Gekiha (Esmagador)
11 Naruto X Sakura: round 11 - Colocando-se em perigo
Notas iniciais
Ino acordou com a cabeça girando e um forte enjôo. Com dificuldade ela firmou os pés no chão. Olhou ao redor, estava no luxuoso apartamento, ao seu lado o belo homem dormia tranquilamente. Ela não se lembrava de absolutamente nada da noite anterior e o corpo parecia demorar muito mais tempo do que o normal para responder aos mais simples comandos. Se arrastou como pôde até o banheiro, lá vomitou no vaso e permaneceu um bom tempo deitada sobre o piso frio do banheiro. Nunca estivera mais confusa do que naquele momento. Ouviu o homem se remexer na cama e logo em seguida seus passos firmes o trouxeram até o banheiro, os olhos dela doíam, ela não conseguia olhar além da altura dos joelhos dele, ele colocou o membro para fora e urinou no vaso, logo em seguida deu descarga. Sentou no piso ao lado dela, acendeu um cigarro e perguntou.
— Você está bem?
— Não sei. — ela respondeu.
— Se quiser tenho um anti-ácido muito bom que eu tomo quando preciso. — ele ofereceu.
— Não precisa, acho que já vai passar.
Ele se abaixou e pegou ela no colo, a levou de volta para cama. Lá, recomeçou a tocar seu corpo e demonstrou querer uma transa.
— Eu não quero... — Ino tentou fugir dele. — Não estou muito bem. Preciso ir pra casa.
— Fica mais um pouco comigo.
— Não posso mais... que dia é hoje afinal?
Ele não respondeu. Sentou-se ao lado dela e acendeu outro cigarro.
— Hein? Eu preciso ir para casa. — ela insistiu.
— Tudo bem, só tome café comigo que eu te levo.
Ele preparou um café da manhã enquanto ela tomava banho. Pelas suas contas já devia ser o terceiro dia que estava ali, mas a memória estava tão bagunçada que ela não tinha certeza.
— "Nunca passei tanto tempo com o mesmo cara... o que estou fazendo?" — ela pensava preocupada.
Quando saiu do banho tinha uma bela mesa de café da manhã posta com muitas coisas deliciosas.
— Sente-se aqui que eu vou te servir. — ele disse com um sorriso galanteador.
Ino sentou-se, ele a serviu com café preto e torradas com geleia. Ela comeu a torrada e bebeu o café, começou a se sentir melhor. Comeram em silêncio até que Ino falou.
— Olha, eu estou gostando de tudo mas realmente preciso ir para casa, você me leva agora?
— Claro, antes eu queria te dar uma coisa.
Ele a conduziu até o closet, lá pegou uma caixa retangular e a entregou, Ino abriu e tinha um lindo colar, parecia ser uma joia verdadeira e muito cara.
— Eu... nossa é maravilhoso!
— Você me faz feliz, por isso quero te presentear.
— Muito obrigada! Eu nem sei o que dizer.
— Só diga que vai continuar aqui comigo.
Ino o olhou espantada.
— Claro, eu vou continuar me encontrando com você, é o que eu quero também.
— Não, eu quero que você fique aqui comigo. Não vá embora.
— Eu realmente não posso, meu pai deve estar preocupado... e meus amigos.
— Você me deixa triste falando assim.
Ino fechou a caixa e colocou em cima de uma prateleira. Andou até ele e o beijou.
— Não é pra ficar triste, mas é que não posso ficar direto aqui.
— Por quê não? Tem tudo o que você precisa aqui.
— Não é por isso, eu tenho minha vida. Se você quiser eu posso te encontrar amanhã.
— Ok, se for assim então tudo bem, mas vou contar os minutos pra te ver de novo.
Eles se beijaram novamente. Ela pegou a caixa com a joia e andaram até a porta de saída do apartamento.
Ino que andava na frente, não percebeu quando o rapaz a golpeou na nuca. Ela caiu desacordada.
***
Acordou com um gosto amargo na boca. Ele estava sentado do outro lado do cômodo com um notebook no colo.
