Gender of Hacker

1 Single Chapter - Holy shit!


Notas iniciais
Oi pessoas, voltei com mais uma fanfic. Sim, eu não canso. :) Então, a história é baseada em mim, João, e minhas amigas, Jayane e Vera. É perceptível que tornei os nomes para suas versões masculinas e inverti os gêneros. Por sinal, essa é minha primeira história voltada 100% para comédia, por mais que em certos momentos não pareça. :D É uma história de narração rápida e sem enormes detalhes. ;) Por fim, espero que gostem muito! Enjoy it! ♥

Gender of Hacker

Joane

Eu olhava rindo para meus amigos, Jayme e Verônico Lúcio. Os dois estavam falando alguma besteira e eu ria, enquanto tentava assaltar um pouco do sorvete na mão de Jayme, que me olhou de soslaio, me dando um pouco da casquinha de baunilha, logo ouvindo Verônico contando de como fora seu sexo com o 'crush'.

—Eita, mas como foi na hora? Foi constrangedor? — Perguntei, ansioso por saber mais, além do que me fora contado no dia anterior e por WhatsApp.

—Olha, Joane, é o seguinte: chupar um pau é muito bom, é bom quando fazem em você, mas fazer em alguém é maravilhoso. — Revelou Verônico, fazendo eu e Jayme rir.

Continuamos conversando, até sairmos do shopping e pararmos detrás duma árvore, por conta do sol de rachar, esperando a conversa fluir mais para então voltarmos para a escola, para esperarmos o ponto para o ônibus para nossas casas. Depois de elas pegarem o ônibus, eu faria como sempre, iria para minha casa que era ali perto, all by myself. Mas como o Destino tramou para mim, aquele dia seria um pouco diferente.

Enquanto eu ria e Jayme terminava a casquinha, um grande impacto — para um ser minúsculo, como Verônico — me derrubar, seguido de um 'crac' na madeira da árvore. Jayme se assustou, fazendo o resto da casquinha cair no chão. Nós três olhamos para onde tinha vindo o som, e ali havia uma flecha, com um pequeno papel enrolado. Nos entreolhamos – enquanto várias pessoas corriam com medo – e pegamos o papel, os três tentando ler, até o garoto – mais baixo que eu – de cabelos rosa, no caso o Verônico, pegou e leu em voz alta nossa sentença de morte:

Cara Hacker Jane9901,

Ninguém mandou se meter com o Chefe.

Agora sua vida será meu pagamento,

E quem tentar te ajudar, vai junto com você.

—DE NOVO, JOANE?! — Jayme berrou, me chacoalhando. — ESSA É A SEGUNDA VEZ! E olha que a primeira foi só ataques pela própria internet...

—Poxa, era um pedido do meu amigo do governo. Estavam tentando invadir, eu só ajudei eles à segurança. — Falei, dando de ombros e levantando as mãos como se não fosse algo preocupante.

—MAS ISSO COLOCOU NOSSA V... Vida em perigo. Sua vida, mas como sempre, nós vamos te ajudar, portanto, nossa. — Jayme berrou, tendo que diminuir o tom de voz, e eu mantive meus olhos arregalados, ainda espantado com a reação.

—Então, gente, agora não dá para brigar, temos pessoas atrás da gente. O que podemos fa... — A fala de Verônico foi interrompida, por uma flecha que cortou um pouco de seus cabelos que iam para um pouco mais a baixo dos ombros, o fazendo berrar de ódio. — MEU CABELO SEUS ARROMBADOS!

—CORRE! — Eu gritei em seguida, ao perceber uma flecha voando na direção do braço de Lúcio. E só deu três adolescentes de 14/15 anos correndo como condenados para o ponto de ônibus mais próximo, no caso o da escola, em que essa hora estava vazia. — Meu Deus eu 'tô morta.

—Agora não, só corre! — Jayme exclamou, me puxando, enquanto quase pegava Verônico no colo.

