Geração Potter e o Torneio Dos Cinco
10 (Cap. 10) - O Torneio dos Cinco.
Notas iniciais
Bom, perdoem-me por não postar na segunda, isso não é descaso com a fic, vocês sabem que eu sou um tipo de autor bizarro que tem vida social e também prolonga feriados mais do que deve.
Infelizmente para todo mundo - menos pra mim, porque uma pausa é tudo que eu preciso nesse ano de agitação e responsabilidades - cheguei ao décimo capitulo e como eu havia dito vou entrar num hiatus (um tempo de postagem) - E NÃO, não é pra escrever, só me falta escrever o ULTIMO livro da saga, ok? - é pra digitar mais capítulos. Vou fazer o possível para terminar o mais breve possível, ai quando eu tiver bastante vou tratar de postar dois dias por semana - não sei quais dias, depois eu faço um cálculo bacana pra vocês e pra mim.
Em compensação aqui está a Cerimônia de Abertura do Torneio, espero que ela agrade a todos. Nos vemos nas notas finais!
De forma organizada os diretores dirigiram suas escolas para dentro de Hogwarts. Chegando ao Salão Principal ele se depararam com o cômodo bem maior do que o de costume, além disso, haviam cinco mesas postadas no centro dele. Quatro delas eram as casas de Hogwarts, e a outra foi separada em quatro áreas, nelas havia um conjunto de bandeiras penduras – mais propriamente dizendo; flutuando – determinando cada uma das escolas. Acima, o teto encantado exibia a imagem de um céu noturno repleto de estrelas ofuscante, uma hora ou outra um astro atravessava com rapidez, deixando para trás um brilho dourado ou uma forma de poeira cor de opala, fazendo o anoitecer ficar mais encantador ainda.
Depois de ter seus alunos devidamente acomodados, os diretores rumaram para a mesa dos funcionários onde quatro enormes tronos os esperavam, cada um deles representava e tinha uma característica única de seu determinado país e escola. Neville e os demais diretores trocaram alguns comentários inaudíveis aos demais e por fim dirigiu-se ao altar de bronze em forma de coruja que havia no palco à frente. Ele deu um pigarro discreto pedindo por atenção e logo os murmúrios e conversas foram cessados.
— Antes de tudo quero desejar boas vindas aos nossos convidados e espero que sua estadia em Hogwarts seja prazerosa e confortante – ele reverenciou com uma inclinada de cabeça e mirou todos com seus olhos castanho-esverdeados brilhando de orgulho e transmitindo uma segurança tranquilizante.
Dos estrangeiros ele ganhou palmas e agradecimentos em idiomas diferentes. Os alunos de Hogwarts acompanharam com mais fulgor e entusiasmo.
Sentado à mesa da Grifinória com seus amigos e alguns familiares, Albus virou a cabeça de forma inocente e reparou nos visitantes. Os alunos da Durmstrang retiraram seus casacos de pele e agora exibiam seus uniformes vermelho-sangue e suas demais vestes em couro negro. As bruxas de Salém retiraram suas capas em brasas, e agora exibiam o suave desenho de seus ombros e suas curvas esbeltas. Os estudantes da Beauxbatons também retiravam seus xales e capas, mostrando a todos sua elegância. Os brasileiros de Forccinari também pareciam mais a vontades depois de retirarem seus sobretudos, agora estavam com as mangas arriadas e golas mais soltas, os suspensórios de alguns já estavam na cintura – de todos ali eram os mais descontraídos e de feições amigáveis.
Albus e Scorpius iniciaram uma conversa sobre os alunos ali até Rose cutucar seu ombro e fazê-lo virar para a porta.
— Albus, olhe!
Três figuras potentes e influentes no mundo bruxo passeavam entre os vãos das mesas centrais. Com respeito e dedicação, os alunos foram levantando-se e postando de uma forma respeitosa; membros juntos e queixos levantados. Os estrangeiros deram suas boas vindas de seu modo; continências, acenos, reverencias, saudações. O Ministro da Magia vinha andando com o Chefe da Seção de Aurores e o Curandeiro Padrão do St. Mungus.
O ministro vestia-se de uma forma africana, fazendo jus a sua descendência; um longo manto azul-marinho com bordas e galhas douradas e o símbolo do Ministério estampado em seu peito; um turbante baixo, de detalhes beges e azuis estava devidamente postado em sua cabeça raspada. Ele era um homem negro, alto e vigoroso, já alcançando a idade avançada. No entanto havia o corpo definido em músculos, uma face descontraída e uma expressão jovial. Seus olhos negros estavam bem abertos, registrando tudo ao seu redor. Uma aura poderosa era naturalmente sentida de longe, fazendo seus sentidos formigarem com a presença do gentil e simpático ministro.
