Get Back !

19 Joe... Mais esse é o seu carro!


Notas iniciais
Olá divinos de minha vida! Amo vcs, seus perfeitos! õ/ Espero que tenham gostado! Recebi comentários como "Joe cachorro não ia fazer isso", ou "Esse foi o melhor cpt!" Então espero que gostem...

JOE NARRANDO:

Merda! O que eu havia na minha cabeça? Beijar ela e só? Depois dizer que era errado e que nós dois devíamos nos envergonhar? Como pude?! Não sabia o que fazer, nem como reagir. Estávamos escondidos atrás de uma árvore do maior escândalo que poderia ocorrer em nossas carreiras. Podia ver até os títulos das manchetes “A volta de Jemi novamente?”, “Demi, melhor do que nunca volta com o culpado de seus problemas”. Meu Deus, eu não ia agüentar isso... Nem pra mim, nem pra ela. Tinha que dizer algo... Fazer que ela percebesse que esse beijo nunca ia acontecer, mesmo eu tendo certeza que ia, e que ambos estavam cientes disso.

-Demi... – sussurrei tentando tomar coragem.

-O que? – ela disse ofegante.

-Você sabe que... Aquilo...- prendi a respiração por um longo momento e logo depois tomei coragem – Nunca iria acontecer, não sabe? Um de nós iria parar e acabaria ali – tentei por a maior seriedade possível em meu rosto.

-Claro – ela disse quase num tom sarcástico que a deixava hilária – E com certeza seria eu quem iria parar – soou mais como um xingamento do que eu esperava.

A raiva subiu a minha mente. Claro, tinha de bancar a durona quando fica na defensiva. Claro, ela sabia que íamos nos beijar e que queria isso, mas não tem coragem de dizer “Sim, eu sei. Estamos loucos” ela tem que falar que iria ter a autoridade da situação. Isso era tão Demi! Querer bancar a mais velha...

Aquilo me deixava furioso. A atitude dela se sentir com mais experiência do que tinha. Tão confiante e com medo de cair. Era isso que não gostava nela. As vezes, ela tenta se passar por algo que não é, mesmo que não seja por querer. Mais irritava. Meu rosto iria ferver e eu iria explodir. Tinha de falar.

-Claro Demi, claro – disse desabafando – Afinal, sempre aparentou que você que tinha 23 anos e eu 18 – senti um pouco rude, mas era melhor dizer logo.

Droga, que besteira fui dizer. Ela vai ficar uma fera, mas agora já disse.

DEMI NARRANDO:

Mas que inferno! Como ele era babaca a esse ponto?

-Olha Joe –disse quase num grito quando ele tapou minha boca com sua mão e agarrou minha cintura com pressa, me arrastando junto a ele para um pouco longe dali.

Corremos um pouco me fazendo ficar obviamente cansada, então tirei sua mão de minha boca e o obriguei a parar.

-Hey, eu estou exausta ta? Corri demais – reclamei com a respiração ofegante.

-Demi, você nem se mexeu. Eu te arrastei pela cintura o tempo inteiro – ele ergueu uma sobrancelha.

-Preste atenção... – fui novamente interrompida por ele, me deixando em fúria.

-Demi, vamos ao que interessa... – ele disse me calando – Você sabe como eles podem nos ter descoberto?

-Bom ...- disse num tom confusa – Não muito. Talvez tenham me seguido.

-Acho que não – ele pareceu pensativo – Espera... Você veio de carro?

-Claro – rolei os olhos – Do que mais viria?

-Demi... Onde esta seu carro?

-Bem... Esta na...- pensei em minha frase e vi a pista dos Paparazzis, droga — entrada do campo.

-Droga... Eles devem ter me visto chegar com o carro e depois viram seu carro estacionado aqui perto – ele colocou a mão sobre a testa num ato de raiva e agonia.

-O que nós vamos fazer? – sussurrei na defensiva.

-Vem – ele agarrou em meu braço cuidadosamente e me levou junto dele para o outro lado do campo, cruzando árvores e sombras que elas formavam.

