Geração Pamerval - A história do início ao fim
126 Capítulo 126
Notas iniciais
Por Herval:
Pamela já deveria ter se acostumado com a ideia de que quando eu quero uma coisa, eu só sossego quando eu a tenho, principalmente se se trata dela!
– Mas você também adora jogar baixo, sr. Domingues... assim não dá! – Ela disse, cruzando os braços, demonstrando pequena irritabilidade por si mesma, já que não era capaz de resistir.
– Ah... desculpe, meu bem... eu não tenho culpa de ser irresistível! – Brinquei. – Agora: tira a roupa. – Ela permaneceu imóvel. – Prefere que eu mesmo tire? – Perguntei num sussurro em seu ouvido. Pamela só cravou as unhas no meu braço e colocou um sorriso safado no rosto. Aquilo era o suficiente para saber que eu despiria seu corpo, centímetro por centímetro.
Me coloquei atrás dela e sem muita pressa, fui descendo o zíper do seu vestido, isso seguiu-se de alguns beijos em suas costas, deixando-a arrepiada.
– Eu queria ver só se o Joaquim entrasse aqui do nada e te visse assim... – Pamela diz, tentando não sorrir com a cena que passa em sua cabeça.
– Acho que não daria muito certo né... então é melhor eu trancar essa porta... – Caminhei até ela, girando a chave.
– No... – Tenta me impedir, mas é em vão. Logo minha mão se encontrava em sua nuca e a outra em sua cintura, desenvolvendo um beijo mais que caloroso... aos poucos eu ia lhe arrastando para o banheiro e pelo caminho, terminou de tirar o sutiã e a calcinha.
Já no banho, aquele box se tornou pequeno para nós... corpos molhados são sempre mais excitantes, não acha? Um beijo demorado e carinhoso rolava no chuveiro, enquanto minhas mãos deslizavam por sua pele que parecia ficar a cada dia mais macia, como se os anos fizessem trabalho inverso com a Pam. Ela não envelhecia, ficar mais jovem... impossível!
Tendo-a encostado na parede, suas mãos sobre os meus ombros, seus lábios ocupados com os meus, não havia sensação melhor de se sentir. Suas pernas contornavam minha cintura me fazendo ter um deslizar mais fácil... alguns sorrisos repentinos surgiam em sua boca, mas eu não lhe questionei a razão, apenas vê-los era o bastante. Ela encostava a cabeça na parede, os cabelos molhados caíam-lhe sobre os ombros e o rosto, levemente contraído de prazer, deixava-se ser molhado pela água morna que caía do chuveiro.
Meu corpo, tomado pelas sensações, era incapaz de obedecer aos comandos do meu cérebro. Eu simplesmente fazia o que ela pedia, ou o que o momento me remetia. A fome que eu sentia era dela... fome essa, temporariamente saciada, depois de 1h naquele banheiro. Pensando um pouco sobre a quantidade de água que deixamos escorrer... sinto-me até um pouco culpado pelo desperdício.
Mas só em lembrar da Pam nua, saindo primeiro do banho...
– Será que agora podemos nos alimentar, Mr. Domingues? Ou você prefere me manter presa aqui dentro e me fazer de sua escrava sexual? – Perguntou, sorrindo irônica, enquanto enxugava os cabelos com uma toalha.
– Se eu fosse você, não dava ideia... essa aí me parece bem interessante! – Como resposta, ela jogou a toalha em mim.
– Vamos, que eu estou morrendo de fome! – Eu terminava de vestir uma bermuda e ela ia secar o cabelo agora, com o secador.
Mas por que....? Ah esquece! Mulheres...
(...)
Ao decorrer dos dias, notei Pamela mais engajada que o normal com os negócios e com o Quim. Talvez estivesse tentando se ocupar ao extremo para suprir a falta que a Megan lhe fazia, mas eu notei minha mulher cansada demais! Ela não iria tapar o buraco da ausência da filha dela, se entupindo de trabalho!
– Quim, estão abrindo hoje um parque de diversões aqui perto, você quer ir? – Perguntei, na sexta-feira daquela semana, bem baixinho no ouvido dele enquanto Pamela estava distraída com o Marra Tablet. Ela tinha era que se divertir um pouco.
– Of course que quero, papai! – Respondeu, com os olhinhos brilhando. Há coisa melhor para uma criança, que parque de diversões?!
