Notas iniciais
*Editado 07/05/2013.

E aí, caras! todos bem?! FDS foi bom? porque o meu foi um tédio /sofre.
Bom, como prometido aqui está mais um capitulo, esse ficou excepcionalmente grande por ser algo importante, então qualquer desvaneio, erro ou falta de concordância me avisem, ultimamente ando mais avoado que o comum.
O Título despertou curiosidade, não foi?! auysdçlakjdsaç, bom, vou ser bacana e deixarem vocês lerem. Nos vemos nas notas finais, boa leitura!

Chegando ao patamar da escada de mármore junto de uma multidão de Grifinos e Corvinos que desciam de suas torres, o trio pode perceber que o hall estava tomado por uma variedade inacabável dos outros estudantes estrangeiros. Eles foram instruídos a vestirem o uniforme de sua escola para cerimônia, então estava tudo da mesma forma que eles chegaram: diversas pessoas andando de um lado ao outro, a maioria dela circundando o Cálice de Fogo, depositando seus pergaminhos e torcendo profundamente para serem os escolhidos.

A entrada de Hogwarts ainda estava tomada por aquele brilho azul. As paredes, os quadros, as escadarias. Nada estava livre do brilho enigmático e sombrio do artefato. As chamas ainda movimentavam-se com uma lentidão irreal, como um pedaço de seda no fundo de um oceano. As fagulhas e brasas no chão pareciam gotas de magma azul, pulsando a energia sublime do Cálice de Fogo.

Albus pairou os olhos rapidamente pelo local e então rapidamente começou a descer os degraus com numa velocidade mecânica. Scorpius seguiu seu ritmo e Rose veio logo atrás dele. O Potter deu um aceno positivo para Rose, a entregou o pergaminho com seus nomes e isso foi o suficiente para ela entender o recado. Enquanto os rapazes caminhavam para o Grande Salão, entretidos numa conversa meio silenciosa e furtiva, a Weasley direcionou-se ao Cálice de Fogo. Estava muito mais lotado lá do que qualquer outro espaço. Ela fez um esforço para adentrar na Linha Etária a fim de ser aceita pelas regras que o Dr. Malfoy impunha. Devidamente pronta, Rose esticou o braço o máximo que podia, porém quando ela foi deixar cair a nota dentro do copo acabou esbarrando no braço de outra pessoa, deixando tanto o seu quanto o do outro sujeito cair. Ela se precipitou para corrigir seu erro, agachou-se sentando nos calcanhares e recolheu os dois papeis caídos no chão, subiu soprando e sacudindo a brasa que o empoeirava.

— Por Merlin, me desculpe – ela levantou sem jeito, então de envergonhada passou a corar quando reparou no tipo de pessoa que acabara esbarrando.

— Não foi nada – respondeu. Rose o encarou enquanto sua mente não conseguia raciocinar. Embora alto, o garoto não parecia ser muito velho que ela. Ou sim, quem sabe, ele emanava uma energia enigmática... Não, a palavra certa seria esfíngica por conta de um fator. Tinha um corpo definido e era robusto sob as vestes pesadas da Durmstrang. Seus cabelos tinham um tom de preto tão escuro quanto breu, o que fazia destacar o brilho dourado de seus olhos (por isso esfíngico, era como a criatura; preciosa, misteriosa, hipnotizante, além de parecer perigoso) que mesmo no escuro parecia explodir em milhões de pepitas minúsculas de ouro. Seu maxilar era perfeitamente definido, sua pele era num tom claro de bronzeado. Os lábios eram encantadores com aquele sorriso torto. Sua expressão era tranquila, mas o sorriso de canto e uma sobrancelha significativamente erguida levava a qualquer um pensar suas intenções ocultas; o que Rose não reparou, pois estava distraída demais para pensar em qualquer coisa.

Ela piscou várias vezes até reparar que estava ridícula encarando o garoto sem pudor. Balançou a cabeça, sacudindo as ondas de seus cabelos e entregou o papel de volta ao rapaz.

— Me chamo Rose Weasley.

— É, eu sei. Thanatos Asmodeus, prazer em conhecê-la pessoalmente.

— Sabe? – perguntou com uma risada esganiçada. Reparando o deslize, levou a mão à boca e arregalou os olhos.

— Fontes. Nada de especial – ele deu os ombros, e passou a língua nos lábios, umedecendo-os. A barriga de Rose se revirou em solavancos. Ela sentiu-se no céu com o gesto obsceno do rapaz. – Sabe... – ele abaixou um pouco, na altura da orelha de Rose, e sussurrou – você não é nada famosa.