Então ela percebeu, estava presa, braços e pernas algemados para trás e duas camadas de silver tape dando a volta na boca. Ela olhou para o próprio corpo nu e ele estava com algumas marcas roxas e com resíduos de esperma já ressecado em várias partes, sentia-se tonta e dolorida. Ela começou a gritar, mas a fita na boca abafava o som, sacudiu o corpo com força e isso parece ter chamado a atenção dele. Ele andou até ela e rasgou a fita que impedia o som sair.
— O que você fez comigo? Me solta! — ela gritou.
— Você estava um pouco agitada, falando em ir embora, então tive que fazer isso, mas tudo vai ficar bem.
Ele jogou um comprimido na boca dela e logo em seguida água, apertou seu nariz e tampou sua boca com as mãos, o único caminho para ela foi engolir o remédio que ele lhe dava para continuar a respirar. Quando ele percebeu que ela já havia engolido o comprimido, soltou-a, ela puxou o ar com força e começou a xingá-lo.
— O que está fazendo, seu desgraçado! O que é isso que me deu?
— É algo para você se acalmar, meu amor.
— Que meu amor, que nada! Me deixa sair!
Ele recolocou duas novas voltas de fita na boca dela, Ino imóvel e horrorizada, viu ele descer a braguilha da calça e liberar o membro grosso e já rijo. Ele a virou de costas bruscamente e começou a penetrá-la.
— Você vai ficar comigo aqui, eu vou te amar pra sempre, pra sempre. — ele dizia entredentes.
Então Ino percebeu que havia caído nas mãos de um louco psicopata. Ele terminou jorrando no corpo dela, ela ainda o observou ir até a cozinha e pegar um copo de água gelada, ele acendeu um cigarro e ficou olhando a varanda tranquilamente. Aos poucos ela começou a sentir um sono terrível.
— "Não posso dormir... esse cara vai me matar." — ela pensou, mas as pálpebras já se fechavam contra a sua vontade.
***
As semanas se passaram e a polícia emitiu um comunicado para a mídia sobre o desaparecimento de Ino. Os jornais mostravam o rosto sorridente da garota e um número de telefone. Naruto zapeava na TV à toa quando viu a notícia, parou na imagem da amiga perdida, sentia-se cheio de remorso pelo sumiço dela.
— "A única coisa que o Teme me pediu..." — ele pensou triste.
Desligou a TV e foi tomar banho. O relógio marcava nove horas da noite, Sakura nem sequer havia telefonado para avisar que horas chegaria. Aquela era a sua terceira semana no novo emprego e ele não estava gostando da nova rotina da irmã. Eles mal se viam, nem os finais de semana ela passava com ele, pelo contrário, com as lutas do ginásio Hyuuga ela mal parava em casa. Ele estava pensando nela, angustiado pela sua ausência, e pela falta de diversão na sua vida agora que não tinha mais o Sasuke para brigar com ele, a Ino para assediá-lo ou o colo da irmã para se deitar quando as coisas estavam difíceis. Sua única companhia era o boxe, já que passava todo o tempo treinando, exceto quando estava no seu emprego de meio período na lanchonete. Ficou lembrando daquele beijo na festa do Neji e logo a sua mão estava trabalhando ao seu favor. A única pessoa na sua cabeça era Sakura, em todas as ocasiões, mas quando chegava naquele apartamento e ficava evidente que ele a estava perdendo, ele quase sempre recorria à isso, depois, nos raros momentos em que a encontrava no café da manhã sentia-se envergonhado.
— "Se ela soubesse que pra mim não acabou." — ele pensou.
Ouviu os sons característicos dela entrando no apartamento. Largou seus pensamentos sujos de lado, terminou seu banho e saiu já seco e vestindo somente uma bermuda.
— Chegou tarde. — ele falou.
— Ah, me desculpa! Eu me esqueci completamente de te ligar, teve um luta dos semi profissionais hoje e três dos nossos participaram e...
E sempre a mesma coisa, ela seguia narrando o que fizera ao longo do dia. Quando terminou sua narrativa perguntou à ele.
— E você, o que fez hoje?
— O de sempre, trabalhei e treinei.
— Que bom nii-san! O Neji também está treinando muito para a luta de vocês, ele não cansa de me dizer em como está empolgado, como você é um oponente difícil.
