Geração Potter e o Torneio Dos Cinco

2 (Cap. 02) - De Potter pra Potter


Notas iniciais
HOOOOOE, BRUXÕES! sz sz sz. Ok, parei. Então, antes de tudo quero fazer um agradecimento especial ao leitor e colega Rodrigo Ribeiro, que teve uma paciência e disposição esplêndida pra me ajudar a validar o meu Office (que sem ele, adeus vida de escritor) - cara, obrigado, você é demais! - Agora voltando ao cap, espero que curtam, e valeu pelo suporte, tem muita gente empolgada pro Torneio e fico realmente feliz em saber que eu trouxe uma novidade. Não esqueçam de deixar review, por favor, se vocês conseguem tirar 7min pra ler, podem tirar 1 pra comentar, certo?! Obrigado e boa leitura!

Uma luz pareceu iluminar o rosto do primogênito, ele sentou-se no braço da poltrona de Harry com toda empolgação e exclamou:

— Verdade! Por Merlin, como eu pude me esquecer?... Pai você está no comando dos aurores, então consequentemente você sabe o que vai acontecer, então está esperando o que pra nos contar?

— Isso é sério? – indagou Lily, sentada no colo do pai. Seus olhos ganharam um brilho mais intenso. – como será?

— É pai, no mínimo conta como serão os desafios! – emendou Albus em sua expressão mais convincente.

Harry levantou-se deixando Lily sentada na poltrona e colocou as mãos a cintura, como se estivesse prestes a ceder. Até um sorriso brincar em seus lábios e ele correr pra cozinha.

— Me obriguem!

Os três filhos se entreolharam e correram atrás de Harry, lá ele já estava ajudando Monstro por a mesa. A cozinha dos Potter era um local confortável, havia vários conjuntos de porcelana e constantemente cheirava a cookies recém-assados. Um balcão separava a área de cozimento de uma mesa de centro. As cores variavam do amarelo ao bege, numa sintonia tranquila e saudosa.

— Vamos pai, nos conta! – insistiu Lily, era a mais sem impaciência entre os três.

Harry descansou em uma das cadeiras, Monstro serviu em uma das canecas uma quantidade agradável de café puro e ele tomou um gole após um longo “Hmmm” saboroso. O elfo sentiu-se orgulhoso e admirou o mestre por um longo tempo. James, Albus e Lily puxaram as cadeiras ao seu redor, lá não desgrudaram os olhos do pai. Harry pousou a caneca e deu um longo suspiro cansado.

— Vocês sabem que não posso divulgar informações do torneio – declarou paciente – na sua idade – ele indicou Albus com um gesto – eu pensei que só iria assistir e torcer pelo Campeão de Hogwarts junto de Ron e Mione, mas estava enganado. Fui selecionado contra vontade e tive de enfrentar coisas, não por diversão, muitas vezes para continuar vivo. E por nenhum momento fiz isso sozinho, tinha o apoio de Ron e a inteligência de Hermione. Para no fim... – ele debruçou-se sobre a mesa e mirou o vapor do café dançar no ar. – perder um amigo e ser envolvido num ritual de ressuscitação.

Albus engoliu em seco e tratou de puxar a manga da blusa o suficiente para cobrir sua tatuagem das relíquias. James permaneceu imóvel. Lily esboçou uma face triste e deu alguns tapinhas nas costas do pai, que respondeu com um sorriso sem graça.

— Mas é passado, e só um bobo se prega ao que passou e deixa de desfrutar o presente e aguardar por um bom futuro.

Monstro colocou uma bandeja de sanduiches de todos os tipos na mesa: alguns de presunto, outros com patê de atum, recheados de queijo e fatias de frango, alguns só de salada, e os com frios. Depois chegou com uma jarra de suco de abobora com cubos de gelo tilintando no cristal. Os Potter agradeceram e antes de se retirar o elfo fez uma reverencia a ponto de seu colar do Regulus Black arrastar levianamente no chão.

