Notas iniciais
Divirtam-se! ^^ P.S. o pessoal aê que acompanha essa fic, mas também gostava e acompanhava Amores Roubados (e os que não acompanharam, mas gostam de Jomela tbm), apareçam pra mim nos comentários para me responderem o seguinte: eu estou preparando uma nova fic Jomela, mas estou na dúvida se escrevo uma continuação para Amores Roubados, ou se começo uma história nova para o casal, com bastante coisa diferente e tals... me digam o que vocês preferem: uma continuação ou um recomeço? Espero suas respostas, ansiosa! ;) vou escrever o que a maioria escolher, então PAREÇAM!!! ♥ ♥ beijinhos '3'

Por Herval:

Eu acordei antes da Pam. Na verdade, eu sequer dormi! Quando ela pegou no sono, exaurida pela longa e deliciosa noite, eu fiquei lhe observando por um tempo infindo. Dormir para que se eu podia admirá-la?

Mas então o celular dela começou a tocar. Logo vi que era o despertador. Pamela começou a se mexer levemente, relutando a acordar e até tentou alcançar o celular para desliga-lo. Mas o eletro caiu no chão, sem cessar seu BIP-BIP-BIP. Ela murmurou irritada, me arrancando um sorriso completamente apaixonado, e virou-se; – até então ela estava de costas para mim – só então abriu os olhos.

— Bom dia, dorminhoca... – Sussurrei, ajeitando seu cabelo um pouco desarrumado e Pamela ficou me olhando sem nenhuma reação por pelo menos 30 segundos. Cheguei a pensar que ela daria um chilique e que se arrependeria pela noite, foi então que ela sorriu, erguendo-se e me abraçando carinhosamente.

— Bom dia, Herval... – Murmurou contra meu ouvido e depois de mais alguns segundos, se desvencilhou de mim subitamente, só então percebendo que ainda estava nua. Como se eu me importasse... enrolou-se então no lençol e ameaçou sair da cama, pegando o celular no chão.

— Espera. – Disse, segurando sua mão sobre o colchão. Pamela virou-se para mim, olhando-me nos olhos, esperando eu falar. Não parecia mais distante, mas também não estava plena, entende? Talvez ela ainda estivesse sem jeito... – Eu te amo. – Ela sorriu docemente, abaixando a visão e depois voltou a me olhar.

I love you too, honey. — Era isso que eu esperava para ter certeza de que quando ela voltasse do banheiro, não iria querer me matar. Levei sua mão aos lábios, beijando-a sutilmente e Pamela levantou, sentando logo em seguida, com um gemido: – Aii! Droga! — Foi então que lembrei dos cacos de vidro que não tínhamos tirado do chão na noite passada.

— Machucou? – Ela afirma. – Deixa eu ver... – Levantei, me ajoelhando com cuidado para não me ferrar também e segurei seu pé. – Ah, nada demais... só entrou um pouquinho, pera... – Com um pouco de jeito, consegui tirar o caquinho e ela sorriu agradecida, levantando-se com mais cuidado, indo até uma poltrona e pegando um hobby, trocando o lençol por ele.

— Acho que você deveria vestir uma roupa, Mr. Domingues... – Falou sorrindo, caminhando para o banheiro. Acho que ela se divertiu com a visão enquanto eu estava preocupado com o seu pé. Fui em busca de uma cueca para vestir e em seguida, fui atrás dela no banheiro, abraçando-a por trás enquanto escovava os dentes.

Ela sorriu mais uma vez e tratou de enxaguar a boca e lavar o rosto, enxugando-o com uma toalhinha e olhando o nosso reflexo no espelho, ficou séria por alguns segundos.

— Tá tudo bem, Pam? – Ela virou-se de frente para mim e me olhando nos olhos, confirmou, ainda que meio alienada:

Yeah... é só que...

— Que... o que?

— Pode parecer estranho, mas eu me sinto esquisita...!

— Esquisita...?

