Gemini

2 Lucas - Isso É Uma Promessa


Notas iniciais
Oi, pessoas! Então, dissemos anteriormente que este próximo capítulo seria postado semana que vem, no próximo sábado, mas decidimos que vamos adotar uma nova agenda de postagens: no sábado, um capítulo sobre o Guga e no domingo, um capítulo sobre o Lucas. Bem, espero que gostem assim!

Acordo e passo muito tempo na cama, me revirando entre os cobertores. Não quero me levantar agora, tenho um dia livre todo só pra mim e não preciso ter pressa. Mais tarde vou encontrar meus amigos, vou me divertir.

Quando decido me levantar, já são nove da manhã. Sento na cama, esfrego o rosto com as mãos. Penso em Rayra e fico feliz, por que daqui a pouco irei vê-la. Mas também me sinto triste, pois ela não quer como namorado ainda. Mas eu amo aquela garota, e não vou desistir dela jamais.

Levanto-me da cama e caminho para o banheiro. Tomo um banho rápido. Volto para o quarto e me visto. Ponho uma bermuda, camiseta, tênis e um boné e pego minha mochila e meu skate. Desço e dou um abraço na minha mãe quando cruzo com ela na sala. Ela me deseja um bom dia e eu saio.

Encontro o Luiz na praça perto de casa. Batemos as mãos.

— E aí, cara? Beleza?

— Tudo ok, e contigo? — respondo.

— Tudo bem. Vamos fazer o que hoje?

— Vamos pra rampa? — sugiro, indicando o skate.

— Vamos.

Então vamos andando até a parte da praça onde tem um conjunto de rampas. Começo a subir e descer as rampas o vento que bate no meu rosto a sensação de estar voando faz com que eu esqueça os meus problemas e do mundo menos de Rayra ela eu nunca esqueço e nem vou esquecer, ela é o meu mundo ela é o motivo de meus sorrisos, fico mais ou menos uns vinte minutos vivendo minha liberdade mas me lembro de Luiz, e então entrego meu skate para Luiz. Sento-me na beirada de uma das rampas e Luiz começa a subir e descer por elas. Depois passamos o skate um para o outro.

Então ficamos bem cansados e com muita fome. Dou tchau pro Luiz, batemos as mãos e vou pra casa de skate. Quando chego lá, o almoço já está pronto minha mãe me manda ir tomar banho. Vou para o banheiro, me lavo rapidamente. Vou para meu quarto e me visto. Desço para a sala de jantar e me sento à mesa. Meus pais começam a conversar, eu falo pouca coisa, por que estou completamente distraído pensando no que pode acontecer hoje à tarde. Volto ao mundo quando vejo que Guto está descendo as escadas. Fico surpreso por que ele não gosta de almoçar com a gente. No momento em que Guto se senta à mesa, fica um silêncio da porra e eu começo a chutar Guto por debaixo da mesa. Gosto de irritá-lo. É a segunda coisa que mais me deixa feliz. Ele olha para mim, sem entender o porquê de eu estar fazendo isso. Eu sorrio e não paro. Ele fica puto e sai da mesa sem terminar de almoçar, deixando meus pais sem entender por que ele saiu da mesa, mas logo eles voltam a comer e conversar. Acabo de comer e vou para o meu quarto e durmo um pouco. Levanto-me lá pelas três da tarde e me arrumo. Saio de casa. Estou muito ansioso por que a Rayra vai estar na roda, e estou louco para vê-la. Penso em seu sorriso, em seus cabelos delicados e em dar um abraço nela para sentir o calor do seu corpo. Vou para a praça. Cabeça, Luiz, Paulo, Matheus e o Victor já estão lá, então vou cumprimenta-los

— Salve, salve brothers! O fodão chegou! — eles começam a rir e me cumprimentam.

— E aí mano, de boa? — pergunta Cabeça.

— Firmeza cara, e você?

— Firmeza — ele responde.

O Cabeça começa a afinar e tocar algumas músicas no violão, enquanto a galera vai chegando.

— Ei Matheus, que horas as minas chegam? — pergunto.

— Cara as minas disseram que iam chegar lá pelas quatro e meia, por quê?

— Nada. Aí, Cabeça quando as minas chegarem, vamo fazer uma coisa: cê toca Dona do meu Pensamento e eu canto, falou?

— Falou cara, mas por que você quer que eu só toque quando as minas chegarem?

— Quero dedicar essa música pra Rayra.

— Aeeeeeeee! O Lucas tá hipnotizado pela mina.

E então eles bagunçam o meu cabelo. Começo a ensaiar a música com o Cabeça e o resto do pessoal ficava rindo, tirando uma com a minha cara. Quando dá quatro e trinta e dois, eu já consigo ver as minas chegando.

— A sua donzela chegou — o Luiz me provoca.

— Ela ainda não é minha.

