Geração X - Fic Interativa HIATUS
9 Capítulo 10 - “Sr. Milênio”
Notas iniciais
POV Narradora
— Aaa... – mais uma vitima gritava de dor. Ele era assim mesmo. Um sádico. Adorava ouvir os gritos, os gemidos de dor e os pedidos desesperados para que ele parasse.
— Vai me entregar o controle da sala de vídeo. – disse com uma voz assassina.
— N-na-não. – o segurança disse com dificuldade por causa da dor.
— Você quem sabe. – Alex diz, com a voz ameaçadora.
Pegou uma barra de ferro e a segurou com as duas mãos. Absorveu o poder dela, a soltou e cerrou os pulsos. E sem pensar duas vezes, socou o rosto do pobre segurança, sem dó nem piedade. Socou mais duas ou três vezes e o segurança caiu desmaiado.
Alex abaixou-se e pegou o controle, que estava no bolso do segurança. E ainda levou a chave dele.
— Vamos logo. – disse sorrindo vitorioso.
Ele e seus capangas entraram pela porta dos fundos do banco e andaram por longos corredores. A porta da sala de monitoramento em vídeo não devia estar muito longe e eles logo a encontrariam. Não podiam demorar mais tempo. Precisavam ser rápidos e ágeis. Logo notariam que alguma coisa estava errada.
Poucos metros depois de entrar, Alex e os capangas já estava dentro de uma sala cheia de televisores, computadores... Sentou-se frente a uma tela de TV e começou a mexer nos controles, pretendendo desativar os milhares de câmeras naquele gigantesco Banco.
— Pronto. Já estamos dentro. Agora, é só desligar todas essas câmeras para fazermos a nossa “limpeza”. – Alex disse, rindo grotescamente no final das suas palavras.
— Mas, chefe, precisamos mesmo fazer isso? – um dos seus capangas disse.
— Ah... Qual é JJ? Vai desistir logo agora? Vai amarelar mesmo, cara? ‘Porra’, você já veio até aqui. Não dá mais ‘pra voltar atrás. – Alex disse um pouco alterado.
— Sei disso. Mas é que eu nunca fiz isso antes. – disse engolindo a seco. JJ conhecia Alex melhor do que ninguém e sabia que ele podia ser vingativo quando queria.
Alex é capaz de destruir tudo o que há no seu caminho e quem o impedisse. JJ não queria estar no caminho dele. Nunca. Ele já viu o próprio matar muita gente e apenas o seguia para se manter vivo. Ou era segui-lo ou morrer. E ele não tinha muita escolha.
— Bom... ‘Pra tudo tem uma primeira vez. Não é?
JJ deu de ombros, enquanto Alex mandava outro capanga vigiar a porta. Voltou-se frente a um dos computadores e desligou todo o circuito interno de TV. Sorriu malignamente mediante o seu feito.
— Pronto. Aqui já ‘tá pronto. Agora temos que dá um jeito nos outros guardas. – Alex saiu da sala, ficando um passo da porta, no corredor. – Você dois... – apontou. – Vão pela esquerda. Você, pela direita. – disse e eles foram. – E você JJ, vem comigo. Por aqui. – disse e JJ o seguiu.
[...]
Minutos depois, todos os guardas do banco estavam rendidos e Alex olhava ao redor orgulhoso do sucesso do seu plano.
— Ótimo. Está tudo dando certo. Agora é só esvaziar os cofres e sair desse Banco com os bolsos cheios de dinheiro. – Alex disse, sorrindo. – Vamos logo, imprestáveis. Temos que ser rápidos.
Os capangas obedeceram que nem cachorrinhos treinados e o seguiram, carregando alguns sacos e bolsas.
Já no primeiro cofre tiveram dificuldades. Ele tinha senha e, a não ser que alguns deles soubessem ou fossem mestres em computação, eles só conseguiriam abri-lo se o bombardeasse ou arrancasse a porta dele.
— Deixa comigo. – Alex disse.
Tocou a forte e resistente porta de metal do cofre, absorveu e, usando a força do material do próprio, a arrancou, abrindo o cofre. Ele sorriu satisfeito ao ver aquele cofre cheios de “Verdinhas”, como ele pensou ao abrir o sorriso.
Ele acenou para os outros que se aproximaram e, ambos, começaram a recolher todo aquele dinheiro. Agora eles gargalhavam alto e maleficamente.
— Nós vamos ficar ricos. – um dos capangas disse.
— Perdão? Mas... Nós? Como assim “nós”? – Alex perguntou arqueando uma sobrancelha.
— Ah, qual é, Alex? Você prometeu que nós receberíamos uma parte dessa grana. – JJ disse indignado.