Naruto revirou os olhos, desde ela que começara naquele emprego ele ouvia mais o nome de Neji do que qualquer outro nome naquela casa. Então ele a cortou bruscamente.
— Você viu a notícia?
— Que notícia? — Sakura perguntou.
— A Ino... colocaram a foto dela nos jornais, significa que é sério mesmo.
O sorriso de Sakura morreu na hora.
— Coitada. Eu não sabia...pra falar a verdade estou tão ocupada com tudo que não pensei mais nisso.
Ele resmungou.
— Eu trouxe comida chinesa. — ela desconversou. — vou tomar um banho e depois a gente janta juntos, o que acha?
Ele deu de ombros.
Sakura tomou um banho rápido, depois colocou a comida no microondas, fez um prato para o Naruto e outro para si. Sentaram no sofá e ligaram a TV. Assistiram qualquer bobagem enquanto comiam e na hora dos comerciais novamente mostrou a foto de Ino e a notícia de que ela estava desaparecida há várias semanas. Naruto já havia comido, e olhava para a TV apático, Sakura percebeu o jeito dele.
— Naruto, fica calmo, logo vão encontrar ela.
— Ah, Sakura não precisa fingir que você se importa.
— É claro que me importo!
— É? Tudo é esse Neji agora...
— Parece que você não está feliz com o meu novo emprego. Queria o que? Que eu estivesse desesperada atrás de qualquer coisa igual antes?
Naruto sabia como era injusto ficar bravo com ela por causa daquilo. Sakura estava se esforçando muito, ele poderia pelo menos tentar apoiá-la.
— Desculpa, Sakura-chan. Eu acho que só estou com saudades dos meus amigos... — ele deitou com a cabeça no meio das pernas dela.
Sakura sentiu um choque percorrendo sua pele quando o sentiu tocando em si. Ainda era muito difícil depois daquele beijo. Arrependeu-se de não ter colocado uma bermuda mais comprida.
— E de você... — ele continuou. — Cuida de mim como você fazia antes. — ele pediu.
Ela começou a passar as mãos pelos cabelos dele. Se ajeitou melhor e ficou olhando em seus olhos. Ela podia ver a tristeza e o desespero ali.
— Logo vão achar a Ino, não se preocupe. E o Sasuke, bem... vocês são amigos ainda, não são? Por que não liga pra ele?
— Eu tenho até medo de ligar, agora que está nos jornais ele já deve estar sabendo, vai ficar uma fera. Ele havia pedido pra eu ficar de olho nela.
— Mas você não tem culpa, Naruto! Ninguém tem.
— Mesmo assim, Sakura. Pelo visto eu não consigo cumprir minhas promessas.
Ele virou-se de lado ainda deitado no colo dela. Logo Sakura sentiu as lágrimas quentes escorrendo pelas suas coxas.
— Não chora, seu baka! Eu não quero te ver chorar!
Ele secou as lágrimas de qualquer jeito, ela se inclinou e beijou a lateral da fronte dele.
— Eu vou tentar passar esse final de semana com você, estou precisando de uma folga mesmo. O Neji vai me dar.
— Eu vou treinar o final de semana inteiro. Tenho um sparring com o Lee.- ele avisou.
— Melhor ainda! Eu quero acompanhar um treino seu.
— Depois não vá contar meus truques para o chato do seu chefe. — ele brincou.
— Ele não é chato! É um cara super bacana. Acredita que ele vai me ajudar a voltar pra faculdade? Ele tem uns conhecidos na faculdade de medicina, ele disse que poderia ver diretamente com o reitor um desconto pra mim.
— Nossa, o que será que ele não pode fazer, hein? — Naruto disse enciumado.
— Não fique assim, vai ser bom pra mim.
— Eu estou feliz por você, mas acho que do jeito que você trabalha você vai precisar de um dia de quarenta horas para conseguir conciliar com a faculdade.
— Eu vou dar um jeito. Só torce por mim, por favor.
— Eu torço.
Eles ainda continuaram assistindo um pouco de TV.
— Eu vou dormir, estou quebrado e já está tarde. — Naruto disse.
— Quer ir pra cama? Eu durmo aqui na sala. — ela ofereceu.
— Não, deixa disso. Você precisa descansar bem nesse ritmo que está trabalhando.