— É... Nada de especial – Rose murmurou, deleitando-se com o sentimento que a preencheu. Os lábios de Asmodeus fizeram cócegas em sua orelha, e isso a fez inclinar o pescoço instintivamente, mesmo que querendo por mais.

Quando ele se afastou, mais uma sacudida de cabeça veio de Rose para afastar os pensamentos maliciosos.

— Durmstrang? – Rose apontou para as roupas, os olhos semicerrados ainda em êxtase.

— Correto – ele confirmou. Apesar da escola, ele não tinha sotaque búlgaro como os demais, porém a voz grave e o modo rígido de falar o inglês eram onipresentes. Quem sabe um estrangeiro nas terras escandinavas? – se não fosse por suas vestes de Hogwarts diria que você seria da Beauxbatons.

Rose recuou a cabeça e cruzou os braços na frente do corpo, outra vez em duvida.

— E porque isso?

— Teria julgado pela graciosidade e beleza.

Foi o cúmulo. Rose deu outra risada esganiçada e corou até as orelhas ficarem da cor de seus cabelos flamejantes. Ela deixou os braços caírem ao lado de corpo, encarou o chão e depois olhou para cima, discretamente. Asmodeus ainda a olhava, com aqueles olhos penetrantes, novamente passando a língua nos lábios – talvez um tique, uma mania vulgar, um ato impudico e terrivelmente lascivo.

Uma passada rígida tirou sua atenção.

— Vai depositar? – Senford Strong perguntou sem paciência para Rose. Seus braços estavam cruzados na frente do peito, enormes com os músculos contraídos.

Thanatos encarou o zelador com suavidade ou sarcasmo, era difícil de determinar. Sem deixar seu sorriso de lado, ele recolheu seu papel amarrotado nos dedos e deixou queimar nas línguas de fogo. Ele ainda fez questão de sair olhando na direção de Rose. Mesmo daquela distância ela conseguiu ler seus lábios:

“Boa sorte”.

Segurando a respiração, Rose ficou rígida. Um sorriso bobo travou em seu rosto e tudo que ela conseguiu fazer foi balançar os dedos num aceno delicado e feminino.

— Ei nerd! – Senford explodiu as mãos numa palma tão estrondosa que os ouvidos de Rose latejariam por horas.

Bufando e zangada, Rose arregalou os olhos para o zelador e atirou o pergaminho dentro do Cálice de Fogo com fúria e determinação. As chamas fizeram o papel entrar em combustão de uma forma chamativa, jorrando faíscas e derramando brasas. Diante da ação, a garota encarou o artefato com uma surpresa no olhar, embrulhada com uma dose de apreensão. Piscou algumas vezes seus cílios ruivos e rumou para o Salão Principal, fazendo questão de empurrar Senford com um braço – o homenzarrão nem saiu do lugar, mas para descontar o gesto ele moveu o cotovelo, fazendo Rose cambalear até encontrar equilíbrio. Ela virou-se para encarar o zelador, e ele tinha um sorriso irônico nos lábios crispados. Rose cerrou os olhos e decidiu descontar depois.

Seguindo a multidão que adentrava no Grande Salão, Rose evitou trocar olhares com os estudantes e rumar direto para onde Albus e Scorpius a guardaram um lugar.


Scorpius tentou sorrir para Rose, mas ela estava distraída demais para perceber que o gesto fora para ela.


— Que demora – reclamou Albus. – foi depositar ou fabricar um Cálice?

Rose ignorou o primo e como quem não quisesse nada, ela debruçou-se sobre a mesa e chamou a atenção de Lily Luna. Com os olhos vidrados no teto encantado, que brilhava em poeira espacial – parecendo chamas douradas e cor de rosa, com um background escuro e estrelado – a mais jovem dos Potter olhou para a prima.

— Alô, Rose.

— Ahm, Hypnos e Pandora disseram o que aconteceu com os membros de sua família?

— Na realidade evitamos falar deles – comentou Lily. – Hyp se sente desconfortável quando comenta sobre a sua família...

— É possível que eles ainda estudem?

Lily deu uma risada, meio debochada, meio desconfiada. Ela parou quando reparou que sua prima falava sério.

— O que você quer dizer com isso, Rose?

— Não, nada...

Lily deu uma olhada para Albus e indicou Rose com a cabeça.

— Que conversa é essa, Rose? – perguntou ele.