— Mas você não poderia nos contar só um pouquinho, pra termos uma ideia maior de como vai ser? – James encheu a boca de sanduiches e sorriu para o pai com os dentes repletos de cheddar e alface.

— Nossa, com um sorriso desse é difícil dizer “Não”.

James virou para Albus e Lily.

— Por favor, seduzir é comigo.

— Palhaço – declarou Lily.

— Projeto de ser humano! – ele rebateu incrédulo.

— Otários – zombou Albus admirando a infantilidade dos irmãos.

— Princesa das Poções! – James e Lily insultaram em uníssono.

Albus levantou da cadeira e socou a mesa com o punho.

É RAINHA!

Eles começaram a rir até Harry interromper os elogios:

— Como Chefe do Departamento de Aurores e um dos Campeões eu estou muito bem envolvido – eles pararam de discutir e deram atenção ao que o pai dizia. Satisfeito, Harry prosseguiu – o Ministro convocou Viktor e sua tia Fleur para depor sobre os melhores pontos, para intensificarem, e os piores, para concertarem, do ultimo torneio.

— Vai ser como o que você participou? – interrompeu Lily, curiosa.

— Depende... Na verdade quase isso. As regras serão as mesmas, porém foram alteradas em diversos fatores. Inclusive os desafios serão totalmente novos. Só estamos fazendo testes para que seja seguro para uma nova clausula que foi adicionada nas regras.

James abriu um largo sorriso, limpou a boca com as costas da mão e perguntou:

— Até com quantos anos podem se inscrever?

— Por Merlin, JP – Harry mirou o filho incrédulo. – já não foi péssimo terem voltado com essa ideia e terem novamente escolhido Hogwarts, você também quer participar?

— Eu não quero – corrigiu. – eu vou!

— Eu o proibido de se inscrever! – Harry ponderou limitando-se a apenas pontar um dedo rispidamente ao filho.

Albus e Lily olharam de um pro outro. James bufou irônico e levantou-se.

— “Eu o proibido”? – repetiu rindo sarcasticamente. – obrigado por me dizer justamente o que eu queria ouvir, Capitão.

James retirou-se da cozinha triunfante aos olhares dos irmãos. Mas antes que todos o admirassem ele retornou para pegar alguns sanduiches e desfilou da mesma forma que saiu mais digno ainda, isso fez tanto Albus como Lily rirem. Harry apoiou os cotovelos na mesa e apoiou a cabeça nas mãos, vendo o filho subir as escadas para o segundo andar.

— Palhaço.

— Relaxa papai – tranquilizou Lily. – não pode ser tão ruim assim, afinal ele não vai ser o único, vai ter toda a Hogwarts se inscrevendo, afinal depois de você ficou tão popular quanto podemos imaginar.

— Você não entende meu anjo, o Cálice de Fogo é um artefato mágico muito traiçoeiro, vocês mal podem imaginar a ironia que ele adoraria saborear só de colocar um de vocês no lugar de campeões... Mas me diga All, meu filho, você não irá se inscrever, certo?

Albus ficou sem palavras, o torneio parecia ser muito interessante e aquelas poucas informações que ele recebera o seduzira por completo, sem contar que ele tinha a supervisão do pai, que nada o deixaria acontecer, então seria difícil negar. Mas Harry foi mais rápido e adivinhou a resposta de Albus só com a sua hesitação.

— Ok, que seja – falou enfim, se rendendo. – mesmo que ambos participem eu cuidarei dos dois, não os deixarei sofrer nenhum dano, nem que eu interfira.

Albus fez uma cara de lamento, mas continuou quieto, grato pela declaração do pai. Ele assentiu a cabeça vagamente sorrindo.

— E eu, papai, vou poder participar? – Lily perguntou esperançosa, ajeitando sua postura relaxada para uma cheia de interesse.

— Nope.

Lily Luna esperou mais algumas palavras, porém Harry apenas tomou mais alguns goles de café e piscou um olho pra filha. Albus riu triunfante, em puro deboche.