—Na boa, quem usa flecha hoje em dia? — Perguntou Lúcio de repente, e eu assenti, descrente, enquanto Jayme xingava nós dois, enquanto acenava para o ônibus que vinha, fazendo o mesmo parar, praticamente jogando nós dois dentro, enquanto entrava e gritava com o motorista, que até o momento não tínhamos visto o rosto.

—Com licença, senhor, deixe eu ver o seu rosto. — Pedi, fazendo-o virar para nós e sorrir, um símbolo apareceu em seu maxilar, um raio amarelo com um pássaro pintado em raios. Verônico levantou o papelzinho, nossa sentença de morte, e olhou no desenho carimbado ali, cujo era o mesmo que o imbecil motorista estava tatuado.

Jayme arregalou os olhos e puxou o cara pela gola da camiseta, socando o mesmo três vezes, deixando-o inconsciente, jogando-o pela janela aberta do ônibus e vendo-o cair do ônibus em movimento, tentando se salvar. Jayme sentou no banco, onde antes havia um motorista, e colocou as mãos no volante, tomando a direção e tornando aquilo que andávamos um pouquinho perigoso – acredite, eu e Lúcio já tivemos experiências em estar em algo dirigido por Jayme, e Jesus nos ajude.

O garoto de cabelos morenos e olhos determinados – com uma boca mais 'suja' que a minha –, no caso o Jayme, acelerava mais e agora a faixa especial para ônibus acabaria, ou seja, estávamos mortos, pois teríamos que passar para o meio dos carros.

—Se preparem, agora vamos fazer coisas perigosas. — Disse o único garoto alto do grupo, Jayme.

—Mais do que fugir de um hacker melhor que eu que quer matar eu, mas vocês estão me ajudando, então nós? — Perguntei, irônico, vendo Lúcio revirar os olhos e rir.

—Não, oh cacheada, eu estou falando de trânsito.

—Okay Jayme, vou deixar você na ilusão de que trânsito é mais perigoso que hackers malvados com flechas. — Falei, vendo o outro revirar os olhos rindo e Lúcio indo para o fundo do ônibus, olhar para como estava atrás de nós.

—Mas eu não 'tô falan... — A fala do maior foi quebrada, por Verônico que nos chamou.

—Pra começar, estamos parados, PAREM DE DISCUTIR. E SEGUNDO, TEMOS UNS FILHOS DA PUTA SEGUINDO A GENTE COM MOTO, OLHEM LÁ! — Olhamos rapidamente e cada vez mais motos se aproximavam, com o símbolo anteriormente citado. Estávamos parados por conta do sinal e por não sabermos pra onde ir, somente iríamos fugir.

—Jayme, assuma aquela porra de novo, por favor, nunca te pedi nada! — Exclamei, escutando ele começar com 'na verdade, você já...', Interrompi novamente e falei: — Nã, nã, nã. Cala a boca e dirige.

Ri ao ver Jayme revirando os olhos e peguei Lúcio pelo braço, jogando-o no banco próximo, no exato momento em que o ônibus assumia uma velocidade incrivelmente rápida, me jogando para o chão, de cara. Jayme ultrapassou o vermelho e eu levantei novamente, respirando fundo para não atacar aquele pescoço.

—Obrigado! — Exclamei, recebendo um 'de nada' em troca.

Olhei para trás, encarando o trânsito que agora Jayme passava nos vermelhos, eu tentava achar mais motoqueiros com o símbolo, mas parecia que todos haviam sumido.

—Eles não sumiram, ELES ESTÃO DO NOSSO LADO! — Verônico berrou, adivinhando pela minha expressão. Olhei para o lado e quatro motos nos cercava, enquanto a quinta surgia do inferno atrás do ônibus.

—Fodeu legal. A única coisa que consigo fazer é arranhar pra caralho, porque tenho umas unhas do capeta, e também hackear algo, fora isso, eu não sei como derrubar esses bostas... Na verdade, sei sim. — Fui falando, me corrigindo no meio da frase ao ver a alavanca de incêndio. Sorri, correndo ali e puxando a alavanca, trancando tudo dentro do ônibus, que lançou uma fumaça, provavelmente algo que apagava o fogo, afinal é de incêndio. — Agora, temos que bolar um plano rápido, isso vai nos manter trancado aqui durante trinta minutos. E o melhor, eles não verão o que vamos fazer. Para onde podemos ir?

