Notas iniciais
Final E - Soulman usa a alma dos humanos.

Distopia me teleportou para o centro do universo ao tocar em mim. Não haviam galáxias ao meu redor, e eu não sentia nenhuma alma próxima. Eu estava no centro de toda a existência, de toda a realidade. Na minha mão direita, um brilho azul-ciano ofuscava minha visão. Ali estavam oito bilhões de vidas, de cada humano vivo. Crianças, jovens, adultos, velhos. Era um preço grande a se pagar, mas ainda era melhor do que matar formigas. Era mais lógico, matar menos gente.

O poder da alma que eu podia absorver de um humano era infinitamente maior do que o que eu podia absorver de uma formiga.

A Coisa não era tão gigantesca comparada à imensidão do universo, mas era bem maior do que qualquer planeta que eu já visitara.

Negro, esguio e com patas afiadas, ela surgiu do completo vácuo.

Não dei tempo para que ela fizesse algo. Um soco certeiro em sua casca, e ela se desfez em uma explosão que eu gostaria de ter algo para comparar com. Senti a vida se esvaindo, e cada molécula do meu corpo sendo extinta. Mas não morri.

A exaustão tomou meu corpo de uma forma inexplicável, e não pude retornar para a Terra sozinho. Esperei para que Distopia me "puxasse" de volta. E não sei por quanto tempo esperei, mas nunca voltei.

Vagar no espaço, sem perspectiva de resgate e sem nenhum poder remanescente é a pior sensação que qualquer um poderia sentir.

As cidades humanas foram tomadas por plantas e trepadeiras. Logo surgiu algo para substituí-los. Dist seguiu o resto de sua vida sozinho, carregando nos ombros a culpa pela morte dos humanos da realidade 8.1. Sua realidade de nascença. Seus pais e todos os seus conhecidos. Seu melhor amigo, um Hexa chamado Soulman. Mas ele logo esqueceu. Não tinha anotado isso no seu bloquinho de notas.

Notas finais
Não é o pior dos finais. Pelo menos o Soulman salvou todo mundo :P
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.