Gekiha (Esmagador)
17 Itachi X Ino: round 17 - Uma nova chance
Notas iniciais
Assim que ganhou sua luta contra Rock Lee, Gaara recebeu várias propostas de empresários que queriam o patrocinar. Dentre todas as propostas que recebeu, uma chamou a sua atenção. Yahiko Pain, o ex-campeão mundial dos super médios, queria patrociná-lo. Por mais arrogante que fosse, Gaara sabia que aliar seu nome ao de um campeão como Pain seria inteligente e garantiria sucesso, ou pelo menos publicidade, durante todo o tempo que ele resolvesse permanecer no boxe. Os trâmites contratuais foram fechados, Gaara assinou o contrato de patrocínio com Pain, além disso, ele seria seu novo treinador. Ambos estavam empolgados com a nova parceria, tanto que Pain decidiu dar uma festa em seu apartamento para apresentar Gaara aos seus outros lutadores, todos os membros do ginásio Akatsuki a qual também era dono.
Yahiko havia dado instruções claras à Ino sobre como se comportar naquela noite. Ele a queria linda e sensual, mas não poderia sequer trocar um olhar que fosse com qualquer um daqueles caras, além disso, exigiu que ela usasse uma coleira de diamantes em volta do pescoço com o nome dele. Ino aceitou tudo em silêncio, mas por dentro planejava arrumar um jeito de conseguir fugir daquele inferno naquela noite mesmo.
Todos do ginásio Akatsuki foram convidados, mas Sasuke optou por ficar de fora, já havia ouvido rumores sobre as festinhas de Yahiko Pain, e embora fosse um grande admirador do ex-pugilista, não queria passar um minuto sequer confraternizando com aqueles doentes da Akatsuki. Queria que Itachi o começasse a treinar logo, pois ainda estava no básico e isso o estava tirando do sério.
A noite caiu, e Itachi, Deidara, Kisame, Sasori e outros boxeadores aliados à Akatsuki chegaram ao apartamento de Pain. O lugar era chique e todos eles respeitavam e admiravam muito Pain, então se comportaram. Gaara chegou com Kankuro algum tempo depois, e narizes foram torcidos, alguns o cumprimentaram, mas todos ficaram impressionados com a escolha de Pain em fazer Gaara seu sucessor, muitos queriam essa glória para si, e a despeito desse já ser uma estrela, não houve um ali que não quisesse matar Sabaku no Gaara por tão grande reconhecimento em tão pouco tempo.
Enquanto Gaara recebia a chuva de ódio com olhares mal disfarçados, esse mal ligava, apenas permanecia com os olhos em Ino, sabia que já a havia visto antes, mas não tinha certeza onde. Ela estava um pouco mudada, talvez com o olhar mais pesado e o sorriso apagado, mas ainda era dona de uma beleza que não passou despercebida para nenhum dos caras, mas nenhum deles era tolo para colocar os olhos na nova "namoradinha" do chefe. Gaara, como novato que era, ainda não tinha percebido isso. Pain, como não era bobo, já havia percebido o interesse de Gaara em Ino.
— Gostou dela?
— É bonita.
— Você a quer?
Até Gaara se assustou com essa proposta. Pensou que fosse um teste.
— Não.
— Não precisa mentir. Ela está aqui para nos divertir.
Gaara permaneceu com os olhos em Ino, sentada calada e sozinha em um dos sofás, mexendo displicentemente com o drink já quase sem gelo. Usava um vestido preto colado no corpo e aquela única joia no pescoço com o nome do novo mestre. Ela era uma tentação, e ele, que só se dedicava ao boxe, pensou que não seria uma má ideia relaxar um pouco e fazer coisas interessantes com uma menina bonita.
— Então, eu posso? — Gaara perguntou desconfiado.
— Vai lá. Mas seja firme, ela é bem brava às vezes.
Gaara se aproximou de Ino. Ela pareceu não notar o rapaz, Pain ficou observando a ausência de interação entre ambos. Ino já estava quase que cem por cento treinada, mas aquela seria uma boa oportunidade para ver até onde ela iria.
Na sua incapacidade de iniciar um diálogo, Gaara acabou se irritando com a mudez de Ino, e perdeu a paciência. A agarrou subitamente e a beijou. Ino assustou-se muito com aquela investida e o estapeou com toda a força.