Ela respirou profundamente, e quase num murmúrio começou a dizer:

— Acho que conheci mais um integrante dos Anjos Caídos...

— Que? – Albus exclamou exasperado. Olhou em volta uma ou duas vezes para certificar de que não tinha nenhum perigo comentar sobre isso. – pensei que depois dos Rosier eles não teriam a audácia de pisar em Hogwarts. Rose, essa gente é perigosa!

— Eu sei, eu sei!...

— Quem é? – quis saber Scorpius.

— Um Asmodeus... É um estudante da Durmstrang.

— Ele estava sozinho? – cochichou Albus.

— Acho que sim... Não sei, eu... Eu estava distraída...

As sobrancelhas de Albus se juntaram e sua face transformou-se numa carranca.

— Preciso avisar meu pai... – ele começou a levantar quando sentiu os dedos de Rose laçar seu pulso.

— Albus! – censurou Rose.

— O que é? Rose, meu pai está procurando os Rosier até hoje, recentemente ele teve problemas com os Leviathan, se eu tiver a oportunidade de ajuda-lo eu vou fazer!

— Mas ele não fez nada!... Assim como a Pandora ainda não fez – a voz de Rose saiu bem mais alta do que ela pretendia. Todos a sua volta a encararam, Albus especialmente, boquiaberto. Scorpius se exilou no silêncio, sua família pertencia demais as Trevas para comentar qualquer coisa, sem contar que os Rosier ainda batem na porta de sua Mansão, procurando por refúgio – claro que sempre são ignorados.

Os lábios de Albus estavam prontos para se fecharem e dar uma resposta. Citar o nome de Pandora, com suspeitas de sua inocência, fez um vulcão de fúria entrar em erupção dentro de seu peito. Teria feito, teria dito o que pensava, se a voz de Neville não tivesse rompido seus pensamentos.

— Boa noite a todos!

— Os Anjos Caídos são fieis a Voldemort – sussurrou Albus, ereto de incomodo. – mas não são todos eles.

O diretor ainda falava.

— Não todos eles – repetiu Rose, deixando o primo entender que com essa afirmação ele também defendera o Asmodeus. – nossos pais são aurores, Albus; eles entendem o suspeito antes de tomar uma ação.

— Enfim – declarou Scorpius, abrindo seus olhos de tal forma que a íris prata pode se ver por inteira. Quase nunca fazia isso. Significava que queria dar destaque ao que dizia. Queria que encerrassem de vez com a discussão.

Mesmo não resolvidos, os primos se calaram.

— Daremos mais alguns minutos para a Seleção e o anuncio dos Campeões – continuou Neville. Esta noite ele trajava um sobretudo azul marinho de gola alta, acompanhando a elegância dos demais diretores. O ministro, o auror e o curandeiro também estavam presentes – por ora vamos desfrutar do banquete – ele estalou os dedos, e assim como a noite anterior, as comidas que surgiram eram igualmente extraordinárias.

Os alunos começaram a se servir com muita vontade, enquanto outros não demonstravam tanta ânsia assim, provavelmente à impaciência vencera a fome. Dentre eles o trio. Albus comeu algumas tiras de bacon sem vontade; Scorpius tomou um cálice de suco de abóbora; já Rose, nem água tomara.


Decorrido alguns minutos, os pratos estavam vazios e os bruxos satisfeitos. Olhando em volta, Albus pode reparar que as conversas tomaram o Salão outra vez. Cochichos e murmúrios eram sussurrados por todos os cantos. Poucos se aventuravam em rir em voz alta ou dizer algo de impacto, pois qualquer sinal fonético algumas notas acima do comum atraía mais atenção do que o pretendido.


A mesa dos funcionários fervilhava em conversas, risos e concordância de cabeça. Passado algum tempo, Neville levantou-se e foi consultar McGonagall, ele disse algumas palavras à anciã e ela concordou. Sorrindo, o diretor Longbottom contornou a mesa dos lecionadores e tomou a frente no pedestal de coruja.

O Cálice de Fogo estava logo ao lado dele, suas chamas lambendo as bordas do copo como se estivesse derramando, como se desejasse despejar seu conteúdo o quanto antes.

