Geração Potter e o Torneio Dos Cinco
20 (Cap. 20) - Baile de Inverno
Notas iniciais
Aqui postando o tão aguardado Baile de Inverno! consegui digitar e editar hoje, então como semana que vem vou estar um pouco carregado de estudos, resolvi publicar hoje.
Dei uma mudada legal no cenário, nos costumes, mas a tradição continua a mesma.
Claaaaaaaaaro que As Esquisitonas não deve existir mais, 19 anos depois da Guerra eles precisariam renovar a banda, então espero profundamente que a banda que eu coloquei vocês comecem a ouvir, pois é a minha favorita!!
E vocês como sempre ótimos com os palpites asudaçkj
O tão esperado Baile de Inverno chegara junto de um confortante natal. Hogwarts fora enfeitada da mesma maneira de sempre, porém várias coisas foram alternadas na decoração. Havia pinheiros enfeitados com cristais de gelos pingando infinitamente de seus galhos rígidos. Pilares de gelo bruto erguiam-se pelas entradas e faziam arcos nas portas. Estatuas de gelos substituíram o lugar de armaduras e gárgulas; anjos, animais e criaturas místicas tilintavam suas formas musicalmente em determinados cantos do castelo. Estrelas, sinos, elmos; todos variavam de cinza-cristalino para azul-esbranquiçados, distribuídos ao longo dos corredores. Corujas e morcegos albinos sobrevoavam os tetos do castelo, ressoando seus pios ecoantes. E não sabendo de onde, músicas natalinas e temas de baile tocavam a cada período, dando vida ao lugar.
Especialmente aquele natal parecia o mais lotado de todos. Albus podia sentir o volume do Salão Comunal da Grifinória sufoca-lo. Apesar da discussão, Rose e Scorpius estavam relativamente bem. Encontraram pares a tempo do Baile. Por algum motivo não divulgaram quem eram as companhias secretas. Isso o incomodou, mas resolveu ficar por fora e aguardar até o dia da revelação. Mas não significava que ele não tinha suspeitas.
Antes das 20hs da noite, os Campeões do Torneio foram convocados para uma sessão especial de instrução. Lá ficaram sabendo que abririam a pista de dança por ser tradição do Torneio. Aulas práticas de dança foram aplicadas por Cassandra Winry – que mais dançava como se estivesse em uma balada – acompanhada por Michaelis Graypow – que dançava muito bem, deslizava com elegância e parecia flutuar sob o piso, porém Cassandra o tirava do ritmo e começava a rebolar e dançar na sua frente. Albus ensaiou com Rose, ela era uma boa dançarina. Scorpius escolheu dançar com uma das brasileiras, mas garantiu que não era seu par.
Quando a ultima dança terminou, todos aplaudiram e deram risadas orgulhosas. Os lecionadores os dispensaram para se arrumarem. No meio do caminho Albus deu de cara com Lily Luna no corredor, que trajava um vestido amarelo degrade que terminava uma espécie de renda laranja que iam até a altura dos joelhos. Os cabelos soltos e ruivos alaranjados pareciam ter purpurina dourada, de tão brilhantes. Ela não dispensara os acessórios bizarros que sua madrinha Luna a recomendara para ocasiões especiais; brincos de rabanete escocês, pulseiras e colares compridos com pingentes de pedras lunares e espaciais. O estranho que tudo combinava tão bem que não a deixava feia, mas sim peculiar.
— Onde pensa que vai vestida dessa maneira? – ele a encarou como se estivesse cometendo o maior de todos os pecados.
— Indo ao Baile – respondeu com despreocupação, colocando Oun Oun, seu mini puff, na cabeça. A pequena bolinha de pelo se enroscou em seus cabelos com afeto, o rostinho animalesco mostrava-se ansioso, como o de Lily segundos atrás.
— Com quem? – insistiu o mais velho.
— Nenhum dos veteranos ou campeões, eu e o Hypnos vamos de penetra – ela passou a mão do busto à cintura, rebolando casualmente, com um biquinho nos lábios rosados – nos vemos lá, All.
E saiu antes que ele pudesse dizer algo. Saltitando até as Masmorras como uma brasa incendiária, tropeçando na curva, mas não perdendo o equilíbrio. Pensando por outro lado, ela estava linda à sua maneira.
