Geração Potter e o Torneio Dos Cinco
11 (Cap. 11) - A Decisão Final.
Notas iniciais
Bom, como dito, no fim de abril, ou começo de maio encerraria o hiatus, possivelmente postando duas vezes por semana: e aqui está, começo de maio, duas vezes por semana (os que eu conseguir fazer, claro, ainda estou muito ocupado com a escola - vou ver se regularizo os dias de postagem pra segunda e quinta, o que acham?)
E nossa, como sempre eu dava um jeitinho pra conferir como andavam as coisas por aqui, e pelos deuses, 60 leitores e quase 200 reviews!... Vocês são incríveis, bruxões!
Espero ver boa parte de vocês comentando, só assim me sentirei bem melhor do que já estou asdçlak *-*
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Bom, pra quem quiser já começar a história, a vontade, boa leitura!
E aos amigos que gostariam de saber como foi meu mês, um breve resumo: o hiatus foi essencial para as provas bimestrais, por sorte consegui ficar em azul em todas! (I'm awesome). Também aproveitei bastante meu tempo livre, posso ressaltar que os melhores momentos foram na Game of Thrones: Exhibition (que estava incrivelmente brilhante! Tudo tão perfeito e apaixonante, gostaria de levar metade das coisas pra casa -q) e também assisti Iron Man 3 (o filme é FODA, recomendo a todos os amantes da Marvel! - se possível. veja em 3D, os efeitos são A+) e eu comecei a escrever o ultimo livro da Geração Potter, e devo dizer que estou adorando; personagens novos, cenários nunca explorados, uma visão mais adolescente e todo o drama que se aplica a partir desse fim. Mal vejo a hora de postar! - e eu gostaria de saber como foi o mês de vocês!
Bom, vou deixá-los ler o cap. agora -q boa leitura!!
Ainda era outubro, o dia das Bruxas chegara de tal forma que todos os bruxos, magos e feiticeiros se sentiram mais a vontade com seus poderes, pois a fonte de magia de um bruxo está de acordo com eventos especiais que ocorrem algumas vezes, dentre eles o Halloween era o mais poderoso. Em Hogwarts as coisas andaram na maior euforia, todas as outras escolas procuravam desfrutar da estadia na escola, por sorte todos os estrangeiros se adaptaram muito bem ao modo de vida que os britânicos ali levavam.
Como era Dia das Bruxas, os costumes de Hogwarts não mudaram; o castelo inteiro fora decorado com gigantes aboboras, com suas diversas faces e chamas bruxuleando dentro delas. Dia e noite corvos crocitavam por todo canto, e morcegos farfalhavam suas asas jurássicas pelos corredores. Vários fantasmas, ghouls e alguns outros poltergeist apareceram no castelo para comemorar mais um aniversário de morte de alguém; o barulho de correntes arrastando, gritos de dor, sangue prateado gotejando no chão, e outros ruídos guturais era escutado a todo instante. A luminosidade caiu, vários filtros de escuridão foram lançados nas janelas, nos quais os únicos raios de luz que conseguiam passar eram escassos e limitados. As armaduras e gárgulas se mexiam de forma grotesca e mecânica quando alguém passava por perto, o que era muito assustador quando se trata de objetos inanimados. O coro musical da escola cantava três vezes no dia algumas canções de Halloween, também vários instrumentos foram encantados para tocarem sozinho.
Os visitantes receberam isso como se estivessem visitando o Castelo dos Horrores de parques trouxas; depois de sustos davam altas gargalhadas e alguns se aventuravam em tirar fotos.