– Só que a gente só vai, se a mamãe for... você acha que convence ela a ir? – Nem pude esperar ele responder; o garoto saltou de onde estava e começou a pular na frente a Pam.
Por Pamela:
– Mommy! Mommy! Estão abrindo um parque de diversões aqui perto, me leva por favor...!! – Eu estava vendo algumas notícias na internet quando Joaquim aparece na minha frente, saltitando feito um sapo.
– Oh baby... tem que ser hoje? Mommy está tão cansada... não podemos ir amanhã?
– Não, mommy, eu quero agora... por favor, por favorzinho... – Juntou as mãos implorando, suas pupilas dilataram e ele fez bico. Eu estava perdida... qualquer coisa que aquele menino ou que o pai dele, o qual nos olhava de braços cruzados sentado numa poltrona, pedissem, eu era obrigada a fazer porque não resistia!! – Olha, se você for... eu conto um segredo sobre o papai... – Propôs, colocando as mãos em concha, para Herval não vê.
– Um segredo? – Ele assentiu freneticamente.
– Você vai?
– Yes! Vamos nós três e Dorothy também! Mas me diga o segredo... tell me! – Não esperava nada demais, eu conhecia Herval como à palma da minha mão, mas pensei ser algo minimamente engraçado.
– Ele me disse uma vez... que tem medo de roda-gigante... – Revelou, bastante enfático, como se aquele fosse o segredo da caixa de Pandora. Tá aí... essa eu não sabia! Fui obrigada a colocar a mão na boca para não rir, porque pretendia tirar proveito dessa informação, no parque.
– Okay, vamos ao parque de diversões! – Exclamei, me levantando e Joaquim vibrou, correndo para Herval, batendo em sua mão. Enquanto nos aprontávamos, Herval foi tirar o carro da garagem e sem demora estávamos a caminho do parque.
Assim que o carro parou, Joaquim desceu apressado e seus olhos sorriam junto com sua boca, com a grandiosidade dos brinquedos que havia espalhado por todo aquele lugar. Eram crianças correndo para todos os lados, mães em grupo, conversando animadamente, alguns pais tentando alcançar filhos fujões...
– Vamos naquele brinquedo, papai? – Já saiu em disparada, indicando a área onde vi estar escrito “bate-bate”. Eram carrinhos governados por pais e filhos, que tinha por objetivo se chocarem um no outro.
– Tem certeza que quer ir aí? Não parece perigoso? – Dorothy falou.
– Dad vai estar comigo! Não é perigoso! – Retrucou, segurando a mão de Herval. Este, por sua vez, apenas deu de ombros e cedeu ao desejo do Quim. Eu e Dorothy ficaríamos apenas olhando, até ficarmos sabendo de que eles precisavam de adversário.
Aquilo foi uma tragédia! Enquanto Herval dirigia aquela miniatura de carro, loucamente, fazendo Joaquim gargalhar, eu quase fiquei surda com os gritos de Dorothy do meu lado, enquanto eu tentava controlar aquela coisa pequena, inutilmente, e sofrendo com os impactos que o carro deles dava no nosso.
No fim das contas, os meninos venceram e Dorothy ficou tonta. Saímos do tal brinquedo às gargalhadas e eu confesso que fazia tempo que não nos divertíamos tanto em família, assim...
– Pamela? – Em meio aos sorrisos, ouço alguém me chamar e tocar meu ombro. Ao me virar, dou de cara com ninguém mais ninguém menos que Ernesto. O sorriso que havia no rosto de Herval, se desfaz num segundo, enquanto o de Ernesto só aumenta.
– Hi Ernesto! How are you? – Muito solicita, lhe abracei nos últimos dias nós nos aproximamos bastante na Marra.
– E-eu tô bem né, agora... você é que parece radiante! Não sabia que gostava de parque de diversão...
– Oh eu vim por causa de Joaquim! Mas é sempre bom descontrair um pouco, right?!
– É, tem razão... se bem que você também é uma criança, né!
– Vem Quim, vamos comprar algodão doce... – Disse Herval pegando o menino. – Antes que eu vomite com essa situação ridícula... – Sussurrou o mais baixo que pôde, mas eu ouvi. Pronto, o humor havia amargado e qualquer coisa seria motivo para briga.
– Ih... eu acho que o perigo tropical ficou meio irritadinho... – Comentou Dorothy.
– E-eu tô atrapalhando, Pamela? S-se quiser e-eu posso...