— Me solta, seu nojento! — ela gritou.
Gaara ficou massageando a face onde ela bateu, doía um pouquinho, e ele parecia confuso. Viu Pain se aproximar.
— Você disse que ela estava aqui pra divertir a gente — Gaara reclamou.
— É, mas eu avisei que ela era bem brava às vezes.
Pain tirou o copo da mão de Ino, que estava apreensiva com aquela situação. Não dava pra saber o que viria a seguir.
— Não te falei para tratar bem os nossos convidados? Principalmente o Gaara que é meu novo pupilo.
— Ele me agarrou do nada! — ela tentou protestar.
— Cale-se. Leve-o para o quarto e seja gentil com ele.
— Yahiko eu...
— Já ouviu. Seja gentil com ele. Já você, Gaara, não precisa ser muito gentil com ela não.
Gaara deu um sorriso malvado e puxou Ino pelo braço e a levou para o quarto. Aquela interação não passou despercebida à ninguém, mas nenhum dos presentes queria contrariar Pain.
Poucos minutos se passaram, até que todos começaram a ouvir os gritos de Ino.
***
Gaara havia terminado, Ino estava deitada de lado na cama, o rosto machucado e as lágrimas desciam sem parar. Ele se vestiu em silêncio e saiu do quarto. Lá fora, Kankuro o olhava seriamente.
— Por que fez isso?
— Porque eu quis, e ele deixou.
— Você é louco? Deu pra estuprar meninas agora?
— Eu não estuprei, só mostrei o meu jeito de homem pra ela — Gaara riu.
— Isso não é ser homem. Nós vamos embora, vou ver com o advogados pra desfazer esse contrato. Não vamos nos aliar com um tipo como esse.
— Você não vai fazer nada, ouviu? Aliás, o que está fazendo aqui? A estrela sou eu, você não é mais nada no boxe. Caia fora daqui antes que eu me irrite.
— Gaara...
— Cai fora, Kankuro. Já não me serve mais. Pode ir.
Kankuro ainda tentou argumentar, mas quando o irmão lançava aquele olhar medonho era melhor ficar longe. Agora que já havia conseguido o que queria, ele estava descartado. Sabia que seria assim desde o início. Saiu em silêncio enquanto Gaara se reunia com Pain.
— Gostou dela?
— Ela é bem brava.
— Não a matou não, né? — Yahiko perguntou.
— Não...
Então Pain foi até o quarto e trouxe Ino, descabelada, machucada e nua como estava. A deixou no centro da sala, enquanto cada homem no recinto a olhava, uns constrangidos, outros interessados.
— Se alguém quiser pode brincar com ela. Mas aqui na nossa frente, pra todo mundo ver.
— Yahiko, por favor, não — Ino pediu chorando.
Sasori, que estava de olho nela desde o início da festa, não perdeu tempo. Todos se reuniram em volta de ambos para observar e esperar pela sua vez. Exceto Itachi, que observava a cena em silêncio. As festas de Yahiko Pain sempre desandavam para alguma perversão do tipo. No passado, a própria irmã dele, Konan, foi objeto das loucuras de Yahiko, até que ela sumiu no mundo e nunca mais ninguém a viu ou ouviu falar dela. Foi como se tivesse se desintegrado em mil pedaços de papel e voado pelos ares. Itachi não gostava dessas coisas, gostava de mulheres, obviamente, mas não gostava de violências, estupros e perversões como aquela. Porém não faria nada para parar aquilo, pois não queria entrar na lista negra de Pain.
***
A festa continuou por muitas horas ainda, eles se drogaram, beberam e usaram Ino como quiseram. Pain e Gaara haviam se retirado para tratar dos seus novos assuntos. Itachi, estava entediado, fumando mais um cigarro na varanda do apartamento de Pain, esperando que os rapazes se recomporem para irem embora, quando ouviu sons de soluços. Olhou para o canto, e escondida como um bichinho, Ino se agarrando às próprias pernas chorava com o rosto enterrado no corpo. Itachi fez menção de sair, mas a ouviu chamando-o.
— Moço, você foi o único que não me machucou.
— Eu não estava interessado.
Um pausa silenciosa.
— Você é bom? Por isso não quis? — Ino perguntou.
