Gentleness

7 Falam na cara ( ou pelas costas )


Lori encontrou com o trio no corredor, quando estavam saindo pro intervalo. Ao ver Ephir, o rosto dele se iluminou e o garotinho acelerou para abraçá-lo, mas o adolescente estava zumbificado pelo sono e não se abaixou direito, levando uma cabeçada na barriga quando Lori deu um pulo para alcançar o pescoço.

O jovem soltou ar num engasgo, mas fora isso não fez som algum, apenas se encolheu tão discretamente quanto pôde. Lori demorou um pouco para perceber, se pondo no chão e esperando Ephir dizer alguma coisa, até finalmente entender e ficar desesperado pelo outro não estar respondendo.

Nante se aproximou para oferecer apoio caso Ephir desmaiasse, mas colocou as mãos inquietas nos bolsos quando recebeu um gesto de "pare".

— Lori, o que você faz aqui? Seu intervalo foi uma aula atrás, não foi? — Mo perguntou depois de desviar sua atenção do que estava lendo no celular, bagunçando os cabelos do garoto. Ele escapou das mãos dela.

— Eu ia beber água... — Respondeu. Ter ficado com sede logo no horário deles foi apenas uma grande coincidência, claro.

— No bloco de ensino médio? — Nante perguntou, ao ter seu interesse cutucado pelo tópico. Em resposta, Lori só assentiu a cabeça como um dos cachorros que se pode encontrar em lojas de lembrancinhas.

Ephir lançou um olhar de "fala sério" para o garotinho e tentou se endireitar. Uma mão ainda segurava a camisa da farda perto de onde ficava seu estômago.

— ...Eu só queria ver você... Porque eu vou ficar só... — Lori confessou, sem aguentar mais ser encarado daquele jeito. O olhar de Ephir suavizou rapidamente, e ele começou a afagar os cabelos do mais novo.

Era completamente compreensível Lori não gostar dos dias em que Ephir não podia cuidar dele. Seus pais não podiam deixá-lo sozinho, e a empregada tanto não conseguia mantê-lo sob controle quanto tinha horários limitados, então ocasionalmente um de seus pais ficava em casa. Os dois ao mesmo tempo era raro como neve no Brasil. E de qualquer forma, não davam atenção pro filho. A atmosfera tensa e restritiva era pior para Lori que ficar sozinho no apartamento.

Dizem que as pessoas precisam escolher entre suas carreiras e vidas pessoais... Ephir não se sentia surpreso com os pais de Lori. Ele estudava naquela escola particular afinal. Mas ele não entendia porquê colocar uma criança no mundo se não tinham a menor intenção de cuidar e vê-la crescer.

Na verdade, ele entendia. Era apenas desejo seu não entender, porque isso significava que estava mais perto de pensar como eles.

— Qualquer coisa, tente dormir. Vai lhe poupar muito estresse e energia.

— E se eu não conseguir? — Os grandes olhos castanho esverdeados estavam se fixaram nele, refletindo um pouco de luz do Sol.

Ephir tentou dizer a si mesmo que a azia que estava sentindo era uma ilusão. Aquela cabeçada não fora para tanto...

— Tente comer alguma coisa que gosta, ler até dormir, jogar... Se as opções acabarem e nada der certo, bem... Aí sim você pode tentar escapar. Acho que vou estar em casa pelas dez e meia. Dormindo, como você deveria estar a uma hora dessas. — Ephir esfregou a testa e penteou o cabelo com os dedos. — Era o que você queria ouvir, não é?

— Com certeza. — Lori sorriu.

— Nante provavelmente vai abrir pra você, ok. Agora vá beber sua água antes que algum inspetor te arraste pra sua sala, no seu bloco. — O próprio Ephir bagunçou os cabelos do garotinho, mas este nem reagiu. Estava ocupado olhando o rapaz mencionado da cabeça aos pés. Nante encarou de volta. — Lori?