—Eu estava pensando no único lugar onde eu nunca pensaria em ir, a subprefeitura. — Falou Lúcio e eu gritei de alegria.

—BOA IDEIA SEU TESUDO!

—Tá gente, só posso dizer que essa porra de fumaça tem um defeito, atrapalha a minha visão. — Disse Jayme e eu falei para que ele parasse no canto de algum lugar. Assim que o fez, puxei o mesmo para algum perto de nós.

—Arranque a alavanca. — Pedi, vendo-o arregalar os olhos.

—Como?!

—Tu escutou, nós três vamos puxar a alavanca, eu tive uma ideia. — Falei, e Lúcio se posicionou, com as mãos na alavanca, puxando Jayme para o fazer também.

Coloquei as mãos na alavanca, ficando no meio dos garotos e respirando fundo, contamos até três, puxando com força para trás e arrancando. Claro que como tenho um maravilhoso equilíbrio, fui para o chão.

—Cacete, mas que porra! Equilíbrio, mon amour, não me faça te odiar. — Falei, levantando, sorrindo ao constatar que a alavanca estava na mão de Lúcio que sorria convencido, jogando o cabelo. — AMÉM JESUS!

—Eu sei, agora o que fazemos? — Lúcio perguntou, Jayme assentiu.

—Pode encapar, ou acertar os caras nas suas respectivas caras no ferro mesmo. — Falei, Jayme e Lúcio logo se entreolharam, sorrindo maliciosos. — Já sei a resposta. Enfim, temos cerca de mais vinte e três minutos, o que mais podemos fazer?

—Que tal pegarmos um pouco do estofamento dos bancos? — Perguntou Jayme e eu assenti.

—Mas para que? — Lúcio perguntou.

—Eu sei lá, estou apostando que talvez vamos precisar. — Disse Jayme e Lúcio riu.

Arranquei um canivete da calça jeans preta, sorrindo ao mostrar para meus amigos.

—Mas que porra?

—Calma Jayme. Tu achou mesmo que nós íamos pegar estofamento com a mão? Essa bosta pode estar destruída, mas rasgar um desses é difícil. — Falei, olhando para ele com um ar sarcástico.

—E por que você anda com um desses no seu bolso? — Lúcio perguntou e eu ri.

—Amiguinho, eu sou mulher e sou baixa, você realmente acha que eu não sei me cuidar? Eu não sou um garoto, por mais que pareça. Tudo bem, eu sou totalmente estabanada, mas mon amour eu sei me cuidar. — Falei, jogando cabelo.

—Entendido. — Falaram os dois garotos, agachando de frente à um estofamento.

Guardei meu celular e enfiei o canivete no banco, rasgando o mesmo e fazendo aparecer o estofamento amarelo, que logo começamos a coletar o máximo do estofamento que conseguimos.

—E se, nós pegarmos e colocar entre os dedos, pequenos pedaços, para caso tenhamos que socar algo ou alguém, não machucarmos muito? — Sugeriu Lúcio, e eu olhei para ele pensando que poderia funcionar muito bem.

—É um ótima ideia. — Falamos, eu e Jayme, juntos.

Colocamos alguns pedaços entre os dedos e fechamos eles, experimentando. Ao constatar que funcionava perfeitamente, olhei novamente no relógio do celular, daqui dez minutos iríamos ter que correr contra o tempo para ir para a subprefeitura. Isso se não fossemos mortos antes por flechas e algumas outras armas.

—Tive uma ideia! — Exclamei, sorrindo, acessando meu sinalizador. Invadi alguns sistemas, podendo descobrir que as motos dos seres burros do lado de fora do ônibus eram movidas ao wi-fi. — Caralho, esses estúpidos são burros mesmo.

Desativei o GPS deles, explodindo o wi-fi por dentro.

