Get Away With Murder
6 Memórias de um menino Sonhador
Notas iniciais
P.S.: Esse capítulo foi editado por erros técnicos de pesquisa, agradeço a Yumi Gumi que logo me alertou sobre o que eu tinha feito. É bom saber que tenho leitoras tão fofas e preocupadas ;-; Bem, podem voltar a ler que eu vou parar de interromper.
Mettaton adorava seus shows e sua fama, mas era obvio que ele amava também as vezes ficar quieto em um canto ouvindo uma musica relaxante e bebendo uma taça de vinho, dormir, ou então conversar com a unica pessoa que importava para si. Papyrus.
Apesar de saber que ele sempre atrapalhava seus shows e as vezes dormia quando ele estava falando, Mettaton ficava feliz com ele.
— Oi Mettaton… Te trouxe um presentinho, um presente comprado por mim o incrivel Papyrus! Ou caseiro... — Papyrus entrava na sala usando suas lindas e triunfantes roupas de um chef profissional que ele era e carregava um lindo embrulho de presente vermelho.
— Eba! Presentes! Adoro presentes! — Papyrus via Mettaton falar sorrindo e se sentando na cama, entregou então a pequena caixa vermelha que foi aberta violentamente pelo Mettaton que estava impaciente. E ele abriu um largo sorriso e seus olhos sorriram também quando ele viu que tinha uma fatia de um bolo todo colorido de tons rosa e com a cobertura de cima preta, havia do lado também alguns brigadeiros rosa e preto e tinha uma carta.
Esse é o bolo incrivel que o Grande Chef Papyrus fez para o casamento de Alphys e Undyne, eu o chamei de Mettaton pois faço sempre tudo pensando em você!
Com amor, Paps.
Mettaton dessa vez sentiu uma lágrima brotar de seus olhos e cair em direção as suas mãos que seguravam a cartinha. Ele de repente olhou Papyrus com o olhar triste e sorriu de leve.
— Aquela realidade é solitária demais sem o seu verdadeiro eu Papyrus….
— O tratamento está funcionando! Eu sabia nye! — Papyrus então pulou para cima de Mettaton quase destruindo o bolo e os dois começaram a rir, Mettaton ficou olhando ao redor, não se lembrava direito de como era a sala do sanatório mas ele sabia que sempre vivia enfeitada com flores, fotos e lembranças por conta do Papyrus sempre arrumar o local.
— A Alphys me falou que se estimulassemos as suas lembranças antigas talvez trouxesse você a realidade! Sabia que você era mais forte do que esse mal.
— … Nem sempre Paps, mas… Esse bolo, sim… Esse bolo você fez para mim quando eramos pequenos. Será que ainda está horrivel?
— NYEH?! ESTÁ DUVIDANDO DAS MELHORAS DO GRANDE CHEFE PAPYRUS?! — Papyrus resmungou ouvindo risadas de Mettaton e logo ele mesmo começou a rir, foi então que quando Mettaton passou a comer o bolo ele sorriu.
— Está deliciosa… Alphys querida e Undyne vão ter o que merecem. Queria tanto estar lá para ver esse momento, somos todos amigos de infância afinal. E… Pede desculpas a Sans por mim pela ultima vez… A crise.
— Que desculpas o que? aquele preguiçoso tava fazendo nada mais e nada menos que o seu trabalho Nyeh! — Papyrus resmungou e continuou.
— Inclusive ele está bem longe daqui já, ele foi como vigia da paciente Frisk para o casamento da Alphys, afinal Asgore não queria deixar ela ir a muito tempo.
— Que estranho… Normalmente Asgore não é desse feitio, aquele ser divônico é um santo, assim como a linda da Toriel. — Mettaton falava voltando a comer o bolo mas quando comeu o brigadeiro resmungou fazendo uma careta.
— A Toriel está lá ajudando na arrumação do Salão. Já estava caro o Salão e elas pagarem ainda para eles organizarem ficaria mais caro ainda. E eu ainda programei todas as receitas para o casamento e vou ser o chefe no dia e padrinho Nye hehe! Vou ser o melhor convidado de todos!