— Não diria isso.
— Então... você pode me ajudar a sair daqui?
— Esquece... não vou me meter nisso. Você é namorada dele, devia saber que ele é louco.
— Eu não sou namorada dele, ele me sequestrou!
— Sequestrou?
— É verdade, eu estou presa aqui há semanas. Ele me droga para eu dormir a maior parte do tempo, então quando eu acordo ele me machuca, me bate, me estupra.
— Eu não tenho nada a ver com isso, menina — Itachi desconversou.
— Me ajude, eu te imploro! Eu já não suporto essa vida!
— Por que não se joga daqui de cima então? Ninguém vai te impedir.
— Eu não quero morrer! Eu quero sair daqui!
— Olha só, o Pain é um cara meio doentio, ele sempre foi assim, se eu te ajudar e ele descobrir, quem estará em maus lençóis sou eu.
— Mas você é do boxe que eu sei! Eu já vi você em uma revista. Você pode bater nele — Ino sugeriu.
— Isso já faz tempo... e eu não posso levantar uma mão contra ele, Pain foi um dos meus mestres.
— Então me ajude a sair daqui e me ensine.
— Ensinar o quê?
— Boxe.
— Pra quê?
— Pra eu me vingar, pra eu matar esse desgraçado desse Pain.
Itachi olhou nos olhos de Ino e viu ali a sede de sangue que ele estava procurando há anos.
***
Os rapazes saíram meio cambaleantes da festa. Pain, havia passado a maior parte do tempo conversando com Gaara, descobrindo coisas em comum com o seu novo pupilo, usando drogas e bebendo. Quando todos partiram, procurou por Ino. Imaginou que ela deveria estar machucada, mas provavelmente ainda aguentaria que ele a usasse um pouquinho também. Ele contraiu o maxilar com força quase a esmagar os dentes uns contra os quando viu a coleira de diamantes jogada sobre a cama.
***
Sasuke acordou bem cedo como sempre fazia, tomou seu café, comeu suas claras de ovos. Deu uma espiada no quarto de Itachi e viu o irmão dormindo, ao lado dele uma massa bagunçada de cabelos loiros. Sasuke revirou os olhos, Itachi sempre levava uma mulher diferente para casa, enquanto ele não podia nem pensar nisso. Ainda pensava em Ino sumida mas sentia-se impotente para resolver esse assunto. Saiu para correr, duas horas depois voltou. Imaginou que a tal moça já teria ido embora. Encontrou Itachi zapeando a TV à toa, foi para o banheiro.
— Não entra agora que a menina está aí — Itachi avisou.
— Ainda?
— É... ainda. E ela vai ficar aqui por um tempo.
— Afff, que merda!
— Que merda por quê?
— Eu tenho que limpar e cozinhar e fazer tudo, mais uma pessoa aqui vai aumentar o meu trabalho.
— Fica tranquilo, irmãozinho.
Itachi continuou bocejando indiferente às reclamações de Sasuke. Então Ino abriu a porta e deu de cara com ele.
— Sasuke?!
— Ino?!
— Mas você... o que está fazendo aqui?
— Eu moro aqui! E você, estava sumida, o que aconteceu?
— Eu... bem, eu estava... bem, eu estava em um lugar ruim, mas agora as coisas vão melhorar — Ino desconversou.
— Ah, então vocês já se conhecem? — Itachi interveio.
— Sim... bastante até — Sasuke respondeu.
— É mesmo?
— Nós fomos... bem, eu acho que nós éramos como namorados.
— Mas já faz muito tempo isso tudo — Ino acrescentou.
— Interessante — Itachi disse passando a mão no queixo — Bom, sendo assim vai ser mais fácil. Sasuke, a Ino vai morar aqui com a gente por enquanto, até arrumar algumas coisas.
— E o seu pai? Ele sabe que está aqui? — Sasuke perguntou.
— Eu prefiro não revelar onde estou por enquanto — Ino disse.
— Por que não?
— Não faça muitas perguntas, irmãozinho. A única coisa que precisa saber é que ninguém pode saber que ela está aqui. Ninguém mesmo, principalmente o pessoal do ginásio.
— Por quê? Tem a ver com o fato de você ter ficado desaparecida? — Sasuke quis saber.