—Jayme, ignore a névoa, ela já vai baixar, só dirija. Ainda estamos na rua, certo? Então, vamos, as motos dos otários estão desativadas, quem mandou ser movida por internet?! — Falei, feliz, vendo meu amigo sentar no banco, no exato momento em que a névoa começou a se dissolver, mostrando as motos e seus donos sobre as mesmas, fazendo nós três sorrirmos irônicos, enquanto Jayme dava partida, atropelando algumas motos e fazendo alguns carinhas voarem.

Enquanto algumas coisas explodiam atrás de nós, Verônico pegou o celular e começou a procurar que caminho mais rápido para a Subprefeitura.

—Pera, Verônico. Quais são as ruas que dão para a Subprefeitura? — Jayme perguntou, logo tendo sua resposta. — Ótimo, se segurem, porque isso vai ser rápido, perigoso e um pouco suicida.

Jayme pisou sem dó nem piedade com tudo no pedal, fazendo zigue-zague por alguns carros, batendo em alguns, passando sinais vermelhos e quase atropelando alguns ciclistas que surgiam do inferno para morrerem.

Nos aproximávamos, quando sabe-se lá de onde, saíram mais motos com o símbolo do raio infeliz.

—Puta merda! — Falei, já irritada.

—Vou brecar, se segurem! — Falou Jayme, 'jogando' o ônibus para o canto da Subprefeitura à poucos metros em nossa frente, fazendo o automóvel girar, antes de parar no primeiro degrau dos oitenta, ou oitocentos, que haviam até o grande edifício.

Jayme abriu a porta do ônibus e correu para fora, fazendo eu e Verônico acompanhar o mesmo.

—Vamos logo! — Verônico disse, subindo às pressas.

As motos se aproximavam rapidamente, sem dar tempo suficiente para subirmos tudo. Ao estarmos na metade de tudo aquilo, as motos brecaram e os caras saíram de cima das mesmas, jogando seus capacetes no chão, correndo atrás de nós.

—Eita, aquele é bem gostoso. — Verônico falou, referindo-se à um dos perseguidores, alto o suficiente para o cara escutar.

—Obrigado! — Ele agradeceu, ainda correndo tentando nos alcançar.

—Cala a boca, Lúcio. — Disse Jayme, puxando-o para subir.

—Não vai dar tempo, vamos morrer. — Eu disse, tentando subir mais que os seres encapetados atrás de nós, mas era praticamente impossível o fazer.

—Esses capetas não vão largar de nós. — Lúcio disse, ainda correndo para subir aqueles degraus.

—Vão logo, eu fico aqui, vou deter eles, aos murros com isso do estofamento. Só vão, nem se preocupem, eu dou conta. — Jayme disse, parando e virando-se para os idiotas que continuavam a subir.

—Ter certez...? — Comecei a perguntar, sendo interrompido por Jayme, que avançou, pulando do degrau que estava, acertando quatro carinhas, derrubando os mesmos. Virei para Lúcio e o puxei. — Vamos logo, 'rosinha'!

A última imagem que vimos de Jayme, foi o mesmo dando um murro em um dos caras, enquanto entrávamos na Subprefeitura que estava estranhamente vazia. Corremos, utilizando as placas de ajuda para chegar ao centro das decisões.

Ao pararmos no centro do centro de decisões, na sala principal, estranhamos ao notar os encarregados de cuidar da área de Vila Sônia no canto da sala, enquanto a sala estava escura e somente as telas dos computadores estavam ligadas.

—Tem algo estranho. — Lúcio disse.

—Jura? — Brinquei.

Algo explodiu atrás de nós, nos fazendo correr como condenados para o lado oposto da sala. Em um segundo, alguém surgiu atrás de nós e pegou Verônico que arregalou os olhos e tentou gritar, tendo a boca tampada.

—Ai porra. — Falei, indo para o meio da sala.