— Suponho que a hora é essa – Neville retirou a varinha de seu sobretudo e a levantou, na sequencia, com um aceno lento e preciso, ele desenhou uma linha de sua direta a esquerda, e este sinal fez com que as luzes suavizassem até se extinguirem. A única iluminação que vinha era do teto, com suas estrelas cintilantes e raios lunares, alguns archotes brilharam em chamas azuis e até mesmo as aboboras tiveram suas velas emanando um brilho prateado. Incrivelmente a luz que se destacava era a do Cálice, que brilhava com tanta intensidade que Albus teve de fazer um esforço imenso para não se perder nos pensamentos outra vez. – ao meu comando, peço que os selecionados aguardem na sala ao lado para receberem as primeiras instruções – com a cabeça, Neville indicou uma câmara no fundo do Salão, na qual Senford guardava a entrada como um imenso segurança.

Seguiu-se de um silêncio incomodante, no qual o único som era o crepitar do Cálice.

— A qualquer hora – sussurrou Neville com expectativas. Seus olhos castanho-esverdeados refletiam o brilho colorido do artefato.

Não demorou muito, com um barulho semelhante a uma explosão, várias vezes mais surda e bizarra, as chamas do Cálice de Fogo variaram do azul para o branco, e seguido dessa cor elas aumentaram de tamanho e se tornaram vermelhas. Tão vermelhas que qualquer fogo alaranjado não faria o mínimo efeito sobre elas. Faíscas douradas e esbranquiçadas jorraram de todas as partes, algumas até se perdiam rumo ao teto, disparando como foguetes diminutos e furtivos. Neville teve de recuar alguns passos, então quando ele percebeu a inatividade do juiz, reparou que o objeto cuspiu exatos dois papeis, ridicularmente nenhum deles estavam queimados ou transformados em poeira negra, apenas tinham suas bordas queimadas, brilhando intensamente em brasas avermelhadas.

Ele recolheu os papeis no chão e leu.

— Os Campeões da Forccinari. Primeiro papel: Washington Freitas, Vitória Sant’ana e Caroline Rammos.

Forccinari exaltou em palmas e exclamações animadas. Os três campeões levantaram surpresos. O nomeado Washington era um rapaz baixo, de pele levemente escura, cabelos curtos cacheados e olhos castanho-escuros. Vitória Sant’ana tinha a pele cor de avelã, longos cabelos espessos negros e olhos escuros. Caroline era uma garota muito atraente, pele clara e lábios avermelhados, rosto bem desenhado e postura divina, os cabelos negros brilhantes sacudiam em suas costas quando ela saiu junto de seus amigos rumo a câmara. Todos rindo e murmurando em português.

— Segundo papel; Wagner da Silva, Ingrid Maquiné e Giovanna Bronze.

Mais aplausos e assobios vieram de uma plateia extremamente animada. O garoto chamado Wagner tinha estatura média, cabelos castanho-avermelhados erguidos num topete caprichado, olhos ansiosos por trás de óculos de armação quadrada, sua pele era semelhante ao tom bronzeado e o corpo era vigoroso, do tipo atlético. Ingrid Maquiné era a garota de olhos puxados que, independente de sua pele clara, não parecia ser oriental; seus cabelos negros farfalhavam na altura dos ombros quando ela se levantou para abraçar Giovanna. Esta era a garota baixa, de cabelos castanhos repletos de camadas, olhos escuros e bochechas avermelhadas. Parecia que seu sorriso era bastante constante, pois ela tinha expressões muito simpáticas no rosto e um caráter amigável. Eles saíram da mesma forma que os outros, de um jeito mais saltitante e empolgado, sob os incentivos de palavras em português que Forccinari dava. Gaston d’Orleans fez questão de levantar e bater palmas, com um sorriso enorme estampado no rosto. Ele ainda apontou para o ultimo grupo e deu duas batidinhas cordiais no peito, piscando um dos olhos.

O Cálice de Fogo repetiu seu feito e dessa vez disparou outros dois papeis mais claros e decorados que os anteriores. Neville se agachou para pegar um deles e soprou o outro.

— Campeões da Beauxbatons. Primeiro papel: Adoriabelle Heloisee, Felix Kjellberg e Serge Talbot.

A beleza desse trio era espantosa. Adoriabelle era uma garota magra, dona de curvas generosas para a idade que parecia ter; seus cabelos eram loiros dourados, que ondulavam nas pontas; os olhos azuis tinham um brilho pálido, quase prateados. Felix era um rapaz alto e magro, seus cabelos loiro-amendoados eram compridos, com a franja jogada para trás, deixando livre a frente dos olhos azul-celeste. Serge tinha uma postura de cavalheiro, encaminhou para a câmara com um sorriso generoso no rosto, seus cabelos marrons claros ressaltavam a coloração âmbar-acastanhado de seus olhos. Beauxbatons ergueu-se das cadeiras para aplaudir de forma educada e respeitosa seus Campeões.

