Gefährliches Dreieck
13 Por Rachel:
Notas iniciais
Senti uma coisa estranha quando fui ao quarto com Finn, acabei desistindo de qualquer tentava que teria com ele, sai correndo e voltei ao salão, só havia um cara lá, com terno vinho e sentado perto do balcão. Ele conversou comigo, me deu agua para beber e não deixou consumir mais nada com teor alcoolico, achei superfofo da parte dele, dançamos, nos beijamos e tivemos uma ótima noite, uma coisa incrível, eu não sei descrever...
Eu cheguei à minha casa com as energias renovadas, eu não conseguia esconder o sorriso que se formou em meu rosto.
Tentei entrar sem fazer barulho, já que ainda era um pouco menos de oito da manhã. Levei um susto assim que cruzei a sala e meu pai estava lá, com o jornal nas mãos e as pernas cruzadas.
– Rachel, que bom que chegou.
Ele disse, apontando o sofá pra eu sentar.
Respirei fundo e sentei no lugar que ele sugeriu. Ele abaixou o jornal e me encarou.
– Passou a noite com o Finn?- ele perguntou sem rodeios- Eu não entendo, você ainda não percebeu que esse garoto será sua ruína, minha filha, você tem um namorado em New York, estuda em uma boa faculdade e tem uma apartamento legal, porque passou a noite com o Finn?
Eu respirei fundo e revirei os olhos, meu pai Hiram é tão controlador.
– Papai, eu não dormi com o Finn, só o vi na hora em que ficamos no altar e quando cantamos juntos na festa, mas depois ele sumiu e eu fui beber...- murmurei essa ultima parte- Conheci um carinha na festa, ele puxou assunto comigo, disse pra eu parar de beber, dançou comigo e me encheu d’agua, pra poder tirar o efeito da bebida. O pessoal começou a ir embora, ele se despediu de mim, mas a carona dele sumiu, minha carona também, então eu fiquei por lá conversando... Até que trocamos alguns beijos e fomos pra um quarto.
Talvez não tenha acontecido nessa ordem, ou desse jeito, mas é que eu estava meio bêbada quando começamos a conversar e só fiquei bem depois que bebi aquilo tudo de agua que ele me deu.
Meu pai estava amassando o jornal entre os dedos.
– Ele, ele se aproveitou de você.
– Claro que não.
– Rachel, ele se aproveitou da sua pureza, minha filha, usurpou sua inexperiência.
– Ele foi ótimo comigo, me deu atenção e não saiu correndo no dia seguinte como Finn e Brody fizeram- disse, nervosa- Sabe, ele é um ótimo garoto, e tem futuro... Ele estuda em Yale.
Meu pai não quis mais ouvir e saiu da sala, eu respirei fundo e fui ao meu quarto. Precisava arrumar minha mala, tomar um banho e me livrar desse vestido rosa. Ainda teria que encontrar com Santana e Kurt no aeroporto.
...
Santana estava estranha, um sorrisinho besta nos lábios e uma cara feliz.
– Se arrumou com a Britt?
Perguntei, mas ela fechou a cara.
– Não, mas encontrei outra loira, muito gostosa e bem safada.
Ela murmurou em resposta, me fazendo corar.
– E você? Como foi com o orca rei?
– Eu não dormi com o Finn, ok? Ok.
Murmurei, enquanto via Kurt e Blaine se aproximando. Os dois estavam de mãos dadas e sorrisinhos no rosto.
– Alguém andou dando a bunda...
Santana cantarolou.
A latina era tão inconveniente, resolvi recolher minha repreensão e ignorar aquele comentário. Eu só queria curtir um pouco da felicidade, que aquele estranho rapaz deixou pra mim.
...
Desde a festa haviam se passando três meses, eu nunca mais tive noticias de Antony, mas decidi não me envolver com mais ninguém. Chutei Brody de minha vida, e também não respondi as mensagens de Finn. Eu não queria mais ninguém.
Nesses últimos três meses algumas coisas estranhas vem acontecendo comigo, eu estava me sentindo mais cansada que o comum, tinha oscilação de humor e na maioria das vezes isso me fazia ficar mais estressada que o normal. Ah, e a vontade estranha de comer carne, eu não podia ver carne e uma vontade insana se apossava de mim, vontade essa que eu fiz o favor de ignorar...
Eu estava na aula de Cassandra July, senti uma vontade louca de vomitar, mas antes que eu pudesse realmente chegar ao banheiro eu senti o chão em contato com minhas costas, alguns gritos e tudo ficou escuro.
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