— É! Diferente! – Passou a lançar o olhar para todos os cantos do banheiro, menos para mim. – Já tivemos brigas e reconciliações antes, diversas vezes! Mas eu nunca... – Me olha finalmente. – ...me senti como agora.

— E isso é bom? – Ela sorri, jogando a toalhinha no balcão, desamarrando o hobby e indo para o box.

Probably! — Cocei a cabeça, buscando encontrar o motivo dessa “estranheza” da Pam e foi a minha vez de escovar os dentes. O que ela queria dizer com: se sentir diferente? – Hey! — Fui arrancado abruptamente dos meus pensamentos e a olhei esperando que dissesse o que pretendia. – Eu vou mesmo tomar banho sozinha? Come here! — Ah se depender de mim, não vai não!

(...)

Por Pamela:

Definitivamente eu já abri os olhos me sentindo outra. Uma leveza extraordinária me invadiu assim que coloquei os olhos em Herval, que sorria ao me ver acordar. Creio que nem percebeu a cara de bobo que estava! Terminar aquela discussão na cama fora a melhor opção afinal. Sempre é. E ele parecia estar disposto a ser um hubby exemplar dali por diante! Não havia porquê continuar brigando.

Mas não foi exatamente Herval que fez eu me sentir esquisita... senti que ele tinha grande contribuição nisso, mas não diretamente. Algo em mim mudava...

— Dei pra ser sensitiva agora?!— Grunhi, enquanto me trocava no closet.

— O que disse? – Berrou Herval do quarto.

— Nada, hubby! — Apenas tratei de esquecer tal sensação e seguimos o nosso dia.

Passamos os próximos três dias da melhor forma que conseguimos. Passei esse curto tempo sem ir na Parker ou na Marra, já que corria tudo bem. Foi bom passar esses dias em família, para que reestabelecêssemos a conexão perdida. E quem mais parecia estar animado com a nossa nova fase era Joaquim!

Mas ao quarto dia, mais especificamente às 5h da manhã, enquanto eu dormia tranquilamente aconchegada aos braços de Herval, meu celular começou a tocar incessantemente, coisa que muito me irritou. Quando finalmente acordei, fazendo Herval acordar junto, vi que se tratava de Ernesto e então atendi.

Hi, Ernesto... o que houve para me ligar tão cedo...? – Herval, tão sonolento quanto eu, apoiou o queijo em meu ombro, esperando que eu terminasse a ligação.

— Desculpa te ligar tão cedo, Pamela, mas é que também me acordaram a essa hora lá da Marra. Acharam melhor não te importunar e falar comigo, já que sou mais próximo a você, mas eu preciso te avisar...

— Desembucha, Ernesto... o que é que tem a Marra? – Perguntei, louca para voltar a dormir, quando ele respondeu:

— Tá ocorrendo algum problema com o capital da empresa, Pamela. As contas não fecham! Você sabe que há uma determinada quantia, muito grande por sinal, que é separada mensalmente para alguns serviços lá dentro, né...

Yes, sei! Encurte a conversa! Vá direto ao ponto!

— Acontece que mais da metade desse dinheiro, dos últimos cinco meses, vem desaparecendo!

What?! — E o sono sai correndo de mim.

— É isso mesmo. O dinheiro está sumindo... alguém está desviando essa grana e a gente precisa fazer alguma coisa urgentemente!

— O que é que tá acontecendo, Pam? – Herval pergunta, um pouco mais desperto.

— Problemas na Marra, baby...

— Eu posso ajudar?

No, thank you... isso só eu posso resolver. – Voltei a falar com Ernesto: – Ernesto? Você está indo para a Marra, right? Estou indo para lá agora mesmo também! Quando estivermos lá, você me explica essa história direito. Bye!

— Você vai para a Marra a essa hora, Pam? – Herval pergunta, franzindo a testa.

— Não tenho escolha, Herval... é o meu dever! A empresa é minha, remember? — Ele deu de ombros. – Don’t worry, logo, logo eu estarei de volta para te encher de beijos... – Lhe beijei rapidamente antes de correr para me aprontar e ele voltou a dormir.