— Sim, tem. Itachi, eu acho melhor contar tudo pra ele.
— Bem, você que sabe. Mas fique sabendo que meu irmão não é um cara muito confiável — Itachi respondeu.
— Idiota... eu sou confiável sim. Me diz o que é, Ino.
— Eu estive cativa de um cara esse tempo todo, você deve saber quem é, Yahiko Pain é o nome dele.
— O Pain? O mesmo Pain que é ex-campeão mundial? — Sasuke perguntou espantado.
— Esse mesmo — Itachi disse.
— Ele me sequestrou, me drogou, me estuprou, me bateu. Seu irmão me ajudou a fugir dele.
— Nossa, nunca imaginaria. E o que pretende fazer agora?
— Itachi vai me treinar.
— Treinar?
— Sim, boxe. Igual você. Serei boxeadora. Um dia vou dar o troco nele. Vou me vingar de tudo o que Pain fez pra mim. Vou matá-lo com as minhas próprias mãos.
Sasuke estava boquiaberto.
***
Nos dias seguintes, Sasuke testemunhou, para seu completo ódio, Ino recebendo toda a atenção de Itachi. Este a treinava e dava dicas, coisa que para ele ainda não tinha feito, mesmo que Sasuke já estivesse se preparando há vários meses.
— Por que você está treinando a Ino? Ela não vai ser uma boxeadora nunca. Ela não tem o tipo certo, nem disciplina.
— Muito pelo contrário, irmãozinho. Ela tem talento sim, apenas precisa ser trabalhado.
— E eu? Estou aqui igual um idiota te esperando, me preparando, fazendo essa dieta do inferno pra nada?
— Você nem está seguindo a dieta.
— Claro que estou! — Sasuke protestou.
— Está nada! Pensa que eu não vejo que você vive comendo meus pudins, minhas sobremesas?
— Um pedacinho de nada...
— Metade da bandeja, Sasuke. Metade.
— Ah, por que você deixa aí então? Sabe que eu gosto de sobremesas.
— É de propósito. Eu sei que você não quer se tornar um campeão de verdade, se perde para um simples pudim.
— O que está dizendo?
— Isso o que ouviu, irmãozinho. As sobremesas ficam aí de propósito para te desviar do seu objetivo, e você é tão fraco que nem isso consegue fazer — Itachi disse rindo.
— Filho de uma puta.
— A minha mãe é a sua também.
— Desgraçado! Se não começar a me treinar logo eu vou...
— Vai o quê?
Ficaram se fitando ameaçadoramente, mas na batalha de olhares intimidantes, Itachi sempre ganhava. Sasuke temia o irmão mais velho, principalmente por ser o mais velho e por ser uma lenda viva do boxe, algo ainda inalcançável para ele.
A situação era claramente de ciúmes, mas não só pelo fato de estar sendo deixado de lado nos treinos, mas também porque Ino e ele tinham uma história, e essa história estava ainda mal resolvida. E Sasuke estava sem ficar com ninguém desde que sofreu um nocaute de Gaara. Aquela tensão acumulada, somando ao ódio que sentia por estar sendo passado pra trás por todo mundo e ter agora que dividir a atenção do irmão com a ex, e da ex com o irmão o estava deixando louco. Poderia agir como um cuzão e falar para os caras do ginásio sobre onde Ino estava, com isso, Pain apareceria por lá e a levaria embora. Mas não queria que ela fosse embora, não queria que ela caísse nas mãos daquele doido de novo, mas não queria ela sempre com Itachi. Sua cabeça estava mais bagunçada do que a sua vida.
Uma noite, ao voltar dos treinos, encontrou Ino socando o punch no meio da sala. Itachi tinha trazido alguns equipamentos para ela treinar, um mimo que para ele, nunca sequer foi considerado.
— Cadê o Itachi? — Sasuke perguntou.
— Saiu — ela respondeu socando.
— Ele sempre sai às sextas. Com uma mulher, ou várias.
— É? — ela pareceu não se incomodar.
Sasuke a ficou observando, ela estava muito mudada. Não na aparência, que ainda era a mesma, mas na atitude. Estava focada nesse ideia insana de se tornar uma boxeadora e se vingar de Pain. Algo que não fazia o menor sentido, visto que estavam em níveis completamente diferentes. Itachi a jogaria nas mãos daquele louco para ser morta de pancadas, e isso Sasuke não poderia permitir.