Quando Albus chegou a seu dormitório Scorpius estava arrumando a gola de um sobretudo negro, que tinha as mangas e bainha de cetim preto brilhante. Ele usava um smoking justo, preto e luxuoso, com botões de prata decorados com o brasão dos Malfoy. A camisa por dentro era cor de chumbo, e a gravata borboleta invejavelmente arrumada em seu pescoço era de um cinza um pouco mais escuro. Os cabelos prateados estavam amarrados na nuca com um laço da mesma cor que a gravata. Quando ele viu Albus, piscou um dos olhos de pálpebras pesadas e sorriu de forma sedutora.
— Ai meu Merlin, você fez minha heterossexualidade fraquejar, Malfoy – brincou. Esse era o modo que eles se elogiavam.
Scorpius socou o ombro do outro de forma amigável e disse que o aguardaria na escadaria de mármore, na entrada.
Adiantando-se, Albus retirou do baú suas vestes a rigor e tratou de se vestir. Em questão de minutos mirava sua imagem no espelho de dois metros que havia no dormitório. Gina e sua tia Mione escolheram para ele um smoking preto, justo e elegante, da mesma forma que o de Scorpius era, só que um pouco mais humilde e discreto. A camisa social era lilás, em uma coloração muito próxima dos olhos de Pandora. A gravata um pouco mais escura que a camisa. Sapatos lustrosos nos pés e um casaco negro no corpo de mangas largas, como as dos bruxos costumam ser. Imaginou pentear os cabelos, mas as pontas levantariam no primeiro passo que ele desse, “Mal de Potter”, era o que sua mãe costumava dizer.
Ouviu um tilintar na janela de vidro cristalizada pela geada e sentiu a ventania congelar seu rosto. Era Fawkes, postado no parapeito derretendo a neve com seu calor natural.
— E aí, como estou, amigão?
A ave respondeu com um canto animado, agitando suas asas e derrubando brasas flamejantes pelo soalho de madeira. Albus encarou isso como um bom sinal.
Descendo para o hall de entrada, quase foi pego por bolas de neve atiradas erroneamente por Pirraça, que gargalhou mesmo assim, pois a pouco havia acertado um grupo inteiro de bruxas. A entrada da escola estava aberta, mas o frio era contido por um escudo climático. Estava tão cheio e tumultuado que ele não soube responder, mas de longe avistou Pandora.
Não havia adjetivos para descrevê-la. Ela estava com um vestido roxo que lhe ia um pouco acima dos joelhos, valorizando suas curvas. No meio do decote havia um colar de cordão prateado com um pingente de um par de asas, as plumas pareciam ser feitas de gelo. Ela estava centímetros mais alta com um salto preto simples, que não pareciam ser nada desconfortáveis pela forma que ela se mexia de um canto ao outro com liberdade. Os cabelos repicados acima do ombro pareciam agitar-se ao mínimo movimento. Os olhos estavam violeta escuro por conta da luminosidade, realçados por uma maquiagem superior preta. As maçãs do rosto estavam levemente rosadas, como naturalmente foi. Os lábios úmidos e brilhantes atraiam a atenção de Albus de forma hipnotizante. Ela estava com uma jaqueta de couro para se proteger do frio, de braços cruzados. Ele foi a sua direção, atravessando o oceano de gente e quando chegou perto dela, ela o recebeu com um saltinho de surpresa quando ele a segurou pelo cotovelo.
— Por Salazar, você me assustou!
— Desculpa. Não tive a mesma sorte de ficar tão lindo quanto você – respondeu com um sorriso de canto.
Os olhos dela se iluminaram. Ela olhou duas vezes para baixo antes de responder:
— Quem sabe na próxima.
Albus riu com vontade. Amava quando ela fazia isso.
— Você está muito elegante – ela o elogiou. Ele deu os ombros como se dissesse “Ah, eu sei”.
— Viu Scorpius ou Rose em algum lugar?
— Scorpius já está no Salão. E não vi Rose ainda...