Por conta do feriado as aulas ainda estavam em uma pausa. Mesmo os estrangeiros não deixavam de estudar, tinham a exclusividade de serem lecionados como bem quiser por seus diretores. Aproveitando o tempo livre, os alunos começaram a praticar o principal motivo do Torneio dos Cinco: promover a amizade entre as escolas. O trio, por exemplo, não chegara a ser tão social quanto poderiam ser, no entanto, Albus e Rose não contavam com o assédio que teriam por serem filhos de Harry, Ron e Hermione. Vários alunos queriam apertar suas mãos, compartilharem abraços e pediram até fotos. Lily Luna era a mais perseguida, todos a achavam atraente e quando ela dava seus ataques de Di-Lua Potter a chamavam de fofa. James Sirius estava sendo alvo do delírio feminino; as garotas pediram seu endereço quando tinham chance, arrancavam abraços e ele sentia apertos constantes na bunda quando estava numa multidão – e no fundo ele gostava de todo o assédio. Scorpius se auto proclamava “sortudo” por ter sido filho de um dos vilões.
Quando a tarde caíra e o clima de outono tomou a noite com sua temperatura baixa, embora confortante, alguns alunos ainda depositavam seus nomes dentro do Cálice de Fogo. A cada deposito o hall era preenchido por palmas de admiração e encorajamento. Os trios saíam confiantes e repletos de expectativas. No entanto, múrmuros sobre o ressurgimento de Voldemort no ultimo Torneio e sobre os altos riscos de morte eram constantes.
— Muita gente se inscreveu? – perguntou Albus a uma terceiranista que estava próximo do Cálice de Fogo com suas amigas.
O hall estava tomado por uma luz azulada das chamas do Cálice de Fogo. Velas brancas cobertas por rendas de teias de aranha flutuavam ao redor produzindo a mesma coloração do fogo. Os alunos passavam hipnotizados pelo dançar das chamas e o piscar das brasas e faíscas do artefato.
— Nossa, vários! – exclamou ela distraída. – metade da Durmstrang lotou o Cálice de papel. Salém e Beauxbatons colocaram os seus pela manhã, e em intervalos de tempo vem alguém da Forccinari depositar.
— E Hogwarts? – Rose quis saber. Ela admirava a linha etérea (um círculo flutuando em fios esbranquiçados a poucos centímetros acima do chão) com curiosidade, provavelmente tentando desvendar como ela era feita.
— Quase ninguém – lamentou desapontada. – pelo o que eu soube um dos Potter e seus primos Weasley se inscreveram quase agora – ela se virou para os dois, e com uma olhada rápida uma de suas sobrancelhas se ergueu. – ahm... Vocês não seriam Albus Potter e Rose Weasley?
Estavam tão cansados de responder essa pergunta que suas reações foram meio tolas: Rose pigarreou apertando os lábios na boca enquanto Albus abria e fechava a sua sem emitir som, gesticulando euforicamente com as mãos.
— Hey, Algustus e Romilda – chamou Scorpius num tom sarcástico. Ele pediu licença para a garota que encarava os dois e empurrou os amigos na direção da escada de mármore.
Eles evitaram comentar ou olhar as pessoas por muito tempo, com a chegada das escolas, o hall e as escadarias se tornara um local de constante tumulto. Depois de uma corrida eles já a uma distância considerável do Salão Principal. Concentrado no caminho, Scorpius ouviu o melhor amigo murmurar:
— Algustus? – Albus repetiu, meio rindo, meio indiferente.
— Era esse ou Huanitta – respondeu, contornando o corredor e pulando mais alguns degraus em direção do Salão Comunal da Grifinória. – mas não importa, vamos coloca nossos nomes sim ou não?
Rose tateou suas vestes várias vezes até achar o que buscava. Ela abriu e deu uma olhada para ver se era o que realmente procurava – pois seus bolsos eram cheios de notas de aulas para se estudar e revisar no tempo livre –, sendo o que queria, passou a Albus. Ele, com o pedaço de papel em mãos, leu o nome completo de Rose.
— Hipogrifo Dourado – sussurrou o Malfoy ao quadro da Mulher Gorda. Ela deu uma piscadela receptiva e os indicou a passagem aberta. Scorpius abriu o caminho para Albus e Rose passarem.