— O que ele vai fazer na sua casa? — O menino perguntou, porque até ele sabia como a área era restrita. Fizesse Sol ou chuva, Ephir ainda prefiriria ficar em qualquer outro lugar do que dentro de casa, se tivesse companhia. Seu quarto estava no nível de legendário, "ambiente de conservação para esse raro espécime que hibernaria um ano inteiro se permitido", segundo Mo. Até Nante se sentia muito lisonjeado, embora soubesse da relutância com que foi aceito e não ficasse surpreso se fosse colocado pra dormir no sofá. Talvez até num tapetimho perto da porta.

— Te conto depois. Você tem que ir. Vai, vai. — Ephir virou o pequeno na direção dos bebedouros e deu um empurrãozinho.

Lori virou para trás, amuado e cheio de curiosidade, mas só recebeu um gesto de "Vai" e acabou indo mesmo.

Quando ele saiu de vista, Ephir se apoiou numa parede e se permitiu escorregar no chão, agachado com uma mão na boca e outra lhe envolvendo a barriga, sem ligar para os alunos que passavam olhando estranho. Ele estava passando mal demais pra ligar, e no final das contas, não eram eles que lhe davam bolsa na escola.

Dessa vez Nante não se importou de prestar atenção em algum sinal. Ele ofereceu apoio a Ephir e o ajudou a levantar, enquanto Mo perguntava se deveriam ir para a enfermaria. Ephir sacudiu a cabeça com tanta determinação que ficou tonto.

— Eu só... não comi ainda hoje. E não dormi bem...

Mo se sentiu muito tentada a batê-lo, mas suspirou e colocou um braço por baixo de seu ombro, tentando dar apoio também.

— E pensar que alguém que tirou dez nas provas de biologia seria idiota a ponto de fazer isso consigo mesmo. — Ela resmungou, e recebeu um sorriso amarelo em resposta. Exasperada, disse: — Pra cantina. Você precisa engolir algo, nem que forçado.

— Não vai sair de lá até ter pelo menos três saladas de frutas no estômago. — Nante complementou, enquanto andava.

— Eu estou com vontade de vomitar e vocês querem me dar comida..? E nem tenho dinheiro pra isso.

— Quem disse que você vai pagar? — Nante arqueou uma sobrancelha.

"Por que eu não iria?", Ephir pensou, mas antes que pudesse responder, Mo respondeu:

— Precisamos pelo menos tentar ver se você consegue segurar alguma coisa no estômago. Nós vamos pagar, mas você vai ter que se cuidar depois, idiota.

Ele realmente queria perguntar porquê se importavam tanto, mas provavelmente receberia um "somos amigos, ora", então apenas assentiu enquanto pensava no que eles ganhavam o ajudando. Confiança, talvez? Credibilidade? Talvez quisessem que ele não escondesse mais coisas em troca? Ou se tratava de algo menos abstrato?

Nenhum ato de gentileza era de graça, mas aquele podia significar quase tudo ou qualquer coisa. Era difícil de entender. Difícil de aceitar.

Ele sabia que cuidava de Lori porque preenchia seus vazios familiares, e sabia que mantia esses dois amigos porque eram compatíveis com ele e uma interação muito mais confortável que ele tinha com outras pessoas. Ele sabia de muitas outras coisas também, mas vira e mexe ainda se deixava levar por sentimentos.

— Ephir. — Nante disse, depois que compraram comida pra ele.- Você só vai tocar no pudim quando terminar o sanduíche de tomate.

— Esses sanduíches supostamente naturais são esquisitos... — ele resmungou, esticando a mão para o pudim do banco onde estava deitado para o outro sentado do lado de sua cabeça.

Nante levantou o pudim pro alto.

— Não.

Sentada na outra ponta do banco com as pernas cruzadas, Mo ameaçou dar um tapa na perna de Ephir, e disse: — Não é tão ruim assim, e nem é só tomate. Anda, você precisa comer.