— O que? Por quê? Não... Espera, só porque eles são homens e tem entre as pernas um pin-

— Não, meu bem – cortou Harry, tranquilo. – é porque apenas alunos do quarto ano em diante poderão se inscrever. Isso porque eu fui o vitorioso com apenas catorze anos, então eles estão contando com a experiência dos quartanistas das escolas.

A mais nova gargalhou incrédula e levantou-se da mesa como se aquele ambiente estivesse infectado. Ela estalou os dedos na frente de Harry e retirou-se para fora da cozinha igual James Sirius. Harry tentou chama-la, só que ela já havia vencido as escadas em segundos e provavelmente já estava no quarto.

— Uh, pai?... – começou Albus, então parou na metade, pois Lily invadiu a cozinha com as orelhas avermelhadas e recolheu a bandeja de sanduiches e a jarra inteira de suco de abóbora.

— Oh, por favor, não parem a conversa cheia de testosterona de pai homem para filho homem por minha causa. Qualquer coisa estarei no meu quarto lamentando por ter esquecido no útero da minha mãe o meu pin-

— Lily. – Harry censurou, com um sorriso desenhando os lábios.

Ela mandou dois beijinhos por cima do ombro e piscou. Jogou os cabelos ruivos e caminhou graciosamente rumo ao quarto.

— Querida, eu te amo – Harry gritou. – e você entendeu o motivo.

— Também papai, seu lindo – sua voz baixa ecoou pelas escadas. – eu entendi, só estava querendo discutir igual o JP.

Harry balançou a cabeça rindo, Albus o acompanhou.

— Mas então pai – ele retomou o rumo da conversa. – você não irá ficar zangado se eu e JP nos inscrevermos, não é?

Os olhares se confrontaram seriamente, por um momento os olhos esverdeados tentavam ler um ao outro, em vão.

— Eu nunca tive pais para me dizer o que eu não poderia ou deveria fazer, mas vocês têm a mim, então caso vocês realmente sejam selecionados, eu os protegerei e guiarei da melhor maneira, como tutor e pai.

Albus despediu-se do pai com um boa noite e um sorriso despreocupado, já mais sossegado.

— Até amanhã.

— Até.

Ele rumou para fora da cozinha deixando o pai em sua postura casual pensativa. Quando ele começou a subir os degraus da escada sentiu um vazio e um solavanco na barriga, que reclamava uma fome descomunal. Porém antes que ele pudesse retornar a cozinha Harry já estava segurando um pacote de biscoitos de chocolate e uma caixinha de achocolatado.

— Você não nega ser um Potter – ele disse com um sorriso convincente.

Quando Albus pegou o lanche seu pai espalhou seus cabelos rebeldes e deu tapinhas amigáveis em seu ombro. Ele voltou a tomar o caminho de seu quarto já degustando de seu lanche. Estava tarde e silencioso, o clima fresco e preguiçoso deu mais sono ainda em Albus. As férias já estavam quase no fim, o regresso a Hogwarts seria daqui alguns dias, assim como a sua provável seleção pelo Cálice de Fogo.

Notas finais
Lily Luna estava em seu quarto, empaturrando-se de sanduíches e do suco que trouxera.
_ "Uh, você não pode participar. Uh, você é nova demais. Uh, você é a queridinha do papai. Uh, papai te ama", pff, novidades? cadê?... Mas enfim. Não vou poder participar mas vou poder ver tudo de perto... Muito perto! e quero ver quem vai me impedir. - ela suspirou e enfiou um sanduíche inteiro na boca, lambeu o cheddar que escorria pela boca e que sujava os dedos. - Não esqueçam de comentar, criticar e elogiar, e... Espera, aquilo são fadas-elfas lunares?... Hey, amiguinhas, esper... Enfim, vocês sabem o que fazer!... Amiguinhas! venham, eu tenho creme! Não me faça fazer vocês contarem grãos de açúcar! suas maldi-