– No. Relax, Ernesto... Herval sempre foi assim, você sabe... só que ele tem eu aprender a lhe dar com esse ciúme bobo que ele tem. – Falei, retendo-o ali perto de mim, enquanto Herval mantinha-se afastado e emburrado. Nunca vi mudar de humor tão rápido!
– Eu acho que eu tô sobrando aqui, né... – Dorothy insinuou.
– Não, é... Pamela, fica aí com sua família, eu... eu vou voltar para o meu grupo de amigos... – Colocou-se a se afasta, evidentemente constrangido. E tudo por culpa de um ciúme desconexo de Herval. Ele sabia muito bem dos meus sentimentos por ele e da minha relação profissional com Ernesto! Era criancice aquela crise.
– Você e o papai estão brigados, mommy? – Joaquim perguntou, enquanto olhava desejoso para seu algodão doce.
– Isso é seu daddy que vai dizer, baby... – Disse olhando para Herval, que apenas com um olhar para Dorothy, a fez entender o que ele queria.
– Joaquim, vem comigo! Vamos naquele brinquedo ali, olha... parece bem divertido e seguro... – Ouvíamos a voz dela se afastando, com Joaquim ao lado. Herval me olhou por alguns segundos e nada falou.
– Situação ridícula, Herval? Eu apenas cumprimentar um funcionário?
– Não seja hipócrita, Pamela, você sabe muito bem que ele não quer ser só um funcionário seu...
– Só que não importa o que ele quer, importa o que eu quero!
– É disso que eu tenho medo...
– Não, definitivamente não dá pra ter uma conversa séria com você... – Falei, lhe dando as costas e começando a caminhar para qualquer lugar.
– Pamela! Espera! Volta aqui! – Veio atrás de mim. Segurou meu braço, me fazendo virar. – Me escuta! Desculpa, me expressei mal...
– No! Você se expressou exatamente como queria! Insinua que posso querer alguma coisa com Ernesto, e esquece que foi com VOCÊ que eu me casei! Me solta! – Ele larga meu braço.
– Eu não quero brigar, ok? A noite estava perfeita até aquele cara aparecer! Vamos esquecer isso... você deveria ficar satisfeita de eu não ter partido a cara dele...
– Ah sim, muito obrigada por ter agido civilizadamente... – Ironizei.
– Ei, vamos parar? A gente veio aqui pra se divertir, não pra brigar... desculpa, tá, é difícil me controlar, mas você tem que ver que eu tô tentando, poxa...! Você acha que é fácil ser casado com a mulher mais linda desse mundo? O cara fica paranoico... tem que marcar território... – Tenta abrandar a situação.
– Acontece que não sou território. – Cruzo os braços, virando a cara.
– Mas é a mulher mais linda desse mundo. – Insiste. – Ei, olha pra mim... você quer que eu peça desculpas de joelhos, aqui? – Ele ia fazendo isso, quando o impedi.
– No! Seu louco! Não é pra tanto... – Falo meio sem jeito e ele sorri da própria palhaçada.
– Então diz que me ama. – Diz sorrindo.
– Que? – Pergunto incrédula.
– Diz que me ama. – Repete.
– Não. – Não iria ceder.
– Diz que me ama. – Insiste, me cutucando.
– No! – Digo, sentindo cócegas onde ele cutuca.
– Diz! – Tem o rosto perto do meu, com um sorriso bobo e inicia oficialmente uma sessão de cócegas até que eu fale.
– No! Herval, para! – Digo às gargalhadas, provavelmente chamando a atenção de alguém.
– Então diz. – Pausa para eu respirar.
– Eu te amo! Shit... – Digo vencida e ele me beija vitorioso.
– Eu também te amo... muito! – Diz após o beijo, aliviado.
– É, mas não pense que ficará impune... por causa dessa crise besta, você vai ter que ir ali comigo. – Aponto a roda-gigante, a qual ele olha com uma cara muito engraçada.
– Não tem outra punição não? – Nego. – Nada, nadinha? – Nego. – Eu deixo você me bater.
– Isso eu faço de graça.
– Eu vou te levar e buscar nas empresas, todo dia.
– Eu gosto de dirigir.
– Ajuda aí, Pam... – Nego, sorrindo. Ele tenta de novo: – Eu aguento até uma semana sem sexo! – Nego. – Duas! – Nem respondo. – Até três, mas roda-gigante não... – Me mantenho firme, porém, rindo dele.
– Let’s go, seu medroso!
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