— Você disse certo. Receberão uma parte, não tudo. 50% são meus. Os outros 50% vocês dividem entre si. – respondeu apático.
— Espera aí! 50% ‘pra você. Você devia dividir tudo em partes exatamente iguais. Se dividirmos 50% entre nós... Não vai dar nem 15%. Vão dar... – pausou. — ‘Peraí. – JJ disse pegando o celular do bolso e fazendo a conta na calculadora do celular. – 12,5%. Caramba, isso é muito pouco. – disse por fim.
— E der-se por feliz. Eu sou o chefe, oras. Eu mereço receber mais.
— Isso não é justo. Nós fizemos todo o trabalho duro para você. Nós devíamos receber o mesmo que você, ou até mais. – JJ continuou o desafiando.
— Cala a boca JJ. Não fala assim com ele. Aposto que você não vai querer enfrentá-lo. – interveio um dos capangas.
— Não calo nada. Eu vou falar agora. Eu não vou mais me calar e nem abaixar a cabeça diante disso. Depois de tudo o que fizemos por ele e é desse jeito que ele nos trata. Fazemos o nosso trabalho e ele não nós retribui da maneira que merecemos. E eu já estou cansado disso. Eu não mereço passar por essa humilhação. Não dessa vez. – disse JJ por fim, cerrando os pulsos.
Alex aproximou-se de JJ, o encarando com um olhar de ira. JJ engoliu em seco pela segunda vez aquela noite. Mas não demonstrou medo ou insegurança. Manteve sua máscara de frieza e de cabeça erguida.
Alex parou até que tivesse a poucos centímetros de JJ. Levou as duas mãos até o colarinho do seu capanga, até então, tão fiel, e o ergueu um pouco.
— JJ, eu vou falar-lhe uma coisa. – pausou. – Acho que você se lembra do “fundo do poço” de onde eu te tirei. Não lembra? – perguntou e o outro assentiu. – Pois então. Também acho que você não quer voltar para lá. Quer? – perguntou e o outro assentiu outra vez. – Então acho bom você me obedecer e seguir as minhas ordens, do jeito que eu mandar. Isso em troca de eu não te jogar de voltar para aquele lugar e te ver apodrecer lá. Ver-te voltar a ser o trapo de gente que você era. – pausou. – Mas, não... Você não quer isso. Você quer continuar a me seguir e a seguir minhas ordens e continuar fiel a mim, como você sempre foi. Não é? – finalizou seu discurso sorrindo sarcasticamente, o soltando.
— É. – JJ respondeu a contragosto e Alex abriu ainda mais o sorriso. “Mas você ainda me paga, seu desgraçado. Isso não vai ficar assim.” JJ pensou olhando a figura a sua frente com um imenso desprezo e repulsa.
Ao terminar de tirar o dinheiro do cofre, ouviram lá fora o barulho da sirene da policia.
— Droga. Só faltava essa ‘pra acabar com a nossa sorte. – Alex disse com a voz irritada. – Vamos logo sair daqui. – disse aos outros.
[...]
— Ei, chefe. Tenho uma coisa para você. — disse um dos capangas.
— O que é? – Alex perguntou enquanto contava o dinheiro que conseguiram.
— Aqui. – lhe entregou algo, dentro de um pano enrolado. – Pelo seu aniversário. Está fazendo quantos anos? 24?
— Não, 22. – pegou e desenrolou o pano. – Mas, o que... Isso é...
— Um diamante? Sim... Eu achei no estomago de uma galinha que meu tio me mandou matar semana passada. É pequeno, mas... Já é alguma coisa né.
— Hum... Gostei. Valeu.
— Alex. Eu descobri uma coisa. – JJ disse chegando ao esconderijo deles.
— O que? – Alex perguntou realmente curioso, porém concentrado nas contas.
— Aquele que você não gosta. O tal do Professor X... Fiquei sabendo que ele está montando uma nova equipe de mutantes.
A ponta do lápis quebrou-se, tamanha a raiva e a força posta nele sobre o papel. Alex ergueu a cabeça com os olhos num tom escarlate vivo. Era o puro ódio, o puro mal. Ele nunca odiou ninguém como ele odiava aquele homem e seria capaz de tudo para acabar com os planos dele.
— Aquele... – pausou. – Você fez bem em me contar isso. Melhor... Fez muito bem. Bom saber disso. Eu só quero encontrá-lo e acabar eu mesmo com ele, com tudo o que ele sonhou.
— Eu nem me lembrava o quanto você o odiava. – JJ disse depois de minutos de silêncio.
Alex apenas deu de ombros e bufou entediando.
— Ok. Agora, vamos dividir a grana. – ele disse, segundos depois.
Ele e os capangas sentaram-se perto, contando notas e mais notas de dinheiro.
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