Semicerrei os olhos, trilhões de vezes, tentando salvar seus olhos dos galhos que apareciam em sua frente.

-Vá devagar, Joe ! – alertei-o irritada.

-Só se você quiser ser pega – ele ironizou.

Nossa, realmente parecíamos fugitivos da prisão daquele jeito. Esse é o pior lado da fama. Falta de privacidade. Como eu odiava ter minha vida controlada por blogs e etc. Mais eu escolhi esse caminho, e já é tarde.

Finalmente pude ver o asfalto cinza aparecendo entre as árvores. Era a rua, perfeito! Joe apressou o passo me levando cada vez mais perto de lá, até que pude avistar o Corolla prateado chamativo, estacionado do outro lado da rua.

-Joe... –sussurrei apertando sua mão – esse é o seu carro!

-Eu sei – ele destravou o alarme rapidamente – No momento, esse é o melhor esconderijo.

Droga, que situação. Presa no carro com o Joe? Esse vai ir pra lista dos piores dias da minha vida, definitivamente!

Ele então,abriu a porta pra mim, me fazendo entrar, e entrou do outro lado. Fechou a porta e olhou pelo vidro fumê se haviam nos encontrado.

Estava constrangida com aquela situação, era óbvio. Virei com os braços cruzados para o lado oposto dele, encarando o meu lado na janela, mesmo quase não vendo nada.

-Parece que precisamos sair daqui – ele disse.

-Espera...- me virei para seu rosto – O que?! Joe, deu para ficar louco?! Meu carro está aqui!

-Eu dou um jeito nisso, não se preocupe – ele sacou o celular na mão enquanto ligava o Corolla.

-Alô... ? – ele dizia

-Oi cara! – olhava em direção a rua, dirigindo.

-Pode me fazer um grande favor?

-Valeu! Vem aqui no campo de beisebol que a gente sempre vai e pode pegar um carro pra mim? É uma Mercedes- Benz.

-Beleza, leva até o parque Carolin Curtis, na rua sem saída, por favor.

-Tô te devendo uma, cara – ele sorriu e desligou o celular.

Fechei os olhos desolada.

-Droga, só mais problemas e problemas – falei num gemido.

-Eu que sei – ele disse se inclinando em minha direção e apalpando meus bolsos do shorts.

-O que você esta fazendo? – perguntei confusa.

Ele me encarou, próximo e sorriu. Com um típico sorriso cativante.

-Procurando isso – ele disse colocando sua mão dentro de meu bolso e pegando as chaves do meu carro.

Me senti imbecil por pensar besteiras, e pior, por saber que ele tinha percebido o que eu pensei. Mantive-me séria.

-Podia ter pedido – disse honestamente.

-Você é muito devagar para pegar as coisas – ele disse rindo num tom de sátira.

Bufei e fechei o rosto, encarando o retrovisor.

-Espero que ninguém me veja aqui, nesse carro – sussurrei.

-Acho que já temos problemas demais por hoje – ele disse.

-Joe – olhei-o nervosa – Para onde estamos indo?

-Um parque próximo. Geralmente nunca está cheio. Seu carro vai estar lá também.

-Certo – suspirei – Parece que nossa “conversa” saiu dos eixos.

-Olha – ele disse e prosseguiu – Acho que não chegamos a ter conversa nenhuma.

-Culpa sua – rosnei, grossa.

-Claro, claro. Sempre minha culpa.

-Joe, sabia que você mudou muito dês da última vez que nos falamos de um jeito “decente”? – disse séria.

-Você também... Infelizmente para nós dois.

-Olha, acho que concordo que você tenha 18 anos. Está parecendo um adolescente mimado falando desse jeito.

Ele revirou os olhos e me ignorou,continuando a dirigir.

-Odeio ser ignorada – sussurrei.

-Vai ter que aprender a conviver com isso – ele disse e deu aquele sorriso sarcástico.

Perfeito. Estou trancafiada nesse carro com a pessoa que mais estava tentando evitar em minha vida e só escuto desaforos? Isso é demais para uma só tarde...

Notas finais
Bom, glamuroso? Péssimo de doer? Reviews amores *-*