Albus olhou surpreso para a prima e levou o papel próximo ao rosto e mostrou para Scorpius, exibindo uma expressão de cinismo e desdém. Eles abriram caminho na multidão do Salão Comunal em direção ao fim dela. Estava repleto de gente por lá, alguns ainda decoravam o espaço para o Halloween, outros postavam doces e bebidas numa mesa que usavam para estudar, as conversas eram cheias de risadas e entonações excitadas, a musica não parava por nenhum momento, vinha de um rádio velho, onde alguns músicos se aventuravam em acompanhar com seus instrumentos, rodeado por amigos batendo palmas e estalando os dedos no ritmo.
— Ahm? Qual a história disso?
Revirando os olhos, Rose se jogou na poltrona da mesa que eles sempre usavam: no fim do Salão, próxima a uma janela que ia do soalho ao teto, com uma vista incrível dos jardins e um pedaço da orla da Floresta Proibida. Albus e Scorpius acompanharam o gesto e aguardaram pela explicação da garota.
— Olha, eu fiz isso sem pensar, eu estava na-
— Biblioteca – os rapazes completaram sem ânimo.
— Não, não era a biblioteca – retrucou Rose, claramente mentindo. Passara a tarde toda na Biblioteca acompanhada por Ling Yao, que tagarelava em seu ouvido sobre os mais bonitos das outras escolas, dizendo que o tipo deles era exatamente o dela; nerd, ruiva e difícil. – eu estava no Salão Principal.
— Mas você disse “na” – Scorpius encostou os lábios numa garrafa de Cerveja Amanteigada que pegara na entrada e sorveu a bebida com os olhos flamejando ironia.
O olhar da ruiva baixou para as mãos, pensativa. Ela teve um ataque no qual bateu as palmas na mesa e levantou para cima gesticulando para esquecerem os detalhes.
— Que seja! – declarou arregalando os olhos de uma forma intimidante. O que a deixara mais bonita ainda, com suas íris azul-oceânicas e maquiagem leve para acentuar. Pelo menos Scorpius reparara nisso. – eu estava lendo sobre o Torneio – Albus deu um pigarro tão audível, fazendo Scorpius rir e consequentemente perder a paciência da prima. Ainda falando ela estirou o braço e deu um tapa na nuca do Potter, o fazendo inclinar-se pra frente e resmungar. Rose aumentou o tom de voz e prosseguiu. – o Ministério e seus pais não estavam brincando, em quase setecentos anos de realização morreu muita gente nesse Torneio. Inclusive pessoas que nem se quer depositaram seus nomes. Membros das famílias dos participadores. Sem contar que os bruxos malignos aproveitam o descuido para invasões e roubos enormes.
— Eu sei, meu pai quase morreu no dele – Albus nem percebera que sua varinha já girava entre os dedos. Esse sinal mostrava que ele estava distraído, ou concentrado demais.
— Esse é o ponto. Quantas vezes seu pai nos censurou sobre o status do seu nome e como o Cálice gostaria de cuspir o papel em que ele estivesse – lembrou Rose.
— Eu arriscaria isso – Scorpius apoiou Albus, depositando sua mão no ombro do melhor amigo e dando alguns tapinhas. – se você não quiser participar, eu e o All estamos decididos.
Rose suspirou com muita calma, fechou os olhos e retornou abrir com um sorriso falso no rosto.
— Não estou sendo contra, querido – sua entonação era aveludada e suave como um anjo sussurrando incentivos para alguém cometer pecados. – só quero alertar vocês que temos uma missão a cumprir e que estaríamos arriscando o grupo se alguma coisa vier acontecer com um de nós. Três pessoas estão nessa e fazendo tudo com demasiada lentidão, imaginem se perdemos algum integrante.