— Escuta — Sasuke começou — esse negócio de se vingar do Pain, era sério isso?
— Seríssimo — ela continuou socando.
— Por que isso? Eu sei que ele te fez mal, mas esse cara está fora da sua realidade. Até mesmo da minha ou do Itachi. Acho que na verdade não tem ninguém que possa ganhar dele atualmente.
— Não me importo — Ino continuou focada no seu treino.
— Você deveria se importar, se fugiu dele ele vai querer se vingar também, e se aparecer querendo uma luta esse cara pode te matar.
— Que mate, então. Mas não vou abaixar a cabeça.
— Ino, pare de socar e me ouça.
Ela parou se socar, imobilizou o punch com as mãos e limpou o suor da testa.
— Fale logo, Sasuke. Eu ainda tenho muito treino pela frente.
— Pra quê se matar de treinar assim? Isso não vai levar à nada. Você nunca vai ter chance contra esse cara. Esqueça isso e volte a ser aquela garota bonita e feminina de antes.
— Eu ainda sou bonita e feminina — ela sorriu.
— Eu sei que é, mas eu digo... antes você estava sempre querendo, bem, você sabe. Agora só está pensando em treinar igual uma louca. Você poderia cuidar um pouco de mim, não poderia? Já que vai ficar por aqui.
— Você quer dizer que quer que eu transe com você?
— Não assim tão vulgarmente... mas sim, eu quero.
Ino riu.
— Olha só, Sasuke-chan... eu adoraria trepar com você até amanhã de manhã, fazer todas aquela coisas gostosas que costumávamos fazer, mas enquanto eu não puder acabar com aquele cara, eu não vou fazer ou pensar em outra coisa.
— Você e o Itachi também estão...?
— Claro que não! Aquele dia só dormi na mesma cama que ele porque não tinha outro lugar, mas você viu que depois eu passei a dormir no colchonete igual você.
— Humf, mesmo assim... Está preferindo ele? Por isso me rejeita?
— Não me leve à mal, você ainda é o meu favorito, mas eu fiquei presa naquele lugar por semanas, e ninguém foi atrás de mim, ninguém apareceu para me salvar ou me ajudar, então enquanto eu não puder sentir que eu mesma serei capaz de me defender sozinha de um cara maldito como o Pain, eu não vou parar.
— Você não precisa disso Ino...
— Eu preciso! — ela o interrompeu — eu fui leviana a vida toda e só me fodi! Enquanto via você correndo atrás de outras meninas "melhores" do que eu, tendo que me contentar com o resto do resto de afeição que você me dava! Eu não vou mais me contentar com migalhas de sentimentos ou migalhas da vida. Eu posso não conseguir ganhar desse cara agora, mas eu vou treinar o suficiente até conseguir, até que eu possa matá-lo com as minhas próprias mãos, entendeu?
— Se você diz...
— E você deveria focar no seu treino também, o Itachi me disse que você está aqui há um bom tempo e não evoluiu nada.
— Aquele filho de uma mãe, lazarento. É claro que eu evolui.
— É mesmo? — ela direcionou um soco no rosto dele que foi facilmente defendido.
— Eu não vou lutar com você, garota. Eu te mataria facilmente.
— Pode ser, mas uma hora eu vou poder ganhar de você, então serei eu quem escolherei se você vive ou morre — ela respondeu com um sorriso e um olhar enigmático.
Ino voltou a treinar e Sasuke a ficou observando, aquele corpinho delicado que antes ele podia usar como bem queria agora estava inacessível. Ela saiu para correr e ele foi procurar algo para comer. Na geladeira só tinha salada, frango e claras de ovos. No centro, um belo pudim, ainda intacto. Lembrou das palavras do irmão o chamando de fraco e dizendo que deixava as sobremesas á disposição de propósito.
— Filho de uma puta — Sasuke praguejou baixinho.
Então resolveu que mostraria para Itachi, Ino, Naruto, Gaara e qualquer outro que o julgava fraco que ele era tudo, menos fraco. Pegou o pudim e atirou-o para fora da janela. Do alto do décimo terceiro andar, o doce se espatifou no pátio de entrada do prédio.
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