— Espero que seja realmente querido. — Mettaton falava dando o brigadeiro para Papyrus comer e ele resmungou um “Nyeh! Ainda bem que o prato principal é o espaguete.”
— … Paps você podia fazer um favor para mim.
— Um favor? Só com uma troca. — Papyrus já falava envergonhado e Mettaton sorriu malandramente e perguntando.
— Troca?
— Sim, faço isso por um beijo do grande e fabuloso Mettaton para o grande e poderoso Papyrus. Quer dizer, acho que… — Antes de Papyrus terminar Mettaton deu um selinho no grisalho se afastando um pouco mas Papyrus segurou ele pela cintura com uma mão e com a outra na nuca o puxando para um beijo.
Fazia já bastante tempo que eles não faziam aquilo, e mesmo que Mettaton sempre duvidasse do amor de Papyrus ele sabia de algum modo que ele era louquinho por ele. Afinal, ele era o incrível Mettaton. Todos ficavam louquinhos por ele.

— “Se você me ajudar, eu poderei fazer você parar de sentir essa dor. Há algo que posso fazer por você Frisk? — Frisk viu Sans solta-la e ela ficou olhando o bolo do Papyrus, em seguida olhou para Sans e fez um pedido.”
— Será que você pode me levar para o Casamento da Alphys e da Undyne? Vai ser Sexta de noite…
— É mesmo né? Tinha me esquecido. E ontem Undyne me ligou perturbando para eu ajudar na arrumação. Acho que vai ser bom para você Kiddo, ficar aqui nesse momento vai só ser pior.
— Isso! — Frisk falava sorrindo e Sans suspirou, ele realmente tinha pensado que ela ia pedir para ficar na casa dele por uns tempos. Mente poluida não? Talvez. Sans pensava nisso enquanto estava no quarto deitado na cama, na estante tinha a caneca com café vazia e um monte de papel espalhado pela cama.
— Para que Gaster tinha tantos papeis? E só escrevendo números? — Sans pensava jogando um papel no chão e ficando então sentado na cama, ouviu o barulho da porta e quem entrou correndo desesperadamente foi Undyne. Estressada. Sans até poderia pensar como sempre mas dessa vez ela estava o dobro porque o casamento seria talvez a um dia?
— POR QUE NÃO ESTÁ AJUDANDO LÁ?! PRECISAMOS DE MÃO MASCULINA E…
— Mas suas mãos são mais masculinas do que as minhas, e estou trabalhando. — Sans falava voltando a se deitar e ele então pegou outro papel que ele se surpreendeu quando olhou. Era um desenho.
— De quem é esse desenho? — Undyne perguntou pegando da mão de Sans e vendo que era o desenho de uma casa enorme com duas garotinhas, um garotinho e uma enorme árvore.
— Não parece ser do Paps.
— Sim, com certeza isso não é do Paps, ele desenhava pior do que isso. — Sans falou ouvindo a risada de Undyne que concordava.
— Lembra daquela vez que o Paps pediu para ser seu discípulo? Ele queria chamar a atenção do Mettaton de qualquer jeito.
— É sim… Bons tempos.
— UNDYNE! ME ENSINE A LUTAR! — Papyrus com 6 anos falava com uma Undyne de 11 anos que tinha acabado de brigar com uns garotos da escola, Sans na flor de seus 12 anos saia animado da escola por finalmente ser sexta feira e ele poderia ficar fazendo o que mais gostava. NADA.
— O que?
— ENSINE O INCRIVEL E INATINGIVEL PAPYRUS A LU… — Antes mesmo dele terminar Undyne acertou Papyrus no meio da cara o derrubando no chão e Sans olhou de longe, pensou em ignorar Papyrus mas resolveu ver o que estava acontecendo. Para rir dele depois.
— E ai Undy, o que ta acontecendo?
— Seu irmão veio do nada pedindo para aprender a lutar, é mais facil ensinar ele a apanhar.
— Hey Bro, por que está fazendo isso? O velho vai brigar. — Papyrus se levantou forte e começou a limpar o nariz.
