Gelo Seco

5 O desenho da discórdia. Ok, não é bem assim...


Notas iniciais
Nah, acabei me viciando em chappies curtinhos, xD

Eu até tentei prestar atenção na aula. Mas que coisa chata! Falando sobre os heróis que existiram através da história, sim, porque heróis existem desde que o mundo se entende por mundo e nós temos que saber sobre vários heróis famosos?! Fala sério! E, também, não estava a fim de fazer novos amigos, não mesmo. Logo, as tentativas do garoto da espada de puxar assunto, foram totalmente infrutíferas. Desculpe, Setsuna, prefiro dormir a prestar atenção no que você fala. Ok,ok. Não dormir, dormir, mesmo a aula pedindo pra isso. Se eu fosse pega dormindo no primeiro dia de aula, depois de entrar atrasada e acompanhada por um monitor. Eeer... Que bom começo de ano letivo, não?

Setsuna falando de um lado e, lá num canto afastado, Jack tentando chamar minha atenção. Ha, até parece! Peguei meu fichário, ignorei as folhas pautadas e peguei uma totalmente em branco. Peguei meu pesado estojo e o coloquei no meu colo, ninguém podia mexer nele. Cara, meu estojo parecia aqueles de criança, cheio de lápis de cor. Por enquanto, um preto servia. Comecei a desenhar, ignorando a voz do professor e de Setsuna, e o murmurinho causado pelas conversas alheias.

Linhas gerais. Um corpo feminino. Cabelo comprido, mesmo. O outro se calou e começou a observar o que eu estava fazendo. Ainda nas linhas gerais, ainda delineando o corpo com a cor preta. O outro fez uma pergunta, que eu ignorei. A cor verde para algo semelhante a uma bota rígida de cano muito alto. E o vermelho envolvendo o corpo feminino, do final da “bota” aos seios fartos e, ainda, os braços, não com a rigidez anterior, mas cobrindo de maneira branda.

Ah, se eu tinha inveja! E como! Não pela questão do poder, mas da beleza. Suspirei e continuei. Um chicote em sua mão esquerda, verde, com espinhos. E o verde permaneceu em minha mão, várias folhas grandes saindo do final das costas do desenho, para o alto e ultrapassando por alguns centímetros a cabeça, outra vez de maneira rígida. Quase uma carapaça. E uma tiara, parecendo três caules sem espinho entrelaçados. O vermelho para os retoques finais. No canto esquerdo da tiara, uma pequena pétala de rosa. Então, o tamanho das pétalas crescendo progressivamente até o meio da tiara, quando começaram a diminuir outra vez. E a última coisa desenhada, a mais linda delas. Quatro grandes pétalas vermelhas, partindo do meio das costas, em forma de X. Que eu soubesse, não tinham um uso real, a capacidade de vôo dela não era por causa das pétalas. Apenas “enfeite”. Ahhh! O conjunto todo era lindo demais.

Olhei o desenho. Não gostava da garota, mas gostava de desenhá-la. Ok, eu nunca iria querer ser heroína, mas, pelo menos, não me incomodaria de ter um poder desse. Empurrei o desenho para o lado, em busca de uma nova folha. Assim que fiz isso, a folha foi roubada por alguém. Eu tentei puxá-la, mas não deu tempo. O maldito foi mais rápido!

- É a garota Stronghold, não? Você desenha bem! – Um sorriso bobo e feliz na cara do ladrãozinho.

- Mayweather. – Não, eu não ia usar o primeiro nome dele! – Me devolva o desenho.

- Olha só, você sabe o meu nome. – Ele balançou a folha por alguns instantes e a colocou sobre a própria mesa. – Se você parar de me ignorar, eu o devolvo no fim dessa aula interminável.

Olhei feio para ele, mas permaneci calada, a mão estendida, esperando ele fazer o que eu tinha mandado ser feito.

- Talvez eu fique com ele, então. Já que o achei tão bonito.

- Olha aqui, seu...

- Setsuna, Samantha. Quietos! – A voz do professor. A voz do professor! Ah, cara, eu estava quieta, na minha, desenhando, aí me roubam ainda levo bronca?

- Tá vendo o que você fez. – Baixinho, baixinho.

- Culpa sua. — Baixinho, também. – Que falou alto.

- O desenho.

- Eu devolvo mais tarde. Essa aula está muito chata, achei que deveria ser legal, afinal, falando sobre heróis e tal. Mas consegue ser pior que história normal. Que professor insuportável. – Bem, com isso tinha que concordar. – Então, para de me ignorar para eu ter com quem conversar e essa droga passar mais rápido.

- Está bem, está bem! – Respondi, contrariada. – Só não mostre pra ninguém.

Pelo menos ele era legal. Meio alegre demais, se é que isso é compreensível. Mas, divertido. Então, acabei conversando com ele durante a próxima aula também. Com uma capacidade incrível, consegui arrastá-lo rapidamente para outra sala e fugir de Jack, sentando em um lugar onde não havia outro vago além do de Setsuna. Que ele aprendesse a não participar de apostas idiotas! Unf!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.