Harry Potter estava vestido como sempre; roupas escuras por baixo de um sobretudo repleto de bolsos e fivelas que tilintavam ao seu andar desajeitado e meio despreocupado. Tinha emblemas de suas ordens e cortes presos no peito esquerdo, e no outro lado o símbolo do Ministério. Seus cabelos cacheados estavam bagunçados, cobrindo a maior parte de sua cicatriz em forma de raio. O rosto de maxilar desenhado estava sério, mesmo que no fundo todos reconhecessem sua personalidade cordial e distraída. Os olhos verdes por trás dos óculos de aros redondos faziam você suspirar, caso mirado diretamente em você – como Albus gostava de descrever, eles pareciam ler seus pensamentos sem a ajuda de magia.
O Curandeiro Draco Malfoy era a figura mais interessante ali. Parecia um anjo caído. Dos pés à cabeça ele vestia-se de branco. Seu jaleco era diferente dos demais hospitais trouxas, era como um casaco de cauda longa, bordado por linhas prateadas e o brasão do St. Mungus estampado no lado esquerdo – uma cruz com duas varinhas cruzadas –, e do outro havia a insígnia do Ministério da Magia. Seu rosto magro, de nariz e queixo pontudo estava trancado em uma expressão séria e tranquila. Os olhos prateados eram pesados da mesma forma que os de Scorpius, por sete anos eles transmitiam desdém e ironia, e agora transpassavam perspicácia e sagacidade.
— Senhoras e senhores, quero lhes apresentar Kingsley Shacklebolt, o Ministro da Magia – palmas respeitosas foram dadas em seu nome – Harry Potter, chefe da Seção de Aurores e Agente Sênior – uma salva de palmas estrondosas e assobios foram dados à Harry, ainda Lily gritara “Lindo!” tão alto que arrancou risadas de todos ali – e Draco Malfoy, Curandeiro Padrão do St. Mungus – palmas e exclamações (a maioria vinda dos Sonserinos) foram ouvidas de todos os cantos. – eles foram os principais Organizadores do Torneio dos Cinco.
Os três agradeceram as palmas de seu jeito. Kingsley, como um político sério e generoso, fechou a mão em punho e bateu levemente no coração. Harry levantou uma mão e acenou algumas vezes. Draco se limitou a dar um sorriso de canto e curvar a cabeça de uma forma elegante.
— Junto deles, um grupo inteiro de organizadores trabalharam de uma forma árdua para acontecer esse Torneio – continuou Neville. – suas funções foram devidamente separadas e feitas de forma brilhante. O ministro organizou suas tropas e seções do Ministério para contatar as outras escolas por via do Departamento Internacional em Magia, enquanto o Jogos e Esportes Mágicos pensavam em sua estrutura. O Auror Potter auxiliava com sua brigada na segurança e proteção, enquanto o Curandeiro Malfoy deu todo o apoio disponibilizando uma equipe inteira de medibruxos para suporte médico e supervisionar. Agora dou a palavra ao Ministro Shacklebolt.
Mais algumas palmas de apreço e consideração surgiram pelo Salão e extinguiram-se da mesma maneira que começaram quando ele indicou que iria começar a falar. Com sua voz grave e sorriso cortês ele deu as boas vindas aos estrangeiros e desejou boa noite a todos.
— Quero dizer que é uma honra estar no controle de tudo isso. Espero que aproveitem o Torneio de uma forma intensa, pois reservamos tarefas emocionantes e atrações encantadoras para ele. Como já foi dito e vocês bem sabem, é de costume três Campeões serem escolhidos para a competição, porém essa edição será diferente, a inscrição será apenas permitida àqueles que estão cursando o quarto ano em diante em sua escola – com um movimento modesto de cabeça ele indicou Harry à sua direita. – com um detalhe adicional: terá de ser capaz de realizar um Patrono Corpóreo. Os que desejam participar terão de se inscrever apenas em trio, e suponho eu, os motivos já foram ditos antes – ele virou-se para os diretores logo atrás dele e todos assentiram. Satisfeito, ele voltou sua atenção aos alunos e prosseguiu com seu discurso. – dos inscritos serão selecionados doze grupos pelo Cálice de Fogo para realizar as três tarefas propostas pelo Torneio. Os senhores Potter e Malfoy foram responsáveis por realiza-las, e seus erros foram corrigidos e medidas de prevenção tomadas. As três tarefas serão eliminatórias, também foram distribuídas ao decorrer deste ano letivo. Elas testarão os trios em de várias formas: perícia e conhecimento em magia, poderes e dedução, coragem e inteligência, capacidade de enfrentar o perigo e a compreensão do valor da amizade.