A varinha caiu dos dedos de Albus e rolou para longe na mesa, só que ele não teve vontade de busca-la, dela passou a mirar o vento farfalhar a copa das árvores janela a fora. Scorpius e Rose disputavam um confronto individual de quem tinha mais ironia no olhar e veneno no sorriso.
— Teremos de arranjar outra pessoa então? – Scorpius comentou sem interesse.
Rose mordeu a parte interna da bochecha – seu sorriso não apagara nenhum instante – e se inclinou lentamente para cima da mesa, na direção de Scorpius. Ela bateu a mão contra a madeira plana e arrastou para ele um pedaço de papel esquecido.
— Não assinei esse papel em vão, querido.
Scorpius estava prestes a responder quando Albus clamou alto o suficiente para penetrar na mente de ambos:
— Chega!
Seus olhos verdes estavam mais escuros que o habitual, talvez pela iluminação, talvez por sua aura equalizada graças ao Halloween, ainda sim não deixava de ter aquele brilho formidável e ao mesmo tempo assombroso. Scorpius se recostou na cadeira e pensou consigo mesmo, quando percebeu que Rose o encarava com um pouco de arrependimento instantâneo no olhar, ele desenhou nos lábios a palavra “Desculpe-me” sem emitir som. Como resposta, ela concordou e abriu seu amável e doce sorriso, bem diferente do que usava até agora pouco. No fundo, ambos ressentiam pela discussão.
— Eu estou decidido em ir, mas não posso enfrentar isso sozinho, meu pai não conseguiu, eu não vou conseguir. Para isso, eu preciso de parceiros, e não existiria companhia melhor que os meus melhores amigos. Para isso, eu preciso de vocês – seu tom agora era afetuoso e benevolente. – vocês estão comigo nessa?
Não levou nem um segundo e eles já começaram a se declarar:
— Eu topo – Scorpius deu um leve soco contra a mesa.
Albus virou-se para ele e piscou os olhos acenando com a cabeça. Depois olhou na direção de Rose. Ela deu uma risada, tremendo os ombros e negou com a cabeça – Albus entendia que aquilo não era um gesto ruim, era sua forma de demonstrar que a convenceram. Ela mostrou as mãos na frente do corpo, dizendo que se rendia.
— Meu nome já está ali, o resto é com vocês.
Os rapazes se encararam satisfeitos. No exato momento em que procuravam um tinteiro e uma pena para escreverem seus nomes, Levy Knightwalker adentrou na Sala e multidão silenciou-se para seu anunciamento.
— Os que ainda desejam se inscrever para o Torneio a hora é essa. A Cerimônia de Seleção será daqui a 20 minutos. Os demais me acompanhem até o Salão Principal.
A professora deu um aceno com a cabeça indicando a passagem, e junto dela saiu vários Grifinos, todos devidamente uniformizados para a Cerimônia.
Com um pouco de pressa, Albus e Scorpius escreveram seus nomes no pergaminho com uma tinta meio rala e uma pena marrom e desgastada que encontraram numa estante ao lado de vários livros empoeirados. Conforme o Salão foi esvaziando, eles já estavam com tudo pronto. Albus guardou o pergaminho no bolso interno de sua capa e saiu logo atrás de Scorpius e Rose.
Eles deixaram o Salão Comunal sentindo o coração martelar o peito e uma onda invisível de expectativa os dominar por inteiro.
Chegou a hora.
Notas finais
Sim, ficou curtinho porque eu estou calibrando a leitura de vocês e os acostumando de volta com a minha escrita. Lembrando que qualquer erro ou concordância é só comentar ai, ajudem o maroto como puderem.
E claro, o fdp colocou de novo uma briga... Me julguem, adoro escrever elas. asiudasj hue
E é isso, nos vemos na próxima segunda e espero que vocês, parceiros, tirem um tempinho pra deixar review também, okok?! quero conhecer os novos leitores e rever os antigos. ♥ sou daora e não mordo... rç
Bom fim de semana e até mais!!
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