— Certo... Vamos então? – ele ofereceu o braço e ela o segurou, aproximando seus corpos. Ele a guiou pelos demais até atravessarem as portas do Salão Principal, que emanavam uma luz branca de dentro.
O Grande Salão estava magnífico. Pareciam ter sido magicamente ampliado como sempre faziam nas festas. As paredes estavam mais claras, havia esferas luzes por todo canto, uma neblina de brilho natural parecia percorrer toda a área. As enormes mesas foram substituídas por minúsculas arredondadas, cobertas por um tecido prateado e com recipientes de vidro abrigando chamas azuis e bronzeadas como os bottons do Cálice de Fogo na primeira tarefa. O piso estava totalmente branco, como se trocado por outro. Estatuas de gelo foram firmadas nos cantos e sobre pedestais próximo a mesa de buffet. O teto fora encantado para uma nevasca suave, onde a neve caia como gotas de algodão, branca e macia, mas não chegava a alcançar o topo das cabeças dos presentes e nem ser empilhada ao chão. A pista de dança ficava no lugar da mesa dos lecionadores. Diferente dos trouxas que usavam holofotes e lasers, os bruxos utilizavam esferas de luz e faíscas encantadas para luminar e dar espírito ao espaço. No lado direito a pista, uma banda estadunidense tocava suavemente uma música de fundo, que ao mesmo tempo era extasiante e perfeita para o início do evento. Estampada na bateria havia os dizeres “Imagine Dragons”. Os quatro integrantes sorriam e pareciam deleitar-se de sua própria melodia, contentes com os bruxos em volta cantando e dançando no ritmo de suas notas. O vocalista tinha uma certa performance de palco contagiante.
Andando sem rumo pelo Salão, conversando e apontando ao lado de Pandora, Albus identificou os cabelos rebeldes de seu pai de costas para ele, numa conversa entretida ao lado do diretor Longbottom, o curandeiro Malfoy e ninguém menos que o Ministro da Magia Kingsley Shacklebolt. Todos seguravam taças de bebidas e davam risadas em um comentário ou outro que Neville fazia. Albus pensou ir falar com seu pai, mas alguém o chamou e isso o desconcentrou de seu objetivo.
Era Scorpius. Não apenas ele, mas Lily e Hypnos, que estava vestido de forma vistosa e sedutora, quanto à irmã, ele também estava com um bracelete com o mesmo pingente que sua irmã tinha. Deveria ser o Brasão dos Astaroth, ou dos Anjos Caídos, pensou Albus, mas ele não sabia dizer. E mais uma pessoa estava junto deles. O par de Scorpius. A garota estava com um vestido comprido, só que aberto em uma das laterais exibindo sua perna torneada naturalmente e um salto vistoso nas cores de cristal. O vestido tinha um decote redondo e deixava sua cintura finíssima, era prateado como a camisa de Scorpius, só que o dela era sedoso e brilhante. Os cabelos compridos e dourados estavam penteados e colocados ao lado direito do busto, parecia ter sido trançado com fios de prata. Seu rosto era como uma boneca de porcelana; lisa, pálida e com as bochechas rosadas e os lábios avermelhados. Os olhos azuis tinham os cílios bem erguidos e uma sombra em tons de gelo era inútil quando se tinha uma beleza digna de veela. O que de fato seria quase verdade, pois ela tinha sangue de uma.
O par de Scorpius era Renné Eiffel.
— Hey... – o cumprimento de Albus foi tão puxado e seco como se estivesse com limão na boca. Uma sobrancelha foi parar lá em cima quando seu olhar cruzou com o impactante de Renné.
— Ficou incrível a decoração, você não acha? – Scorpius havia se levantado para falar com Pandora, ela concordou e sorriu. Passou para falar com Eiffel, cumprimentando-a com um beijo no rosto. As duas se encararam e sorriram com simpatia do tipo “Sem assunto pra começar uma conversa”.
Depois de falar com Renné, Hypnos e sua irmã penetra, Albus puxou uma cadeira para acomodar Pandora. Ela sentou-se agradecida.
— Podemos trocar uma palavra, Scorp? –
— Com sua licença – Scorpius curvou a cabeça na direção de Renné.
— Clarro, Docinho – ela praticamente cantarolou. Pandora e Lily se encararam com uma cara de “Como ela consegue ser perfeita o tempo todo?”.