Quando ele finalizou o Salão estava preso em um silêncio ensurdecedor, mal eles notaram que as únicas coisas que se ouviam era o crepitar dos archotes e as lufadas de ventos agredindo a vidraçaria das janelas. O coração de Albus estava socando contra seu peito, ele virou-se para Rose e viu que a mesma roía uma das unhas compulsivamente, enquanto Scorpius mordia o lábio inferior num tique nervoso – que muitas vezes o fazia sangrar, o que era perigoso quando se abriga um vampiro dentro do corpo. Independente do que dissessem essa noite, o Trio de Ouro estava determinado a se inscrever e cumprir as tarefas, e eles não entrariam em vão.
Participariam para ganhar.
Shacklebolt virou-se para Harry e acenou com a cabeça. O Potter concordou, e com um movimento silencioso retirou de um dos bolsos de seu sobretudo uma caixa minúscula, que parecia ser feita de madeira ou algum tipo de pedra, ela estava repleta de símbolos de proteção e azarações. Ele sacou sua varinha – que todos esperavam ser a Varinha Anciã dos contos, mas era apenas a sua de azevinho e pena de fênix – e reverteu o feitiço encolhedor, logo revelando o tamanho original do compartimento e suas fantasmagóricas escritas. Ele e Draco se colocaram para desarmar os feitiços com murmúrios e passadas de varinhas. Ela abriu com um baque incrível, deixando seus quatro lados – e tampa – caírem ao seu lado, revelando dentro dela um Cálice de madeira toscamente talhado de forma manual, em volta dele pairava uma poeira de madeira num tom meio acobreado, que sugeriu a todos ali ser altamente mágica e tinha algum propósito. O Cálice era do tamanho de um troféu, sua base era cúbica e meio plana, a linha que levava a sua extremidade era rígida e bem desenhada, seu copo havia bordados e desenhos antigos, que reparando bem estavam os brasões das três escolas europeias, e de subido, ele se incendiou em fagulhas e faíscas branco-peroladas, arrancando suspiros e exclamações de surpresa e espanto de todos ali. Quando ele apagou puderam reparar que junto dos brasões das escolas europeias foram adicionados os de Salém e Forccinari. Brasas crepitavam numa coloração clara em seu interior talhado, enquanto ondas prateadas flutuavam ao redor do artefato de um jeito sublime. A caixa aos poucos se remontava sozinha até formar um altar de madeira, fantasmagórico e antigo. Harry recolheu o objeto nas mãos e postou em cima do altar. Quase que instantaneamente o Cálice se incendiou em chamas branco-azuladas, quase o dobro de seu tamanho. Elas não pareciam um fogo comum, ele era mais vivo, mais quente, mais sombrio e de fato amedrontador. De suas bordas pingavam faíscas prateadas e brasas azuladas crepitavam silenciosamente no soalho.
Diante deles estava o mais famoso e apurado juiz mágico, o Cálice de Fogo.
Por um curto período de tempo o silencio reinou outra vez de tal forma que a atenção local estava voltada única e exclusivamente ao Cálice. Albus mesmo não conseguia desgrudar os olhos do artefato. No fundo ele podia sentir que ele o seduzia, o iludia... o chamava. Sua visão perdeu o foque de tudo que estava em volta do Salão, e seu olhar pareceu ganhar um efeito olho de peixe destacando o Cálice no centro, lá no fundo de sua mente uma voz que não era sua rimbombou de súbito dizendo apenas uma palavra:
“Participe”.
— Para quem quiser se inscrever...
A voz de seu pai atingiu seus pensamentos de uma forma dolorosa que Albus precisou piscar várias vezes para tentar entender o que ele estava fazendo com um guardanapo e um talher em mãos, prestes a terminar de escrever “Albus Potter”. De jeito silencioso e sorrateiro, ele recolheu o papel nas vestes e tentou pensar no que aconteceu. Por sorte ninguém vira, mas o mais estranho de tudo era que ele não conseguia lembrar-se de nada.
—... Terá de hoje para amanhã como tempo. O candidato terá de colocar o nome do trio e escola num pedaço de pergaminho e depositá-lo no Cálice. Amanhã, na noite de Halloween, o Cálice de Fogo julgará quem serão os doze grupos designados a participar do Torneio dos Cinco.