— Segundo papel: Esme Dilermando, Alois Pierciereé e Renné Eiffel.

Esme era uma garota de rosto redondo e lábios cheios, os cabelos castanhos de mechas douradas estavam postados na frente do busto. Alois era um jovem de pele lívida, maxilar saliente e olhos azuis pastel, tão claros e puros que se não fosse por conta de sua expressão maliciosa levaria ele por inocente. Renné era digna de atenção, era uma garota maravilhosa; o rosto era fino e os lábios tinham um desenho de coração; as maçãs do rosto eram rosadas e os cílios compridos destacavam os olhos violeta prateados – os cabelos lisos eram penteados de um jeito formidável, caiam em cascatas louro-prateados em volta do pescoço e costas – os rapazes não desgrudaram os olhos dela, já as garotas sentiam a beleza ofendida. Os outros seguiram logo atrás dela, agradecendo e acenando os calorosos aplausos. Passaram pela mesa dos lecionadores fazendo uma reverencia para Madame Maxime, que tinha os olhos marejados de emoção.

Albus sentiu alguém cutucar seu ombro e ele virou na direção. Dominique curvou-se na mesa para sussurrar para ele e os amigos:

— Estão vendo a garota de cabelos prateados? – ela apontou com o dedo discretamente para a câmara antes da moça entrar. – minha prima, filha da tia Gabrielle. Acreditam que ela se casou o a Família mais nobre de toda a França? Os Eiffel. São decentes diretos de Gustave Eiffel, o bruxo francês que arquitetou a Torre Eiffel, em Paris.

Albus e Rose ergueram as sobrancelhas. Era muito raro Victoire, Dominique e Louis citarem a família Delacour, achavam eles muito mesquinhos. Os Delacour/Wesley não chamavam a atenção: a conseguiam naturalmente. Os Delacour/Eiffel eram egocêntricos, e no fundo gostavam disso. Era bem difícil pensar que Dominique, uma jovem rebelde de corpo atraente, pele bronzeada devido às práticas de Quadribol e sardas escassas marcando algumas regiões, olhos azuis ofuscantes, cabelos curtos louro-prateados tingidos de preto e vermelho nas pontas de cada lado – como a personagem Arlequina na versão de Arkham City, das HQ do Batman – ser tão próxima de uma garota como Renné... Chegava a ser cômico.

Ainda sim, Scorpius encarava a garota boquiaberto desde quando seu nome foi anunciado.

O Cálice continuou com seu processo de seleção, agitando suas línguas de fogo e atirar mais dois papeis. O diretor apanhou estes ainda no ar e agitou para apagar o fogo.

— Campeões de Salém. Primeiro papel: Lourel Demetria, Jane McQuency e Nicole Stirling.

Lourel era a garota de cabelos de cor de mel e olhos castanhos, magra e aparentemente tímida. Jane era a jovem de cabelos escuros e curtos, seus olhos verdes tinham uma coloração mais próxima ao musgo, os deixando bastante destacados. Nicole era loira de olhos acobreados e corpo esbelto, seu sorriso malicioso era o mais descontraído, e talvez o mais cheio de intensões.

— Segundo papel: Kimberly Fox, Lindsey Hollens e Dakota Gwen.

Fazendo jus ao sobrenome, Kimberly tinha cabelos ruivos claros, se não fosse por conta dos olhos castanhos e a ausência de sardas, poderia muito bem ser confundida por uma Weasley. Lindsey Hollens era uma garota agitada, de cabelos marrons num penteado repicado e uma disposição tremenda. Dakota era de fato uma figura interessante, sua pele era tão pálida quanto à de Scorpius, seus olhos tinham uma coloração num tom intenso de azul, semelhante aos seus cabelos negros e compridos, que variavam em mechas azul-petróleo e verde-opaco (estas coloridas eram onduladas, realçando mais ainda) – uma maquiagem pesada definia seus olhos, no nariz havia um piercings de argola, e uma flecha cruzando a cartilagem da orelha.

— É ela... – balbuciou James Potter, admirado.

— Quem? – Fred quis saber.

— Dakota...

— A do cabelo verde? – indagou Dominique, igualmente maravilhada pelo capricho feminino de seus cabelos.

— Sim... – respondeu admirando a garota acenar sorridente para a diretora Blair. – a Sra. Potter...

