Gefährliches Dreieck
24 Por Rachel:
Meu pai quase me matou de vergonha, eu sentei no sofá e encarei os dois. Eles pareciam chocados, e meu pai Hiram estava vermelho de ódio.
– Rachel Barbra Berry, eu não posso acreditar que você está mesmo gravida- ele murmurou, havia uma decepção em sua voz- gravida de um rapaz que você mal conhece, um rapaz que se instalou no seu apartamento, e que provavelmente não tem onde cair morto, um rapaz que trabalha de noite e em New York.
Ele murmurou, tentando fazer acusações à Antony.
– Papai, se você pudesse ouvir, Antony é um bom rapaz, ele não se instalou aqui, ele só vem me ver e me cuidar de mim, ele se preocupa demais com meu bem-estar e com a vida do nosso bebê, eu o conheço pouco, realmente, mas ele tem se mostrado uma pessoa incrível e já me apresentou ao pai dele- eu considerava Alejandro, tio de Antony, uma espécie de pai para o mesmo- e eu vou conhecer os outros familiares dele na próxima semana, Antony tem um emprego no hospital, ele é médico e estuda em Yale, ele se desdobra em mil pra poder vir aqui me ver, pra ver se eu estou bem e seu eu preciso de alguma coisa. Sai daqui tarde da noite, só vai depois que sabe que eu me alimentei bem e que vou ficar bem. Ele cuida de mim, como nenhum outro cara cuidou e eu estou feliz com ele. Antony é meu namorado, e provavelmente venha a ser meu futuro marido...
Meus pais ficaram calados.
– Só temos que aceitar estrelinha, mas é difícil, saber que vocês deram um passo tão grande- Papai Leroy se agachou ao meu lado e pediu pra eu levantar a blusa- Mas acredite, eu já amo esse bebê, porque ele é seu Estrelinha, e é meu neto.
– Não, não mesmo, não diga besteira Leroy, nossa filha está na faculdade- ele disse irredutível- Você vai tirar essa criança, Rachel, num futuro longe quem sabe você possa ter um bebê, com um rapaz que nós passamos aprovar.
– Pai?- eu murmurei assustada- Eu não vou fazer isso, não vou tirar meu bebê, você só pode estar louco, não é?
Eu coloquei a mão na minha barriga de forma protetora. E senti umas lagrimas grossas, escorrendo por minhas bochechas.
– Rachel filha, seu pai não está falando sério.- papai Leroy disse firme, pegando meu outro pai... Não, aquele não era meu papai, pegando Hiram pelo braço e o arrastando dali- Eu vou conversar com ele, Estrelinha, não se preocupe.
Ele me abraçou e beijou minha testa, mas tudo que eu conseguia era deixar lagrimas escorrem por meu rosto. Acho que passei a tarde assim, com essa sensação de incapacidade e de abandono, eu fui até o quarto, me deitei agarrada à Bruno, o urso que Antony me deu. E sim, o nome do urso é por causa do Bruno Mars.
Acho que acabei adormecendo, mas despertei ao sentir meu rosto ser acariciado de forma carinhosa e mansa.
Abri os olhos e encontrei os olhos verdes de meu namorado, ele estava com o rosto vermelho e parecia ter chorado, ele beijou minha bochecha e me deu um sorriso.
– Pensei que não vinha hoje.
– Eu não consegui ficar longe, fiquei preocupado com você.
Ele buscou minhas mãos e quando eu apertei seus dedos ele se contorceu de dor, eu me apoiei na cabeceira da cama e trouxe suas mãos para perto de mim, estava machucado, com grandes arranhões, pontos roxos e alguns curativos.
– O que houve?
Perguntei preocupada.
– Eu precisava descontar minha raiva e acabei fazendo isso de forma errada e dolorosa... Mas já está tudo bem, é só uma luxação no pulso e os cortes na mão, ganhei duas semanas longe do hospital e falei com meus professores e como eu já tinha adiantado minhas provas, vou poder ir à Miami mais cedo, o que você acha disso?- ele beijou minha testa e deitou ao meu lado- E eu acho que vai fazer bem pra gente, pra mim, pra você e pro nosso bebê.
Ele murmurou, enquanto seu braço esquerdo circundava meus ombros e me fazia me encostar mais em seu peito. Eu o encarei, ele estava sem óculos naquele dia, seu olhar estava quebrado e verde estava apagado e frio.
– Eu acho uma ótima ideia, eu vou falar com meus professores.
Ele acariciou minha pele apenas com o movimento do seu polegar e começou a beijar minha testa.
– Como foi com seu pai?
– Ele foi muito... Eu nem sei o que dizer, me sinto envergonhada, e agora enfurecida- murmurei- além dele tentar te agredir, ele me sugeriu que eu tirasse o bebê...
Murmurei, enquanto uma raiva flamejante ocupava minhas veias, eu estava odiando o Hiram, e no momento que ele sugeriu aquilo ele deixou de ser meu papai.
– Como?
– Ele sugeriu que eu abortasse...
– Ah, mas que crápula, ele não fez isso?- Antony disse raivoso e um pouco mais alto que o comum, era a primeira vez que eu o via tão aborrecido- Eu vou quebrar a cara desse filho de uma... Ele não pode falar isso Rachel, não pra você, não pode falar isso com ninguém. Aqui dentro tem uma vida, nosso bebê...
Ele disse enquanto sua mão quente repousava naquele volume, ele levantou minha camiseta e sua pele ficou em contato com a minha.
– Gosto tanto de tocar nessa barriguinha, gosto de beijar, é tão bonita.
Ele murmurou contra meu ouvido, me fazendo sorrir e virar meu corpo pra ficar de lado. Estava praticamente deitada sobre ele.
Conversamos por um tempo e logo senti que ele relaxou e dormiu. Levantei devagar e puxei seu tênis e suas meias. Fui pra sala e comi o resto de pizza e bebi suco. Voltei pro quarto e desliguei a luz pra me deitar ao lado de Antony.
Assim que eu coloquei meu peso sobre o colchão, eu senti suas mãos me puxando pra perto.
Acordei cedo naquele dia, mas assim que cheguei à cozinha me deparei com Antony e Quinn tomando café e conversando aos sussurros, assim que eu entrei eles pararam de falar seja lá o que for.
– Bom dia, vocês...
Murmurei.
Fale com o autor