Genocídio - Toda Vida Conta?
3 Final B
Notas iniciais
Distopia me teleportou para o centro do universo ao tocar em mim. Não haviam galáxias ao meu redor, e eu não sentia nenhuma alma próxima. Eu estava no centro de toda a existência, de toda a realidade. Na minha mão direita, um brilho azul-ciano ofuscava minha visão. Ali estavam meio quintilhão de vidas, de metade das formigas existentes no planeta Terra.
A Coisa não era tão gigantesca comparada à imensidão do universo, mas era bem maior do que qualquer planeta que eu já visitara.
Negro, esguio e com patas afiadas, ela surgiu do completo vácuo, numa espiral de medo. Não recuei. Não tinha como.
Antes que agisse, acertei um soco certeiro em sua casca, e a coisa tremeu e pareceu rachar. Usei a telecinese para prendê-la, mas não fui capaz de pará-la, e fui sua primeira vítima na nossa realidade. Um único e certeiro ataque que me matou.
Logo, todo o meu universo foi eliminado.
Dist aguardou que o amigo retornasse, encarando o céu com ansiedade. Ele confiava em Soulman. Mas a aura da Coisa não sumia. Distopia percebeu que havia algo errado quando parou de sentir Soulman. Ele não podia ir até o espaço para ter certeza, mas tudo apontava para sua morte. E se ele estava morto, e a Coisa ainda estava viva...
Ele anotou rapidamente em seu bloco de notas, e não soube o que dizer. Se Soulman estava morto, quem poderia salvá-los? Ninguém.
Fale com o autor