Assim que pus os pés na Marra, avistei ao longe Ernesto, em uma camisa branca e calça jeans, conversando com algumas pessoas.

— Ernesto! – Chamei-o e ele logo se virou, deixando as pessoas de lado e vindo em minha direção.

— Oi, Pamela... que bom que você chegou... – Nos cumprimentamos e ele me arrastou para minha sala.

— O que houve de fato, Ernesto? Você me parece bem preocupado...

— Mesmo que você seja a presidente da Marra, os outros acionistas cuidam de determinadas áreas da empresa para não te sobrecarregar... – Assenti. – O problema é que justo o setor do Adolf Washington...

— O acionista britânico?

— Esse mesmo. Justo o setor dele apresentou essa falha... todo mês, ele ou seu representante deveria simplesmente separar do capital produzido pela empresa, U$700.000.000 e depositar numa conta específica para a manutenção das máquinas mais avançadas de cada filiação da Marra, para a reposição de veículos para a distribuição de lotes... dentre outras muitas coisas!

— E onde está a falha?

— Alguns relatórios apontam que há cinco meses ele só vem depositando U$300.000.000, Pamela.

— Como é que é?!

— Isso mesmo que você ouviu... nesse joguinho ele já deve ter desviado U$2.000.000.000!

— Mas isso é um absurdo! Se há provas, temos que denunciá-lo!

— Seria péssimo para a imagem da Marra! A imprensa ia cair matando.

— Então o que sugere? Que deixemos ele nos roubar?!

— Eu fiquei sabendo que ele está passando uns dias em Brasília, veio resolver alguma coisa no Brasil, antes de voltar para a Inglaterra depois de amanhã. Peguei até o endereço do hotel em que está hospedado. Eu proponho que a gente vá atrás dele, tentar convencê-lo a devolver o dinheiro. Caso contrário, ele pode se ferrar feio com a justiça brasileira.

— Não pode ser perigoso?

— Você tem seguranças para que? A gente vai agora se você topar! Seu piloto já está preparando o jatinho.

— Brasília? Assim de última hora? – Ele dá de ombros. U$2.000.000.000 era muito, mas não era nem a metade do que o Adolf e todos os acionistas tinham, por que ele roubaria? – Okay...

(...)

Por Herval:

Quando o relógio batia 7h45min eu levantei. Estranhei a ausência da Pam, mas então lembrei que o Ernesto tinha ligado para avisar de algum problema na Marra... quando saí do quarto para tomar café da manhã, Dorothy e Joaquim estavam de saída. Ele estava atrasado para ir para a escola e mal pôde me dar bom dia.

Tomei meu café da manhã com o pensamento na Pam e em que diabos ela estava metida na Marra, e sem conseguir tirar da minha mente, aquele fantasma do Ernesto rondando ela. Mas eu não podia deixar mais aquilo me atingir. Respirei fundo e fui me trocar para ir abrir a Plugar. Aproveitei o intervalo de tempo entre a mansão e a ONG para tentar me comunicar com Pamela, mas ela não estava atendendo as minhas ligações. Insisti pelo menos umas cinco vezes antes de chegar na Plugar e já receber a companhia da Rita para me ajudar.

— Que cara é essa, hein? Brigou com a Pamela de novo?

— Na verdade não... é que ela saiu super cedo hoje para a Marra; tinha uns problemas pra resolver lá.

— Mas isso é normal! Essas grandes empresas estão sempre cheias de problemas! Você já deveria estar acostumado... a Plugar nem é como a Marra e já tem problemas! Imagine aquilo lá?!

— Mas ela não atende as minhas ligações!

— Deve estar muito ocupada, Herval... depois vocês se falam... não vai ficar paranoico, hein! – Tarde demais. Passei o dia paranoico! Tentei me concentrar nas aulas para as crianças, mas no final das contas mandei todas brincarem na área da Plugar, enquanto fui para meu escritório, tentar ligar para a Pam mais uma vez, ou mais mil se fosse preciso!

