Notas iniciais
Vou passar a postar de duas em duas semanas por causa do colegial. Desculpem! :( Mais um novo capítulo:

–Eu fui falar com o papá e ele contou-me ele estava a chorar por tua causa, porque tu não lhe deste uma hipótese — Angie ia prenunciar algo, mas Violetta interrompeu a e continuou -Não Angie, não digas que tens medo de sair magoada ou que pensas que o vosso amor é impossível só porque és irmã da minha mãe. Eu já sei disso tudo e o papá também, até foi ele que me ncontou — O tom de Violetta já não era de uma conversa, mas sim de uma discussão e Angie apenas a observava atenta a cada palavra. — Dá-lhe uma hipótese, Angie. Eu sei que ele gostava de estar aqui em vez de mim a pedir o teu perdão e uma hipótese, mas ele está a sofrer e tu também, eu vi, ninguém me precisou de dizer.

–Violetta eu também amo o teu pai e também estou a sofrer, sim, mas ele é meu cunhado — disse Angie desesperadamente.

–Não, não é. Tu és minha tia, mas não és cunhada do papá, porque para isso a minha mãe tinha de estar viva e não está — disse-lhe Violetta com um pouco de dor ao acabar a frase.

–Pensa nisso — disse Violetta antes de sair da sala e ir para o seu quarto.

Passaram-se horas e Angie não conseguia pensar noutra coisa a não ser nas palavras de Violetta:

Voz na cabeça da Angie 1: “Talvez a Vilu tenha razão”

Voz na cabeça da Angie 2: “Não… isso seria trair a Maria”

Voz 1: “A Maria amava-te Angie. Ela queria-te ver feliz”

Voz 2: “Mas tu não podes trair a tua própria irmã só porque ela agora está morta”

Voz 1: “Mas ela está e tu não te escolheste apaixonar por ele, por isso não é trair. Não achas que a Maria ficava destroçada se ela soubesse que ela é a razão de tu não seres feliz?!”

Voz 2: “Ahhh… Não”

Voz 3: “Eu acho que ficava!”

Voz 1: “Ah! Toma lá! 2 Contra 1!

Voz 2: “Pronto… Acho que quem não arrisca não petisca. Mas ainda não estou totalmente convencida.”

Voz 1: “Boa! Vamos fazer isto, Angie! Diz-lhe que Sim!”

Voz 3: “Sim bora!”

Voz 2: “O que é que ainda estás a fazer aqui? Nós já decidimos! Podes ir embora.”

Voz 1: “Sim. Sai daqui. Estás a ocupar o espaço da cabeça todo!”

Então Angie decidiu fazer alguma coisa. Saiu do seu quarto dirigindo-se ao quarto de German. Bateu à porta uma, duas, três, quatro, cinco vezes, mas todas sem sucesso. Então foi procurar Olga, que estava na cozinha:

–Olguinha, podes-me fazer um favor? — Olga acenou positivamente com a cabeça

–Dás-me a chave mestra da casa?

–Para quê, menina? — Perguntou Olga, que adorava saber tudo.

–Que pergunta é essa? — Tentava disfarçar Angie

–É para eu abrir um quarto, que perdi a chave.

–Ah, pois. Mas e qual é o quarto? — Insistiu Olga.

–O quarto? Ahhh... — Dizia Angie nervosa enquanto tentava arranjar uma desculpa — Mas dás-me a chave ou não?

–Sim, dou! Calma, não é preciso exaltar-se — alarmou-a Olga enquanto lhe entregava a chave tão desejada -Aqui tem e veja, se não a perde!

–Fica descansada Olguinha. Obrigada — disse Angie dando lhe um beijo na bochecha como agradecimento.

Angie esperou que Violetta e Olga saíssem de casa para que pudesse entrar no quarto do amado. Com Ramalho não teria de se preocupar, pois ele tinha-se ausentado para ir a uma reunião em nome de German. Não tardou muito para que Violetta saísse para ir ter com Leon. O pior foi Olga. Para a convencer a ausentar-se, Angie, teve que lhe esconder o açúcar e fazê-la acreditar que tinha acabado! Mas assim que ela saiu, Angie dirigiu-se ao quarto de German.

Bateu à porta e mais uma vez não obteve resposta, então decidiu entrar, mas antes disse alto "German, vou entrar". Angie pôs a chave na ranhura da porta e abriu-a.

Notas finais
Comentem o que acharam e não se esqueçam de acompanhar a história.