Genocídio - Toda Vida Conta?
5 Final D
Notas iniciais
Decidi por não lutar. Distopia não queria concordar, mas ele confiava no meu julgamento, e nos levou para a realidade 7.3. Não haviam Hexas como nós lá.
Minha realidade foi extinta, como imaginávamos, e em alguns anos logo a coisa chegaria aqui também. Pularíamos de realidade em realidade eternamente, até que eu decidisse fazer algo.
Por minha culpa, um sem-número de vidas foram perdidas. Distopia parecia cada vez mais triste, e um dia ele parou de esperar por mim. Tentou enfrentar a coisa, agora apelidada de Reality, e foi morto rapidamente. Ele sabia lutar, mas como ele enfrentaria algo como aquilo?
Conectei meus pensamentos com os dele antes que ele fosse, e vi claramente. Uma barata, gigante e negra, oculta pela própria escuridão do vácuo espacial, com um exoesqueleto duro. Tinha seis patas e uma cauda, todas igualmente asquerosas.
Sua boca eram dois pares de presas da mesma cor do exoesqueleto, com uma gosma prateada escorrendo. Distopia conseguiu arrancar uma das patas, mas só. Reality não sangrou.
Mas eu também estava aqui. Sem nada a perder, reuni a alma de tudo que pude encontrar. Não posso descrever a sensação, nem a pilha de corpos que se formou em cada canto do planeta Terra.
Depois de 12 anos devorando realidades, Reality estava muito mais forte. E nem o Ser mais poderoso, abastecido pelo poder de todos os seres vivos de um planeta, conseguiu derrotá-lo.
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