Ephir grunhiu em resposta, mas acabou dando uma mordida no sanduíche que tinha em mãos. Então outra. E outra. Os dois jovens perto dele observaram em silêncio enquanto sua cara de birra ia embora, dando lugar a de alguém esfomeado.

— Khe fohrri? — Ele resmungou de boca cheia. (Tradução: "Que foi?")

— Às vezes parece que temos um gato de estimação. Mau humorado, apático, dorme e come... Não acha, Nante?

— ...Eu prefiro não opinar. — O moreno disse, embora tenha balançado a cabeça positivamente com um sorriso no rosto. Ele começou afagar os cabelos de Ephir.

— Ooh, subjetivamente dizendo que o cabelo macio dele parece pêlos. — Mo deu um sorriso de canto.

Ephir resmungou algo de boca cheia. Embora tenha sido incompreensível, eles não precisavam entender para saberem que estavam sendo xingados.

— Eu prefiro ser um porco espinho. — Disse o gat... Ephir, quando terminou de comer.

— Com esse cabelo? Nah. — Mo abanou a mão para enfatizar seu comentário. O rapaz ignorou ela e se virou para Nante com o olhar fixo no pudim.

Nante encarou de volta.

— Diga "aaah". — E então enfiou uma colherada de pudim na boca de Ephir.

— @$#%&?!

O jovem fez um ruído alto e incompreensível em resposta, enquanto Nante ria. Ephir pegou um pouco de calda que escorria por sua bochecha e lambeu o dedo. Justo quando o outro congelou, ele lhe deu um tapa na coxa.

— Ai!

— Passe esse pudim pra cá!

Não houve resistência dessa vez. O intervalo teria passado tranquilamente, com a melhora da saúde de Ephir, se enquanto ele lavava as mãos da calda de caramelo, Mo não tivesse encostado na parede ao lado de Nante com a maior solenidade do mundo.

— Nante.

— Oi?

— Você ficou estranho desde que Ephir começou a falar desse Célio.

— ...Ele também anda estranho desde que conheceu esse cara.

— São tipos de estranho diferentes...

Nante suspirou.

— Como ele pode se abrir pra um estranho e não confiar de me contar nada? Eu posso até saber, mas não é a mesma coisa que ouvir da boca dele...! — Ele deu um murro silencioso contra a parede. — Eu estive aqui o tempo todo. Cada dia difícil. O que há de especial nesse cara?

Mo deu aperto rápido e gentil no ombro dele.

— Eu sei. Eu penso o mesmo. Entendo você estar com ciúme. Mas você vai ficar bem indo hoje com ele?

"Ciúme", Nante digeriu a palavra mentalmente.

— Isso... eu não sei. Talvez a parte complicada vá ser dormir ma casa dele.

— Ah, sim. O que você vai fazer lá?

Nante explicou. Comentou sobre a possibilidade de dormir no tapete também.

— Provavelmente vai ser melhor você dormir longe dele mesmo. Afinal, o seu tipo de ciúme não é tão puro, não é mesmo?

Ele fez uma cara confusa. Ela pôs a mão na testa e grunhiu.

— Não sei se você não entende ou está fingindo, mas... Só não machuque Ephir. O emocional dele é tão resistente quanto os pudins que come... — Mo massageou as têmporas. — Ele pode não aguentar outra facada.

— Eu nunca machucaria ele.

— Espero. — Ela deu um sorriso fraco. — Cuide bem do nosso gatinho.

Enquanto isso, Ephir estava encostado atrás da porta do banheiro, sem saber que expressão fazer quando saísse. Alguns outros garotos o olhavam estranhando ou admirando a coragem de ter contato físico com aquela porta.

Por fim ele se recompôs e saiu com a mesma cara, cansada de tudo, de sempre. Ele só precisava... Agir como se estivesse com sono, e ficaria tudo bem.

— Ephir? — Nante se virou pra ele, descruzando os braços e falando num tom preocupado.

— Eu estou com sono. — Ele disse, juntando todas suas horas não dormidas para nem precisar fingir.