Então cumprimento a todos e vejo a Rayra. Nossa, eu tinha esquecido o quão ela é linda e como o seu sorriso brilha. Quando vou falar com ela, a abraço e de repente tudo para, tudo parece ser tão suave e lindo, mas não tão lindo quanto ela, isso nunca. Todos sentam no chão, formando um círculo. Sento-me ao lado do Cabeça e ele começa a tocar algumas músicas.

— Chegou a hora, mano — Cabeça sussurra pra mim —. Tá preparado?

— Pra ela eu sempre vou estar pronto! — respondo confiante — Aí galera agora eu e o Cabeça vamo tocar uma música pra uma mina que me conquistou sem saber, mas agora eu vou mostrar a ela o poder que ela tem sobre mim e o meu coração em uma só canção! — então todos ficaram calados, observando — Essa é pra você, Rayra.

Então todos olham pra ela e começam a rir. O Cabeça começa a tocar o violão. Fico a olhando, sinto que ela quer ir embora, mas não vai e eu fico aliviado por isso. Começo a cantar.

“Seremos donos do nosso amanhã

Se estivermos unidos

Em sintonia com os nossos sonhos

Mesmo se não formos iguais

Pois não somos iguais

Eu caminho no meio da multidão

Eu me sinto à vontade

Pois partilhamos noites, ruas e sonhos

Como se fôssemos iguais

Pois me faz tocar o céu, ver você sorrir

Vem, lua, vem,

Vem dançar pra mim”

Vejo que ela está irritada, mas não vai embora. Ela não pode ir, não agora.

“Dona do meu pensamento, você, nossa história

Dona do meu pensamento, você, nossa história

Observados por dragões ferozes

Lutamos pra sobreviver

Mas precisamos realmente saber

O real valor que a vida tem, eu

Caminho no meio da multidão

Eu me sinto à vontade

Pois partilhamos noites, ruas e sonhos

Como se fôssemos iguais”

Continuo a olhar pra ela. Ficamos nos encarando, mas ela desvia o olhar depois de um tempo, mas eu continuo olhando pra ela, por que depois não vou poder vê-la. Quero gravar cada detalhe dela nessa noite: o jeito dela hoje, seu cabelo, sua roupa, sua boca, tudo. Quando acaba a música todo mundo aplaude, menos ela, eu fico um pouco triste. O Cabeça começa a tocar outra música e todos o acompanham. Fico olhando para Rayra por alguns minutos, tentando descrever o que ela está sentindo agora. Raiva? Timidez? Não sei, não dá pra descrever. Vou para perto do Luiz e começamos a conversar.

— Cara, acho que ela não gostou. Acho que ela tá puta com você. — Luiz me diz meio que rindo.

— Você acha mesmo? — pergunto preocupado — Acho que ela gostou, se ela não tivesse gostado, já teria ido embora.

— Bom, eu acho que ela não gostou. Mas quem sabe, né?

— É — respondo desanimado.

— Ah cara, vamos aproveitar! Quando acabar você fala com ela. — responde ele como se fosse o último dia em que fôssemos nos ver.

Então começo a rir, acho que estou me preocupando demais. Depois começo a cantar e todos nós estamos felizes. Rayra já não está mais quieta. Agora ela está rindo e conversando com as amigas dela.

Começa a anoitecer e pego o skate do Paulo e começo a andar com ele nas rampas. A sensação é boa, principalmente por que a Rayra está presente. E então se passa um bom tempo, já são oito da noite e todos já estão indo embora e eu me dirijo até ela.

— Oi, Rayra, tudo bem?

Ela olha pra mim como se eu tivesse cometido algum crime ou como se não me conhecesse.

— Ah, oi, Lucas. Eu estou bem.

— Hum... que bom! Você gostou da surpresa que eu fiz pra você?

— Não — responde ela secamente —. Acho que você não devia ter feito isso.

— Ah, qual é, Rayra? Eu gosto muito de você, eu não vou desistir de você! Qual é o problema?

— Acontece que eu não gosto de você, ok?

— Pode até ser verdade, mas eu não vou desistir de você!

— Ah, Lucas! Vai se ferrar, cara! — agora ela está gritando, e então se afasta.

Eu a deixo ir, não quero deixá-la estressada. Não me sentindo nada bem, vou embora sem dar tchau. Ando sem pensar em nada, sem prestar atenção. Quando chego em casa, minha mãe está pondo o jantar na mesa.

— Oi filho! — ela percebe que não estou bem — O que aconteceu?

Não respondo, só subo as escadas e ando pelo corredor. Esbarro no Guto – sem querer mesmo, dessa vez – e ele grita comigo, mas eu não presto atenção. Eu estou em outro lugar, e prefiro não sair dele. Entro no quarto me tranco. Embrulho-me e penso nas palavras que ela falou.

“Não pode ser verdade”, penso.

E então fico olhando para o nada, esperando algo que eu não sei o que é. Eu não vou desistir dela. Isso é uma promessa.

Notas finais
Gente, seria muito gratificante pra mim se vocês comentassem e ajudassem a fic de qualquer forma, não peguem leve, por favor! Beijuuus!