“O número para o qual você ligou, não atende no momento. Deixe o seu recado após o sinal!” — Dizia a gravação pela centésima vez! Cansado de esperar e pensando que talvez a Pam estivesse precisando da minha ajuda, deixei Rita tomando conta da Plugar e fui atrás da minha mulher na Marra.

— Viajou?! Pra onde? – Qual não foi minha surpresa ao chegar lá...? – Brasília?! Mas ela não me avisou nada!

— Fue un viaje de último minuto, sr. Herval. El problema tuvo que ser resuelto en Brasilia, y ella sólo tendría oportunidad de resolver era hoy. – Disse Nacho, que deveria estar cuidando da comida dos funcionários, mas fora designado por Pamela para me dar o recado, caso eu aparecesse. Ela estava no jatinho quando tentei ligar para ela... só podia!

— E você sabe com quem ela foi? – Não sei porque ainda fiz a pergunta. Parecia mesmo que eu gostava de ficar remoendo meu ciúme.

— Ernesto Avelar y dos guardias de seguridade. – Claro...

— Obrigado, Nacho... – E saí da Marra, indo direto para casa. Claro, pedindo antes para que a Rita fechasse a Plugar pra mim. Já era 16h33min...

— Onde está a Pam, Herval? – Dorothy perguntou assim que cheguei em casa.

— Em Brasília, Dorothy! Ela teve algum problema com a Marra e teve que viajar apressada... não avisou a ninguém.

— Viajou com quem? – E eu me senti arder de ciúmes com a lembrança e a minha imaginação que não parava de me mostrar a cena da Pam e o Ernesto se... deixa quieto!

— Ernesto. – Bufei, me jogando no sofá.

— E esse sumiço súbito acompanhado do cãozinho da guarda dela, te deixou com raiva da minha afilhada?

— Não, não... eu entendo a Pam. – Tentei parecer sereno. – Cãozinho da guarda? – Sorri. – Esse foi o apelido que você arrumou pra ele? Prefiro o meu... – Ela deu de ombros e riu. – Bom, eu só queria poder falar com a Pam... saber se ela chegou bem... – E como mágica, meu celular toca. – Alô, Pam?

Hi hubby! Sorry por não ter atendido as suas ligações... tive que colocar em modo avião para a viagem que eu precisei fazer... foi em cima da hora, não deu para avisar... acabamos de chegar no hotel em que ficaremos.

— E o que foi que te levou pra Brasília, Pam?

— Uma longa história, Herval... quando eu voltar, eu te explico. O que posso dizer é que se eu não viesse, a Marra ia se dar mal...

— E quando é que você volta?

— Depois de amanhã. Tendo resolvido ou não esse problema, eu volto para casa, I promise.

— A cama vai ficar tão vazia sem você... – Fiz drama.

Oh hubby... não faça eu me sentir mais culpada do que estou... foi mesmo necessário. By the way... prometo te recompensar quando voltar.

— Recompensar, é? – Dorothy já me olhava sacana, então decidi ir para o quarto. – Mas... de que maneira? Detalha por favor...

Hum... I don’t know... surprise!

— Pamela, a gente precisa ir! – Ouvi a voz daquele insolente ao fundo.

— Herval, eu preciso...

— Vai lá, meu amor. Resolve o que você tem que resolver e volta logo pra mim, tá? – Lhe interrompi.

Okay... I love you, bye!

— Também te amo... – Falei depois dela ter desligado o telefone. Me joguei na cama e fiquei a imaginar o que seria dos dias daquela casa sem a Pam. E pensei também na deliciosa surpresa que ela provavelmente me faria ao voltar. Mas para isso era necessário um clima! Foi aí que eu pensei: eu tinha que preparar alguma coisa para a gente! Um jantar à luz de velas, um passeio... qualquer coisa! Desde que arrancasse um lindo sorriso daqueles lábios que eu já estava morrendo de saudade de beijar.

Notas finais
Continua...