— Quando você não está com sono? — Mo o puxou pelo braço, notando que seu estado zumbi havia piorado.

Ele soltou um riso seco. "É verdade", murmurou, e tentou se distrair pensando nas aulas que teria. Exigiu um esforço imenso, mas ele conseguiu não pensar no que havia escutado. Não o suficiente para ficar nervoso, pelo menos.

Na hora da saída, Mo se despediu deles com um último olhar preocupado antes de ir atrás da irmãzinha. Ephir tentou sorrir, mas sua cabeça estava latejando.

— Passando mal de novo? — Seu amigo perguntou, vendo que ele inconscientemente começou massagear a própria cabeça.

— Enxaqueca.

— Acho que eu tenho remédio.

— Oh.

Nante estranhou as respostas curtas, parecia até que estavam voltando aos tempos em que Ephir ainda precisava se acostumar com ele por perto, mas afastou o pensamento e focou em procurar o remédio na bolsa. O de cabelo macio começou a andar na frente sem aviso, e ele quase derrubou alguns lápis tentando tirar o remédio enquanto se apressava para alcançá-lo.

— Ephir! O que há com você hoje? — Perguntou ofegantemente, com os comprimidos numa mão enquanto a outra fechava a bolsa.

— Sono.

— Tem algo mais. Há quanto tempo você acha que eu te conheço?

— Não sei, eu nunca contei. — Ele deu de ombros, pegando o remédio e engolindo no seco. — Obrigado.

Aquilo doeu. Nante podia já estar acostumado com a língua afiada de Ephir e até retrucar às vezes, mas... Era isso o quão importante ele era?

"Ephir..." Ele pensou, com um aperto no peito.

O moreno suspirou e ofereceu sua garrafa d'água. Ephir hesitou, mas acabou aceitando. Eles ficaram na biblioteca sem se falarem a tarde inteira, até a mãe de Ephir ligar pra ele e businar na frente das entradas da escola. Nante sentou no banco de trás, mas mesmo com o cinto insistia em puxar assunto com a motorista ("Por que você escolheu dança?" "Sei lá"), enquanto o outro garoto fingia estar dormindo no banco da frente, virado para a porta.

Ele era um péssimo mentiroso, não era?

A luz dos postes coloria as ruas num tom laranja, e também quase cegava Ephir através de suas pálpebras fechadas. Isso estava ficando irritante, e ele temia que em algum momento ser deixado em paz começasse a valer menos do que o incômodo.

— Quando vocês vão ter uma apresentação?

— Ah, num festival daqui a duas semanas.

Então o tal festival seria em duas semanas, Ephir pensou. Ele levemente virou a cara na direção do banco e percebeu que assim não podia respirar direito. Porcaria.

— Como Ephir está indo na escola? — Sua mãe mudou de assunto de repente.

— Ah, ele... — Nante pensou no mau humor e sono constantes do amigo, sua desconfiança com os outros, a distância que mantia da maioria das pessoas, — está indo muito bem. Até tirou nota máxima numa prova de química muito difícil que tivemos.

— Entendo. Isso é bom. Mas não o que eu quis dizer.

Tanto Nante e Ephir congelaram, este último considerando a ideia de morrer por falta de ar.

— Perdão? Ainda não ficou claro para mim o que a senhora quer dizer...

A mulher suspirou.

— Não, tudo bem. Com uma criança inteligente como a que eu tenho, o mínimo que posso fazer é dar privacidade. Você é amigo dele, não te culpo por não me contar. — Ela sorriu, sem felicidade alguma. — Eu espero que você cuide dele em horas que eu não puder.

— Sim senhora.

Uma parte de Ephir estava queimando de raiva. Hoje era o dia de falarem pelas costas dele?! Irritado, ele esperou até estar perto de não aguentar mais prender a respiração para virar, pegar um livro na bolsa e usar para cobrir a cara da luz. Um silêncio se instalou no carro, mas quem disse que o garoto ligava? Ele finalmente pôde mandar a realidade dar uma volta e dormir.