— O GRANDE PAPYRUS É IMPLACAVEL E…
— Mettaton! — Uma Alphys de 11 anos falava animada ao lado do garotinho de cabelos escuros e usando roupas rosa, Papyrus e Undyne pararam e ficaram olhando corados para a mesma direção. Sans deu um risinho e logo ele saiu andando dali, ele que não estava afim de segurar vela.
— Você vai contar essa história no casamento? — Sans perguntou enquanto olhava os papeis e Undyne olhou para Sans.
— Eu não, mas com certeza Alphys vai falar nos votos. Você sabe como ela é.
— Sim, teve aquela vez que ela apareceu lá em casa com o Papyrus inventando de fazer chocolates.
— V-V-Vamos f-fazer cho-chocolates. — Alphys falava envergonhada do lado de Papyrus, a garota já com 18 anos e Papyrus com 13 anos, Sans com 18 anos observava os dois de longe e ria. Cinco minutos depois, Sans jurou de ouvir uma explosão na cozinha.
— Ela escolheu a pior pessoa para ajudar ela.
— Você fala isso porque é um insensivel que nunca namorou, foram os melhores chocolates que eu comi! — Undyne falava com os olhos marejados, mas então ela se levantou e pegou Sans pelo braço o puxando.
— Se você veio aqui para Waterfall antes de sexta quer dizer que é para ajudar.
— Mas eu já disse que estou trabalhando. — Sans falou sendo puxado pelo corredor do Hotel e então ele viu Alphys aparecer e Undyne soltou o braço de Sans.
— M-MEU AMOR!
— Undyne o que está fazendo com o Sans?
— Maltratando.
— L-LEVANDO! LEVANDO ELE PARA AJUDAR A GENTE! PRECISAMOS DELE PARA AJUDAR NA ARRUMAÇÃO. — Undyne falou interrompendo Sans e o ajudou a se levantar.
— Isso é ótimo Sans! Prometo que depois eu te ajudo mais com a Frisk!
— Opa, isso é bom. — Sans falou sorrindo e os três sairam andando. Via um pouco afastado delas como elas estavam felizes, saia através de seus sorrisos e ações mais simples como andar ou abraçar. Era engraçado pensar que elas já estavam se casando e eles todos se conhecem desde pequenos.
— Acho que vou ficar para a titia mesmo. — Sans pensava colocando as mãos no casaco, mas quando os dois chegaram do lado de fora. Sans via de longe Toriel arrumando as mesas e a Frisk com os cabelos presos em marias chiquinhas e com uma calça skinny preta e blusa azul simples, ela se virou para os três e mostrou um sorriso doce que se ressaltava com o local que era florido e mais longe dali tinha uma linda e enorme cachoeira.
— Acordou agora? — Toriel perguntou e Sans negou, conversava com Toriel enquanto olhava discretamente Frisk que ria com Alphys e Undyne sobre animes que tinham casamentos.
— Com certeza Undy vai sangrar quando ver Alphys de vestido. — Frisk disse rindo e ajeitando os cabelos.
— Ela está bem melhor não é? — Sans perguntou e Toriel sorriu vendo ela.
— Está sim, é tão bom ver a minha criança bem.
— É sempre bom ela saber que é amada pela família e pelos amigos. Digamos que esses estimulos fazem parte do tratamento. Por falar nisso eu ia te perguntar se você tem anotações do Gaster.
— Seu pai? Temos sim… Quando voltarmos eu te entrego.
— Sim. — Sans respondeu então ouvindo as instruções da Toriel do que era para ele fazer, logo quem veio ajudando ele foi Frisk que arrumava as flores nos enormes jarros de vidro que tinham na mesa.
— Kiddo você é boa nisso.
— Eu sempre gostei de arrumar flores… Apesar de não saber o motivo aparente.
— Você realmente não se lembra de nada não é?
— … Não. — Frisk respondeu sentindo Sans dando um monte de rosas brancas para ela colocar, Sans se desesperou internamente por ele ter deixado a garota um pouco chateada, vendo que ela tinha terminado, ele estendeu a mão para ela segurar e ela segurou.
— Vamos dar um rolé Kiddo.
— Mas temos que ajudar a terminar de arrumar! — Frisk falou sentindo Sans puxar ela.
