Geração M
1 00 - Oceans
Notas iniciais
Enfim, cá estamos nós no prologo da história, o que sera que vai acontecer? Antes de descobrirmos, vamos a uma pequena curiosidade: algumas vezes eu me inspiro em músicas para escrever, nesse capitulo me inspirei na música de mesmo nome que ele, Oceans - Seafret
Aquele dia estava peculiarmente abafado, sentia uma insuportável vontade de tirar a blusa de frio que me cobria, mas a preguiça era maior que tudo naquele momento, a sombra da pequena árvore a qual estava debaixo já me protegia o suficiente contra o calor. Não estava afim de fazer muita coisa que não seja ir para casa, era o ultimo dia de aula e esperava meu pai na frente do colégio, parecia que ele tinha prazer em demorar para vir me buscar.
Uma das poucas coisas que estava afim de fazer, além de me jogar em minha cama macia, estava a pouco mais de cinco metros de distancias encostado no muro do colégio, observava seu lábios enquanto conversava com a pequena rodinha de amigos que o cercava, não mais que quatro pessoas. Era o ultimo dia de aula e havia boatos que ele ia sair do colégio, parece que sua família ia mudar de cidade, então fiz o inesperado, o risco de nunca mais vê-lo, de ter um oceano de distancia entre nós, me deu a coragem que precisava. Saí do conforto me proporcionado pela pequena arvore e comecei a andar a passos largos em direção ao pequeno grupo, eles pararam de conversar e me encararam quando me aproximei, seus olhares me enviavam uma série de sentimentos, curiosidade, surpresa e um pouco de "O que diabos você esta fazendo aqui?".
Ignorando os olhares me aproximei dele com um leve sorriso no rosto, acho que o deixei sem reação, pois cheguei perto o bastante para beija-lo e não tive nenhuma resposta vinda dele, e assim o fiz, encostei nossos lábios em um singelo selinho, o suficiente para causar alguns múrmuros ao redor. Senti seu corpo se mover e já me preparei para caso ele me empurrasse, mas me surpreendi quando seus braços me puxaram para mais perto dele e aprofundando mais o nosso beijo, dessa vez causando gritos de alguns do observadores mais histéricos.
Ao ouvir o familiar som da buzina de um Corola 2008, o carro de meu pai, me separei dele rapidamente e abri os olhos em espanto.
Acordei abrindo os olhos em supetão, minha respiração estava totalmente irregular, meu sonho não havia sido um pesadelo, mas tinha me abatido quase que como um. Meus olhos, já acostumados com a escuridão do quarto, observaram o lugar e em seguida fitaram o teto do local, me concentrei em minha respiração enquanto encarava uma pequena rachadura que havia ali, o movimento de ir e vir que meu peito fazia enquanto o ar entrava e saía me reconfortava a medida em que voltava ao normal, lembrando ao meu corpo e a minha mente que tudo não passara de um sonho.
Estiquei meu braço alcançando o celular que estava em cima da mesa de madeira escura em formato de "L". Com o celular em mãos apertei o botão central, a claridade da tela acertou meus olhos do mesmo jeito que uma bola me acertava em uma partida de queimada, me forçando a semicerrar-los. A imagem de um Stormtrooper era parcialmente coberta por nove bolinha que formavam um quadrado e logo em cima números relativamente grandes mostravam as horas, 5:27 da manhã, logo logo o sol iria nascer e o resto da minha família ia acordar para mais um dia de trabalho e escola.
Dei um suspiro longo e cansado enquanto me espreguiçava na cama, retorcendo meu corpo e esticando meu corpo para diversas posições, depois disso fiquei um tempo parado até que, finalmente, levantei da cama. Mais uma vez me espreguicei, esticando meus braços e dedos para cima ao mesmo tempo que ficava no pé, como se tentasse ao máximo tocar o teto, mas essa era de longe minha intenção. Olhei pela janela e consegui ver uma pequena faixa de cor alaranjada ao horizonte, o nascer do sol era uma beleza unica, acabei sorrindo involuntariamente com a cena que mesmo vendo quase todos os dias, me encantava.
Fui até o armário e o abri, logo em minha frente estava a roupa do colégio, limpa, passada, dobrada e colocada ali por minha mãe na noite anterior. Já no banheiro, coloquei as roupas limpas em cima da privada, que estava com a tampa abaixada, e comecei a me despir. Tirei cada peça de roupa lentamente, observando cada pedaço de pele que ficava amostra a medida que tirava a roupa, quando fiquei nu me analisei diante o espelho, apenas um corpo comum, nem feio, nem bonito, nem magro, nem gordo, sem nenhum membro avantajado, apenas um corpo ordinariamente comum.
Girei a torneira com o corpo afastado do chuveiro para evitar aquela pequena rajada de água fria que sempre vinha e me fazia dar pequenos espasmos quando uma pequena gota gelada entrava em contato com minha pele, depois de um tempo, com a água aquecida, me pus debaixo da cachoeira artificial, aos poucos as gostas d'água foram ultrapassando a impermeabilidade dos meus cabelos e escorriam sobre meu rosto e corpo. Algumas imagens do meu sonho ainda viam em minha mente, em pedaços, como fotos de um álbum empoeirado e antigo, mas não queria pensar no que havia sonhado, naquele momento eu não queria pensar em nada, era o meu momento de tranquilidade, de apenas sentir.
Fechei os olhos e me concentrei na água, no jeito que ela caia sobre mim e escorria pela minha pele, no som que ela fazia no abrupto contato com o chão e meu corpo. Aos poucos o som da água foi aumentando, o que de inicio parecia uma pequena e rápida chuva de verão foi ficando maior, chegando a parecer uma forte tempestade até chegar no estrondoso som de uma imensa cachoeira. De repente, tudo se silenciou, dando o lugar a um calmo oceano que cobria até onde os olhos podiam ver, até que o som de uma unica gota caindo naquela imensidão azul quebrou o silêncio, que ecoou assim como as ondas que ela criou ao cair.
Abri os olhos lentamente, saboreando cada segundo daquele momento e quando vi o que tinha em minha frente eu sorri como uma criança ao ganhar o que queria no natal. Cada gota, cada partícula de água flutuava ao meu redor, o tempo parecia ter parado em volta de mim, mas a constante mudança em suas superfícies que pareciam lutar contra a gravidade denunciavam que o tempo continuava a correr. Permaneci imóvel por alguns segundos até que estiquei meu braço direito com a palma da mão para cima, lentamente, uma das maiores esferas d'água se moveu em sua direção até parar exatam
ente em cima dela. Três batidas rápidas na portas. Em um instante, assim como todas as outras, a esfera em minha mão cedeu à gravidade.
Notas finais
Não gostaram? Acharam algum erro?
Me contem tudo pelos comentários eu sou que nem o Dollynho, sou seu amiguinho, podem vir.
Agora vamos a uma má noticia:
Próximo capitulo só depois do ENEM
(Sim, vou ter que fazer esse demônio em forma de prova)
Até mais!
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