—Joane, uma garota baixa e de olhos castanhos. Tem quase quinze anos e ama ler, é um uma boa aluna, tem boas notas e tem uma meta de futuro de lutadora, batalhando para conseguir bolsas cem por cento. É uma garota que sabe demais de computação e acabou que entrou em uma enrascada. Seus melhores amigos são Verônico, que ama pintar os cabelos e quer ser psicólogo, e também Jayme, cujo é um ótimo aluno que quer ser cantor de pop e tem baixa autoestima. Eles inventaram de ajudar sua amiga, e agora estão com seríssimos problemas. Prazer, eu sou seu inimigo, Hacker Gênero. — Falou um homem surgindo das sombras, de sobretudo preto e cabelos longos e presos. No sobretudo dele havia o símbolo do raio infeliz.

—Qual a necessidade de saber de tudo da minha vida? E por que caralhos teu nome é Hacker Gender? O que a porra do gênero tem a ver com isso? — Perguntei, já irritada com toda aquela palhaçada.

—Querida Joane, você foi se meter comigo, é claro que eu tenho que conhecer meu inimigo antes de o enfrentar por definitivo. — Falou Hacker Gender. — E garotinha pentelha, não critique o meu nome, já basta minha mãe.

Eu gargalhei, enquanto andava devagar ao redor dele, analisando-o. Peguei meu celular e desbloqueei o mesmo, clicando numa bomba eletrônica.

—E você, Hacker Gender, se fodeu, seu bosta. — Joguei o celular no chão, pisando em cima do mesmo, impedindo assim a restauração do mesmo. — Pensou que eu não pensara em nada antes de vir para cá?

—Não, mas eu também pensei em algo. — Hacker Gender falou, tirando do sobretudo seu celular do bolso, carregando o mesmo com alguma fonte e infectando os computadores do governo.

—JAYME! — Berrei ao ver meu amigo inconsciente nos braços do cara que Verônico cantara mais cedo, tentando me aproximar, fui barrado por aqueles bostas de motociclistas. — Ninguém mexe com meus amigos e sai impune, comigo tudo bem, mas encostou neles, pediu para morrer.

Arranquei meu canivete da calça jeans e abri a faca de uns sete centímetros, olhando meu amigo ser depositado inconsciente no chão, a mão pendendo ao lado do corpo, o corpo 'coberto' de sangue. Limpei minhas lágrimas que eu nem percebera, engolindo em seco, olhando para Hacker Gender enquanto me posicionava em ataque, pulando para cima de um dos motociclistas ao meu lado, atingindo-o na batata da perna, fazendo-o cair, pegando outro pelo cabelo e acertando a faca no braço do mesmo, jogando-o no chão. Alguns tentavam lutar, mas nem eu sabia o que fazia, somente a raiva me movia.

Derrubei o último, chegando em frente ao cara que Vera paquerara, que havia me ajudado à partir do terceiro que eu possivelmente matara.

—Por que me ajudou? — Perguntei, vendo o louro acastanhado sorrir tristonho.

—Porque eu estou em procura da minha irmã, que fora aprisionada por este filho da mãe. — Ele disse, apontando para Hacker Gender que continuava impassível vendo seus subordinados morrendo.

—Joan... — Jayme se moveu, tentando falar. — Joane, vem aqui.

—Achei que tivesse morrido! Ah, Jayme. — Chorei, enquanto o abraçava, sujando minhas roupas de sangue, mas lavando as dele com meu choro.

—Não, sua idiota, eu estou vivo. — Falou Jayme, me abraçando.

—Eu matei gente por você, e nem para morrer tu presta. — Brinquei, fazendo Jayme rir.

Verônico foi livre pelo cara misterioso que me ajudou e que ele paquerou. Abraçando em agradecimento o mesmo, sorrindo e corando – algo quase impossível para o mesmo.

—Que lindo, e que vontade de vomitar. Se me dão licença, eu tenho que explodir vocês todos aqui dentro. — Hacker Gender se pronunciou, apertando o botão vermelho do próprio celular, sem nada acontecer. — Por que não funciona?

—Porque eu desliguei, ou melhor, explodi os computadores e qualquer rede perto da gente. — Falei, me levantando e levantando o canivete novamente. — Eu te avisei que tinha vindo com as coisas pensadas.