Não por muito tempo, no entanto. Independente do quão mau humorado ele ficou ao ser acordado, Ephir foi arrastado para fora do carro até a escola de artes por um amigo inesperadamente cheio de animação.

— Você vai me apresentar pro tal Célio? — Nante perguntou esperançosamente, com um toque de amargura que Ephir ignorou, depois que a mãe desse se despediu.

— Não. Eu não tenho planos de te apresentar pra ninguém, exceto a escada em que eu espero minha mãe.

— Ah... — o ânimo do moreno baixou. — Nem uma volta pra conhecer o lugar?

Ephir considerou a ideia. Se eles ficassem passeando, poderiam encontrar Célio, mas se ele convencesse Nante de ficar numa sala... Ah! Ihna! Ele podia levar o amigo pra lá e só sair quando estivesse em cima da hora de sua mãe ir embora.

— Pensando bem, — Ephir fingiu um suspiro, mas não pôde conter um sorriso fraco, — tenho algumas pessoas que queria te apresentar, sim. — ele pegou o pulso de Nante para arrast... guiá-lo.

"??????" A mente de Nante se encheu de interrogações.

Ephir mostrou algumas coisas no caminho, como uma sala de esculturas, outra de quadros realistas, e brecharam em salas como as de dança contemporânea e de salão. Aos poucos na parte de instrumentos: ele podia ouvir o piano de longe. Uma vez que você gravava na mente, a forma que Ihna tocava se tornava impossível de não reconhecer.

— Uau... — Nante deixou escapar.

Ephir abriu a porta da sala discretamente e deslizou para dentro. Ihna estava completamente absorta tocando enquanto Soli sentada no chão, tirando um cochilo encostada numa cadeira perto da pianista. A melodia era suave, como uma canção de ninar.

Ihna parou um pouco depois, se virou para Soli, sorriu, e então percebeu Ephir se aproximando com uma cara que, em outras circunstâncias, teria sido mais "Hum, tô sabendo".

— Ah. Você. Parece pior da última vez que eu te vi. — Ela mais afirmou do que perguntou, e então seus olhos bateram em Nante entrando, se tornando afiados. — Quem é?

— Meu amigo. Veio comigo hoje.

— Nante, prazer em lhe conhecer.

— Hm. Prazer, Ihna.

— Eu gostei de ouvir você tocando.

— Obrigada.

O silêncio parecia prestes a se instalar, então Ephir olhou pra Soli e disse: — Parece eu.

O que fez Nante e Ihna sorrirem, por suas próprias razões.

— Ela apostou comigo que não conseguiria colocá-la pra dormir com minha música, já que não pode ouvir, mas meus movimentos lentos acabaram deixando ela com sono. Ou entediada. Ainda não sei. — Ihna respondeu, olhando para a outra moça ternamente.

— E o que ganha o vencedor da aposta? — Nante perguntou, mais tomando a chance de prosseguir a conversa do que por curiosidade.

— Você tem certeza que quer saber? — Ela se virou pra ele com uma expressão de diversão. Não parecia que ela tinha intenções de contar mesmo que ele tivesse certeza.

Ephir se sentiu aliviado. Nante se interessou em continuar conversando, o que significava que ele temporariamente não seria um problema. Em pouco tempo Soli acordou e se juntou à discussão. Um bom tempo deve ter passado antes de Nante sorrir e dizer o que poderia ter feito Ephir tossir sangue, dependendo de seu emocional:

— Bem, foi realmente um prazer conhecer vocês, mas Ephir tem outras pessoas pra me apresentar, ainda.

Notas finais
Como sempre, sem revisão. Quando eu terminar a história irei corrigir todos os erros, mas por enquanto, se eu quiser manter pelo menos algo próximo de um ritmo de atualizações. Estou tendo um bloqueio criativo. Isso é tão ruim, tão ruim, que eu procrastino ter um bloqueio.