— Ele ficará postado no saguão de entrada, no hall da escola, por ser o local mais acessível a todos – continuou o Dr. Malfoy – tratarei de traçar uma linha etária para que nenhum engraçadinho seja capaz de atravessá-la. E se o Ministro me permite – Kingsley nem se tomou o desencanto de não escutar o sermão de Draco, assentiu na mesma hora. – devo lembra-los de que o Cálice de Fogo é um juiz mágico, uma vez que você se inscreve para participar, não terá volta. Façam isso com sabedoria e consciência de que o que estarão enfrentando aqui é coisa séria. E as consequências serão drásticas aos que ousarem não escutar o meu conselho – os olhos de Draco se cerraram ao pronunciar a ultima palavra, suas narinas arquearam e ele franziu o nariz quando na verdade queria dizer “ameaça”.
As palavras de Harry e as considerações finais de Draco foram o suficiente para abrir a mente de muitos ali. Albus percebera que vários murcharam diante do conselho do curandeiro. Múrmuros relacionados a participar ou não ecoaram por todo canto.
— Bom, o que me resta é desejar um bom banquete e dizer que estão livres para se recolherem aos seus aposentos. Espero que desfrutem de nossa comida e bebida – Neville deu aquele estalo de dedos casual e faíscas douradas emanaram de seus dedos. Ao seu comando, o conjunto de travessas, pratos e jarras postados nas mesas foram preenchidos por várias comidas, muitas delas Albus nunca vira.
Como um verdadeiro britânico ele reconhecera pratos típicos dos ingleses, entre eles haviam carnes assadas lentamente, torta de carne bovina, sanduiches de pepinos – acompanhados por pão crocante, queijo e picles –, purê de batata e salada de vegetais, peixe defumado com batata frita, costelas grelhadas e alguns grãos cozidos – arroz e feijão.
Já outros ele só pode identificar o nome numa plaquinha na frente da bandeja. A grande variedade de queijos, vinhos, carnes e doces é a imagem de marca da França em termos de gastronomia, e graças a Rose, Albus conheceu alguns ali: Blanquette de veau, Coq au Vin, Cassoulet, Boeuf Bourguignon, Quiche Lorraine e como acompanhamento havia Crème brûlée, Crêpes, Pâtisseriem, Raclette e alguns outros. Todos eles estavam ali em homenagem a Beauxbatons.
Na parte da Durmstrang havia pratos típicos russos. Devido suas bases, lá havia uma grande combinação abundante de peixes grelhados, aves fritas, saladas de cogumelos e grãos, bagas, e mel. Tinha bastante coisa ali, mas de nome Albus só conhecia a Vitela Orloff, o Strogonoff, e a Sharlotka. Javalis assados, jarras de vodka e bebidas extremamente fortes por misturas mágicas e outras coisas brutas e fortes estava à disposição da escola e de quem ousasse provar.
No que dizia-se sobre a Forccinari, os pratos do Brasil eram os mais coloridos e chamativos. Segundo as plaquinhas de identificação dizia algo como arroz fortemente temperado, feijão tropeiro e angu, sopa de massas com picados de carne e churrasco cobertos de molho em espetos. Influência de outras culinárias também estavam presentes, como polentas, grelhados, mini pizzas, macarrão com almondegas e uma coisa que vários queriam experimentar: uma panela enorme de barro contendo um tipo ensopado chamado “feijoada”, que continha coisas como feijão preto, mandioca frita, bacon, torresmo, pedaços de carne de porco e vaca, vegetais e vários tipos de temperos. Os sucos eram basicamente água de coco com hortelã e suco de laranja com menta.
Na região de Salém havia as coisas mais simples e maravilhosas que todo adolescente se prende: hambúrgueres de todos os sabores e tamanhos – de carne, frango, vegetal e outros –, Meatloaf, Fried Chicken With Mashed Potatoes, Barbecue – que não chegavam aos pés dos brasileiros, mas tinha uma cara ótima –, Penne a la Vodka coberto de queijo derretido, e bebidas como Coca-Cola e alguns sucos que pareciam ter mil sabores.
— Wooow – exclamou Albus, seus olhos brilhavam ao pairar sobre cada prato e sua boca se encheu de saliva – por favor, nunca vão embora – sussurrou mais para si do que para os estrangeiros. – Esse sim é um Feliz Torneio dos Cinco!
Notas finais
Especialidade do Kass: deixar leitores com fome. hue. UHASUDHSAU
Bom, é isso caras, ótimo abril pra vocês e nos vemos no finalzinho dele. Me desejem sorte nas provas e estudos porque o terceiro ano é mais puxado do que eu imaginava. Eu continuarei postar one-shots e sempre visitarei pra responder as reviews e as MP (mensagens privadas)
Já com saudades.
Abraços!
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