Os Marotos deram risadas e sacudiram os cabelos de James, o Trio limitou-se a dar risadas baixas e voltar a sua atenção a Cerimonia, que estava em sua próxima seleção. Neville já tinha os dois papeis em mãos. Primeiro sua expressão foi de duvida, logo suavizou para um sorriso triunfante. Mordendo a língua de canto, o diretor pigarreou e se preparou para pronunciar.

— E os Campeões de Hogwarts são... – na mesa dos funcionários, Harry e Draco se inclinaram para frente com demasiado interesse. O gesto foi tão sincronizado que ambos pareceram ter combinado. – primeiro papel: Elizabeth Hannah, Hughes Metalicana e Brenda Somelier.

Dito esses nomes, Albus engasgou com a própria saliva e exclamou esganiçado:

— O que?!

James soltou um palavrão muito bem audível aos alunos da Grifinória. E continuou:

— Mas que porra é essa? – ele fuzilou o trio de sonserinos se levantarem com as palmas dos alunos de Hogwarts. Seus olhos pareciam entrar em combustão, como um cubo de gelo incendiário.

Não era a preferencia de ninguém, mas tinham de aplaudir sua escola de qualquer maneira. Logo, todos os alunos fingiam consentimento ao grupo de Sonserinos que esbanjavam surpresa e agradeciam, com eminência, seus fãs.

Hughes caminhou de um jeito exibido, mexendo seus ombros para frente e para trás, seus cabelos entopetados estavam mais brilhantes que o comum, mesmo que tão negros quando breu, os olhos cinza-chumbo radiando o poder que ele achava ter. Brenda e Elizabeth andavam juntas. O sorriso de Brenda alargou-se a todo o rosto, os cabelos acajus mexiam de um canto ao outro, seus olhos oceânicos vieram pairar sobre Rose especulando ser melhor que ela. Elizabeth era a mais discreta ali, os cabelos propositalmente roxos estavam presos num rabo de cavalo acima da cabeça, enquanto uma porcentagem da franja cobria um tapa-olho de couro preto que sempre despertou e excitou a curiosidade de todos ali – no entanto, ninguém nunca soube seu segredo – o outro olho azul-marinho estava baixo e sua expressão era pensativa. Poderia ser impressão, mas Albus cogitava se ela realmente quis fazer parte daquilo. Ele mesmo se perguntou por que Juniper Sally não estava com eles, já que ela era bem mais parecida com os outros. Passaram por Neville, e o diretor teve de acenar com a cabeça – para quem o conhecia sabia que aquele sorriso era forçado e de “Mas que mer...”.

— De toda a Hogwarts eles são os ideias? – questionou Rose incrédula.

— Segundo papel – as palmas cessaram no mesmo instante, parecia que toda a Hogwarts tinha expectativas melhores de seus outros competidores. Neville nem fez suspense, virou diretamente para Grifinória e procurou manter o tom – Dominique Weasley, Fred Weasley e James Sirius Potter!

Dessa vez as quatro mesas – incluindo os sonserinos que não suportavam o Poison Trio que fazia parte de sua casa – vibraram com a escolha do Cálice de Fogo. Ninguém ficou sentado, todos se levantaram e aplaudiram euforicamente quando os Marotos se ergueram. Até mesmo os funcionários e lecionadores aplaudiram com gosto e vontade. Harry abriu um sorriso orgulhoso – que no fundo Albus reconheceu também ser preocupado – e aplaudia com tanto entusiasmo. Draco ainda passou o braço por seus ombros e deu algumas palmas em seu peito. O ato foi tão amigável que anos atrás, se isso acontecesse, o mundo era paralelo. James ainda espalmou a mão com Albus e afagou o rosto de Lily, depois disso ele e os outros dois saíram aos pulos, correndo rumo à câmara enquanto Hogwarts ia ao delírio.

Tinham a chance de vencer outra vez.

Notas finais
WOoOoOoAaAaHHhH!!!111!!1!! YASDHAIUDHASDHUA, altas tretas, não? sjkdsçasdkl~s]dç.0-, ok, parei. UAHSDUAHU
Vocês se amarram em capitulos grandes, hein? ausdaljk
Mas enfim, acho que ficou tudo bem explicadinho ai. Qualquer coisa deixem um review a dúvida que eu esclareço.
Hum... Ah, sim, claro; alguns nomes são propositais, vários deles possuem um significado que descrevem o personagem, não vou dizer porque, pff, perde a graça. Outros são de ídolos. Alguns deles são de amigos ♥ e outros achei na net, hue.
Adoro metáforas.
E é isso, até essa quinta. Boa semana pra vocês e até lá!