— Mas você tem a sua luta, precisa descansar direito o corpo. Quero ver você na melhor forma possível.
— Eu estou ficando meio dolorido mesmo. — ele disse.
— Dorme lá, então.
— Não, dorme você.
— Você precisa mais do que eu.
— Vamos dormir juntos então? — ele sugeriu.
— Claro que não! Está louco?
— A gente dormia junto quando era criança.
— Naruto... melhor não. — ela não queria ter que lembrar do risco que corriam.
— Se for sobre aquilo, eu juro que... já passou, você sabe, né? Eu estava meio confuso.
— Tem certeza?
— Eu juro, Sakura, eu juro! — ele se esforçou muito para não parecer mentiroso.
— Então tá, mas nesse final de semana mesmo vou comprar uma cama nova, estava pensando em colocar ela ali no cantinho da sala.
— Isso! São só alguns dias, até lá a gente vai se ajustando no quarto mesmo.
Desligaram a TV e foram para o quarto. Sakura pegou dois cobertores separados. Ele se cobriu com um e ela com o outro. Aquela seria a única barreira entre ambos.
***
De manhã quando o despertador tocou, Sakura viu que Naruto havia invadido o espaço da cama que lhe pertencia, o braço dele estava jogado sobre o corpo dela, travando seus movimentos. Ele tinha o rosto entre a curva do pescoço e o ombro dela e sua respiração pesada e quente direcionada em seus cabelos. Ela tentou movê-lo para o lado, mas ele além de pesado era muito mais forte do que ela.
— Naruto...sai de cima de mim. — ela reclamou.
Ele balbuciou qualquer coisa sem sentido e a abraçou mais forte. Ela tentou se virar pra ele com dificuldade e assim conseguir empurrá-lo para o lado da cama que o pertencia, ele enroscou as pernas nas dela e ela sentiu um volume na região pélvica dele.
— Naruto! — ela falou mais alto. — Você precisa me soltar agora!
Ela conseguiu se virar para ele, começou a forçar as mãos contra o peito dele para afastá-lo. Com a movimentação dela, Naruto acabou acordando.
— Você estava me agarrando, me solta!
— Ah, minha nossa! Me desculpe, Sakura-chan! Não foi de propósito, eu juro. — ele disse a soltando imediatamente.
Sakura observou ele se espreguiçando na cama, o volume na região pélvica ali muito evidente e constrangedor, ele não pareceu sequer notar. Ela já havia se arrependido de ter aceitado aquela proposta, se acontecesse qualquer coisa dessa vez a culpa seria dela mesma por não conseguir colocar limites.
— "Vou pedir pra ele voltar a dormir na sala, não vai ter jeito." — ela pensou.
— Uau! Há tanto tempo que não eu dormia tão bem assim! — ele exclamou sorrindo.
— "Pronto, que maravilha! Me encha de culpa mesmo!" — ela continuou pensando contrariada.
Naruto levantou e foi tomar seu banho. Sakura aproveitou para preparar o café de ambos e separar sua roupa.
Ele saiu já vestido e deu um imenso beijo na bochecha dela. Há várias semanas ela não via o irmão tão animado assim.
— "Se eu pedir pra ele dormir no sofá ele vai ficar chateado, com certeza..." — ela pensou enquanto tomava banho.
Saiu do banheiro já pronta e Naruto parecia radiante enquanto tomava seu café.
— Você dormiu bem, Sakura?
— Ah, eu? Sim, claro... mas acho melhor eu dormir no sofá hoje.
— De maneira nenhuma! Nós combinamos de fazer assim até comprar uma cama nova, não foi?
— Foi, mas...
— Mas o quê? — ele insistiu. — Eu fiz algo que não deveria?
— Não... não é isso... só acho que... bem... acho melhor a gente tomar cuidado.
— Não temos que tomar cuidado com nada! Somos irmãos, e estamos fazendo isso só por enquanto, ok?
— Tá bom...
— Então beleza, vambora porque estou atrasado!
Vendo a animação de Naruto, Sakura sentiu que aquilo era de fato uma tremenda besteira que estavam fazendo. Algo tão pequeno poderia destruir tudo.
— "Preciso tomar mais cuidado, muito mais cuidado com isso." — ela pensou preocupada.
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