Eles deram alguns passos para longe da mesa. O Salão foi ficando cheio aos poucos. Um bruxo servente o baixou uma bandeja de bebidas e eles escolheram as suas as pressas. Scorpius tomou um gole despreocupado, colocou a mão no bolso e admirou a francesa de longe, claramente orgulhoso. Albus estalou um dos dedos na frente dos olhos do parceiro, acordando de seu transe.
— O que pensa que está fazendo?
— Não sei do que você está falando.
— Rose a odeia desde pequena.
— Sério? Não sabia.
— Como não? Ela contou quando ela se tornou uma das Campeãs, na Cerimônia de Seleção!
— Foi? Não me lembro.
A vontade do Potter era de estapear na frente do amigo, derrubá-lo no chão, subir em cima dele e puxá-lo pela gola, vociferando “O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?” outra vez. Porém antes disso sair da teoria para a prática as atenções de todos foram para a porta. De início Albus imaginou o que teria de errado com todos, pois foram um a um olhando em sua direção, até reparar que a atração estava atrás dele. Virando a cabeça mirou surpreso como os outros a cena que se seguia:
Rose adentrava no Salão com o seu par, Thanatos Asmodeus.
As vestes a rigor de Asmodeus eram pretas por inteiro, e isso não o deixava menos bonito, era uma beleza perigosa. Sua gravata era vermelho intenso, e ele carregava na lapela uma rosa que Albus podia jurar que havia gotículas de sangue artificial. Os cabelos louros escuros ganharam um tom metalizado por conta da iluminação, e os olhos igualmente dourados estavam cerrados e o sorriso de canto trancado em uma mordida.
Ela estava deslumbrante. Desfilou com elegância ao lado do escandinavo sob saltos vermelhos escuros. Os cabelos estavam presos num coque que pareciam chamas contidas, com algumas ondas ruivas caindo em volta de seu rosto rumo ao pescoço. Os olhos azuis esverdeados estavam sombreados por uma maquiagem dourada e delineados por preto. O seu vestido era dois palmos a baixo da cintura, num tom de vermelho-sangue, com a saia terminando em várias camadas de tecido que o deixavam volumoso, deixando suas coxas e bumbum mais avantajados. Ele era decorado por fios entrelaçados, que de início Albus pensou ser uma decoração a mais, mas não era; tiras verde-escuro finíssimas e pontiagudas laçavam sua cintura até o busto do vestido que tinha formato de coração. Rose foi convertida criativamente em uma rosa.
Albus cruzou os braços e assistiu Scorpius reagir da pior forma. Os olhos pesados estavam arregalados, como duas luas cintilantes que seguiam naturalmente Rose como se fossem seus satélites naturais. Quando a Weasley aproximou-se de Albus, todos desligaram a atenção dela, ou no mínimo disfarçaram ao mesmo tempo. Como um verdadeiro cavalheiro, ele colheu e beijou-lhe as costas de sua mão. Ela deu uma leve abaixada numa reverência curta, e saudou o gesto. Na sequencia fizeram careta quase que no mesmo tempo, caindo na risada em seguida. Thanatos apertou a mão de Albus sem dar uma palavra – e ele correspondeu o gesto por educação – e logo foi cumprimentar Scorpius, que segurou a mão do outro como se quisesse esmagar e repartir em doze pedaços muito bem distribuídos.
Nem Rose nem Scorpius se falaram. Por uma fração de segundo seus olhares se cruzaram e pareceu que eles guerrilharam por trezentos anos dentro daquele tempo mínimo. Ambos viraram o pescoço quando a batalha foi declarada como empate. Ela encaminhou seu par para a mesa onde estavam acomodados.
O Potter chegou atrás do Malfoy e ficou na ponta dos pés para sussurrar próximo a sua orelha.
— É, amigo, toda rosa tem espinhos.
Notas finais
Perfeito pra Asmorose/Rosmodeus, hein? rç
É isso meus queridos, ouçam Imagine Dragons, faz bem pra alma e pros dragões interiores. Até a proxima semana e a continuação alucinante do Baile de Inverno, the tretas is comming.
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