anterior. Eu acabei começando a escrever a "The cute one" e depois a da carta e acabei abandonando essa fanfic por um par de meses mais ou menos, então, quando eu voltei a escrever, só tinha os resumos para me lembrar do que eu queria escrever. Então se ficou um pouco estranho ou fora de ritmo, é porque eu perdi um pouco a mão por aqui. E também, vocês já devem ter percebido que eu tentei manter um cronograma aqui, com um tempo adequado para a fanfic não parecer corrida. Só que, como eu passei tanto tempo sem escrevê-la, os próximos capitulos acabaram sendo escritos sem levar em consideração todo o tempo de antes, então, quando eu estava no 23º capítulo eu percebi que, a menos que o semestre tivesse 9 meses (o que não é verdade), a turma A já deveria estar no segundo ano antes desse capítulo, então, me desculpe por zoar a linha do tempo. Eu poderia consertar a história dizendo que já estão no segundo agora. É só que, argh, tem alguns arcos (ainda não escritos) que só vão ter a carga emocional se acontecer no segundo ano. Então, só aceitem e ignorem, por favor. Além do mais, se você lê hqs da Marvel ou Dc, vai ser fácil deixar passar esse erro de continuidade.