— Vamos na cachoeira, dizem que dentro dela tem uma caverna que canta.
— Uma caverna que canta? Nunca vi! — Frisk falava rindo andando do lado de Sans, ele não ligava da caverna dançar cantar ou gritar, ele só tinha uma missão que era fazer a vida daquela Kiddo a melhor de todas, assim ela esqueceria a Chara.
— Isso me faz me lembrar de quando era criança, uma vez eu e Paps viajamos com nosso pai, era a Capital. Ele nos mostrou um jardim todo amarelo, era lindissimo. — Sans pensava sorrindo de leve, as imagens de uma criança correndo atrás de um sonho lhe fazia lembrar de Frisk, queria que ela tivesse lembranças para falar dela. Sentia como se quisesse saber tudo sobre ela as vezes.
Chegando a cachoeira, Frisk ficou olhando e ouvindo animada as enormes torrentes cairem violentamente fazendo o barulho que ela ouvia apenas em programas de TV, nunca pessoalmente. Sans estranhou quando viu ela olhar ao redor desconfiada e então sorrir arteira e começar então a tirar as roupas.
— Kiddo… O que você está fazendo? — Sans perguntou vendo ela terminando de tirar a blusa e vendo que ela estava de sutiã rosa claro floral, ressaltando os pequenos seios que ela tinha.
— Kiddo para de tirar as roupas!
— Mas a gente não vai nadar? — Frisk perguntou terminando de tirar a calça e mostrando a calcinha rosa que ela usava e Sans desviou o olhar, Frisk então pulou na cachoeira submergindo, apareceu de repente em um salto e penteou os cabelos para atrás.
— Sans vem logo!
— Kiddo era só ir andando!
— Quê? Não estou ouvindo! — Frisk falou se aproximando e Sans chegou um pouco mais perto, e quando ele ficou super perto ele sacou o que ela queria fazer. Tarde demais, Sans já estava dentro da Cachoeira mais molhado do que peixe. Frisk gargalhava apontando para ele.
— Hey Kiddo, Você quer ter um tempo ruim ? — Sans perguntava vendo que Frisk já fugia nadando e ele então foi para cima dela a puxando e jogando água nela.
— Para Sans! — Ela pedia aos risos também tentando jogar água no Sans, mas ele estava indo bem melhor do que ela. Os dois então nadaram passando pela cachoeira e viram que realmente tinha uma caverna dentro, Frisk foi a primeira sair andando com o sutiã e a calcinha colados ao corpo e Sans saiu com as roupas molhadas.
— Aqui dentro é frio…
— Você que quis nadar Kiddo. — Sans falou soltando um risinho e quando Frisk ia responder Sans falou para ela fazer silêncio, assim eles não ouviriam o canto da cachoeira. A garota sorriu surpresa quando ouviu o som dos pingos que caiam dentro da caverna e faziam um som bonito, realmente parecia musica.
— U-uau…
— Sim, é lindo. — Sans falava colocando o casaco nela, e Frisk ficou corada com o toque dele.
— Não esquenta muito mas acho que adianta, vou ali fora pegar sua roupa. — Sans falou saindo andando e quando Frisk viu que ele já tinha sumido, ela começou a soltar um risinho.
— Mas isso ta fácil demais… Ele consegue ser mais burro do que o antigo médico. — Chara falou se virando e apertando o casaco de Sans contra seu corpo.
— Você atrapalhou os meus planos esquelético, bem… Talvez não, tive uma ideia boa. — Chara disse sorrindo e quando ela ouviu Sans se aproximando, ela ajeitou os cabelos e sorriu para Sans.
— Você demorou!
— Desculpa Kiddo, vem vamos voltar para o Hotel. — Sans falava dando as roupas e ela começou a se vestir entregando o casaco para Sans.
— Temos que terminar de arrumar o casamento, vamos logo Sans. Graças a você consegui construir uma lembrança bonita, obrigada. — Chara falou sorrindo e ela se virou saindo andando na frente. Sans disse um de nada e saiu andando do lado de Chara.
Parece que ele não percebeu...
Fale com o autor