—Ah seu filho da p... — Ele não pôde terminar a frase, pois eu correra e o penetrara a faca direto na região do estômago, vendo-o sangrar até a morte.

—Nunca pense em xingar minha mãe, seu porra. — Falei, chutando o rosto dele e abraçando meus amigos. — Obrigado.

Agradeci ao menino desconhecido e abracei novamente meus amigos.

—Não há de que. Eu só gostaria de saber se tem como me ajudar na busca à minha irmã. — O menino perguntou e eu assenti, enquanto Jayme ajudava as pessoas escondidas no canto da sala saírem dali e telefonarem para a polícia. — Por sinal, meu nome é Adam.

(...)

Três meses depois...

.... Eu, Verônico e Jayme já entrávamos no primeiro colegial, com a irmã de Adam, Leonarda que vinha namorando Jayme. A garota fora achada por mim após dois dias de longa angústia por tudo que havia acontecido. A menina de quatorze anos amava tudo relacionado à moda e apesar da dificuldade em inglês, pedia minha ajuda nisso. O irmão era dois anos mais velho e namorava Vera estava no terceiro ano do ensino médio e no ano seguinte estaria na faculdade.

Eu fora acusada, e acabei enfrentando o tribunal. Acabei que me livrei de prisão, pois eu não matara com essa intenção e sim a de proteção minha e de meus amigos. Fiquei responsável por um trabalho comunitário de dois anos, assim como Adam que me 'ajudou'.

Eu fora chamada de heroína nas capas de revistas e em canais de TV, por salvar uma cidade inteira da morte. Afinal, tinham descoberto que Hacker Gender iria lançar bombas por toda a São Paulo. E descobriram que eu sabia do Hacker Gender por um cara do governo – um amigo meu – oferecer o trabalho de pesquisa ao hacker que vinha atacando o Governo. Isso tudo me livrou de perder minha vida toda, mas o tribunal ainda teve de ocorrer. O governo me homenageou e aos meus amigos também.

No fim, agora vivemos todos juntos – literalmente – para que as despesas saíam mais baratas, afinal, a inflação tá difícil.

—Ei, seus arrombados, na minha cama não. -Briguei com Adam e Vera, enquanto terminava de digitar nossa história para meu novo livro, vendo-os rir, enquanto Leonarda nos chamava e Jayme chegava em casa com o refrigerante, berrando para todos irem para a cozinha.

—Vamos comemorar três meses após todos aqueles acontecimentos horríveis. Nós fomos corajosos e não sei como, vencemos. Mas sempre venceremos, unidos. — Jayme falou, enchendo nossos copos com refrigerante, enquanto nos era servido o Strogonoff.

—SAÚDE! — Gritamos, rindo e felizes, brindando uma vida que seria muito próspera e feliz. Onde sempre estaríamos juntos.

—Amo vocês. — Eu disse, vendo todos sorrirem para mim.

—Também te amamos. — Falaram, me fazendo soltar uma lágrima que desceu lentamente pela bochecha.

—... Perdi alguma coisa? — Perguntou Florêncio, entrando na cozinha. Florêncio era o garoto que havíamos conhecido no nosso primeiro dia no colégio, o menino que nos ajudou e o único que não ficara com receio de nos ajudar, pelo que acontecera e fora mostrado ao país todo, assim como o mundo todo.

—Não, meu flor! — Brinquei, abraçando o mesmo, rindo e todos me acompanharam, assim como o garoto ruivo.

Notas finais
Espero que tenham gostado, porque eu amei fazer essa história. ♥ Teve todos os momentos engraçados que eu queria e sem perder a parte da aventura. :3 Se quiserem músicas que combinem ou que me ajudaram em criar essa história eu vou dar dois grupos, um de KPop e outro de Pop: Lemonade Mouth e Blackpink. Agora uma música em particular que me ajudou para montar o final foi Feeling Sonds, que música perfeita! :D Verei vocês nos comentários! Até povo bonito! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!