Geração X - Fic Interativa HIATUS
6 Capítulo 7 - “Alfa”
Notas iniciais
enfim..mas finalmente estou postando um novo capitulo..espero q gostem, boa leitura...
POV Narradora
A morena acordou pela manhã depois de uma noite de sono um pouco curta. A garota de 16 anos chegará de madrugada de uma viagem com os pais e o irmão pequeno e não conseguirá descansar tão bem. Mesmo um pouco cansada, ela levantou e se arrumou para o segundo dia de aula. Vestiu-se, fez sua higiene matinal e foi ao quarto ao lado. O quarto do irmãozinho.
Abriu a porta e entrou. O sacudiu a fim de acordá-lo.
— Ah, Bia. Deixe-me dormir... Por favor... – o menininho pediu manhoso.
— Não, Lucas. A gente tem aula hoje. O segundo dia de aula. – pausou. – O primeiro 'pra nós dois, na verdade... – pausou outra vez. – Anda logo, mocinho. Já estamos atrasados. Levanta. São ordens da irmã mais velha. – disse, dando outra cutucada no irmão. Ele finalmente levantou, a contragosto.
Bia o ajudou a se arrumar e ambos desceram para tomar seus desjejuns. Ao chegar à cozinha, encontram a mãe, que passava o café. Na mesa, uma deliciosa refeição era montada. Pão fresquinho, leite morninho, frutas picadas. Tudo do bom e do melhor, feito com muito carinho.
— Bom dia mãe. – os irmãos cumprimentaram a mãe com um abraço e um beijo.
— Bom dia, meus amores. Dormiram bem? – sua mãe perguntou.
— Não acredito que a senhora perguntou isso, Dona Lúcia. – disse rindo. – Acha que dormimos bem depois de chegar de uma exaustiva viagem, mãe? Eu pelo menos estou morrendo de sono.
— Sei disso, filha. – disse sua mãe Lúcia sorrindo de lado. – Eu só perguntei. – pausou. – Sentam e comam. Antes que se atrasem.
— Sim senhora. – Lucas disse enquanto bebia um copo d’água.
— Vou ver se o pai de vocês melhorou para chamá-lo para tomar café. – a mãe deles disse saindo da cozinha.
— O que ele tem, mãe? – Bia perguntou, falando mais alto, pela distancia que se encontrava da mãe.
— Ele está um pouco resfriado desde ontem... – a mãe lhe dizia e sua voz sumia quanto mais distante ficava.
— Bia... Faz o meu leite? Só você faz do jeito que eu gosto. – Lucas pediu ainda manhoso.
— Tudo bem. – Bia assentiu sorrindo. Levantou-se e começou a arrumar o leite do irmão.
— Ai... Espera que eu tenho que fazer “pipi”. – o menininho disse e saiu correndo, esbarrou no copo com água, deixado de lado por ele.
— Luquinha, toma cuidado. – Bia disse exaltada. Pegou o copo com rapidez. Esticou a mão e parou a água que caia antes que atingisse o chão.
A água se mexia de um jeito engraçado. Parecia que tinha vida, se contorcia e agia como Bia queria. Levou a água até a pia, a jogando lá. Seu irmão chegou nessa hora.
— Cuidado, a mamãe está vindo. Ela vai ver. – disse. Sim, o irmãozinho sabia do poder da irmã, mas guardou segredo a pedido dela.
— Aqui está o pai de vocês. – Lúcia disse entre risadas, acompanhado do marido que ria também.
A família se sentou e começou a tomar o café da manhã.
— Vocês não se importam se eu não for levar vocês para a escola, não é, filhos? – Henrique, o pai deles, perguntou. – É que eu estou um pouco resfriado e estou um pouco cansado para isso.
— Não tem problema. É melhor você ficar em casa descansando mesmo. Preocupe-se com sua saúde. Vamos ficar bem. – Bia disse sorrindo e os pais assentiram.
Bia e Lucas pegam seus materiais e saem de casa. “Quanto mais cedo melhor”, Bia pensava. Ela precisava levar o irmão para a escola.
— E aí? Ansioso para o primeiro dia na escola? – Bia perguntou para o irmão.
— Mais ou menos. Não sei como é escola. Como é? É muito ruim?
— Não... Quer dizer, nos primeiros anos não é tão ruim. Com o passar do tempo, vai ficar mais difícil. Mas não significa que você vá ter que se descuidar na escola. Ouviu, mocinho? – disse autoritária, rindo logo em seguida. O menininho apenas sorriu de lado.
— Ih... Olha se não é a estressadinha gostosa. – disse um dos seus vizinhos. Os encrenqueiros do bairro. Bia os odiava.
— O que vocês querem, idiotas? E você sabe que eu não gosto que me chamem assim, Ed. – Bia disse irritadiça.
— Viu, só Denis. Eu disse que ela responderia. – Ed disse virando para o amigo. – Ta de babá hoje, Bia?
— Não, idiota. Estou levando meu irmão pra escola.
— Hum... Então depois da escola me encontra pra gente conversar. Da última vez, você me socou e desde então não consigo deixar de pensar em você. Pode me chamar de masoquista, mas eu adorei aquele soco. – Disse sorrindo malicioso. Os dois amigos gargalhavam sem parar agora. Bia sabia do que e o que ele falava e sentiu ferver em fúria.
Ela cerrou os pulsos. Lucas olhou para a irmã, olhou em volta e voltou os olhos para ela. O chão começou a tremer, pequenas pedras começaram a rolar. A brisa começou a ficar forte. A ira de Bia estava ficando incontrolável.
— Bia. – Lucas o chamou cochichando, puxando a barra da blusa dela. – Controle-se. Não faça isso na frente dos vizinhos. – pediu.
Bia olhou o irmão e se acalmou. Continuaram seu caminho rumo a escola. Lá, Bia conversou com suas colegas do time de vôlei e assistiu às aulas. Ao final da aula, buscou o irmão e ambos foram para casa.
Ao chegar em casa, os irmãos se deparam com uma visita.
— Bia, filha. – Lúcia disse com os olhos em lágrimas. Henrique lhe acariciava os ombros tentando acalmá-la. – Por que não nos contou? – a mãe perguntou aflita, enxugando as lágrimas.
— O que? Do que vocês estão falando? E quem é esse? – perguntou apontando para o careca de cadeira de rodas.
— Esse é o Professor X. – respondeu o pai, vendo Lúcia incapaz de responder. – E ele nos contou que você é uma mutante. É isso que sua mãe perguntou. Queremos saber por que não nos contou isso.
Bia engoliu a seco e abaixou a cabeça. – Fique com medo. De vocês não me aceitarem por eu não ser normal.
— Te aceitaríamos de qualquer forma, filha. Somos seus pais e nós te amamos. – sua mãe disse.
— Quero que venha comigo para a minha escola, Bia. Lá você não terá medo em não ser aceita. Você vai conviver com jovens como você. Mutantes. – o professor disse.
Bia aceitou. Arrumou suas malas, se despediu dos pais e do irmão e se foi.
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