Gefährliches Dreieck
38 Por Quinn
Notas iniciais
Senti um arrepio que passava da base de minhas costas até a nuca, tentei voltar a dormir, mas acabei abrindo os olhos e encontrando os grandes olhos de Jess que me observavam atentamente.
– Hey, que horas são?
Perguntei, enquanto piscava algumas vezes até me acostumar com a claridade do quarto.
– Quase onze, você dormiu bastante.
Ela respondeu, e logo depois seus lábios formaram um sorriso.
– Eu, realmente, estava precisando dormir assim- mudei minha posição na cama, e me sentei com as costas contra a cabeceira- Você está acordada faz muito tempo?
– Mais ou menos- ela respondeu rapidamente- Seu celular tocou a manhã inteira, tem algumas ligações perdidas de Santana e de sua mãe.
– Depois eu retorno.
– Rachel também mandou mensagens.
– Ok, depois eu olho.
Respondi, tentando controlar as batidas do meu coração. Eu queria sair correndo procurando o celular, mas também não queria parecer desesperada.
Levantei da cama, busquei minha toalha de banho e entrei no banheiro.
Optei por um banho frio, o tempo lá fora parecia muito quente. Terminei o banho e busquei minha toalha.
– Jess?
– Uhn?!
– Pega uma roupa pra mim, por favor?
Não ouvi sua resposta, saí do boxe e andei até a pia, enchi minha escova com pasta de dente, e comecei a higienizar minha boca.
– Quinnie, onde você está colocando sua roupa suja?
Cuspi a espuma que estava em minha boca.
– Está numa sacola plástica, perto da mala.
– Por que você não me entregou, eu lavava para você.
Enxaguei a boca e lavei a escova.
Peguei o pente e passei rapidamente pelo cabelo. Desfiz-me da toalha e peguei a roupa intima que Jess tinha trago para mim.
– Você quer tomar café? Eu posso preparar ovos e bacon.
– Não quero abusar da hospitalidade, mas vou aceitar sim.
– Vista-se, e eu já vou descendo.
Ela me deu um beijo na bochecha, eu vesti um short jeans e uma camiseta sem mangas. Peguei o desodorante e depois fui ajeitar a cama e dobrar nossas roupas.
Desci as escadas, na sala estava minha amada sogrinha.
– Bom dia.
– Ah, oi Quinn, Jess está na cozinha.
– É eu sei.
Andei até a cozinha, arrastei a cadeira que ficava perto da pequena mesa. Havia uma caneca na mesa.
– Quer café, achocolatado ou suco?
– O que você quiser me dar.
Murmurei, enquanto pegava o jornal que perfeitamente dobrado encima da mesa.
Não havia muitas noticias, apenas pequenas informações sobre clima, festas beneficentes e os jogos do time estadual.
Vi que Jess pegou a xícara, e logo depois a colocou no mesmo lugar. Peguei-a, e levei até os lábios, havia achocolatado. Abri um pequeno sorriso.
Comi torradas, com ovos mexidos e bacon. E depois ajudei-a a lavar a louça suja.
– Então, quais os planos para hoje?
– Ah, não sei, pensei em ficarmos em casa, podemos ver um filme ou estudar, mais tarde saímos para almoçar em alguma lanchonete.
Assim que subimos eu retornei a ligação da minha mãe. Ela queria saber das novidades, de como eu estava passando o recesso e como a família da minha namorada estava me tratando. Ela também falou que Frannie estava indo visita-la, e ela estava muito animada.
Retornei a ligação de Santana, ela estava de ressaca, me xingou um bocado, mas depois foi bem amigável, ela disse coisas desconexas relacionadas a Brittany, e depois desligou na minha cara.
A mensagem de Rachel era um simples “Como você está?”, e isso me quebrou um pouco, eu esperava mais, acabei não respondendo.
Jess e eu tiramos a hora para estudar, era bom fazer isso com outra pessoa. E ela sabia explicar as coisas que eu não conseguia entender.
Mike veio nos chamar para o almoço, havia peru assado, arroz, purê de batatas e milho cozido.
Comi e repeti, acho que até fiz um pouco de vergonha, mas a comida estava realmente boa. E eu sabia que quando voltássemos a New Haven não teríamos isso.
–x-
No meio da tarde saímos para fazer um lanche, eu peguei o carro do meu sogro emprestado. A lanchonete nem era tão longe.
O ambiente era legal, e o lanche era melhor ainda.
– Eu sempre vinha para cá depois dos treinos, minha mãe nem sonha.
Jess confessou, enquanto bebia seu milk-shake de morango.
Eu ainda estava comendo meu hambúrguer, enquanto tentava empurrar tudo com a ajuda do refrigerante.
– Esse hambúrguer é grande pra caramba.
Murmurei de boca cheia, enquanto tomava mais um pouco de refrigerante.
Depois do lanche, pegamos um sorvete e fomos caminhar um pouco e olhar as vitrines de algumas lojas que ficavam ao longo da rua.
Havia uma loja de brinquedos, que era grande.
– Vamos entrar?
Jess perguntou, e eu apenas concordei. O lugar era enorme, e se eu que sou adulta estava tão encantada, imagina as crianças.
Tinha uma parte só de bonecas, onde Jess já saiu pegando uma e colocando debaixo do braço.
– Não me diga que você gosta de brincar de bonecas?
Perguntei, arqueando a sobrancelha e fazendo-a bufar.
– Obvio que não, sua idiota, isso é para Beth.
– Por que não levamos um boneco do Batman?
– Porque Beth é uma menina, Quinn.
– Toda criança precisa de um super-herói.
– São brinquedos para meninos. Meninos!
– Eu brincava com isso- respondi- e não sou um menino.
– Olha, você pode não ter pênis, mas você é quase um menino pra mim.
Revirei os olhos, e saí andando pelo corredor. Peguei o boneco do Batman e o trouxe comigo. Meninas podem brincar com super-heróis sim.
Depois de pagarmos, caminhamos de volta para o carro.
– Você vai ficar emburrada?
– Você me chamou de menino.
– Ah, Quinn, para de ser chata- ela resmungou- Foi uma brincadeira, você não sabe brincar, é?
– Vamos para casa, vamos.
Resmunguei, enquanto fechava a porta do carro e colocava a chave no contato. Jess entrou logo depois, estava de braços cruzados e cara de poucos amigos.
– Você é uma idiota.
– Eu não sou idiota.
– É sim. Não aceita nem uma brincadeira, poxa, Quinnie. Somos amigas.
– Tá, tá... Me desculpe, eu estou sendo boba com você. Agora vamos para casa, porque esse lanche me deu dor de barriga.
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